Uma imagem didática sobre a transferência do coronavírus

A imagem abaixo vem da lavra do fotógrafo Joedson Alves, da Agência EFE Brasil, tirada hoje pela manhã. O que você vê? E mais do que isso, você ficaria na frente de qualquer pessoa que possa emitir o mesmo volume de spray pela boca? Pense nisso! Afinal, se não houver o necessário distanciamento social, a expansão do coronavírus se tornará ainda mais exponencial.

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Congregação da Faculdade de Saúde Pública da USP emite nota sobre a evolução pandemia da COVID-19 no Brasil

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Nota à Imprensa da Congregação da Faculdade de Saúde Pública da USP sobre a evolução da pandemia de COVID-19 no Brasil

“Com 102 anos de história, sendo uma das instituições pioneiras da saúde pública no Brasil, a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), por meio de sua Congregação, dirige-se aos meios de comunicação para informar o seguinte. Não há contradição entre proteção da economia e proteção da saúde pública. A recessão econômica decorrente da pandemia será global e já é inevitável. Medidas de proteção social, especialmente o provimento de renda mínima para trabalhadores informais e complemento de renda para populações vulneráveis, a exemplo do que outros países estão fazendo, devem ser adotadas imediatamente. Esta proteção econômica é um dever do Estado que garantirá tanto a subsistência dos beneficiários como a preservação de um nível básico de consumo, protegendo a vida e a economia, inclusive os pequenos comércios. Neste cenário, os cortes de salários, inclusive de servidores públicos, constituiriam dano irreparável à economia, com queda ainda mais brusca de patamares de consumo. Não há que se confundir a economia brasileira com interesses econômicos de determinados grupos.

O isolamento exclusivo de pessoas em maior risco não é uma medida viável, especialmente em um país com as características do Brasil, com elevados índices de doenças crônicas não transmissíveis que constituem comorbidades relevantes diante da incidência do novo coronavírus. É importante ressaltar que a COVID-19 pode ser assintomática, tem largo potencial de propagação e, como bem revelam os dados de outros países, pode acometer igualmente jovens saudáveis que, com a sobrecarga dos serviços de saúde públicos e privados, podem vir a engrossar as estatísticas de óbitos evitáveis. Ademais, a experiência de outros países demonstra que, na falta de isolamento, parte significativa dos profissionais de saúde está sendo infectada por transmissão comunitária, ou seja, em seu convívio social, reduzindo o contingente de trabalhadores disponíveis, em prejuízo da saúde desses profissionais e de toda a sociedade.

Neste momento de crise, mostra-se urgente e essencial reforçar as capacidades do Sistema Único de Saúde no Brasil, ampliando o seu financiamento, articulando de forma eficaz e cooperativa as ações e serviços públicos de saúde prestados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ampliando as ações de vigilância em saúde e consolidando protocolos e diretrizes terapêuticos nacionais que orientem a sociedade brasileira de forma segura e cientificamente eficaz. Deve haver imediata regulação da distribuição dos leitos de UTI, articulando os setores público e privado, a fim de garantir o acesso equitativo ao tratamento intensivo para o conjunto da população.

Ainda no que se refere à valorização do SUS, deve ser ressaltada a importância dos profissionais de saúde que vêm se dedicando à atenção dos infectados pelo novo coronavírus. É fundamental que o Estado brasileiro proteja esses profissionais para o pleno desenvolvimento de suas atividades, uma vez que são extremamente expostos ao risco de contaminação e às jornadas de trabalho intensas e exaustivas. Para tanto, deve-se garantir o fornecimento dos equipamentos de proteção individual essenciais no manejo clínico da doença, assim como organizar rotinas e jornadas que evitem a sobrecarga de trabalho e ofereçam a esses profissionais ambientes de trabalho adequados e seguros.

A situação dos idosos merece particular atenção. A banalização da ideia da prescindibilidade de suas vidas no discurso político constitui afronta inadmissível à dignidade humana. A subsistência dos idosos deve merecer políticas específicas, pautadas por preceitos éticos.

