Servidores, pensionistas e aposentados discriminados pelo (des) governo Pezão lançam carta pública de denúncia à população fluminense

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS.

Hospital, que nada! A “licença médica” do (des) governador Pezão está sendo cumprida num Spa 5 estrelas!

pezao rituaali

Na última 6a. feira (14/07), o jornalista Lauro Jardim informou em seu blog no jornal “O GLOBO” que o (des) governador Luiz Fernando Pezão estava tirando mais um período de licença médica, preocupado que estaria com as suas taxas altas de glicose [Aqui!].

pezao spa 0

Apesar de não morrer de amores pelo (des) governador Pezão, acabei nem comentando mais essa saída dele da direção do executivo fluminense, exatamente num momento em que mais de 200 mil servidores continuam imersos em graves dificuldades pessoais por causa de sua incompetência para gerir uma crise da qual ele é um dos artífices.  Afinal, há que se respeitar a doença alheia, mesmo sem a expectativa de que este paciente fosse se internar num dos muitos hospitais estaduais que ajudou a precarizar.

Mas minha posição relativamente leniente para com Pezão sofreu um abalo considerável quando o mesmo Lauro Jardim nos informou que o (des) governador ungido para o poder pelo hoje presidiário Sérgio Cabral não se internar num hospital, mas sim se hospedar num spa 5 estrelas, o Rituaali,  que fica localizado na charmosa e aprazível Penedo, que fica nos pés da Serra da Mantiqueira na região sul fluminense, e cuja construção custou aos seus donos a “bagatela” de R$ 20 milhões [Aqui!]. 

pezão spa

Ao verificar o site do “Rituaali” pude notar que o estabelecimento é um daqueles que os ultraricos brasileiros vão para se recuperar de doenças e do cansaço que suas vidas difíceis sempre carregam [Aqui!].  Uma indicação que o local não é para qualquer um é o fato de que não são fornecidas tarifas para ocupação dos chalés e apartamentos que compõem o Rittuali, distribuidos em uma área de 16 hectares! Entretanto, uma dica sobre valores foi dada por uma frequentadora deste spa na Veja Rio, que chegaram a salgados a R$ 14.000,00 por uma semana com a família em um apartamento. Entretanto, a mesma matéria nos informa que a tarifa semanal pode chegar a R$ 11 mil por pessoa num dos chalés privativos do Rituaali [Aqui!] (ver imagens de alguns aspectos da estrutura deste spa na apresentação abaixo).

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Que o (des) governador Pezão gosta de estabelecimentos de alto luxo já se sabe quando veio a público o fato de que ele havia se hospedado com diárias pagas por seu padrinho político, Sérgio Cabral, no Resort Hotel PortoBello entre 2009 e 2012 [Aqui!]. A novidade aqui é que ele se põe a usar uma suposta doença para ir se alojar num spa 5 estrelas, num momento em milhares de aposentados estão sem dinheiro para comprar remédios e alimentos [Aqui!].

Um detalhe a mais que foi levantado pelo “The Intercept” do jornalista Glenn Greewnald revela que o (des) governador Pezão gosta da proximidade com pessoas que lhes são conhecidas a partir de negócios realizados com o estado do Rio de Janeiro. É que segundo o jornalista Ruben Berta, o “Rituaali” tem  sócio-administrador  o Sr. Marcos Ferreira Trindade, um dos homens fortes da FSB, empresa que realiza trabalhos de assessoria de imprensa para o governo  do Rio de Janeiro [Aqui!]. Além disso, nos mostra que Pezão é um  habituée do Rituaali, já que teria passado quatro dias neste spa de luxo em Fevereiro [Aqui!]

A verdade é que falta ao (des) governador Pezão o mínimo de decoro que se requer daqueles que se elegem supostamente para avançar os interesses da população. Por muitos menos do que está acontecendo no Rio de Janeiro, políticos japoneses e coreanos se suicidam para não desonrar suas famílias. Já na China….

