A dança do PPS: Comte Bittencourt é Rafael aqui, e Rafael é Comte Bittencourt lá

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Soube há um tempo atrás que na última audiência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, mereci uma daquelas falas animadas que deputados normalmente reservam para os dias em que os alvos de suas mensagens não estão presentes. O interessante é que o deputado que se animou a me atacar “in absentia” foi o normalmente fleumático presidente da referida comissão, o deputado Comte Bittencourt (PPS).

Segundo o que me foi dito, o deputado Comte Bittencourt teria carregado com tintas a fala ao apontar uma suposta aproximação minha com o ex-governador Anthony Garotinho no que constituiria uma espécie de contradição com a minha trajetória política. 

Fiquei meio intrigado sobre como tal aliança com o ex-governador Garotinho estaria se dando, pois não o encontro pessoalmente há quase 14 anos e conto nos dedos as vezes em que conversamos.  Inferi que a ira do deputado Comte Bittenocurt contra a minha pessoa não poderia ser apenas por causa da atual pendenga em torno da extinção da Escola Técnica Estadual Antonio Sarlo (ETEAAS).

A explicação mais ampla seriam as repetidas e merecidas críticas que tenho feito à desastrosa gestão do jovem prefeito Rafael Diniz à frente da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes já que os mesmos pertencem ao mesmo partido, o PPS.

Hoje minha inferência foi confirmada pelo jornalista Saulo Pessanha que informou em sua coluna no jornal Folha da Manhã que Comte Bittencourt teria sido ungido por Rafael Diniz como seu candidato a deputado estadual nas eleições que deverão ocorrer em Outubro (ver reprodução abaixo), no que se configuraria num “Comte é Rafael aqui, e Rafael é Comte lá”. 

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Interessante notar que o deputado Comte Bittencourt, cujo nome completo é Plínio Comte Leite Bittencourt, é um tipo de presidente “ad eternum” da Comissão de Educação da Alerj, provavelmente valendo-se da sua larga empresarial na área da educação, pois até 2010 era um dos proprietários da Sociedade Educacional Plínio Leite S/S Ltda, mantenedora do Centro Universitário Plínio Leite (Unipli), na região de Niterói (RJ),  que foi vendida por R$ 56,972 milhões, ao Grupo Anhanguera que, por sua vez, foi comprado pela Kroton Educacional em 2014. Em outras palavras,  há que se reconhecer que se há algo de que o deputado Comte Bittencourt entende é de educação, particularmente aquela que dá muito, mais muito lucro mesmo, ao proprietários de escolas particulares.

De toda forma, que fique claro a quem quer que seja que criticar os grosseiros equívocos e ações anti–populares do governo do jovem prefeito Rafael Diniz não significa estar alinhado a Anthony Garotinho. Apesar desta ser a via mais fácil de me desqualificar em um ambiente político tão conflagrado como o que temos neste momento, a mesma carece de qualquer sustentação objetiva, mesmo porque não basta concordar na crítica para que haja alinhamento em qualquer instância que seja. Em outras palavras,  o deputado Comte Bittencourt perdeu tempo precioso me atacando, quando deveria ter se concentrado em tentar salvar (e não em ajudar a fechar) a Antonio Sarlo.

Finalmente,  ao eleitor campista caberá na hora de decidir o seu voto em outubro, que  “Comte Bittencourt é Rafael aqui, e Rafael é Comte Bittencourt lá”. 

A falácia da “escolha de Sofia” de Rafael Diniz

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Li uma breve nota do jornalista Saulo Pessanha no jornal “Folha da Manhã” onde ele aventa que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) estaria ” entre duas escolhas igualmente perturbadoras: gastar os parcos recursos da prefeitura (pregação oficial) com a coleta/limpeza pública ou com o serviço de capina. Invocando “a escolha de Sofia”, Rafael optou pela coleta/limpeza pública [1].

Há nessa nota várias falácias. A primeira é que a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, apesar do “official discourse“, não gere pouco dinheiro. Aliás, apesar do encurtamento dos recursos oriundos dos royalties do petróleo, a cidade continua com um orçamento maior do que muitas capitais nordestinas.

