A “pequena” lacuna na decisão judicial sobre a greve dos rodoviários de Campos

Ônibus voltam a circular

Abaixo posto a decisão da juíza do trabalho Raquel Pereira de Farias Moreira que decidiu favoravelmente a uma Ação Pública impetrada pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Cargas e Passageiros de Campos dos Goytacazes e outros visando interromper a greve iniciada no dia de ontem.

A decisão da meritíssima é toda calcada na essencialidade do serviço prestado pelos rodoviários de Campos dos Goytacazes e na necessidade da manutenção do transporte público de passageiros no município.

Essa decisão só possui uma “pequena” lacuna. Ela é completamente omissa sobre a causa do movimento paredista, qual seja, o atraso no pagamento de salários e demais direitos que têm sido sonegados pelos donos das empresas de ônibus aos seus empregados.

Diante dessa “pequena” lacuna: essa é a justiça do trabalho ou dos patrões? Bom, deixa para lá.  E que certas perguntas possuem respostas que são tão auto evidentes que dispensam o questionamento.

Quanto à gestão do jovem prefeito de Campos dos Gpytacazes, me parece altamente pedagógico que a única ação tomada seja contra os trabalhadores que estão sem salários. Mas o que esperamos de uma gestão que também deve salários à parte mais precarizada de seus próprios servidores? Essa é a famosa pedagogia da superexploração do trabalhador posta em funcionamento explícito. Que bela  mudança!

E o troféu de vencedor vai para…. Anthony Garotinho!

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Analisando friamente os dois últimos dias em Campos dos Goytacazes, não hesito em afirmar que Anthony Garotinho já conseguiu o seu intento de desestabilizar seu incontáveis adversários e retomar a primazia do debate político.

Para isso contou com a ajuda insubstituível do jovem prefeito Rafael Diniz e seu trupe de menudos neoliberais que se esforçam para entregar uma pauta incontável de tópicos com os quais Anthony Garotinho pode usar a sua verve para desmoralizar quem prometeu mudança e até agora só entregou uma mal disfarçada guerra aos pobres.

Apesar de nem tudo serem flores para Anthony Garotinho,  há que se reconhecer que ele é um “fast learner”, ou seja, consegue aprender com uma velocidade muito acima da média.  

Além de ser um indivíduo que aprende fácil, Anthony Garotinho ainda conta com o inevitável e genuíno descontentamento que borbulha nas imensas camadas pobres da população que votou em Rafael Diniz e hoje se vê como o único alvo de uma guerra seletiva ao déficit financeiro que assombra os cofres do município. Aliás, o maior problema para Garotinho será superar a falta de estruturas comunitárias que agilizem a organização da revolta que é real e sobre a qual ele não possui nenhum controle.

Enquanto isso, ao governo municipal resta a dura tarefa de entender que a primazia do controle político do município que foi dada praticamente de mãos beijadas para Anthony Garotinho não será retomada apenas com a colocação de imagens em caixões ou com a manifestação favorável da mídia corporativa. Se conseguirem fazer isso, talvez Rafael Diniz e seus menudos neoliberais ainda peçam ajuda aos universitários (ou melhor universidades) para que se formulem políticas estratégicas para preparar o município de Campos dos Goytacazes para o futuro pós-royalties que se avizinha rapidamente.

Charge publicada no dia de hoje (07/10) pelo jornal Folha da Manhã reproduzindo suposto diálogo ocorrido na frente do Centro Adminsitrativo José Alves de Azevedo.

Do contrário, o caixão com as fotografias de Anthony e Rosinha Garotinho será apenas uma espécie de auto premonição para uma administração municipal que semeou ventos e colheu tempestades.

garotinho caixao

E de adiantará as fotos “ops” na entrega de veículos assegurados por emenda parlamentar de  um deputado federal  condenado em última instância pelo Supremo Tribunal Federal justamente pelo suposto envolvimento no superfaturamento de  ambulâncias [1]! 

