Futuro vendido e presente sem lenço, sem documento?

no-direction

Quanto mais eu tento entender as querelas em que o jovem prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz, e seus correligionários se metem, menos eu entendo as opções que estão sendo feitas para finalmente iniciar a nova (?) administração municipal.

Vejamos, por exemplo, o caso conhecido como “Venda do futuro” que se tratou da entrega de receitas futuras oriundas dos royalties do petróleo e das participações espeicais.  Ainda que se saiba que essa operação não foi exclusiva da administração liderada pelo grupo político do ex-governador Anthony Garotinho,  não há como deixar de considerá-la como um tapa buraco caro, e que efetivamente deveria ter sido tratado como mais cuidado.

Mas isso isenta a atual administração de ter errado em disputar na justiça os termos do pagamento, e agora estar diante da necessidade de desembolsas os juros devidos pelo atraso no pagamento do que estava contratado? Não teria sido mais fácil pagar as “prestações” devidas para então levar a pendenga para a justiça?

Além do mais, de que adianta o anúncio de que a Câmara de Vereadores vai levar o caso para a justiça? Para perder também? É que quem já leu a peça montada pela assessoria jurídica da Caixa Econômica Federal (Aqui!), a instituição financeira está muito bem calçada em sua disputa com a Prefeitura de Campos.

Aliás, em vez de embrenhar numa disputa inglória, por que a Câmara de Vereadores não se debruçou ainda para estabelecer fóruns de discussão sobre como dinamizar a economia local que apontem caminhos alternativos à dependência dos royalties e da decadente economia sucro-alcooleira? Talvez aí estaríamos aproveitando melhor a energia que está sendo demonstrada num combate inútil com o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho. Mesmo porque até agora Garotinho vem nadando de braçadas na piscina de lama que montaram para afogá-lo.

Ah,sim.  Uma conhecida me pediu que uma hora dessas eu enviasse um recado ao prefeito Rafael Diniz e, aproveito desta postagem para enviá-la:  que ele passe menos tempo no Sangue Bom, e que faça mais visitas aos bairros periféricos onde os mais pobres lutam para sobreviver todos os dias. Eu não entendi bem o conteúdo, mas ela me disse que o prefeito entenderia, e que ele deveria saber o que andam pensando os seus concidadãos mais pobres, e que agora terão de pagar mais pela passagem de transporte público, para se alimentar, e para se virar sem a merreca fornecida pelo cheque cidadão.

De toda forma, resta a questão: já que o futuro foi vendido também vamos ter que encarar um presente sem lenço, sem documento? A ver!

O espectro de Anthony Garotinho paira sobre a Prefeitura de Campos

pmcg

No primeiro parágrafo do “Manifesto Comunista” publicado inicialmente em 1848 , Karl Marx inseriu uma afirmação que assombra os governos burgueses até os dias de hoje. Ali Marx estipulou que  “um espectro está assombrando a Europa-  o espectro do comunismo. Todas as forças da Velha Europa formaram uma santa aliança para exorcizar este espectro:  o Papa, o Czar, Metternish, Guizot, os Radicais Franceses e os espiões da Polícia Alemã”.  

Pois bem, em pleno Século XXI e em uma região bem distante da Europa, outro espectro parece assombrar a quem deveria estar se sentindo exorcizado após uma impressionante vitória eleitoral. Falo aqui do espectro de Anthony Garotinho, que parece pairar onipresente sobre os corações e mentes de seus adversários na planície onde um dia os Goytacazes correram livres.

Essa impressão me é passada desde declarações estilo “Macho man” do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS), em declarações do presidente da Câmara de Vereadores, o vereador Marcão (Rede). e também nos inúmeros anúncios fúnebres escritos pelos inimigos acumulados por Anthony Garotinho na mídia local, seja na blogosfera ou na corporativa.

Enquanto isso, usando bem o papel auto-designado de espectro, Anthony Garotinho nada de braçadas nas refregas que ele escolhe para participar, dando até a impressão que está se divirtindo às custas dos seus adversários, muitos dos quais ex-membros de sua “entourage”.  Nesses embates Garotinho tem demonstrado que vive e vê à frente dos seus muitos adversários e, ao contrário do que se anuncia, está vivíssimo e pronto para continuar assombrando.