Outra falácia é de que premido por algo que efetivamente existe mas não é tão grave como propagandeado, o prefeito “da mudança” fez opções que não tem nada de Sofia. Essas opções são, na verdade, de um recorte neoliberal especialmente maldoso para as classes mais pobres, enquanto mantém os ricos vivendo a boa vida que sempre viveram. É que além de impor um tarifaço digno de Maurício Macri, presidente neoliberal que acaba de falir mais uma vez a Argentina, a gestão de Rafael Diniz destruiu toda a parca malha de suporte social que existia para impedir que a pobreza extrema voltasse a dominar as regiões mais pobres da cidade de Campos dos Goytacazes.

Então, é falacioso dizer que Rafael Diniz optou pelo que optou por força de uma situação financeira que não impediu, por exemplo, que determinados contratados herdados da gestão anterior fossem aditivados e até a custos ainda maiores.

A farsa da herança maldita vai ficar ainda mais evidente agora que os preços do petróleo foram enviados, ao menos por algum tempo, para valores bem além do que praticados nos últimos anos. Agora, os recursos dos royalties voltarão a fluir com maior generosidade para os cofres das cidades produtoras, Campos dos Goytacazes inclusa. Nesse momento com mais dinheiro em caixa, vamos ver quais serão as opções que Rafael Diniz e seus menudos neoliberais farão.  

Como não acredito que esse que as decisões tomadas até agora têm qualquer coisa a ver com o tamanho do orçamento, não prevejo grandes mudanças nas ações deste jovem/velho governo.  Vamos continuar com ruas imundas e esburacadas e com lixo acumulando pelas ruas e terrenos baldios, enquanto os cidadãos mais pobres sofreram em unidades hospitalares igualmente abandonadas.  É que como na metáfora do sapo e do escorpião, este governo não tem como mudar sua natureza [2].  Trata-se daquilo que um dia foi sintetizado pelo ex-presidente da república Jânio Quadros quando afirmou jocosamente que “fi-lo porque qui-lo” quando questionado por uma decisão de governo. Simples assim.


[1] http://www.folha1.com.br/index.php?id=/blogs/saulopessanha/index.php

[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Escorpi%C3%A3o_e_o_Sapo

 

A Águas do Paraíba nunca perde, só ganha


Volto e meia abordo aqui a concessionária Águas do Paraíba que detém o monopólio na distribuição de água e tratamento de esgotos na cidade de Campos dos Goytacazes. Para mim, independente das boas pessoas que lá trabalham, o caso da Águas do Paraíba é um completo escândalo, do qual sou lembrado toda vez que recebo uma de suas contas já que sou cliente compulsório da empresa, graças ao ex-prefeito e hoje novamente poderoso na administração do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS), Sérgio Mendes.

Para quem ainda não sabe, a Águas do Paraiba é uma das 14 empresas controladas pelo Grupo Águas do Brasil e é propriedade de quatro grandes empresas (Developer S.A. – Grupo Carioca Engenharia, Queiroz Galvão Participações – Concessões S.A., Trana Participações e Investimentos S.A. e Construtora Cowan S.A.), tendo negócios espalhados desde o sudeste até a região norte.

A Águas do Paraíba muito provavelmente é uma das joias da coroa do Grupo do Águas do Brasil por um simples motivo: os termos do seu contrato com o município de Campos dos Goytacazes é do tipo “win-win”, qual seja, vencer ou vencer, não havendo como perder. E isso vem desde o tempo em que Sérgio Mendes fez um ótimo negócio para a Águas do Brasil e um péssimo para a população de Campos dos Goytacazes, mas outros prefeitos, incluindo Arnaldo Vianna e agora Rafael Diniz, só ampliaram a margem de vitórias da empresa.

E apesar de tempos em tempos termos ameaças de comissões parlamentares de inquérito na Cãmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes para apurar o sistema de preços e a real qualidade dos serviços de água e esgoto que são oferecidos, as coisas rapidamente passam do estágio da ameaça para o do pronto esquecimento. Enquanto isso, a Águas do Paraíba continua fazendo a alegria das suas reais proprietários e dos seus controladores acionários.