Por último, volto a citar a minha impaciência com os partidos políticos que se dizem de esquerda. Ao ficarem paralisados frente ao embate que está ocorrendo, estas agremiações nada fazem para que se possa superar a dicotomia em curso. E, pior, deixam abandonado o trabalho de defender os pobres da guerra promovida contra eles pelo governo Rafael Diniz. Depois não adianta reclamar dos métodos de ação de Anthony Garotinho. É que pelo menos ele age.


[1] http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/05/02/paulo-feijo-e-condenado-a-12-anos-por-envolvimento-na-mafia-das-sanguessugas/

Campos dos Goytacazes no ritmo de “Atômica”?

campos

Há umas semanas atrás estive num cinema local para assistir ao filme de ação/espionagem “Atômica” cujo personagem central interpretado pela atriz sul africana Charlize Theron que ao final da trama se revela uma agente tripla num jogo mortal envolvendo a extinta União Soviética, o Reino Unido e os EUA.

Pois bem, observando o andamento da cena política de Campos dos Goytacazes parece que alguns articulistas locais atribuem o mesmo papel de “Jack-of-all-trades” da personagem de Charlize Theron ao ex-governador Anthony Garotinho. Uma hora é anunciada a sua morte política para minutos depois ser disseminada a ideia de que Garotinho está por detrás de todas as movimentações anti-governo Rafael Diniz.  Da forma que a coisa está sendo apresentada cabe a Garotinho decidir se teremos paz ou guerra na nossa cidade. Esse é um desdobramento que não encaixa no prognóstico de que Garotinho se tornou um defunto político ambulante.

Por outro lado, vamos assumir que o grupo de Anthony Garotinho está organizando protestos contra a extinção de políticas sociais promovida pelo jovem prefeito Rafael Diniz em nome de um suposto esforço de controle do déficit fiscal municipal. Não estaria este grupo dentro do seu direito democrático de agir e organizar a oposição política? Por que raios agora, depois de passarem oito anos sob ataque cerrado, os partidários de Garotinho deveriam se calar, agora que ocupam o papel de oposição?

Não me lembro de ter visto os apoiadores do atual prefeito distribuindo rosas vermelhas durante as sessões em que o então vereador Rafael Diniz usava de sua verve para fustigar o médico Edson Batista por exercer um estilo de presidência que tornava a Câmara de Vereadores numa espécie de “puxadinho” da sede do executivo municipal.

Indo ao que é essencial nesse debate, me parece que quando se atribui a Anthony Garotinho o papel de único responsável pela atmosfera belicosa que estamos vivenciando no município, o que está se fazendo é tentar ocultar que há uma forte insatisfação popular que pode eclodir na forma de protestos descontrolados.  Aliás, já apontei para essa possibilidade mais de uma vez, mas a marcha da tesoura que extingue programas sociais não foi cessada, muito pelo contrário.

Conversando com um daqueles observadores argutos da realidade social, ele me contou que em Angra dos Reis houve um corte semelhante nos subsídios dados aos mais pobres para que eles pudessem usar transporte público. Segundo esse interlocutor bastou que se queimasse um ônibus para que a Prefeitura de Angra dos Reis revisse a extinção dos subsídios. A questão aqui é se a população vai se contentar em incinerar apenas um veículo ou se o prefeito Rafael Diniz vai esperar que isso aconteça para rever sua decisão de acabar com a passagem social.

 E que depois não se queira atribuir a Anthony Garotinho a responsabilidade de se oferecer o combustível para o incêndio. Essa responsabilidade, meus amigos, cabe a quem tem nome e CPF e pode atender pelo codinome “semeador de esperanças frustradas”. É que não se alimenta esperanças para depois quebra-las, e ficar impune.

O bebê, a água suja do banho, e a guerra aos pobres

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Um provérbio alemão que terminou sendo adaptado pelo teólogo e poeta alemão Thomas Murner num livro publicado em 1512 (falo aqui da obra “Apelo a Idiotas”) parece sintetizar bem o problema que temos diante de nós com a extinção de várias políticas sociais pelo governo do jovem prefeito Rafael Diniz. 

Falo aqui da frase “jogar a criança fora com a água suja do banho”. Essa frase nos últimos 500 anos sintetiza o necessário pragmatismo que deveria reger a ação de governantes responsáveis e cientes das necessidades dos cidadãos mais pobres quando assumem a gestão de governos outrora ocupados por adversários ou, mesmo, inimigos políticos.

