US$ 16 milhões é o valor da propina que Sérgio Cabral teria recebido pelas desapropriações do Porto do Açu

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Momento da desapropriação do Sítio Camará localizado nas imediações do Porto do Açu.

O site “Tribuna do Norte Fluminense”, repercutindo uma notícia publicada pelo G1, estabeleceu a quantia que o ex-(des) governador Sérgio Cabral teria recebido na forma de propina para viabilizar as desapropriações no Porto do Açu: US$ 16 milhões!

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O interessante é que na mesma notícia ficou indicado que o ex-bilionário Eike Batista, o potencial interessado nas desapropriações que afetaram centenas de agricultores familiares pobres, negou qualquer ligação com a suposta propina. Isto levanta uma questão essencial: se não foi Eike Batista quem entregou R$ 16 milhões em troca das desapropriações, quem o fez?

Interessante notar que Sérgio Cabral citou como outro beneficiado dessa propina o ex-secretário Régis Fitchner cujo escritório de advocacia teve forte atuação nos processos envolvendo as desapropriações realizadas no V Distrito de São João para viabilizar um natimorto Distrito Industrial.

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Régis Fitchner, ao fundo com o ex (des) governador Luiz Fernando Pezão, na reunião que ocorreu no Palácio Guabara para decidir  as áreas que seriam desapropriadas para a criação do Distrito Industrial de São Joaõ da Barra. 

Essas revelações todas certamente terão um forte impacto no conflito agrário que se encontra latente neste momento no V Distrito de São João da Barra onde centenas de famílias ainda esperam para ser ressarcidas pelos prejuízos causados por desapropriações que, agora ficamos finalmente sabendo, foram turbinadas com propinas milionárias.

Aliás, como aparentemente o ex (des) governador Sérgio Cabral aparentemente resolveu abrir “o seu coração” sobre o que aconteceu nas tratativas feitas para viabilizar o Porto do Açu, é bem possível que haja quem não vá passar o Carnaval na calmaria que se espera do período do reino de Momo.

Demorou, mas está chegando. Relatório da PF descobre indícios de propinas para o (des) governador Pezão

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Enquanto mais de 200 mil servidores estaduais amargam ainda a falta do pagamento dos salários de Abril, a vida parece continuar normal lá pelas bandas do Palácio Guanabara, onde o (des) governador Luiz Fernando Pezão produz um simulacro de governo que fatalmente será lembrado como um dos piores da história do Rio de Janeiro.

Aliás, parecia continuar normal. É que hoje (21/06), a mídia corporativa está noticiando que em relatório de investigação, a Polícia Federal encontrou novos indícios de que o (des) governador Pezão teria sido beneficiado por propinas vindas do esquema criminoso comandado por seu mentor político, o hoje prisioneiro condenado, o ex (des) governador Sérgio Cabral (Aqui!Aqui!, Aqui! e Aqui!).

Ainda que essa notícia não seja exatamente novidade, visto que acusações semelhantes foram levantadas contra Luiz Fernando Pezão já em Fevereiro (Aqui!), a informação de que a Policia Federal chegou não apenas a números mais exatos, mas também a um operador com relações pessoais muito próximas ao (des) governador, aponta para a possibilidade  de que uma denúncia contra o (des) governador seja formulada em breve.

Agora, convenhamos, uma coisa que vem intrigando desde que Sérgio Cabral foi preso é das razões que mantiveram Luiz Fernando Pezão praticamente blindado em relação aos múltiplos malfeitos que foram cometidos em obras públicas, dado que ele foi acumulou o estratégico cargo de secretário estadual de Obras entre 1/01/2007 e 30/03/2010, um período que foi muito rico, digamos assim, em contratos com grandes empreiteiras cujos diretores estão hoje enrolados com a justiça.

De toda forma, agora parece que o efeito “Teflon” de Pezão está se esvaindo, o que é agravado pelo fato de que pelo menos um dos seus (des) secretários,  Henrique Monnerat, foi fisgado com força pela  Polícia Federal no âmbito da chamada operação “Quinto do Ouro”  (Aqui!).  Pior ainda seria se  tiverem encontradas evidências de que os esquemas que vigiram durante o (des) governo Cabral estivessem tendo continuidade no “reinado” de Pezão. Aí é que o Teflon do (des) governador Pezão iria mesmo ralo abaixo.

Finalmente, em meio a essa tempestade anunciada, Pezão deverá receber amanhã representantes do Movimento do Servidores Públicos Estaduais (Muspe), supostamente para tratar de questões graves que hoje tiram o sono dos servidores estaduais.  Em função dessa notícia sobre o relatório da PF, essa reunião tem tudo para ser uma daquelas que servirão para enxugar gelo. A ver!

