Cada visita uma novidade! Porteira lacra estrada municipal no V Distrito de São João da Barra

Estive hoje no bonito evento  de congraçamento que ocorreu no Sítio do Birica que se tornou uma fortaleza da resistência contra os desmandos cometidos contra os agricultores familiares e pescadores artesanais do V Distrito de São João da Barra. Conversa vai, conversa vem, eis que um morador da localidade de Água Preta me chamou a atenção para algo que eu já havia visto, mas nunca tinha me atinado. É que, segundo este morador, desde os tempos da LL(X) uma porteira impede a circulação da população pela estrada municipal, supostamente a SB 42, que é conhecida como Estrada do Saco Dantas.

Após sair do Sítio do Birica me dirigi ao local, e pude verificar que o que me havia sido revelado era,surpresa das surpresas, verdade! Basta conferir a imagem abaixo..

Estrada fechada

Porteira fechando acesso à trecho de estrada municipal no V Distrito, com placa da LL(X) à esquerda e posto de vigilância à direita. Há ainda o detalhe da rede elétrica ao longo da via!

Para quem não conhece a região, coloco abaixo uma seção de uma imagem de satélite Landsat disponibilizada pelo Google Earth mostrando a localização exata da Estrada do Saco Dantas, bem como sua ligação com a Estrada do Galinheiro que, por sua vez, dá acesso ao Porto do Açu.

Saco DantasImagem de satélite com marcador para localizar a Estrada do Saco Dantas.

Como essa situação me parece, no mínimo, curiosa, aproveito do espaço deste blog para perguntar às autoridades municipais de São João da Barra, vereadores inclusos, se o fechamento de uma via municipal está prevista para continuar existindo após a aprovação da nova versão Plano Diretor Municipal .

SB 42

Porção do plano viário de São João da Barra como prevista na nova versão do Plano Diretor Municipal

E se não, quem é que autorizou a colocação da bela porteira que aparece na imagem abaixo e que hoje impede a livre circulação dos habitantes do V Distrito. É que também fui informado que o fechamento desta via pública vem causando uma série de problemas a uma comunidade que já está assoberbada por uma sucessão de fatos negativos que decorreram da implantação do Porto do Açu.

Com a palavra, o prefeito, seus secretários, e também os vereadores de São João da Barra.

Porto do Açu: vencidas a insensibilidade da Prumo e a omissão da CODIN, o gado finalmente matou a sede!

As cenas abaixo ocorreram na manhã de hoje, e o que pode se ver é que vencida a insensibilidade da Prumo Logística Global e cumprida a decisão judicial que autorizou a limpeza dos tanques, o gado que morria de sede no V Distrito acorreu rapidamente para finalmente matar a sede que os matava. Talvez seja por isso que as cenas abaixo mostram que o gado mal esperou o trabalho terminar para se aproximar dos tanques.

Será que depois de ver as imagens, o pessoal que manda na Prumo Logística vai entender a gravidade de situação que está ocorrendo nas áreas desapropriadas?

De toda forma, a boa notícia é que a abertura de tanques deverá continuar na semana que vem, gostem disso ou não a Prumo e a CODIN, onde outros proprietários do alvará deveram ser atendidos. 

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A internet guarda informações preciosas que pulverizam recente nota da CODIN sobre as desapropriações no Porto do Açu

Em nota recente, a assessoria de comunicação da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro divulgou uma nota que foi repercutida pelo site “Parahybano” dando a versão do (des) governo do Rio de Janeiro sobre o processo de desapropriações realizado no V Distrito de São João da Barra (Aqui!). Apesar de eu já ter destrinchado o conteúdo daquela nota, encontrei duas matérias jornalísticas que colocam em dúvida dois aspectos cruciais da nota da CODIN: 1) o pagamento de indenizações aos agricultores desapropriados, e 2) o reassentamento das famílias desapropriadas na chamada “Vila da Terra.

Vejamos o que diz o título da matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 16/02/2010 em relação ao número de desapropriados:

título  da matéria

O que se vê é o número de 600 famílias! E qual seria o problema então? É que na matéria abaixo, publicada pelo jornal “Brasil Econômico” aparecem números precisos sobre quantas famílias teriam sido beneficiadas por um auxílio-produção de um a cinco salários mínimos por dois anos, e pelo reassentamento na Vila da Terra  (Aqui!).

números

A matemática colocada na matéria é simples: 190 famílias teriam sido beneficiadas pelo auxílio-produção e 35 pelo assentamento na Vila da Terra.