A premissa é clara: não exagere na eliminação do que seus adversários deixaram, e tente melhorar a eficácia daquilo que foi deixado e que, mesmo com eventuais defeitos, servem propósitos maior do que seus idealizadores pretendiam.

Aliás, é bom que se lembre que durante a campanha eleitoral em que venceu de forma fácil todos os candidatos oponentes, o agora prefeito Rafael Diniz sinalizou de forma inequívoca que a criança (no caso as políticas sociais voltadas para minimizar a profunda desigualdade social existente em Campos dos Goytacazes desde os tempos em que era a capital brasileira da escravidão negra) não seria jogada fora com a água suja do banho.  O problema é que não só a criança está sendo jogada fora, como as explicações para que isto esteja sendo feito não são nada convincentes. Na prática o que se tem é uma culpabilização integral do “governo anterior” e ponto final.

Tenho conversado com pessoas que ainda hesitam em criticar abertamente o verdadeiro estelionato eleitoral que está sendo praticado contra aqueles segmentos da população que acreditaram que a mudança não viria na forma de uma guerra aos pobres. A hesitação decorre de uma tendência natural de não querer jogar água no moinho chamado Anthony Garotinho. Nessa lógica criticar a guerra aos pobres contribuirá para fortalecer o ex-governador e legitimar as suas críticas ao jovem prefeito.

De minha parte eu diria a quem hesita em criticar o extermínio das políticas sociais que o receituário proposto por Rafael Diniz e seus menudos neoliberais é apenas o primeiro passo para um profundo arrocho fiscal que também atingirá as classes médias na forma de novos impostos (parece que vem aí a taxa do lixo para começo de conversa), deixando de fora aquelas pequena multidão de ricos que já conseguiu a promessa de que não contribuirão para segurar o rojão da crise, apesar de terem sido os maiores ganhadores da era dourada dos royalties do petróleo.

Mas para não dizer que só critico o prefeito Rafael Diniz, faço um círculo completo no meu argumento e lhe sugiro que não jogue a criança fora com a água suja do banho. É que desde que Thomas Murner fez o seu apelo a idiotas, muita água já passou debaixo da ponte e incontáveis cabeças coroadas ou eleitas já rolaram por ignorar a ira dos mais pobres.  Mais simples do que isso, impossível!

A guerra aos pobres do governo Rafael Diniz gera o risco de uma grave insurreição social em Campos dos Goytacazes

O maior erro que se cometer em política é provar que o seu adversário está certo. Partindo dessa questão básica das disputas entre diferentes correntes que emergem no esforço do controle de governos, não tenho como não observar o papel que o jovem prefeito Rafael Diniz está cumprindo para assegurar que o ex-governador Anthony Garotinho e seu grupo político possam ressurgir das cinzas menos de um ano depois de sofrerem uma acachapante derrota eleitoral.

É que se lembrarmos o que diziam os anúncios da campanha eleitoral do candidato derrotado Chicão Oliveira, o futuro das políticas sociais construídas para mitigar a profunda desigualdade social que existe em Campos dos Goytacazes estaria ameaçado caso o candidato Rafael Diniz fosse eleito. 

E pimba! Primeiro se fechou o restaurante popular, agora se acaba de vez com a passagem social., deixando na fila da guilhotina o “Cheque Cidadão” e o “Morar Feliz”. Esse desmanche se mostra irreversível, mesmo que os anúncios vindos pela boca do jovem prefeito ou de seus menudos neoliberais sejam menos explícitos, tornando o fim inevitável em “ajustes” para melhorar o que está sendo exterminado.

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O problema que, além de garantir a proeminência política de Anthony Garotinho no município de Campos dos Goytacazes, esse extermínio das políticas sociais de mitigação da desigualdade social extrema também está servindo para gestar uma crise sem precedentes na história recente deste rico/pobre município. É que confrontada com uma gravíssima crise econômica, a maioria da nossa população agora se verá diante de um custo insuportável até se precisar ir procurar empregos onde eles ainda existem.