Mas deixando o discurso de lado, vamos a um exemplo prático de como opera o sistema “win-win” da Águas do Paraíba. E para fazer isso, uso a minha própria conta de água que ontem aportou na caixa de correios aqui de casa.

aguas do paraiba
Uma rápida olhada na conta acima mostrará que das 12 últimas contas foi cobraso com um consumo faturado de 10 m3 de água, enquanto em 3 meses tive o azar de sofrer com vazamentos que elevaram o valor cobrado a níveis estratosféricos.

Mas quem olhar para o consumo medido em abril de 2018, notará que eu efetivamente apenas consumi 6 m3, mas deverei pagar os 10 m3 faturados. Além disso, a cobrança do serviço de coleta e tratamento de esgoto também é cobrado no nível dos 10 m3 tarifados, e não dos 6m3 efetivamente consumidos. Mais vitória para a Águas do Paraíba só se eu também tivesse que pagar pelo ar que chega pela tubulação. Bom, pensando bem, há muita gente que desconfia que esse tipo de cobrança já é feita há muito tempo.

O que mais me indigna nessa história de mecenato pró-corporações privadas é que nem há como se questionar a qualidade dos serviços prestados pela Águas do Paraíba. É que tanto a Agência Nacional de Águas como o Comitê de Bacia não possuem ferramentas efetivas para coibir eventuais desvios na qualidade dos serviços prestados. E aí ao cidadão, transformado em consumidor do monopólio da água e do esgoto, resta reclamar com o papo.

Finalmente, há algum tempo já se sabe que os métodos tradicionais de descontaminação da água fornecida pela maioria das concessionárias já não conseguem eliminar uma série de contaminantes (os chamados micro-poluentes emergentes) e, por isso, estamos sendo contaminados por agrotóxicos, hormônios, cafeína, cocaína, micro-plásticos e por ai vai [1 e 2]  Em relação a esses micro-poluentes, a Águas do Paraíba se faz de desentendida, enquanto continua a cobrar suas contas salgadas de uma população cativa. 

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Por essas e outras é que os lucros do Grupo Águas do Brasil não param de crescer, gerando uma “win win situation”. Já para os consumidores cativos fica a “lose-lose situation“.  Simples assim.


[1] http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/249643/1/Raimundo_CassianaCarolinaMontagner_D.pdf

[2] http://inctaa.com.br/sites/default/files/inctaa-ebook-cafeina.pdf

Na surdina, (des) governo Pezão prepara o fechamento da tradicional Escola Técnica Estadual (ETE) Agrícola Antônio Sarlo

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A tradicional Escola Técnica Estadual (ETE) Agrícola Antônio Sarlo está com os dias contados, numa manobra orquestrada pelo (des) governo Pezão e que conta com a participação do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) e da reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

As tratativas para o efetivo fechamento da Antonio Sarlo estão bastante adiantadas, tendo inclusive uma minuta de projeto de lei sido apresentado ao Conselho Universitário da Uenf na última 6a. feira (13/04) para apreciação e virtual aprovação. 

Quem já ler a minuta como eu já fiz verá que, apesar de mostrar o contrário no papel, o real objetivo do (des) governo Pezão é acabar de vez com uma escola que foi em criado em meados dos anos de 1950 para aumentar a produtividade do sistema agropecuário na região Norte Fluminense, especialmente da cana-de-açúcar.

Interessante notar que, segundo fontes internas dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o mentor intelectual do fechamento da Antonio Sarlo estranhamente é o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt, do mesmo partido de Rafael Diniz.  Eu digo estranho é que em vez de trabalhar para fechar, a Comissão de Educação da Alerj deveria estar liderando a luta pela manutenção de uma escola tão tradicional quanto necessário para o processo de desenvolvimento econômico e social do Norte Fluminense

Curiosamente no projeto de lei que levará à efetiva extinção da Antonio Sarlo, há um compromisso de que a Prefeitura de Campos dos Goytacazes irá assumir o oferecimento do ensino fundamental que é oferecido dentro da escola, com a criação de uma unidade municipal! Eu digo que é curioso, pois o retrospecto dos primeiros 16 meses de gestão de Rafael Diniz na área da educação beira o pífio.

