A greve dos professores da Uenf definitivamente não é só por salários

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A greve iniciada pelos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) vem sendo criticada interna e externamente, apesar de todas as evidências de que o projeto de destruição sendo executado pelo (des) governo Pezão está alcançando um grande êxito, particularmente no que se refere às condições básicas de funcionamento dos cursos de graduação e pós-graduação que a universidade possui.

Para mostrar que a greve dos professores, e que também alcança os servidores técnico-administrativos que também estão realizando o seu próprio movimento paredista em defesa da Uenf, a Associação de Docentes da Uenf está produzindo uma série de materiais visuais para explicar o amplo alcance deste movimento na defesa do caráter público e gratuito da universidade (ver um dos materiais abaixo).

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A verdade é que se fosse só pela questão dos salários, este movimento já seria mais do que justo e legítimo.  O problema é que sem o reinício imediato dos repasses para o custeio necessário para o pagamento de concessionárias e empresas terceirizadas e o descongelamento imediato dos recursos devidos pela Faperj aos professores da Uenf, o colapso total das atividades de ensino, pesquisa e extensão será mais do que uma possibilidade ainda em 2017.

Por isso, há que se difundir a informação sobre o caos instalado pelo (des) governo Pezão não apenas naUenf, mas também na Uerj e na Uezo, bem como nas escolas técnicas da Faetec.

O alarme deve ser soado com força, visto a última medida da Secretaria Estadual de Educação que decidiu municipalizar as escolas estaduais de ensino fundamental, acarretando graves perdas para os alunos, com o fechamento de turmas. E isto tudo num período em que milhares de crianças estão abandonando escolas particulares em função da grave crise econômica que o Brasil e o Rio de Janeiro atravessam [1].

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[1] http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/estado-vai-municipalizar-escolas-de-ensino-fundamental-no-rj.ghtml

As universidades do Rio de Janeiro não estão paradas, mas sim em greves de insurgência contra sua destruição programada

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Para o olho menos treinado, universidades onde um ou mais segmentos decretam greves estão paradas. Mas eu diria que é apenas durante greves que as universidades brasileiras chegam perto do tipo de movimento que a sociedade exige delas em termos de reflexão sobre a nossa dura realidade.

Como participante de diversas greves desde que cheguei na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) afirmo sem medo de errar que foi durante esses ricos processos de mobilização política que pude ver as nossas muitas mazelas discutidas de forma ampla e franca.

Um argumento que ouvi de forma repetida ao longo de quase 20 anos é que greves não resolvem nada em universidades porque elas não param a produção como fazem metalúrgicos ou petroleiros.  Depois de muito pensar sobre este argumento, cheguei à conclusão que vai de encontro às teses levantadas para apontar uma suposta inutilidade em nossas greves. É que basta olhar para o meu contra-cheque ou simplesmente para o número do CNPJ da Uenf que todas essas conquistas (sim, a Uenf ter seu próprio CNPJ é uma enorme conquista) resultaram de greves que foram muito duras, pois os governantes de plantão raramente aceitam argumentos lógicos.

Entretanto, a minha tese é de que somente nos períodos de greve que os governantes realmente se apavoram com o principal produto gerado por universidades, qual seja, o pensamento crítico que desnuda a real natureza de suas políticas. Por isso, sempre que há uma greve, os governantes oscilam das ameaças diretas ao sentar na mesa para que se cheguem a algum tipo de solução que encerre o movimento grevista.

No caso atual das três universidades estaduais do Rio de Janeiro cujos professores estão em greve para demandar o pagamento dos seus salários atrasados, é possível notar que as manifestações associadas aos grevistas pela mídia corporativa vão muito além disso. O principal aspecto, aliás, se refere  à recusa ao projeto de destruição da natureza pública dessas universidades em prol das chamadas “Parcerias Público Privadas” e da cobrança de mensalidades dos estudantes.  Nesses dois quesitos, ao entrarem em greve, os professores da Uenf, Uerj e Uezo levantam barreiras objetivas ao projeto de  ” precarizar para depois privatizar” as universidades estaduais.

Por isso, não se deixe enganar pelo que diz o (des) governo Pezão e seus áulicos na mídia corporativa. As universidades estaduais não estão paradas por causa da greve dos professores. Elas estão sim é um processo franco de insurgência contra um (des) governo que trabalha de forma diligente para remover a possibilidade de que jovens pobres possam ter direito a um tipo de ensino superior que só é oferecido por universidades públicas e gratuitas.