O sucesso da política de saúde voltada à contenção do coronavírus depende da adesão da população às medidas orientadas pelo Estado, que deve ser capaz de organizar e incentivar a ação social coletiva nesse momento estratégico. Assim, as ações e serviços públicos de saúde devem pautar-se pelas melhores evidências científicas, com total transparência, clareza e objetividade. As medidas restritivas de direitos devem ser devidamente motivadas, proporcionais, potencialmente eficazes e atentamente monitoradas pela sociedade brasileira.

Por fim, o investimento em pesquisa e formação superior deve ser não apenas mantido mas incrementado de forma significativa e permanente. A experiência da COVID-19 demonstra o quanto a ciência é imprescindível na resposta às emergências, além do extraordinário proveito da vinculação estreita entre a produção científica e os grande sistemas públicos de saúde, com alto grau de fecundação recíproca. No entanto, a ciência requer investimentos de curto, médio e longo prazo, que podem ser altamente comprometidos pela instabilidade ou suspensão temporária de recursos.

Reiterando sua missão, seus valores e compromissos com o Estado Democrático de Direito e com a sociedade brasileira, a Congregação da FSP/USP coloca-se à disposição e solidariza-se com as autoridades sanitárias neste momento de extrema dificuldade, reconhecendo o empenho dos mandatários dos Estados da federação brasileira em salvar vidas. Nossa união e nossa solidariedade será fundamental para o êxito da resposta à COVID-19.

Como sanitaristas com formação plural e multidisciplinar que dedicamos nossa vida à formação e à pesquisa nesta área, pedimos: fiquem em casa, busquem informação confiável e defendam políticas imediatas de proteção social.

Congregação da Faculdade de Saúde Pública da USP”

Essa é a hora exata de Bolsonaro imitar Trump

trump bolsonaroJair Bolsonaro e Donald Trump durante encontro ocorrido nos EUA.

Como todos sabem, o presidente Jair Bolsonaro é um fã ávido do seu congênere estadunidense Donald Trump.  Em função disso, boa parte da sua linha de raciocínio vinha sendo uma espécie de espelho do que Trump estava mandando seu governo e o povo dos EUA fazerem para achatar a curva de difusão da COVID-19. A partir de uma minimização do potencial devastador do vírus, Trump estava efetivamente tratando o coronavírus como uma “gripezinha”, tal como Bolsonaro.

Pois bem, agora que os EUA se tornaram o epicentro global da pandemia causada pelo coronavírus, Donald Trump acaba de fazer um giro considerável em sua posição e enviou cartas à população pedindo que restrinja ao máximo a circulação e que, sempre que possível, os estadunidenses fiquem em casa (ver imagens abaixo).

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É interessante nota que as diretrizes de Donald Trump incluem os seguintes pontos:

  1. Escutar e seguir as determinações dos estados e autoridades locais
  2. Não ir trabalhar se estiver com sintomas
  3. Não sair de casa com crianças doentes e chamar a assistência médica
  4. Idosos e pacientes com doenças crônicas devem ficar em casa
  5. Isolamento total da família caso haja a confirmação de um caso de COVID-19
  6. Trabalhar e estudar em casa sempre que possível
  7. Evitar reuniões sociais e em grupos com mais de 10 pessoas
  8. Evitar bares e restaurantes, dar preferência a delivery e “para viagem”
  9. Evitar viagens desnecessárias, para compras ou turismo
  10. Não visitar berçários ou asilos
  11. Praticar sempre uma boa higiene

Todas essas orientações são muito semelhantes ao que já foi largamente recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e que países que contiveram a explosão da contaminação por COVID-19 já adotaram.

Pois então, esse momento me parece o mais recomendado e oportuno para que o presidente Jair Bolsonaro tome medidas para fazer o que ele tem mais feito ao longo de 15 meses de governo, qual seja, imitar as ações de Donald Trump. 