Quanto à reitoria da Uenf, apesar de haver um compromisso de que em troca de assumir o espólio de terras que pertencem à Antonio Sarlo haveria o oferecimento de um curso técnico na área agrícola. Quem já participou das poucas discussões feitas dentro da universidade sobre a assimilação das terras da Antonio Sarlo sabe que, dada a penúria financeira vigente desde 2015, a promessa de que tal curso será ofertado pela Uenf não passará de uma filigrana dentro de um projeto de lei cujo objetivo é simplesmente extinguir mais uma unidade de ensino estadual.

E no caso específico da Uenf, quem garante que a mesma asfixia finceira que está abrindo espaço para a extinção da Antonio Sarlo não será usada no futuro (num muito distante eu presumo) para justificar a sua entrega à iniciativa privada ou mesmo seu fechamento? É que no caso do (des) governo Pezão, pau que bate na Antonio Sarlo, certamente baterá na Uenf.

O lamentável nessa nada santa aliança que visa fechar a Antonio Sarlo é que isto está sendo feito num momento de extrema crise das rendas oriundas dos royalties do petróleo demonstra a necessidade de se aumentar a renda agrícola, uma das poucas âncoras econômicas com os quais o município de Campos dos Goytacazes e todo o norte e noroeste fluminense possuem para aliviar a crise econômica. 

A pergunta que fica é a seguinte: quem vai ganhar exatamente o quê com o fechamento de mais uma escola estadual em Campos dos Goytacazes? Para se clarificar essa questão é que uma audiência pública deveria ser cobrada de maneira a forçar que se faça a discussão sobre a Antonio Sarlo seja feita de forma respeitosa e transparente. Afinal, não é um boteco que se está pretendendo fechar, mas uma tradicional e importante unidade de ensino.

Quem desejar a íntegra do projeto de lei que resultará no fechamento da Antonio Sarlo, basta clicar [Aqui!]

 

Rafael Diniz: a mudança “made by” sacolão

Após assinar a lei do sacolão do vereador Marcão Gomes (por enquanto da REDE), a expectativa criada é que Campos dos Goytacazes teria um programa de distribuição de sacolões via a “contribuição voluntária” de empresários que celebrassem contratos com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Diante de questionamentos mais do que naturais, o vereador Marcão Gomes entrou em cena para encenar uma meia volta no processo de distribuição de sacolões via o seu projeto de lei, segundo ele para dirimir qualquer conotação eleitoral na distribuição das mesmas.

Tudo certo então? Nem tanto.

É que no dia de hoje (09/04), descobri via o site “Diário da Planície” que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS), que é o principal cabo eleitoral de Marcão Gomes resolveu que 2019 é tarde demais para começar a distribuição de sacolões em Campos dos Goytacazes, e resolveu criar um programa municipal de distribuição de sacolões [1]!

Interessante notar que na gestão jovem prefeito de Campos dos Goytacazes há gente que entende bem de compra e venda de sacolões. Entretanto, provavelmente para não criar maledicências, a empresa contratada para distribuir os sacolões da gestão “da mudança”, a VilaVitória Mercantil do Brasil Ltda, está localizada no município capixaba de Cariacica (ver extrato do Diário Oficial do Município de Campos dos Goytacazes que segue abaixo).

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Resta saber agora o que estes sacolões vão conter, como serão distribuídos e para quem serão efetivamente entregues. Mas uma coisa é certa, esses sacolões não chegarão nem perto do tipo de menu refinado a que o jovem prefeito de Campos dos Goytacazes parece ser mais afeito em suas peregrinações aos restaurantes destinados aos segmentos mais abastados das elites locais.

Agora é trágico notar que a mudança alardeada na campanha eleitoral se consumaria pelo meio da distribuição de sacolões.  Agora, só falta a criação de um programa municipal de distribuição de dentaduras e próteses ortopédicas. Depois são os Garotinho que são chamados de populistas. Vai entender! 

Pelo menos agora Rafael Diniz já tem pronto o mote da sua campanha de reeleição de 2019:  para não passar mais fome, reeleja o prefeito do sacolão.