E se eu não estiver enganado,  nos próximos dias e semanas veremos muito movimento partindo de dentro para fora das universidades. É que toda energia que estava represada por um funcionamento totalmente precário vai ser liberada e jogará luz sobre os danos que o (des) governo Pezão vem causando nestas entidades públicas.

 

 

Professor da UFF/Campos apoia greve dos professores da Uenf com charge

 O cientista político Márcio Malta, professor da Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes,  é também um chargista talentoso. Em mais um ato de solidariedade à luta dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o professor  Malta produziu a charge abaixo.

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Em um tempo de ataques tão duros às universidades públicas brasileiras, em especial as estaduais do Rio de Janeiro, este é um gesto de solidariedade que fortalece a disposição dos que querem lutar para defender o ensino público no Brasil.

Ao professor Malta, os meus sinceros agradecimentos.

NOTÍCIAS DA ADUENF: Professores da Uenf aderem à greve geral

Assembleia dos professores da Uenf aprova adesão à greve geral do dia 30 de Junho

Reunidos primariamente para discutir a grave situação financeira que afeta a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e que vem inclusive comprometendo o pagamento de salários e bolsas acadêmicas, os professores decidiram aderir à greve geral que está sendo convocado nacionalmente contra as contrarreformas que afetam direitos trabalhistas e previdenciários.

Com isto serão paralisadas todas as atividades acadêmicas durante toda a sexta-feira (30/06).  Para participar da manifestação que ocorrerá a partir das 15 horas na Praça São Salvador no centro de Campos dos Goytacazes, Os professores também decidiram que irão se aglomerar a partir das 14:30 na entrada principal do campus Leonel Brizola para partir em direção ao local da manifestação.

É importante lembrar que no caso da Uenf os servidores técnico-administrativos também já aderiram à greve geral, o que demonstra que a unidade de todos os servidores está se dando na prática.

Todo apoio à greve geral! Fora Temer, Fora Pezão!

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão Resistência & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/06/assembleia-dos-professores-aprova.html

 

Paraná: caiu o secretário de segurança que comandou o massacre do dia 29 de abril

Urgente: Francischini pede demissão da Secretaria de Segurança do Paraná

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O deputado federal licenciado Fernando Francischini (SDD) chegará daqui a pouco, ao meio dia, no Palácio Iguaçu com um objetivo: entregar o cargo de secretário da Segurança Pública.

Batman não resistiu ao tiroteio com o comando da Polícia Militar, após acusações mútuas, de quem seria o responsável pelo massacre de professores no último dia 29 de abril.

Com a saída de Francischini e seu retorno à Câmara Federal, em Brasília, quem também dança é o suplente de deputado Osmar Bertoldi (DEM) — que volta desempregado a Curitiba.

O novo secretário da Segurança o delegado da Polícia Federal Wagner Mesquista de Oliveira.

FONTE: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/05/urgente-francischini-pede-demissao-da-secretaria-de-seguranca-do-parana/

Na “Pátria Educadora” quem mais apanha são os professores

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Após as lamentáveis cenas de violência protagonizada pela Polícia Militar do Paraná sob as ordens do (des) governador tucano Beto Richa fica ainda mais explícito que o Brasil não tem nada de “Pátria Educadora” como apregoa a propaganda do (des) governo Dilma Rousseff. É que, além de pagar salários miseráveis a um grupo de profissionais essenciais em qualquer Nação que se pretenda moderna, o Brasil ainda trata seus membros com violência extrema, independente do partido no comando. Ai é que sai a Pátria Educadora, e entra a Pátria da Porrada.

A verdade, nua e crua, é que as elites brasileiras que efetivamente o Estado-Nação brasileiro não querem professores bem pagos ou trabalhando em escolas decentes.  Se quisessem isso, não seríamos mais um dos países com os piores níveis de desigualdade social no planeta. O que as elites querem é que os professores se sintam como párias numa nação destinada a manter sua herança colonial intacta para que os poucos ricos continuem desfrutando das imensas riquezas e belezas que existem em nosso território.

Por essas e outras é que no dia de hoje, a luta dos professores do Paraná deve ser entendida como uma ação que desafia os falsos slogans e nos aponta o caminho da construção de uma sociedade plural e democrática. A partir dessa compreensão é que poderemos realmente avançar no sentido de construir um pais onde a educação seja mais do que um objeto de propaganda.

Professores do Paraná: desmascaram o PSDB e apontam para o avanço das lutas no Brasil

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Fruto das opções do meu pai, que saiu pelo Brasil atrás de trabalho, deixei as terras vermelhas onde nasci para também vagar um pouco antes de me fixar em Campos dos Goytacazes.  Por isso sempre digo que quem não conhece o Paraná vive iludido pela propaganda que foi bem vendida pelo arquiteto e ex-governador Jaime Lerner de terra moderna e desprovida de conflitos. Como paranaense que saiu de uma marcada pelos conflitos agrários, eu sei que isso é invencionice. A história do Paraná está diretamente ligada à Guerra do Contestado, onde camponeses pobres se levantaram contra uma corporação inglesa que queria tomar suas terras para construir uma rodovia.