Aliás, falando em imitar as boas ações de Donald Trump, o governo Bolsonaro poderia também cessar o desfinanciamento do sistema nacional de ciência e tecnologia. É que no recente pacote aprovado pelo Congresso dos EUA, um total de US$ 1,25 bilhão (algo próximo R$ 7 bilhões) para agências federais de pesquisa apoiarem cientistas que tentam entender melhor COVID-19. Além disso,  parte desse valor será utilizado para apoiar universidades que fecharam devido à pandemia, algumas das quais poderiam apoiar pesquisas que foram interrompidas.

 

Negacionismo científico de Donald Trump colocou os EUA no centro da pandemia da COVID-19

Donald Trump,Jair Bolsonaro,TrumpDonald Trump e Jair Bolsonaro: dois negacionistas do conhecimento científico que agora precisam que os cientistas gerem respostas rápidas e eficazes para uma pandemia que eles ignoraram propositalmente.

O presidente Donald Trump, como seu congênere brasileiro Jair Bolsonaro, é um negacionista da importância do conhecimento científico. Como Bolsonaro, Trump negou os imensos riscos que estavam sendo criados sobre o povo dos Estados Unidos da América (EUA) pela rápida e letal expansão do COVID-19 em diferentes partes do planeta (ver vídeo abaixo).

Agora, os EUA estão no olho do furacão e já possuem mais cidadãos contaminados do que a China. A rede hospitalar estadunidense, majoritariamente controlada por grandes corporações, já chegou rapidamente à beira do colapso e, como em outros países, é provável que também os serviços funerários cheguem ao limite de sua capacidade em um momento muito distante.

Como já previsto pelo economista israelense Nouriel Roubini, o mesmo que previu o crash das bolsas em 2008,  já disse que Trump deverá perder as próximas eleições presidenciais por sua insistência por negar as evidências robustas que estavam sendo apresentadas pela comunidade científica acerca dos perigos postos pelo COVID-19.

Mas pior do que perder uma eleição, é provável que Donald Trump passe aos livros de história como aquele governante que permitiu que a maior potência econômica e militar do mundo sofra uma hecatombe sanitária por sua arrogância em relação ao conhecimento científico.

Entretanto, as semelhanças entre os presidentes do Brasil e o dos EUA nos ensinam importantes lições sobre a necessidade de se valorizar o conhecimento científico como a base de superação dos grandes desafios que estão postos neste momento, a começar pela pandemia do coronavírus.

Finalmente, lembro que morei nos EUA por mais de 7 anos, contando desde a minha chegada no Oak Ridge National Laboratory onde participei de uma equipe incrível por 1 ano e meio, o meu doutoramento na Virginia Tech onde fiquei quase 5 anos, e finalmente o meu pós-doutorado na Fairfield University onde atuei como bolsista da Comissão Fulbright por 11 meses. Em todo esse tempo, acumulei amizades que perduram até hoje, e hoje me preocupo com o destino de todas as amigas e amigos que como nós estão expostos aos riscos do COVID-19. 

Boaventura de Sousa Santos envia mensagem aos brasileiros pedindo a remoção imediata de Jair Bolsonaro da presidência da república

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O intelectual português Boaventura de Sousa Santos, um dos mais influentes pensadores da atualidade, enviou por meio de um vídeo uma mensagem aos brasileiros onde tece uma série de considerações sobre a forma pela qual o presidente Jair Bolsonaro vem conduzindo a crise sanitária causada pela chegada da COVID-19 no Brasil.

Para Boaventura de Sousa Santos a pandemia causada pelo coronavírus demonstra a total falência de governos de direita e extrema-direita para “salvar vidas, poupar vidas, em um momento de crise tão grave, pois põe seus interesses econômicos acima da vida“.  Dentre os exemplos de governos que agiriam assim, Boaventura citou os EUA, a Índia e o Brasil.   