[1] http://www.diariodaplanicie.com.br/governo-rafael-diniz-vai-distribuir-sacolao/

 

Rafael Diniz e sua “visão mundial” de ataque aos direitos dos trabalhadores

Não bastasse ter exterminado as políticas sociais que protegiam os cidadãos mais pobres da cidade de Campos dos Goytacazes, criando um vácuo social e político que a cada dia empurra um dos municípios mais ricos do Brasil para o caos e o descontrole. Também não bastou colocar na Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes todo um conjunto de menudos neoliberais para tentar dar uma ar de modernidade às suas políticas regressivas.

Não, o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) quer ir mais longe, muito mais longe, na sua política de ataque aos trabalhadores, especialmente os mais humildes e mais mal pagos. Essa é a única conclusão possível da intromissão que o Rafael Diniz está realizando num raro acordo entre patrões e empregados, no qual o direito dos últimos não é pisoteado.

Falo aqui da notícia de que Rafael Diniz está enviando um projeto de lei para especificamente (palavras do próprio) para regulamentar o funcionamento dos supermercardos aos domingos, segundo ele para que não se retroceda e Campos dos Goytacazes assuma a realidade vigente no mundo [1].

supermercados

A visão de que supermercados funcionando aos domingos é uma realidade mundial só pode vir daqueles que restringem sua vivência internacional a Orlando ou Miami ou, quando muito,  Fort Lauderdale. 

É que se o jovem prefeito Rafael Diniz tivesse consultado o seu (des) secretário de Educação, o sociólogo Brand Arenari, saberia que na Alemanha, país onde Arenari cursou seu doutorado, os supermercados são fechados aos domingos. Aliás, supermercados não abrem em boa parte da Europa Continental, incluindo para começo de conversa países como França, Portugal e Espanha. Aliás, dos países europeus que visitei, apenas me lembro de ver mercadinhos abertos na Inglaterra. No resto dos países, os supermercados fecham e sem o tipo de reclamação que setores de classe média campista ecoam contra o direito de descanso dos trabalhadores.

Pois é disso que se trata. O fechamento dos supermercados aos domingos representa uma oportunidade dos trabalhadores passaram o dia com sua família e não empurrando mercadorias que podem ser perfeitamente adquiridas em outros dias da semana. Tanto isto é verdade que na maioria dos estabelecimentos que abriam aos domingos antes do acordo entre patrões e empregados, tudo ficava abandonado às moscas, sendo esta uma das razões para o dito acordo!

O fato é que Rafael Diniz deveria estar se ocupando de coisas mais básicas como a limpeza das ruas, a manutenção de escolas e hospitais e, por que não, a reabertura do restaurante popular.  É que graças às suas políticas neoliberais extremadas, a cidade de Campos dos Goytacazes tem cada vez mais gente que não tem como ir ao supermercado seja qual for o dia da semana. Mas com estes, ele e seu grupo de menudos neoliberais não parecem se importar. 

Finalmente, essa intromissão do jovem prefeito Rafael Diniz é um belo exemplo de como as classes mais abastadas se relacionam com países europeus e com o Brasil. Lá fora, adoram a “civilização” que permite aos trabalhadores desfrutem mais da riqueza que ajudam a criar. Quando voltam para o Brasil, a “civilização” é rejeitada e reaparece o apego à senzala. Típico comportamento de oligarcas que não querem que sequer cheguemos ao Século XX.


[1] https://www.portalviu.com.br/cidades/campos-rj-supermercados-poderao-reabrir-aos-domingos/

Cenas de uma cidade em estado de abandono

Percorri hoje um trecho da avenida 7 de Setembro e pude constatar mais uma vez o estado de completo abandono em que se encontram as ruas centrais da cidade de Campos dos Goytacazes.  No que se pode tornar um belo exemplo de sucessão ecológica, o que vi foi o aumento da vegetação em calçadas e para além delas (ver imagens abaixo). 

Mas trocando em miúdos, o que transparece é que a cidade de Campos dos Goytacazes está abandonada à própria sorte.  É que a falta de capina nas ruas é apenas uma das muitas mazelas que estão assolando a nossa pobre/rica cidade neste momento.