Mas as cenas de ontem na frente da Assembleia Legislativa do Paraná, onde um grupo de deputados ligados ao (des) governador tucano Beto Richa votou uma tunga sem precedentes na previdência dos servidores públicos paranaense só pode ocorrer porque do lado de fora a Polícia Militar massacrava milhares de professores que resistiam do lado de fora.

A vitória da tunga tucana é, contraditoriamente, a consumação de uma imensa derrota política que atinge em cheio o PSDB, justamente num momento em que o partido tenta apear Dilma Rousseff do poder por vias de um golpe parlamentar a moda do que foi feito no Paraguai.

Mas os estilhaços vindos de Curitiba poderão atingir as estruturas que foram montadas no parlamento controlado pela bancada BBB (Bala, Bíblia, Bola) que deita e rola sob a batuta de Eduardo Cunha. E quando isso acontecer, haverá que se lembrar de onde tudo começou. No Paraná e com seus valorosos profissionais da educação.

Infeliz aniversário: reunião do CONSUNI que quebrou na UENF vai fazer um ano

Estamos às vésperas de completar um ano da fatídica reunião do Conselho Universitário da UENF que decidiu quebra o regime de Dedicação Exclusiva (DE)  dos professores (Aqui!). Numa decisão imposta pelo rolo compressor montado pela reitoria, 31 conselheiros (27 professores e 4 servidores técnicos) formaram uma maioria qualificada para alterar drasticamente o modelo acadêmico idealizado por Darcy Ribeiro.

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Muitos podem não lembrar, mas essa ação truculenta foi apresentada pela reitoria como uma imposição do (des) governo Cabral para pagar a remuneração devida pelo regime de DE dos professores. Além disso, essa aprovação seria a única forma de garantir um pagamento rápido da DE, de forma a garantir o funcionamento normal da UENF, e mais a sua expansão para outros municípios.

Isso tudo se deu em julho de 2013, e se mostrou uma completa inutilidade. Afinal, após quebrar o modelo acadêmico de Darcy Ribeiro, a reitoria da UENF não teve o que queria ou pensava que conseguiria.  

E o resto da história agora já sabemos e foi dito por membros do alto escalão do (des) governo do Rio de Janeiro. Em rápidas palavras, a ideia de quebrar a DE partiu da própria reitoria da UENF, e a implementação da proposta aprovada no dia 26 de Julho de 2013 nem chegou a ser levada a sério no processo de negociação que ocorreu ao longo da greve que começou no dia 12 de março de 2014!

Agora, para completar o seu trabalho, a reitoria da UENF usou o mesmo método fatídico para aprovar a militarização do policiamento do campus Leonel Brizola, usando a mesma tática que mistura falta de discussão democrática e uso de argumentos apocalípticos´E nunca é demais lembrar que essa tática apenas tenta esconder um autoritarismo inato e uma inépcia completa para garantir o funcionamento cotidiano da universidade idealizada por Darcy Ribeiro.

UENF: Pezão veta antecipação de reposição e prejudica professores e servidores

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A longa greve que paralisou a UENF por quase três meses teve um desfecho parcial na semana passada quando a ALERJ aprovou o projeto de lei 3050/2014 que majorava em duas prestações os salários de professores e servidores. Eu disse desfecho parcial porque a fórmula encontrada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) deixou parcela dos servidores técnicos-administrativos muito insatisfeito e, por isso, eles retornavam à greve em assembleia realizada no dia de ontem.

Agora uma outra novidade ruim deve acirrar os ânimos também entre os professores. É que na versão publicada da Lei 6828/2014, a única melhoria do projeto do (des) governo que a ALERJ havia concedido (qual seja, a antecipação da segunda parcela de julho para março de 2015) foi vetada pelo (des) governador Luis Fernando Pezão! Esta medida implicará na manutenção dos salários iniciais dos professores da UENF como os piores de todo o Brasil, o que implica na manutenção da dificuldade existente em atrair novos docentes e manter os que já estão na instituição.

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Em suma, o (des) governo Pezão ao não respeitar nem os acordos feitos por suas lideranças parlamentares mantém o barril de pólvora aceso na UENF. Depois que Pezão não conseguir nem chegar perto do campus Leonel Brizola que não venha reclamar.