Eu sei que se conselho fosse bom não se dava, mas se vendia (e olha que com 3 meses de salários atrasados eu ando precisando muito!). Mas vamos lá.  Me parece que a  forma  mais simples de erradicar definitivamente o espectro de Garotinho é algo muito simples: que o prefeito comece a governar para a maioria da população e não para os que já tem tudo; que a Câmara de Vereadores exerça seu papel constitucional, e que a mídia cumpra o seu papel de reportar fatos que sejam relevantes para a nossa sociedade em vez de tentar fazer o papel de exorcista. E com um detalhe básico: que todos usem pelo menos 50% da energia que Garotinho emprega para fazer o seu tipo peculiar de politica.

Ou é isso ou não vai adiantar espernear porque Garotinho vai continuar a reinar de forma imperial sobre a política local. E com certeza, a próxima eleição para a Prefeitura de Campos dos Goytacazes vai ser levada de barbada por quem quer que seja que ele escolha para ser eleito.  Por último, um humilde lembrete aos militantes dos partidos de esquerda que estão asssitindo a esse embate do lado de fora do gramado: a hora de fincar bases e romper o status quo reinante é essa.  A ver!

 

Mesmo com profunda crise social e econômica, desmanche das políticas sociais deve continuar em Campos dos Goytacazes

cheque-cidadão-2

Apesar da péssima repercussão causada pelo fechamento do Restaurante Popular, do aumento de 100% no valor da passagem de ônibus, e da suspensão do programa Cheque Cidadão, ainda não foi sacia a volúpia da administração do prefeito Rafael Diniz (PPS) de desmantelar o pouco de assistência social aos mais pobres no município de Campos dos Goytacazes.

É que acabo de receber de uma fonte que considero idônea a informação de que o programa “Cheque Cidadão”, ora suspenso, deverá ser substituído por outro programa que será denominado de “Cartão Cooperação”. Na sua nova roupagem, o “Cartão Cooperação” será vedado a cidadãos pobres que já sejam detentores do programa federal conhecido como “Bolsa Família”.  

Se isto de fato se concretizar, a vedação dos detentores do “Cartão Cooperação” ao benefício do Bolsa Família poderá representar um duro golpe a famílias mais pobres que dependem hoje da combinação destes dois programas, cuja soma máxima chega a R$ 395,00.

Interessante notar que este encolhimento nos programas sociais municipais ocorrerá em meio a uma profunda crise econômica no plano nacional, e que localmente tem se traduzido não só no aumento na população de rua, mas principalmente nos níveis de violência, especialmente nas áreas mais pobres do município de Campos dos Goytacazes.

Enquanto isso, e a despeito do discurso oficial,  inúmeras evidências no sentido do aumento das nomeações para cargos comissionados, incluindo parentes diretos de vereadores que fazem parte da base de sustentação do prefeito Rafael Diniz na Câmara de Vereadores.

Como já afirmei anteriormente, essa regressão no fornecimento de apoio aos segmentos mais pobres da população não apenas é extremamente insensível, como também tem todo o potencial para gerar situações de profundos conflitos sociais. Se isso realmente acontecer, não será suficiente culpar uma suposta “herança maldita” herdada do governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho. É que na idade das redes sociais, não há como esconder ou sequer maquiar a profunda distância que existe entre programa de campanha e ação de governo.  Simples assim.

 

Prefeito Rafael Diniz, que semeou ventos, poderá acabar colhendo tempestade

luto 1

Abaixo posto imagens de uma manifestação realizada na manhã desta 2a. feira (12/06) para protestar contra o fechamento intempestivo do restaurante popular Romilton Bárbara pelo prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (PPS).

Este slideshow necessita de JavaScript.

Apesar de ter sido inicialmente liderada por estudantes da Universidade Federal Fluminense, as informações que me chegaram é que muitos populares se juntaram para expressar sua profunda irritação com o prefeito Rafael Diniz e os cortes que realizou nos programas sociais voltados para os segmentos mais pobres da nossa população.

Pelo jeito, o prefeito Rafael Diniz semeou ventos e poderá colher tempestades. A ver!

Redes sociais são usadas para convocar ato em defesa do restaurante popular

restaurante

A população campista sofre essa semana mais um ataque a seus direitos! À partir de segunda-feira diversos trabalhadores (as), crianças, idosos, estudantes, moradores de rua e famílias em condições de vulnerabilidade socioeconômica terão o direito à alimentação negado. A prefeitura anunciou a suspensão do funcionamento do Restaurante Popular, que atende grande parte da população de Campos dos Goytacazes. São mais de 80 trabalhadores e trabalhadoras que agora ficarão sem seus empregos e milhares de pessoas que terão suas vidas massacradas mais uma vez.