Estivéssemos na administração da prefeita Rosinha Garotinho é bem possível que estivéssemos assistindo a uma série de manifestações contra esse verdadeiro estado de abandono. Mas como agora é a administração do jovem prefeito Rafael Diniz, curiosamente o que temos é um completo silêncio, inclusive do Ministério Público Estadual.

Agora, o que anda aumentando tal qual as ervas daninhas que hoje ocupam as ruas de Campos é o universo de eleitores desencantados. Entre muitas pessoas que converso diariamente, a desilusão é crescente. Muitos inclusive acham que a volta da família Garotinho ao poder municipal se tornou uma mera questão de tempo.  

 

Campos dos Goytacazes, terra onde matar a fome dos pobres pode esperar

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Li hoje no blog da jornalista Suzy Monteiro que está hospedado no site do jornal “Folha da Manhã” que a lei do sacolão proposta pelo vereador Marcão Gomes  (REDE) foi sancionada pelo jovem prefeito Rafael Diniz (PPS), mas só será executada em 2019! [1].

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A consequência disto é que as famílias que foram deixadas à mercê da própria sorte pelo extermínio das políticas sociais realizado pelo jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais vão ter que esperar quase 8 meses pela chegada dos sacolões do vereador Marcão Gomes! 

Em outras palavras, matar a fome dos pobres não é lá uma das principais prioridades do governo “da mudança”. Bom, isso já se sabia quando se fechou o restaurante popular Romilton Bárbara sob a desculpa esfarrapada que comerciários (supostamente com salários polpudos) estavam indo lá para se alimentar a custo baixo!

Agora, a pergunta que não quer calar: se a distribuição de sacolões só será feita em 2019, por que aprovaram a lei agora? Como na política campista não há espaço para amadores, alguma boa razão para esta protelação há. Resta saber qual.


[1] http://www.folha1.com.br/_conteudo/2018/03/politica/1232201-lei-sancionada-mas-para-2019.html

Rafael Diniz coloca Campos dos Goytacazes sob a sombra do sacolão

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Graças ao site “Diário da Planície” descobri que a cidade de Campos dos Goytacazes foi oficialmente colocada sob a sombra do sacolão [1]. É que ao contrário do que havia anunciado o vereador Marcão Gomes (REDE) mentor do projeto de transformar milhares de famílias pobres em alvos de uma esquisitíssima política de distribuição de sacolões a ser financiada por empresas contratadas pela  Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) decidiu publicar a Lei 8.816/2018 com validade imediata e não apenas após as eleições de Outubro [2] (ver imagem abaixo).

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Como já escrevi antes, considero a lei do sacolão do vereador Marcão Gomes uma das coisas mais socialmente regressivas e desempoderadoras de que tenho notícia em mais de 20 anos de vivência da cidade de Campos dos Goytacazes. Afora, o estranho mecanismo de financiamento do “programa”, existem ainda outras questões que considero relevantes, a começar sobre quem será o fornecedor dos sacolões do vereador Marcão. Mas mais importante ainda será a condição de verdadeiros prisioneiros da comida em que ficarão as famílias que hoje se encontram as famílias que passam por extremas dificuldades após o verdadeiro extermínio de políticas sociais que existiam na gestão da prefeita Rosinha Garotinho. 

Agora, espero que os órgãos de controle, a começar pelo Ministério Público Estadual demonstrem o mesmo apetite para acompanhar a aplicação desse programa de cunho evidentemente populista num ano eleitoral.

Mas é lamentável observar que um governante que foi eleito com base na promessa de mudança tenha nos jogado de volta aos primórdios do Século XX onde os pobres eram tratados como fossem meras peças de um tabuleiro social, sem voz e sem direito de opinar sobre quais mecanismos sociais deveriam ser criados para mitigar as graves distorções sociais e econômicas que afligem a sociedade brasileira.

A mudança, há que se frisar, não virá na forma de sacolões!


[1] http://www.diariodaplanicie.com.br/rafael-diniz-sanciona-lei-do-sacolao-de-marcao/

[2] http://www.diariodaplanicie.com.br/blogdoralfereis/marcao-pensa-em-aplicar-a-lei-do-sacolao-apos-eleicoes/

A gestão de Rafael Diniz sob a égide do “dedo podre”.