Aliás, não custa nada lembrar que no dia em que o (des) governador Pezão rumou para o seu retiro de luxo se lembravam os 228 anos da queda da Bastilha, evento que marcou a derrubada da nobreza francesa do seu poder absolutista pela plebe revoltada com as diferenças de oportunidades e, principalmente, com o desprezo dos nobres para com sua pobreza.  

O pacote de maldades “Meirelles/Pezão” vai fazer os dias atuais parecerem dourados

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De tempos em tempos, leio a declaração de algum dirigente sindical ligado ao funcionalismo estadual fluminense afirmando que o pacote de maldades engendrado pelo ministro banqueiro Henrique Meirelles e piorado pelo (des) governador Luiz Fernando é a “única saída que sobrou para o Rio de Janeiro”.

Esse tipo de declaração cairia bem nas bocas desses vários (des) secretários de baixa qualidade que povoam o (des) governo Pezão, mas soa contraditório na boca de sindicalistas que estejam realmente comprometidos em defender sua classe.

E eu explico porque penso assim. É que não há neste conjunto de medidas qualquer elemento que sinalize uma melhora de médio e longo prazo na agonia financeira em que o governo de cleptocratas comandado por Sérgio Cabral et caterva nos colocou. Além disso, o que temos é a imposição de medidas de arrocho sobre o funcionalismo estadual, privatização de bens públicos e a perda de autonomia sobre a gestão financeira do Estado que, a partir de agora, terá de se submeter ao que for imposto pelos czares neoliberais que de Brasília estão regredindo o Brasil ao Século XVI.

Quanto mais cedo os servidores e, por extensão, a sociedade fluminense acordarem para esta realidade melhor será. É que se as pessoas estão achando que as coisas estão ruins agora, esperem para ver como a coisa vai ficar depois que esse pacote de maldades for aplicado em sua totalidade!

E, pior, esse pacote neoliberal não toca num fio de cabelo da farra fiscal que já causou uma perda de mais de R$ 200 bilhões aos cofres estaduais nem, tampouco, mexe na estrutura da dívida pública acumulada na última década para saciar uma estrutura sofisticada de drenagem de recursos públicos em nome de um punhado de políticos e suas empresas.

Assim, que nenhum servidor se iluda! A intenção desse pacote não é regularizar salários e pensões atrasados, mas sim iniciar um processo de enxugamento da máquina pública que ainda causará milhares de demissões, cassará direitos garantidos pela Constituição e ampliará ainda mais o controle do serviço público por empresas terceirizadas.

A única saída para o Rio de Janeiro será a ação política organizada para quebrar um ciclo vicioso que mistura práticas nada republicanas com um receituário neoliberal que deixaria Margareth Tatcher com inveja. 

E lembrem-se esse pacote de maldades não é a única saída que resta ao Rio de Janeiro. Este pacote é a única saída que interessa aos que vem saqueando o Rio de Janeiro.

Entrevista do procurador geral do município sinaliza: sob a desculpa de não imitar Sérgio Cabral e Pezão, vem aí mais arrocho nos pobres e servidores

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O Prefeito Rafael Diniz (PPS) apoiou e foi apoiado pelo (des) governo Pezão, e seu partido, o PPS, pertence à base de apoio do governo no Alerj.

O jornal Folha da Manhã publicou em suas edições impressa e digital uma longa entrevista com o procurador geral do município de Campos dos Goytacazes, o advogado José Paes Neto sob o curioso título de “Reverter o caos dos Garotinho para não virar Estado do Rio” (Aqui!). Eu digo que é curioso porque o (des) governador Pezão apoiou a candidatura de Rafael Diniz para prefeito de Campos dos Goytacazes e o PPS, ao qual o alcaide pertence, faz parte da base de apoio do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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Ao ler algumas partes substantivas da entrevista, encontrei menções a mais cortes que deverão ser realizados para supostamente equilibrar as finanças de um município que possui um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão de reais e, curiosamente, as áreas que deverão sofrer os efeitos da tesoura serão a saúde e a educação, sob o argumento de recorte neoliberal conhecido como “otimização”.