Vejamos agora o saldo dessa matemática trágica: 600 famílias afetadas pelas desapropriações – 190 que receberam auxílio produção = 410 famílias desapropriadas que ficaram sem indenização, ou 600 famílias desapropriadas – 35 famílias assentadas na Vila da Terra= 565 famílias desapropriadas que não foram reassentadas. Em outras palavras, temos em torno de 400 a 500 famílias que foram afetadas pelas desapropriações, mas que não foram indenizadas e nem reassentadas!

Será que sou só eu que vê uma tremenda injustiça nesses números?

Agora vamos esperar a próxima nota da CODIN para ver se aparecem novos números…. ou não!

Foi bonita a festa, pá! ou… o dia em que agricultores V Distrito venceram a intransigência e fizeram a água brotar no V Distrito!

O vídeo acima é para mim o melhor tributo que eu posso oferecer aos agricultores do V Distrito de São João da Barra que hoje venceram a intransigência da Prumo Logística Global e conseguiram limpar os tanques aterrados de onde brotou a água que milhares de animais buscavam por ela em vão. Há que se lembrar que muitos desses tanques foram aterrados ainda no tempo em que Eike Batista ainda era um bilionário e a LL(X) reinava absoluta nas terras que foram tomadas de centenas de famílias de agricultores que, até hoje, esperam as devidas indenizações.

Lamentável é saber que os agricultores, que tinham em mãos uma autorização judicial para adentrar as suas terras em litígio com o (des) governo do Rio de Janeiro, tiveram que enfrentar a intransigência da segurança privada e dos advogados da Prumo Logística Global (com a inexplicável cobertura da Polícia Militar que deveria ter ido lá defender o cumprimento da decisão judicial!). 

Mas as imagens abaixo mostram que pelo menos hoje, a festa foi bonita e a intransigência foi vencida. E que venham mais vitórias como essa! Afinal, como canta Chico Buarque eu digo aos agricultores do V Distrito para “Eu queria estar na festa, pá. Com a tua gente.E colher pessoalmente, uma flor no teu jardim!”

Abaixo algumas imagens desse dia vitorioso para a resistência em defesa da agricultura familiar no V Distrito de São João da Barra!

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A crise hídrica no V Distrito de São João da Barra tem novo capítulo: Prumo tentou impedir cumprimento de medida judicial

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No dia 11 de Novembro de 2013, logo após a venda da LL(X), publiquei este blog uma nota onde apontava o risco da área do Porto do Açu passar a se tratado como um enclave estadunidense pela EIG Global Partners, que submeteria aquele território a um controle ainda mais estrito, ferindo o direito de acesso a moradores tradicionais do V Distrito de São João da Barra (Aqui!).

Pois bem, hoje a Prumo Logística Global tentou transformar aquela minha previsão em realidade, como bem mostra a matéria produzida pelo site jornalístico Quotidiano, que segue abaixo, que mostra com detalhes como a empresa tentou desacatar a ordem judicial assinada pelo juiz Leonardo Cajueiro. Essa é uma situação muito didática de como as coisas vem sendo implementadas no V Distrito de São João da Barra, tendo como vítimas centenas de famílias de agricultores e pescadores artesanais.

A coisa mais estapafúrdia que emerge deste caso é o uso de contingentes da Polícia Militar para desacatar uma ordem judicial em prol dos interesses de uma empresa estrangeira, e contra os interesses de moradores tradicionais daquele território.

Será que sou só eu que acha isso muito estranho?

De toda forma estão de parabéns os agricultores que continuam dando lição de como organizados e devidamente apoiados podem dar bonitas lições de ação ativa em defesa de seus direitos.

Prumo tenta impedir entrada em propriedade mesmo com decisão judicial

A decisão foi do juiz Leonardo Cajueiro d’Azevedo que ontem autorizou a ação. A Prumo montou um verdadeiro arsenal com setor jurídico, polícia militar e segurança.

 

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Diversos carros da Polícia Militar foram acionados pela Prumo Logística
Crédito: Secretaria Municipal de Agricultura

A Prumo Logística está levando à risca o conceito de capitalismo selvagem e intensifica os conflitos no Quinto Distrito de São João da Barra. Na manhã desta sexta-feira (06), com uma autorização judicial, produtores rurais, máquinas da prefeitura municipal, o vereador Franquis Areas e o secretário municipal de Agricultura, Pedro Nilson Alves Berto, estiveram numa propriedade em Água Preta – estrada Saco D’antas – para efetuar limpeza e abastecimento dos poços secos e sujos em áreas onde o gado está morrendo de sede.