Ao conversar na noite passada com um amigo que mora no entorno da Lagoa do Vigário (aliás, essa pessoa conhece o jovem prefeito desde que este era menino), ele me assegurou que há uma crescente revolta dentro da população mais pobre e que está sendo atingida em cheio pelos cortes (seletivos) que estão sendo operados em nome de um ajuste fiscal tão seletivo quanto o realizado pelo (des) governador Pezão no plano estadual. Como esse meu interlocutor é uma pessoa normalmente calma e sempre bastante lúcida, o vaticínio dele deveria preocupar Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.  É que quem gesta a revolta aberta deveria estar preparado para conviver com seus efeitos sob pena de ser arrastado pela corrente. Friso que este meu interlocutor é um trabalhador de carteira assinada e que nunca precisou recorrer a quaisquer uma das políticas sociais ora exterminadas. Em outras palavras, em suas observações ele não se move por sentimentos individualistas, mas apenas exerce sua alta capacidade analítica.

Volto a dizer que tudo indica que falta neste jovem/velho governo aquela espécie do “ministro do vai dar merda” preconizado por Luís Fernando Veríssimo. É que tudo indica que a ausência dessa figura que nos governos de Rosinha Garotinho era ocupado com alto nível de eficiência pelo glacial Suledil Bernardino.  Como ainda não chegamos nem ao final do primeiro ano de governo “da mudança” me parece urgente que alguém ocupe este posto para evitar, inclusive, que tenhamos a ocorrência de algo muito pior do que possibilitar a que Anthony Garotinho reassuma a supremacia política no município.  É que nem mesmo Anthony Garotinho vai conseguir, ainda que queira, impedir que a revolta popular que borbulha discretamente nas regiões mais pobres de Campos dos Goytacazes tome ares de insurreição aberta. A ver!

Campos dos Goytacazes e os riscos de uma vida em constante “estado de sítio”. É isso mesmo o que queremos?

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Em um encontro casual no local onde faço minhas compras de verduras tive uma daquelas conversas que me deixam certo de que até os mais moderados já estão exasperados com a política de extermínio das políticas sociais herdadas do governo de Rosinha Garotinho que está sendo executada pelo jovem prefeito Rafael Diniz e seus dublês de secretários e menudos neoliberais.

Segundo essa pessoa, que é um  campista da gema e um intelectual que respeito por sua finesse até nos embates mais duros, não parece mais estar restando outra saída senão acorrer às ruas para protestar contra o desmanche do pouco que existia de políticas de mitigação da pobreza em nossa rica/pobre cidade.

Esse tipo de sentimento está me sendo comunicado por muitos eleitores de Rafael Diniz que acreditavam que a mudança de que se falava era uma para melhorar a cidade de Campos dos Goytacazes, e não para piorá-la.  O que ninguém imaginava (ou esperava) era que a “mudança” que viria seria apenas para impor um arrocho duríssimo sobre as camadas mais pobres da população em nome de uma economia extremamente seletiva.  Agora, além de tudo o que já foi extinto, fala-se no fechamento de unidades hospitalares de atendimento básico e na liberação dos preços das passagens de ônibus!

Voltando ao meu interlocutor deste final semana é que há entre os que dão uma cara jovem ao governo de Rafael Diniz, uma verdadeira adoração pelas políticas neoliberais que vocalizam mérito, mas aplicam receitas duras apenas sobre o mais pobres. E ainda segundo o meu interlocutor, a coisa não se dá nem por maldade, mas sim por pura ideologia que despreza os pobres, sem querer entender as raízes da sua pobreza.

Eu que ando pelas ruas, e converso com as pessoas que estão sofrendo o maior ônus da crise econômica que assola o Brasil neste momento, tenho que observar que estamos nos encaminhando para uma vida cercada entre muros, onde os que estão passando minimamente incólumes por este processo de destruição das políticas sociais (até porque nunca dependeram delas) vão se sentir cada vez mais sitiados e amedrontados.

É que nada de bom poderá sair de termos imensas fatias da nossa população sem qualquer tipo de suporte via políticas sociais. A tendência é que haja um grande aumento das taxas de violência, as quais deverão extrapolar as áreas onde historicamente ficavam circunscritas.