O intelectual português afirmou ainda que, independente do regime, os países que não aderiram à lógica neoliberal -do capitalismo selvagem,  e bárbaro, dispostos a sacrificar vidas- resolvem melhor os problemas da crise do que todos os outros. Dentre os países que segundo Boaventura de Sousa Santos souberam enfrentar melhor a crise estão incluídos Singapura, Taiwan e China.

Segundo Boaventura , o caso do Brasil seria mais grave porque nosso país não tem um problema de saúde pública, mas dois problemas de saúde pública.  O primeiro seria a pandemia propriamente dita, e o segundo seria o presidente Jair Bolsonaro que Boaventura considera ser “um indivíduo obviamente transtornado, um louco que deve sair da presidência o mais rapidamente possível“.

Boaventura aproveita para dizer que a loucura do presidente Bolsonaro não é uma qualquer, mas que representa os interesses das elites que o colocarma no poder. Essas elites, segundo ele, querem aproveitar a crise da COVID-19 para destruir toda a lógica de proteção do trabalho e dos trabalhadores no Brasil, e de toda lógica social, de políticas sociais, e criar assim um capitalismo totalmente selvagem. 

Em função disso, Boaventura assinala que existem lutas importantes em curso, a começar pela luta para impedir que a lógica que está por detrás da loucura aparente de Jair Bolsonaro siga adiante.  Assim, Boaventura aponta que a luta urgente é impedir que Jair Bolsonaro continue no poder. 

Mas Boaventura aponta ainda para o silêncio das esquerdas brasileiras, mesmo frente aos incontáveis panelaços que estão ocorrendo no Brasil atualmente. Para ele, a mobilização da esquerda será importante porque o próximo presidente, que deverá ser o vice-presidente Hamilton Mourão,  vai querer continuar aplicando as políticas de proteção dos interesses econômicos da burguesia brasileira que foi quem teria posto Jair Bolsonaro no poder.  Além disso, Boaventura lembra que outros dois problemas a ser enfrentados serão o de caráter econômico com o ministro Paulo Guedes e o político com o ministro Sérgio Moro.

Entretanto, Boaventura assinala que a luta principal e mais urgente para todos os brasileiros, independente de sua orientação ideológica, é retirar imediatamente Jair Bolsonaro do poder. Para tanto ele como exemplo ação coordenada dos governadores que têm agido para se contrapor às ações de Jair Bolsonaro.

Abaixo posto o vídeo enviado por Boaventura de Sousa Santos para que todos possam ouvir na íntegra o que disse em sua mensagem aos brasileiros.

 

Em tempos de Coronavírus, o Brasil é o país da subnotificação e da falta de prevenção

corona02Sem testagem em massa e com uma rede de saúde insuficiente, o Brasil não terá como saber o número de infectados por coronavírus

Em meio às manifestações de empresários, políticos, e do presidente da república Jair Bolsonaro no sentido de que a pandemia do coronavírus não é o bicho papão que os governos do resto do mundo estão fazendo parecer (o da Índia, por exemplo, acaba de colocar 1,3 bilhão de pessoas em confinamento total). 

Um grande problema para qualquer apreciação realista da amplitude que a pandemia do coronavírus poderá ter no Brasil é o fato de que os sistemas de controle para detectar se os indivíduos estão doentes ou não são historicamente falhos.

Tomemos por exemplo o caso das notificações de intoxicação por agrotóxicos.  Em 2015, a pesquisadora Rosany Bochner, vinculada ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz) e  então coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox),  trouxe à tona um problema grave de saúde pública. A partir de dados coletados pelo Sinitox, Bochner chegou à conclusão de que para cada caso de intoxicação registrado (ou seja notificado), outros 50 casos passavam em branco, gerando uma estrondosa taxa de subnotificação de 50:1.