Vi também que a receita aplicada pelo (des) governo Pezão, o qual o procurador geral diz querer não ver repetido, deverá ser aplicado aqui: apertar o cerco aos servidores, impondo até ponto eletrônico em hospitais nos quais já sabemos que não há comida para os servidores. Em outras palavras,  corremos o risco de vermos funcionários passando fome dentro das unidades hospitalares, sem poderem sair para sequer se alimentar, sob pena de serem pegos pelo ponto eletrônico.

Achei ainda curioso a sinalização de que se vai apertar o cerco aos servidores concursados e sobre os prestadores de serviços pagos via o chamado Recibo de Pagamento Autônomo (RPA).  Entretanto, não identifiquei nenhum esforço para diminuir a ocupação de cargos comissionados por apadrinhados políticos que se sabe continuam onerando de forma absurda a folha de salários da Prefeitura de Campos dos Goytacazes.

Considero que esse receituário, que já incluiu o fechamento do restaurante popular, a suspensão do Cheque Cidadão, e 100% de aumento no valor da passagem de ônibus, é exatamente o mesmo que foi utilizado por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão em seu reinado no Palácio Guanabara. A semelhança é inequívoca, e aí fico me perguntando se o problema é mesmo impedir um iminente colapso financeiro ou garantir que só os pobres sofram com a sua consumação.  Pelo andar da carruagem, está mais para o segundo do que para o primeiro.

Então, me desculpem lembrar,  Rafael é Pezão e Pezão é Rafael!

Cesta básica? Os servidores e aposentados precisam é de seus salários e aposentadorias pagos em dia

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Em determinadas conjunturas históricas a realização de determinadas ações que parecem justas e corretas podem dificultar que se consigam as soluções para os problemas que as mesmas procuram resolver. Em muitos casos, podem até agravá-las.

Vejamos por exemplo a simpática campanha de recolhimento de cestas básicas que está sendo realizada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) para assistir servidores e aposentados que foram deixados de lado pelo (des) governo Pezão e estão há vários meses vivendo uma situação que não tem nada de “mero aborrecimento” como classificaram alguns juízes (com os gordos salários totalmente em dia, frise-se) do Tribunal de Justiça fluminense.

Essa campanha do Muspe pode até matar momentaneamente a fome dos servidores e aposentados, mas não resolve o problema. E, pior, os coloca na situação objetiva de aceitarem passivamente que o desrespeito continue, visto que quem vai para longas filas de doação, acaba voltando para casa com o piores sentimentos humanos, a começar pela completa sensação de humilhação e desprezo.

Então a ação de recolher e doar cestas básicas será inútil se não for acompanhada de um processo de politização que oferece um claro calendário de mobilizações que catalisem a raiva que tenho visto em muitos servidores, de modo eles a transformem em um sentimento positivo que, por sua vez, poderá ser mais eficiente para derrubar esse (des) governo que já não deveria existir mais faz tempo.

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Mas aí é que mora o problema, pois percebo uma aceitação passiva da cantilena de que o pacote de Maldades imposto pelo ministro/banqueiro Henrique Meirelles é uma pílula amarga aceitável para os servidores fluminenses,,  o único plano como gosta de dizer o agora licenciado (des) governador Pezão.  Não se fala nos prejuízos de curto e médio prazo que os servidores públicos do Rio de Janeiro irão ter que arcar para receberam seus corroídos salários em dia. Nem dos muitos direitos que foram ou serão cassados para que o estado tente de se recuperar das políticas desastrosas e da roubalheira que imperaram sob o comando de Sérgio Cabral et caterva.

Por isso, a decisão dos servidores da Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECT) de se manterem nas ruas e pressionando o (des) governo Pezão poderia servir de exemplo para todas as categorias e seus sindicatos. É que está mais do que demonstrado que com o (des) governo Pezão a única linguagem que seus membros entendem é o da pressão das ruas, sem as quais as reuniões que ocorrem em portas fechadas só servem mesmo para que os participantes tomem cafezinho juntos e posem para fotos risonhas ao final delas.