A questão que se coloca me parece óbvia: quem quer viver uma vida em ritmo de “estado sítio” em nome da legitimação do discurso de eficiência fiscal (de aplicação seletiva) que o jovem prefeito de Campos dos Goytacazes insiste em fazer para justificar o ataque que está sendo feito aos mais pobres?

E uma dica: quem cala, consente. E quem consente, não pode reclamar se as minhas previsões de agravamento da crise social que estamos vivendo se confirmarem.

A gestão “Rafael Diniz”: até aqui oscilando entre o embaraçoso e o patético

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Confesso que está se tornando uma fonte de irritação ter que ler as declarações que o jovem prefeito Rafael Diniz profere sobre assuntos relacionados à gestão da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. A última que li se refere à demanda de que as rendas dos royalties do petróleo. Vejamos o que disse o jovem prefeito:

–— ” A nossa solicitação com definição de estudos em relação aos campos maduros e, efetivamente, o impacto financeiro sobre os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos, para que possamos estar preparados e buscando um debate voltado para mais investimentos para o nosso município — explica Diniz, que falou após exposição dos técnicos.” [1]

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Como diria o blogueiro Douglas da Matta: por santo zeus, o que significa isto em face da inevitável decadência da fonte de recursos que já jorrou abundante dos poços de petróleo agora maduros na bacia de Campos?

Cadê, por exemplo, o investimento municipal no beneficiamento e comercialização da produção agrícola dos assentamentos de reforma agrária que constava como um dos pontos do programa eleitoral de Rafael Diniz? Provavelmente no mesmo lugar em que estão as promessas de que não se fecharia o restaurante popular e não se cortariam outros programas sociais como a Passagem Social e o Cheque Cidadão. Provavelmente na lata de lixo.

O fato é que a situação política do jovem prefeito Rafael Diniz só não está pior porque todos os dias temos “novidades” contra o ex-governador Anthony Garotinho para alimentar uma espécie de propaganda canhestra que o isenta momentaneamente de agir como o prefeito que prometeu que seria. Mas, atenção, essa tática tem pernas curtas e não vai impedir que o caos se instale no município.

Aí, seria bom que alguém dentro desse jovem governo se disponha a cumprir o papel do “ministro do vai-dar-merda” proposto por Luís Fernando Veríssimo. Do contrário, ficaremos cada vez mais expostos ao embaraçoso e o patético até aqui proporcionados por Rafael Diniz e sua equipe de menudos neoliberais. Aliás, até nisso o governo do jovem prefeito está ficando cada vez mais parecido com o (des) governo Pezão que apoiou e foi apoiado por Rafael Diniz.


[1] http://opinioes.folha1.com.br/2017/09/19/rafael-diniz-participa-de-debate-da-anp-sobre-campos-maduros/

Anthony Garotinho e sua singular prisão domiciliar

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Na ausência de fatos novos e que nos levem além do que já está estabelecido, a manuntenção da prisão domiciliar de Anthony Garotinho beira o escândalo. É que fora aqueles muitos brasileiros pobres que continuam presos sem sequer terem sido julgados, o caso do ex-governador do Rio de Janeiro incorpora muito bem como opera a justiça brasileira.

É que, lembremos, Anthony Garotinho está colocado em prisão domiciliar após condenação em primeira instância por um processo ocorrido na esfera eleitoral! Alguém imagina o mesmo acontecendo com políticos cuja culpabilidade está mais do que estabelecida e que, inclusive, continuam nos seus postos de governo? E, pior, quantos casos de decretação de “prisão domiciliar preventiva” sobre caso julgado em primeira instância existem na história jurídica do Brasil?

Como já abordei anteriormente, um “habeas corpus” em favor de Anthony Garotinho será a inevitável a consequência dessa situação. Outra inevitável consequência desse habeas corpus será a grita dos carrascos que hoje celebram o estabelecimento da exceção contra Anthony Garotinho como se justiça fosse. É que todos os que celebram a negativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de agir no sentido do reestabelecimento do pleno estado de direito sabem que essa situação é insustentável. Numa semelhança esportiva é como aquele jogador que celebra um gol mesmo sabendo que o juiz da partida vai anular por causa de alguma irregularidade cometida, e após ser flagrado praticando um ato irregular corre para a torcida para denunciar a anulação.