No caso do coronavírus, esta subnotificação estaria no Brasil na ordem de 11:1 segundo estudo realizado pelo insuspeito Centro para Modelagem Matemática de Doenças Infecciosas (CMMDI)  da London School of Tropical Medicine, do Reino Unido, que fez um cálculo da subnotificação da COVID-19 em vários países. O levantamento feito pelo CMMDI sugere que no Brasil apenas 11% do total de casos  teriam sido diagnosticados. Como a testagem por aqui ainda está sendo restrita aos casos que já deram entrada em hospitais, os dados do CMMDI também poderia estar subestimados, pois efetivamente não há um controle sobre aqueles que já foram infectados e não atingiram o grau necessário para procurarem unidades hospitalares.

Supondo que a incidência real de infectados por Coronavírus esteja na faixa de 11% a 50% do número sendo difundido pelo Ministério da Saúde até agora, o que temos pela frente é efetivamente um desafio que a nossa rede de hospitais não tem como enfrentar sem que ocorra um grande números de óbitos. Há que se notar que o total de mortes não ficará nos números estimados pelo proprietário da rede Madero que estimou que teremos algo entre 5.000 e 7.000 fatalidades causadas pelo coronavírus até que haja o achatamento da curva.

Para que se veja o tamanho do problema que se aproxima no horizonte, o site “The Intercept Brasil” publicou hoje uma matéria indicando que um relatório da Agência Brasileira de Informação (Abin), se a mesma curva de progressão de países como China, Itália e Irã for aplicada, o nosso país chegará a 6 de abril com 5.571 mortos e 207.435 casos de infectados pela doença. Também é importante notar que as curvas dos países citados tem possui uma taxa de subnotificação, o que torna as previsões da Abin ainda mais graves.

evolução coronavírus

Fonte: Abin, 22/03/2020

Então como explicar as manifestações do presidente Jair Bolsonaro e de determinados empresários de que governadores e prefeitos estão exorbitando em face de uma “gripezinha”?  Como a matéria do “The Intercept Brasil”,  pelo menos o presidente Jair Bolsonaro não o faz por falta de informações já que ele recebeu o citado relatório da Abin.  Daí que o motivo para tentar reabrir o que está fechado, desconsiderando o efeito que teria sobre o agravamento da difusão já subnotificada da pandemia do coronavírus, atende a outros interesses que não o da saúde da maioria do povo brasileiro.  Quais interesses são esses é que esta aberto para debate, pois quanto ao tamanho do desafio que estamos enfrentando não há.

 

Porto do Açu vira foco potencial do coronavírus no Norte Fluminense

Este blog vem desde sua criação acompanhando e notando várias das mazelas envolvendo a implantação e funcionamento do Porto do Açu que está localizado no município de São João da Barra na região Norte Fluminense.

Aqui já se falou sobre desapropriações escabrosas, greves causadas por violações dos direitos trabalhistas, contaminação de águas por sal oriundo do aterro hidráulico, erosão costeira, várias das mazelas mais evidentes que o Porto do Açu trouxe para São João da Barra.

Mas eu realmente não esperava que o Porto do Açu também se transformasse em um ponto focal para a disseminação da pandemia do coronavírus em função da insensibilidade e descaso de empresas que ali operam com a saúde de seus trabalhadores. Contudo, hoje o jornalista Roberto Barbosa informou em matéria publicada no cadernos Cidades do jornalO REBATE que as empresas TechnipFMC e a Gercon, duas empresas que operam juntas no Porto do Açu, e estão tentando os seus trabalhadores dentro de expediente normal, apesar da orientação governamental seja para que todos fiquem em casa.

porto do açu

Se esta situação não for revertida, o risco que corremos é que todos os bons esforços que estão sendo realizados nos municípios que circundam o Porto do Açu para conter a expansão do coronavírus serão inúteis, já que ao retornar para suas casas os trabalhadores do Porto do Açu poderão agir como difusores (ainda que contrariados) do vírus que hoje aterroriza o mundo inteiro.

Aguardemos o que farão as autoridades que hoje se debatem com a calamidade sanitária que está foi deflagrada pela chegada do coronavírus no Norte Fluminense.