(Des) governador Pezão está mais perto dos braços da Lava Jato

Como mostra a reprodução de nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim no “O GLOBO” está para terminar o aparente distanciamento do (des) governador Luiz Fernando Pezão dos problemas que já colocaram o seu mentor político, o ex (des) governador Sérgio Cabral, e vários outros membros das administrações estaduais ocorridas a partir de 2007 em sérios problemas com a justiça.

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Mas sejamos sinceros, quem é que se surpreende com este desdobramento? O que tem surpreendido é o fato de que até agora ninguém tinha decidido delatar o (des) governador Pezão.  

E não custa nada lembrar que o potencial delatar,  o Sr. Hudson Braga (o Braguinha), exerceu forte presença no (des) governo do Rio de Janeiro muito em parte por sua proximidade com o (des) governador Pezão. Então se Hudson Braga decidir delatar é provável que tenha provas materiais do que vai dizer.

Enquanto isso, continua o drama social que aflige a população mais pobre e um setor do funcionalismo estadual. Pelo menos agora não estamos mais ouvindo que esses são os culpados pela crise financeira que assola o Rio de Janeiro. 

Lauro Jardim, Sérgio Cabral e Odebrecht: notas de um romance arruinado. Resta saber quem se sente magoado com quem

O jornalista Lauro Jardim postou neste domingo duas notas que precisam ser lidas juntas para que se possa realmente aferir o tamanho do buraco em que pode estar metido o ex (des) governador Sérgio Cabral (ver reproduções abaixo).

É que se depender da nota da direita, Sérgio Cabral só vai mesmo precisar com o que a ODebrecht tem a delatar sobre o tempo que ele reinava no Palácio Guanabara e e em Paris lá pelos meados de Novembro. O problema para Cabral é que Lauro Jardim anuncia que a delação do ex-presidente da Odebrecht deverá dar detalhes sobre as propaladas propinas que a construtura teria pago ao ex(des) governador.

Há que se lembrar que o atual (des) governador Luiz Fernando Pezão ocupou o papel duplo de vice-governador e secretário de Obras em várias das empreitadas que a Odebrecht tocou duranteos dois mandatos de Sérgio Cabral.  

Um elemento paralelo destas notas é que um aspecto que transparece é que houve um azedamento nas relações dos personagens envolvidos. Resta saber entre quem o pH da relação baixou mais: se entre Cabral e a Odebrecht ou entre Lauro Jardim e Sérgio Cabral, ou se entre todos os personagens listados. 

Eu explico o porquê da minha dúvida. É que acima do potencial valor jornalístico das duas notas, o que sobressai em minha opinião são avisos de que o bicho vai pegar para Sérgio Cabral, restando apenas se saber se vai. Mas que parece aviso de gente magoada, isto parece!

 

Lauro Jardim anuncia que Carioca Engenharia entregou provas de pagamento de propinas a Sérgio Cabral e Wilson Carlos

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Sérgio Cabral e Wilson Carlos em tempos mais felizes na cidade de Paris onde ficaram famosas as festanças da chamada “Turma dos Guardanapos”.

O jornalista Lauro Jardim informou na manhã deste domingo que a Carioca Engenharia provas que incriminam o ex (des) governador Sérgio Cabral e seu “jack of all trades”, o ex-secretário de governo Wilson Carlos, como recebedores de propinas (Aqui!) (ver reprodução abaixo).

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Com mais essa delação de uma grande empreiteira sobre pagamento de propinas a ele e seus associados no (des) governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral se tornou uma espécie de recordista em termos de denúncias sobre o recebimento de vantagens ilícitas enquanto ocupante do principal cargo do executivo fluminense.

O que mais me impressiona nessa coisa toda não é que Sérgio Cabral ainda esteja solto até o presente momento. O que realmente salta aos olhos é o fato de que ele ainda mantém um grau importante de podet dentro da política fluminense. Ou alguém acha que seu filho, Marco Antonio, é secretário estadual de Esportes no período extremamente lucrativo dos Jogos Olímpicos por sua plena capacidade profissional?

E ainda tem gente que tem a cara de pau de vir a público para dizer que os servidores públicos e aposentados são os responsáveis pela crise financeira (seletiva) que se abate neste momento sobre o estado do Rio de Janeiro!