Outro risco para os inimigos de Anthony Garotinho é que o local da sua prisão domiciliar se torne um tipo de magneto e atraia para aquela rua toda a multidão de desiludidos e abandonados que estão sendo gerados pelas políticas ultraneoliberais que estão sendo executadas pelo governo do jovem prefeito Rafael Diniz.  Se isso acontecer, o que deveria ser um símbolo do encerramento da carreira política de Anthony Garotinho poderá se tornar o ponto de partida de sua campanha para governador.  

Enquanto isso, nos nossos hospitais e escolas municipais se acumulam as condições para que a multidão de apoiadores cresça exponencialmente na frente da famosa “casinha” da Lapa…

Singelas dicas para o prefeito Rafael Diniz reabrir imediatamente o restaurante popular

Desde que o jovem prefeito Rafael Diniz decidiu fechar o Restaurante Popular Romilton Bárbara em nome de uma economia que considero canhestra [1], venho usando o valor de R$ 250.000,00 para estimar o custo mensal daquela importante unidade de mitigação da fome a que muitos cidadãos campistas estão sentindo neste momento de grave crise econômica. 

Também já apontei minha quase incredulidade que após o fechamento do restaurante popular, o prefeito “da mudança” tenha assinado um contrato de R$ 5.000.000,00 para abastecer a fábrica de propaganda oficial por 12 meses e outro no valor de R$  R$ 4.566.306,74, também por 12 meses, para manter em funcionamento o aeroporto Bartolomeu  Lysandro, perfazendo um gasto total de R$ 9.566.306,74 apenas nestes dois contratos [ 2 e 3

Pois bem, hoje li uma nota publicada pela jornalista Suzy Monteiro sobre um processo que será aberto pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes contra o  ex-governador Anthony Garotinho pelo valor que teria sido distribuído ilegalmente na forma de “cheques Cidadão” no total de R$ 11.000.000,00 (ver reprodução abaixo).

rafael restaurante

Nessa nota é que surge uma informação interessante. É que segundo declaração atribuída ao prefeito “da mudança”, o valor de R$ 11.000.000,00 possibilitaria o funcionamento do restaurante popular por 4 anos (ou 48 meses).  Desta forma, o custo do oferecimento mensal de refeições a pessoas pobres pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes não custaria os aludidos R$ 250.000,00, mas sim R$ 229.166,67!

Aí é que fazendo um pouco mais de contas, agora usando os dois contratos supramencionados que custarão R$ 9.566.306,74 aos cofres municipais, se o prefeito Rafael Diniz tivesse optado por alimentos os mais pobres, este montante permitiria manter o restaurante popular funcionando por 41 meses! Mas como ele optou por pagar por propaganda e por manter um aeroporto que serve a um grupo seleto de munícipes, e, é claro,  por fechar o restaurante popular e deixar um monte de gente  desprovida de pelo menos uma refeição diária.

Desta forma, que se aja para recuperar os tais R$ 11.000.000,00 que teriam sido desviados para utilizar indevidamente o “Cheque Cidadão”.  Entretanto, que não se coloque o fechamento do restaurante popular nesse balaio, já que foi o prefeito Rafael Diniz que optou por fazer propaganda e manter o aeroporto aberto.  É o famoso cada um, cada qual. simples assim!


[1] https://blogdopedlowski.com/2017/06/11/redes-sociais-sao-usadas-para-convocar-ato-em-defesa-do-restaurante-popular/

[2] https://blogdopedlowski.com/2017/09/11/governo-rafael-diniz-e-suas-prioridades-tortas-tem-dinheiro-para-propaganda-mas-nao-tem-para-alimentar-os-pobres/

[3] https://blogdopedlowski.com/2017/07/28/rafael-diniz-e-suas-curiosas-prioridades-fecha-se-o-restaurante-popular-para-economizar-enquanto-se-gasta-milhoes-para-manter-aeroporto-aberto/