Tentando desacatar a decisão do juiz Leonardo Cajueiro d’Azevedo que ontem autorizou a ação, a Prumo montou um verdadeiro arsenal, evocando o setor jurídico da empresa, questionando a deliberação do juiz e mobilizando mais de 20 policiais militares, além do setor de segurança da empresa. O maquinário chegou ao local por volta das 7 horas da manhã e só conseguiu adentrar às 9 horas.

O vereador Franquis relata o ocorrido: “tentaram impedir a todo custo a nossa entrada. Eu perguntei onde estava o setor de relação institucional, a relação com a comunidade. E disse que ia entrar. Para se ter uma ideia, tinha entre quatro e cinco viaturas da PM no local”.

Segundo Pedro Nilson, é preciso urgentemente se encontrar uma solução para o problema para que mais uma vez o produtor rural não saia prejudicado. O secretário de Agricultura de São João da Barra frisa, ainda, que deve ter em torno de 1500 cabeças de gado onde 30 já morreram com a seca.

“Muitos produtores estão com seu gado nesta situação porque as coisas ainda estão mal resolvidas e eles não têm outra opção. Para muitos, o gado é a única renda. Entendo que é uma área desapropriada, eles não permitem o manejo adequado, mas é preciso ter bom senso. Esta autorização judicial veio na hora certa”, afirma Pedro Nilson, acrescentando que a questão do controle sanitário é outra preocupação. “Se tivermos um problema de aftosa, por exemplo, para tudo, inclusive o porto”, finaliza.

O novo conflito iniciou devido a Prumo impedir a entrada de produtores nas áreas desapropriadas – diga-se de passagem que muitos ainda nem foram indenizados e em diversos casos sequer há imissão de posse – para salvar os gados que estavam morrendo de sede e estavam ficando atolados, conforme publicamos aqui.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1964/prumo-tenta-impedir-entrada-em-propriedade-mesmo-com-decisao-judicial

Agricultores do V Distrito conseguem na justiça, a autorização que a Prumo negou

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Um grupo de agricultores do V Distrito de São João da Barra obteve uma importante vitória na luta para salvar seu rebanho bovino a partir de uma decisão do juiz Leonardo Cajueiro d´Azevedo que autoriza a entrada de máquinas da Prefeitura Municipal de São João da Barra em áreas indicadas pelos agricultores para “efetuar a limpeza/abastecimento dos poços secos e sujos das terras informadas na petição inicial“.

Na prática essa decisão implica numa dura derrota à Prumo Logística que, de maneira completamente insensível, estava negando o direito dos agricultores a entrarem em áreas em litígio para salvar seus animais que estão morrendo de sede em áreas que tiveram sua desapropriação decreta, mas cuja imissão de posse definitiva ainda não ocorreu na maioria dos casos.

O juiz Leonardo Cajueiro estipulou ainda que seja realizada uma audiência de conciliação no dia 11/03/2015. Até lá, a Prumo Logística não poderá mais usar de sua segurança privada para coagir e deter agricultores como ocorreu recentemente com o agricultor Reginaldo Toledo.

Agora, o que eu espero sinceramente é que a Prumo Logística colabore de forma pronta e rápida para assegurar o cumprimento dessa decisão judicial, visto que as perdas materiais desses agricultores já são consideráveis. 

Abaixo segue o alvará que deverá ser usada já a partir das 06:30 desta 6a .feira (06/02).

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Açu em transe: num dia gado morre de sede, em outro o mar volta a tomar as ruas da Barra do Açu

A Prumo Logística anunciou ter contratado seu novo diretor de “regulação e sustentabilidade”, o jovem advogado Eduardo Xavier. Pois bem, espero que o salário acertado tenha sido muito bom. É que só assim toda a dor-de-cabeça que espera o ex-assessor da “Secretaria de Portos da Presidência da República” vai ter algum tipo de compensação financeira à altura dos problemas que estão acumulados no entorno do Porto do Açu.

É que só na semana que se sucedeu á contratação do Sr. Eduardo Xavier, dois problemas graves apareceram num horizonte já conturbado: o caso da “vaca atolada” e o da salinização de águas e solos em diversas localidades do V Distrito de São João da Barra.