Ando me abstendo de falar da situação política de Campos dos Goytacazes, basicamente por  falta de que coisa nova para dizer. É que efetivamente após ser eleito numa onda de expectativas de que as coisas iriam mudar para melhor, o jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais têm se mostrado cabalmente incapazes de entregar o que prometeram. Aí o que se vê é uma mistura de situações que beiram o vexame, sendo que a saída adotada é jogar os produtos de mais de 15 meses de governo nas costas do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho e de uma suposta herança histórica que teria sido deixada na prefeitura de Campos.

De notável mesmo nas últimas semanas só a protelação do programa de distribuição de sacolões proposto pelo vereador Marcão Gomes.  Notável é forma de falar, pois este recuo foi feito de uma forma tão despudorada quanto foi a apresentação do projeto de lei que jogou sobre as costas de empresas contratadas a responsabilidade de fornecer os recursos que seriam usadospara a distribuição de sacolões à famílias que foram deixadas ao relento, quando o prefeito Rafael Diniz resolveu cortar todos os programas sociais que, em campanha, prometeu não só manter, mas também aperfeiçoar. Mas pego com a mão no pote de biscoitos, não restou ao presidente da Câmara de Vereadores fingir o pudor que não teve quando apresentou seu projeto mequetrefe na Câmara de Vereadores.

Por outro lado, as situações que demandariam uma simples atuação do jovem prefeito e seu numeroso séquito de menudos neoliberais para organizar setores básicos  da administração municipal são tratadas no passo da lesma com pata quebrada.  Por isso, nossas ruas estão  parecendo verdadeiros matagais que se transformam em pequenos rios ao sinal dos primeiros pingos de chuva.  Mais precária ainda é a situação do transporte público que na gestão anterior funcionava no limite do regular com o ruim, e que agora bordeja o péssimo e extremamente péssimo. E a situação das escolas fechadas no distrito de Guarus, supostamente por ordem do narcotráfico. Nesse quesito se passaram quase duas semanas para que se reconhecesse que o problema sequer existia. Daí a se apresentar soluções, a coisa foi para aquelas compras a perder de vista. Até a prometida retomada da iluminação pública continua caminhando tão lentamente que as poucas ruas que já foram atendidas já estão necessitando de novas reposições. Como se vê, a coisa toda beira o caos.

Mas pior do que a inépcia é a arrogância que vem sendo demonstrada para tentar se eximir das responsabilidades que já estão claramente pregadas na atual administração (basta ver o fiasco que foi o suposto apoio dado às vitimas das chuvas em Morro do Coco). Até se propalar que a cidade de Campos dos Goytacazes vive a pior crise econômica da sua história já se propalou. Entretanto, como o orçamento municipal continua sendo maior do que o de algumas capitais nordestinas, fica claro que isso não passa de um exagero tão proposital quanto descabido. Além disso, a continuidade das práticas de aditamento e de contratações por carta convite demonstra que existe sim uma crise, mas esta só atinge os mais pobres e que foram injustamente penalizados com o fim dos programas sociais sob a desculpa do controle do déficit público.

Tanta discrepância entre promessa e práticas de governo já tem um custo político claro. Conversando com pessoas dos mais diferentes níveis de renda e que habitam distintas partes do município noto um impressionante desgaste político do jovem prefeito Rafael Diniz. A coisa mais suave que ouço é que ele pregou mentiras para enganar o povo de Campos. E vai daí para pior, muito pior. A síntese disso é que Rafael Diniz se tornou portador do que se convenciona chamar de “dedo podre”, pois tudo o que ele toca tende a ir literalmente por água abaixo. Assim, presumo que quem estiver ao seu lado nas próximas eleições vai precisar arranjar muito dinheiro para tocar campanhas que sejam minimamente viáveis. Esse é o custo de se fomentar a esperança de mudança e não entregar.

E não nos esqueçamos que a maioria dos cidadãos desta cidade ainda nem receberam o seu carnet do IPTU de 2018. Quando isso acontecer, é bem provável que a situação de Rafael Diniz piore ainda mais. A ver!