Demorou, mas aconteceu: Eike Batista é enredado no escândalo da Lava Jato por ex-diretor da OS(X)

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Eu sinceramente estava surpreso com o fato de que o nome do ex-bilionário Eike Batista ainda tivesse ainda aparecido no escândalo da Lava Jato. É que a proximidade de suas empresas com o ramo do petróleo e, por extensão, com a Petrobras tornavam esse surgimento favas contadas. Mas preciso surgir mais um dedo duro (quer dizer, delator) para que isso finalmente acontecesse.

Agora, como Eike Batista é quase sinônimo de Porto do Açu e o (des) governo do Rio de Janeiro, vamos ver como esse novelo se desenrola, já que o delator não envolveu Eike Batista diretamente no processo de pagamento de propinas. De toda forma, devemos ter mais fortes emoções a caminho. A ver!

Novo delator envolve empresa de Eike em esquema de propinas na Petrobras

De São Paulo

Ricardo Moraes/ReutersO empresário Eike Batista durante julgamentoO empresário Eike Batista durante julgamento

O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, afirmou à força tarefa que a empresa OSX, braço do grupo EBX, de Eike Batista, que atua no setor naval, participou do esquema de cartelização e pagamentos de propinas na Petrobras para disputar licitações na diretoria Internacional da estatal petrolífera. O delator, contudo, disse não ter conhecimento se Eike sabia do esquema.

Segundo Musa, em 2012, quando já havia deixado a estatal e trabalhava como diretor de construção naval da OSX, a licitação para as contratações de dois navios-plataforma, P-67 e P-70 foram fraudadas pelo consórcio Integra, formado pela Mendes Jr e pela OSX. O consórcio acabou vencendo a licitação de mais de US$ 900 milhões na época.

De acordo com o delator, ocorreram reuniões entre representantes da Mendes Jr e da empresa do grupo EBX, incluindo ele e o CEO da OSX Luiz Eduardo Carneiro, para discutir o acerto de propinas a João Augusto Henriques, apontado como operador de propinas do PMDB na Diretoria Internacional. O delator afirmou que Luiz Eduardo Carneiro mantinha contato com Eike, mas disse aos investigadores que não poderia confirmar se o dono do grupo EBX tinha conhecimento do esquema na Petrobras.

Em um destes encontros, relata, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Mendes Jr, Luiz Cláudio Machado Ribeiro “trouxe a informação que o consórcio teria que pagar propina para o lobista João Augusto Henrique que, em troca, forneceria informações privilegiadas de dentro da Petrobras para orientar a formação da proposta técnica”, disse aos investigadores da Lava Jato.

De acordo com Eduardo Musa, o valor acertado no encontro foi de R$ 5 milhões. O delator não soube explicar como foram feitos os pagamentos por parte da Mendes Jr, mas admitiu que João Henriques tinha relação com o PMDB e influenciava na Diretoria Internacional, tendo atuado para indicar o ex-diretor Jorge Luiz Zelada, que ficou no cargo de 2008 a 2012, e outros executivos da área.

Um dos encontros para discutir a propina teria ocorrido na sede da OSX, no Rio de Janeiro, e, segundo o delator, as informações privilegiadas “eram trazidas por Luiz Cláudio (da Mendes Jr), de forma verbal e consistiram em saber: 1) Quem eram os concorrentes mais importantes, que eram Jurong Kepel Fells, Engevix e outro consórcio que o declarante não se lembra o nome; 2) informação sobre estimativa de preços que deveria ser apresentada pelo consórcio; 3) viabilidade do canteiro de obras (tinha que ser um lugar que a Petrobras aprovasse); 4) estratégia da comissão de licitação, que consistia saber o que eles iriam pedir, como por exemplo as informações complementares que seriam solicitadas pela comissão, possíveis alterações no cronograma, dentre outras coisas”.

Ainda segundo Musa, o executivo da Mendes Jr se encontrou pessoalmente com João Henriques durante “todo o ano de 2012” para obter as informações privilegiadas. Eduardo Musa disse ainda que depois de deixar a OSX, em maio de 2012, foi informado por Luiz Cláudio que “João Augusto Henriques estaria insatisfeito com o não recebimento de propinas e que ele estaria fazendo cobranças”. O delator, contudo, não soube dizer quanto efetivamente foi pago de propina ao lobista do PMDB.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Eike Batista, mas o advogado estava em um compromisso forense e não pode retornar os contatos. A OSX ainda não retornou os contatos da reportagem. A Mendes Jr informou que “a empresa não se pronuncia sobre inquéritos e processos em andamento”.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/09/23/novo-delator-envolve-empresa-de-eike-em-esquema-de-propinas-na-petrobras.htm