Pois bem, nesta 5a. feira reapareceu um problema que já vem angustiando centenas de famílias que vivem na Praia do Açu, qual seja, a invasão de ruas pelas águas do mar que  teima em ultrapassar os limites que vinha obedecendo por décadas. Hoje a área atingida foi justamente aquela onde está localizada o palco de shows onde a Prefeitura Municipal de São João da Barra, com o prefeito Neco ocupando a condição de mestre de cerimônias, realizou um show com a dupla caipira formada por Teodoro e Sampaio (Aqui!).

Agora vamos ver o que dizem as autoridades municipais, o INEA e a Prumo Logística acerca desse novo evento de invasão marinha. Só espero não ter que ouvir ou ler novamente que um determinado estudo isentou o Porto do Açu de responsabilidade sobre um fenômeno que nada parece ter de natural. É que essa versão não acalma mais nem os bagres que surfam nas ondas da Praia do Açu.

Abaixo imagens da invasão marinha que ocorreu hoje.

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Matéria no site “Quotidiano” retrata revolta com descaso da Prumo Logística no caso da “Vaca Atolada”

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O “Quotidiano“, um portal de notícias baseado em São João da Barra acaba de produzir uma interessante matéria sobre a revolta que está se disseminando nas redes socais por causa do comportamento insensível da Prumo Logística no caso da morte por sede de animais pertencentes aos agricultores que foram desapropriados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN).

Há que se lembrar que essas terras foram desapropriadas pela CODIN e repassadas sem a conclusão do processo para a empresa LL(X) do ex-bilionário Eike Batista, terras essas que depois foram entregues à Prumo Logística como parte do espólio resultante do colapso do Grupo EBX.

O interessante é notar que o descompasso entre discurso de responsabilidade socioambiental e a prática efetiva é que está na raiz da revolta que está explodindo nas redes sociais. Como se vê, não basta ter discurso bonito, há que se praticar.

Insensibilidade da Prumo com morte de animais gera revolta

As fotos publicadas nas redes sociais dos animais que morreram de sede devido à proibição da Prumo causou indignação na sociedade, no meio acadêmico e político.

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Animais mortos no quinto distrito causam indignação na sociedade, Crédito: Blog do Pedlowski

Por Bruno Costa, bruno.costa@quotidiano.com.br

As fotos publicadas nas redes sociais dos animais que morreram de sede devido à proibição da Prumo para que os produtores rurais pudessem adentrar nos locais para salvá-las, causa ainda mais desgaste da imagem da empresa perante a sociedade, meio acadêmico e político.

 O vereador Franquis Areas (PR) publicou em seu perfil no facebook e utilizou o plenário da Câmara Municipal de São João da Barra para denunciar a covardia ocorrida no quinto distrito.

“Os produtores não estão podendo limpar os bebedouros, máquinas não podem entrar nas propriedades, a situação está complicada. Entrei em contato com o Caio da Prumo logística e o mesmo me relatou que é proibido o acesso dos produtores a propriedade, mesmo estando lá os animais deles”. O representante da empresa a qual o vereador se refere é Caio Cunha, assessor da presidência da Prumo Logística, que tem como CEO, Eduardo Parente.

Imediatamente a notícia repercutiu nas rádios locais, imprensa em geral e nas redes sociais. O blog do professor Roberto Moraes fez um panorama dos conflitos e das desapropriações que assolam os produtores que até hoje não foram indenizados. Em relação à seca e morte dos animais, Moraes comenta: “Em meio a esses problemas, eles agora enfrentam, como outros produtores rurais, a forte seca que se abate sobre o sudeste brasileiro. Em meio a tudo isso, eu presenciei um destes produtores buscando ajuda com máquinas para cavar um poço e dar água para que seus animais não morressem. O mais interessante é que desta vez o acesso ao gado foi negado e o produtor detido pela Polícia Militar e levado para a delegacia policial na sede do município em São João da Barra”.

No blog do professor da Uenf, Marcos Pedlowski, a crítica também é dura para a empresa. “Estou sendo contactado por agricultores do V Distrito de São João da Barra que estão indignados com o tratamento que está sendo dado pela Prumo Logística Global ao problema que está afetando o rebanho de gado que foi tirado das áreas desapropriadas e confinado em áreas que estão ficando sem água”.