Desta forma, é que reafirmo: o que os mais de 200 mil servidores e aposentados demandam são seus salários e aposentadorias pagos em dia. E essa demanda deve guiar as ações dos que realmente desejam construir uma saída positiva para a profunda crise política, financeira e moral em que o Rio de Janeiro foi colocado pelo ex (des) governador Sérgio Cabral e seus colaboradores que hoje desfrutam as benesses oferecidas pelo estado ao prisioneiros de colarinho branco.

 

Ciência e tecnologia fluminense nas trevas e a possibilidade da volta de Gustavo Tutuca à SECT

Inquirido a opinar sobre a qualidade do eventual substituto do efêmero secretário de Ciência e Tecnologia fluminense, deputado Pedro Fernandes (PMDB), respondi que considerava que a infindável capacidade do (des) governador Pezão de apontar secretários fracos para dirigir áreas estratégicas, e o que um nome ainda mais desqualificado poderia ser indicado para a pasta.

Eis que hoje a coluna “Informe” do jornal “O DIA” nos informa que o potencial futuro secretário de Ciência e Tecnologia poderá ser um velho conhecido, o deputado Gustavo Tutuca, o qual já deixou triste memória em sua passagem anterior pela secretaria de Ciência e Tecnologia (SECT) do Rio de Janeiro (ver reprodução da coluna abaixo).

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A questão é que Gustavo Tutuca não apenas um currículo acadêmico bisonho (aliás, a coisa mais relevante que se sabe de Tutuca é que ele é conterrâneo de Pezão!), mas também possui um perfil refratário ao diálogo com as universidades, como ficou demonstrado ao longo do tempo em que permaneceu à frente da SECT.  A coisa foi tão ruim com Tutuca que teve gente lamentou a partida de Pedro Fernandes que, pelo menos, fingia dialogar com as universidades!

Além disso, após se omitir totalmente em relação ao caos instalado no sistema de ciência e tecnologia fluminense, Gustavo Tutuca ainda se deu ao trabalho de comandar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas irregularidades cometidas no pagamento de bolsas e auxílios nas universidades estaduais (Aqui!). Esta ação foi vista contra uma tentativa de intimidar as universidades e está até hoje atravessada na garganta de muita gente.

Interessante notar que a volta de Gustavo Tutuca também significará o desmembramento da área de desenvolvimento social e a recriação de uma secretária que seria entregue à uma deputada federal do PMDB. Com isso fica evidente a farsa que é o discurso do (des) governo Pezão de que há compromisso com o enxugamento de máquina e o corte de cargos comissionados! Aliás, a única coisa que se está enxugando neste (des) governo são os orçamentos das universidades e das escolas da rede Faetec!

Mas é importante que as universidades se preparem para a volta de Gustavo Tutuca para a SECT, pois esta volta representa apenas a sinalização de que as trevas em que vivemos neste momento ainda poderão piorar, e muito. E como diz a primeira lei de Murphy, “nada está tão ruim que não piorar”.

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Em tempo, a imagem acima já está sendo circulada nas redes sociais para “saudar” a possível volta de Gustavo Tutuca à SECT.  Ao que tudo indica, essa volta não vai ser marcada pela mesma tolerância com que Tutuca foi tratado na anterior. A ver!

Os aposentados da educação, esses completos esquecidos

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Hoje o (des) governo Pezão anuncia o pagamento dos salários de junho para os servidores da segurança pública e da educação. Muito bem que bem, pois assim pelo menos parte do funcionalismo estadual não fica na agrura de viver sem os salários devidos por seu trabalho.  Mas os anúncios do (des) governo Pezão sobre o pagamento do dia de hoje omitem uma informação importante. O fato é que foi criada uma diferença significativa entre os servidores da segurança e da educação na medida em que apenas os aposentados da primeira categoria estão também recebendo suas vencimentos no dia de hoje.  Já os da educação continuarão sua rotina de agonia e preocupação.

