Demorou, mas está chegando. Relatório da PF descobre indícios de propinas para o (des) governador Pezão

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Enquanto mais de 200 mil servidores estaduais amargam ainda a falta do pagamento dos salários de Abril, a vida parece continuar normal lá pelas bandas do Palácio Guanabara, onde o (des) governador Luiz Fernando Pezão produz um simulacro de governo que fatalmente será lembrado como um dos piores da história do Rio de Janeiro.

Aliás, parecia continuar normal. É que hoje (21/06), a mídia corporativa está noticiando que em relatório de investigação, a Polícia Federal encontrou novos indícios de que o (des) governador Pezão teria sido beneficiado por propinas vindas do esquema criminoso comandado por seu mentor político, o hoje prisioneiro condenado, o ex (des) governador Sérgio Cabral (Aqui!Aqui!, Aqui! e Aqui!).

Ainda que essa notícia não seja exatamente novidade, visto que acusações semelhantes foram levantadas contra Luiz Fernando Pezão já em Fevereiro (Aqui!), a informação de que a Policia Federal chegou não apenas a números mais exatos, mas também a um operador com relações pessoais muito próximas ao (des) governador, aponta para a possibilidade  de que uma denúncia contra o (des) governador seja formulada em breve.

Agora, convenhamos, uma coisa que vem intrigando desde que Sérgio Cabral foi preso é das razões que mantiveram Luiz Fernando Pezão praticamente blindado em relação aos múltiplos malfeitos que foram cometidos em obras públicas, dado que ele foi acumulou o estratégico cargo de secretário estadual de Obras entre 1/01/2007 e 30/03/2010, um período que foi muito rico, digamos assim, em contratos com grandes empreiteiras cujos diretores estão hoje enrolados com a justiça.

De toda forma, agora parece que o efeito “Teflon” de Pezão está se esvaindo, o que é agravado pelo fato de que pelo menos um dos seus (des) secretários,  Henrique Monnerat, foi fisgado com força pela  Polícia Federal no âmbito da chamada operação “Quinto do Ouro”  (Aqui!).  Pior ainda seria se  tiverem encontradas evidências de que os esquemas que vigiram durante o (des) governo Cabral estivessem tendo continuidade no “reinado” de Pezão. Aí é que o Teflon do (des) governador Pezão iria mesmo ralo abaixo.

Finalmente, em meio a essa tempestade anunciada, Pezão deverá receber amanhã representantes do Movimento do Servidores Públicos Estaduais (Muspe), supostamente para tratar de questões graves que hoje tiram o sono dos servidores estaduais.  Em função dessa notícia sobre o relatório da PF, essa reunião tem tudo para ser uma daquelas que servirão para enxugar gelo. A ver!

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