REDES SOCIAIS

Nas redes sociais a indignação com a Prumo Logística pode ser observada em diversos depoimentos. Para Denis Freitas Toledo há contradição, falta de sensibilidade e de respeito. “O engraçado é que o Caio se orgulha da empresa dele soltar umas tartarugas no mar, mas esse mesmo Caio não se comove com o gado morrendo de sede, ele é o responsável pela sustentabilidade do empreendimento? Onde não se respeita o produtor rural e os moradores do quinto Distrito! É o mesmo que acha que está tudo a mil maravilhas e que não há impactos negativos. Enfim, vive em um conto de fadas!”, publicou.

Rosângela Conceição Ferreira da Silva faz duras críticas a Caio. “É o representante do cinismo puro que foi licenciado pelo INEA! Protege tartaruga, mas não se importa com bois; diz que preserva meio ambiente, mas não enxerga que a Empresa que ele representa esta acabando com a localidade do Açu! É o verdadeiro cara-de-pau que não presta nem pra cupim morder!”, comenta.

Sobre o caso ‘Vaca Atolada’ a Prumo Logística disse à redação do Quotidiano que não iria se pronunciar sobre o assunto. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1958/insensibilidade-da-prumo-com-morte-de-animais-gera-revolta

O que você faria se tomassem sua terra e deixassem seu gado morrer de sede?

O conflito em curso no entorno do Porto do Açu vem desde 2009 quando a Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) iniciou um processo de desapropriações de centenas de pequenas propriedades usadas para a agricultura familiar para entregá-las ao então bilionário Eike Batista.

Com o colapso do conglomerado de empresas pré-operacionais de Eike Batista, essas terras foram passadas adiante para nova controladora do Porto do Açu, a Prumo Logística Global, braço do fundo de investimentos EIG Global Partners, com sede na capital dos EUA, Washington.

Enquanto isso, as ações relativas às desapropriações e que dariam uma suposta compensação financeira se arrastam na justiça de São João da Barra, o que deixa a maioria das famílias sem receber um centavo pelas terras que foram tomadas pela CODIN para a instalação de um suposto distrito industrial que hoje os controladores do Porto do Açu já assumem não deverá ficar pronto em menos de 20 anos!

Para completar essa saga de vergonha, agora os agricultores estão vendo o que restou de seu rebano bovino morrer de sede porque a Prumo Logística, com a concordância explícita da CODIN, não permite que o uso da água que está retida em terras que se encontram em trâmite judicial, e sem a imissão definitiva de posse.

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A pergunta que se coloca: o que o leitor desse blog faria se fosse um dos agricultores descrito acima?

O Diário: Demissão em massa no Porto do Açu

 

Divulgação
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Trabalhadores já haviam feito manifestações

Depois da demissão de 400 funcionários do Consórcio Integra (Mendes Junior e OSX) que trabalhavam no Porto do Açu, na última sexta-feira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campos, João Paulo Cunha, informou que a categoria definiu sua pauta de reivindicações e que vai entrar na justiça, com uma ação de dissídio coletivo de natureza jurídica. Está previsto também para a próxima semana um ato de protesto na BR-101.

Segundo Cunha, o aviso prévio indenizatório foi pago pelo consórcio, porém, existem pendências. “Aprovamos a pauta de reivindicações com a data-base, que é em março, o adicional de periculosidade e de insalubridade, as horas ‘in itinere’ que estão na justiça, entre outros”, disse.

João também ressaltou que não houve nenhuma negociação do consórcio com o sindicato antes das demissões. “A empresa não pode demitir 400 trabalhadores sem que haja uma negociação. Vamos negociar medidas para amenizar o impacto dessas demissões e entrar na justiça para tentar reverter essa situação”, afirmou.

Os trabalhadores atuavam no setor metalúrgico na construção de módulos de plataformas, cujo projeto inicial tinha duração de cinco anos. Segundo Cunha, as demissões aconteceram porque a Mendes Junior é uma das empresas envolvidas no escândalo “Lava à Jato” da Petrobras, porque a OSX está em concordata judicial e por causa da crise econômica. Em dezembro de 2014, o consorcio Integra demitiu 200 funcionários.

A Prumo informou que as demissões não afetam as operações no Porto. A assessoria da Mendes Junior foi contatada sobre a legalidade das demissões e sobre suas operações no Porto, mas até o fechamento desta edição não respondeu.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/demissao-em-massa-no-porto-do-acu-18721.html