É que pela fórmula alegadamente utilizada pelo (des) governo Pezão para pagar os servidores da educação via recursos recebidos via o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), apenas o pessoal da ativa recebe seus salários em dia.

Tanto isto é verdade que ontem durante a manifestação realizada pelos servidores da Universidade Estadual da Norte Fluminense (Uenf) e da Faetec em Campos dos Goytacazes, conversei com vários professores aposentados que estavam indignados com o tratamento diferenciado que estão recebendo pelo (des) governo Pezão.  Mas daí me surgiu uma indagação: por que não ouvimos essa informação de forma categórica do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) ou, tampouco, uma campanha pública para denunciar a situação dos seus aposentados?

Ainda nessa questão do uso do FUNDEB para pagar os salários dos servidores da educação a questão que me vem à cabeça é a seguinte: o valor recebido do governo federal representa quanto do montante total dos gastos com esta categoria? Pelas informações que eu recebi, o montante complementado pelos recursos estaduais não é insignificante.  Se isso for verdade, por que nada transparece por parte do Sepe? Por que não ouvimos uma forte campanha de denúncia sobre a condição em que se encontram os aposentados da educação? Esse silêncio é constrangedor!

De toda forma, é preciso que se informe à população sobre a falácia de que todo os servidores da educação estão com seus salários em dia (ou melhor, menos atrasados)! Há que se denunciar a situação ultrajante em que se está deixando os aposentados do serviço público estadual onde os da educação estão inclusos.

Servidores da Uenf e da Faetec de novo nas ruas de Campos para denunciar (des) governo Pezão

Participei na manhã desta 5a. feira (13/07) de mais uma manifestação organizada pelos sindicatos que representam os servidores e professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e das escolas ligadas à Faetec na região da Pelinca em Campos dos Goytacazes para denunciar o projeto de destruição do (des) governo Pezão (ver imagens abaixo).

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Dois aspectos que merecem ser notados sobre esta manifestação foram a disposição dos servidores de enfrentar a chuva para continuar informando a população sobre os problemas que afetam não apenas o pagamento de salários, mas também a própria existência da Uenf e das escolas da Faetec com a crônica falta de repasse de verbas para custear o funcionamento dessas importantes instituições de ensino.

O segundo aspecto, e altamente lamentável, foram os depoimentos dados por aposentados do serviço estadual que se dirigiam aos participantes da manifestação para contar da sua indignação com o tratamento que lhes está sendo dispensado pelo (des) governo Pezão após décadas de serviços prestados ao Rio de Janeiro. Entre as principais dificuldades narradas está a falta de dinheiro para a compra de remédios!

Um detalhe a ser comentado foi a denúncia feita contra os deputados estaduais Geraldo Pudim (PMDB),  Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC) que consistentemente têm votado contra os servidores estaduais e se omitido completamente na defesa da Uenf e das escolas da Faetec.  

Uma coisa que ficou bem explícita nessa atividade é que há um forte apoio para os servidores por parte da população, o que ficou claro pela saudação com buzinas e o pedido de materiais informativos por parte do pedestres. 

Esse apoio serviu para motivar ainda mais os servidores que estavam presentes na manifestação a continuar realizando ações nas ruas de Campos dos Goytacazes, de forma a aumentar ainda mais o apoio da população à luta que está sendo realizada pelo pagamento de salários e financiamento da Uenf e da Faetec.

Em raro momento de sinceridade, secretário de Fazenda do (des) governo Pezão assume que discrimina servidores na hora de pagar salários

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Em entrevista ao jornalista Fernando Molica na CBN, o secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, ofereceu um raro momento de sinceridade ao reconhecer que o (des) governo Pezão selecionou os servidores da sua secretaria para serem pagos antes de outros, como é o caso dos que trabalham na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.  Qual o argumento utilizado por Gustavo Barbosa? Que os servidores da Secretaria Estadual de Fazenda e de Planejamento “fazem parte da máquina de arrecadação” ! [Aqui!]

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É interessante que tanta “sinceridade” não explique de forma completa como está se dando a escolha de certas categorias em detrimento de outras, incluindo, por exemplo, a Procuradoria Geral do Estado.  Outro exemplo é o caso dos servidores da educação e da segurança, os pagamentos estariam sendo feitos com recursos do Tesouro Nacional. Entretanto,  existem dúvidas se esse é efetivamente o caso, já que em sua renúncia ao cargo de secretário de Ciência e Tecnologia, o agora deputado Pedro Fernandes declarou que no caso dos servidores da educação, o (des) governo Pezão estaria suplementando com recursos próprios os fundos recebidos via o Fundeb.

Outra aspecto que precisa ser mencionado é que apesar da pressa declarada em fechar o pacote de maldades acordado com o governo “de facto” de Michel Temer, o processo vai se estender até o início de Agosto porque o (des) governo Pezão “esqueceu” de enviar o seu pedido de adesão ao chamado regime de recuperação fiscal (RFF). 

Essa mistura de ações discriminatórias e incompetência é a marca do (des) governo Pezão que, incrivelmente, continua tendo o poder de alienar o futuro do Rio de Janeiro num acordo fiscal que apenas vai protelar a crise e, muito provavelmente, ainda terá a capacidade de piorar ainda mais o caos financeiro em que fomos metidos pelas práticas pouco republicanas de Sérgio Cabral e seus aliados.

Quem desejar ouvir a entrevista do secretário Gustavo Barbosa, basta clicar 

Após passagem efêmera e obscura, deputado Pedro Fernandes renuncia ao cargo de secretário estadual de Ciência e Tecnologia

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Deputado Pedro Fernandes durante sua cerimônia de filiação ao PMDB quando teve a ficha abonada pelo ex-(des) governador Sérgio Cabral.

Tendo tomado posse do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro em fevereiro de 2017 (Aqui!), o deputado estadual Pedro Fernandes pediu demissão do cargo na manhã desta 3a. feira, alegando contrariedade com o atraso dos salários dos servidores da sua pasta (Aqui!).

Antes que eu me debruce sobre as razões alegadas pelo jovem deputado para retornar ao seu posto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), afirmo que mais um secretário passa pela Ciência e Tecnologia sem ter o mínimo preparo para gerir uma área tão estratégica no atual momento do desenvolvimento  da economia mundial.  Lamentavelmente, o (des) governo Pezão conseguiu imprimir um nível de degradação na ciência e tecnologia que jamais vi em meus quase 40 anos de Rio de Janeiro. E olha que já tivemos governadores péssimos e anti-ciência, mas Pezão superou todos eles.

Em relação às razões alegadas pelo deputado Pedro Fernandes para pedir demissão do cargo que ocupava há pouco mais de 5 meses, o fato é que elas fossem genuínas a passagem teria sido ainda mais breve. É que Pedro Fernandes já tinha colocado a regularização do pagamento dos salários na sua pasta como condição antes, e continuou no cargo. A razão ou razões devem ser outras, e talvez fiquemos sabendo melhor sobre elas nos próximos dias e semanas.

De toda forma, Pedro Fernandes não deixará nenhum legado que mereça este nome, pois como outros secretários apenas usou da estrutura da secretaria de Ciência e Tecnologia para se auto-promover. E voltar para a Alerj é a saída mais confortável que ele poderia escolher, pois com o mandato na mão ele não sofrerá as consequências que estão sendo jogadas nas costas dos servidores que estão sem receber seus salários desde Abril. Em outras palavras, já vai tarde.

E que ninguém se espanta se o (des) governador Pezão indicar alguém ainda mais despreparado para chefiar a SECTI. É que a capacidade dele de piorar as coisas chega às raias do insuperável.