Por isso, nós usuários e não usuários do Restaurante Popular não podemos nos calar diante desse retrocesso! Faz-se muito importante que todas e todos nós estejamos presentes nessa manifestação em defesa do direito de alimentação da nossa população!
Vai rolar também uma oficina de faixas e cartazes para serem agregados ao ato. Será na UFF, às 8h!

TODOS E TODAS AO PELOURINHO NO DIA 12\06!!

FONTE: https://www.facebook.com/events/320792211688301/?acontext=%7B%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22messaging%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22attachment%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A%7B%7D%7D]%22%7D

Com cortes nas políticas sociais, Campos dos Goytacazes assume bastão da vanguarda do atraso

Rafael-Diniz-posse-5

Os cortes nas políticas sociais para os mais pobres evidenciam o verdadeiro perfil de um prefeito que prometeu rejuvenescimento nas práticas políticas para depois ocupar o posto de líder da vanguarda do atraso

Ao longo dos quase 20 anos em que vivo na cidade de Campos dos Goytacazes já percebi em diferentes instâncias como as coisas aqui parecem estar se desenvolvendo como uma espécie de laboratório das maldades. Por isso, me acostumei a pensar esta cidade como uma espécie de vanguarda do atraso, pois tudo de ruim que se fará contra os pobres no resto do Brasil, se faz aqui primeiro.

Para entender como esse fenômeno se produz há que se revisitar o passado escravocrata do município que foi o último a aceitar o fim formal da escravidão no Brasil. Como eu mesmo pude presenciar a libertação de trabalhadores escravos de uma usina de cana em pleno século XXI, há por aqui quem ainda não tenha efetivamente aceito que a Lei Áurea seja aplicada em terras campistas.

Outro detalhe que sempre me acha a atenção é a difusão do mito de que não é preciso fazer reforma agrária em Campos porque aqui as sucessões hereditárias já cuidaram disso.  Esse mito não resiste a um mínimo olhar sobre os dados cadastrais dos proprietários que mostra quem aqui existe uma das maiores taxas de concentração da propriedade da terra no mundo. Entretanto, muitas vezes é preciso recorrer a artigos científicos para quebrar esse mito, mesmo quando o interlocutor é um professor doutor atuando numa universidade pública.

Mas mudando de assunto para continuar no mesmo, poucos fora do mundo acadêmico sabem da existência de um programa de pós-graduação na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que desde 1999 vem produzindo estudos relacionados à implementação de políticas sociais voltadas para minimizar os efeitos da grotesca segregação social e econômica que foi criada pela Escravidão negra não apenas em Campos dos Goytacazes, mas em toda a parte norte do interior do Rio de Janeiro.   Falo aqui do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais (PGPS), cuja produção acadêmica está disponível (Aqui!).   

Eu me lembro da existência do PGPS/UENF para refutar qualquer alegação de que não há conhecimento acumulado sobre a importância de políticas públicas voltadas para mitigar a miséria e a pobreza existente em Campos dos Goytacazes.  De quebra, vou mais longe e afirmo que até hoje não houve um mínimo de esforço para transferir esse conhecimento todo para a ação da prefeitura. Aliás, ao longo do tempo, o que acaba aparecendo são reclamações pela forma pouco elogiosa com que as ações de diferentes administrações municipais são avaliadas nos estudos que nossos pós-graduandos realizam. Mas pior ainda do que as reclamações são as obstruções que aparecem durante muitos estudos onde o acesso aos dados é, para dizer o mínimo, dificultado e a cooperação é simplesmente rejeitada.

Nas palavras de um ocupante de cargo chave na administração de Rafael Diniz, não há interesse “por pesquisa, mas sim por soluções.”  Difícil é saber como se produzem soluções efetivas sem pesquisa, mas isso parece ser secundário para aqueles que persistem na defesa do atraso como vanguarda. Entretanto, se levarmos em conta que por detrás desse discurso pragmático há o firme compromisso de nos manter na vanguarda do atraso, tudo fica mais fácil de entender.

Por outro lado, todo o prólogo que realizei até aqui serve apenas para que eu expresse uma vez mais o meu inconformismo com a absurda ação que está sendo realizada para desmanchar programas sociais cujo valor de investimento é irrisório frente a outros gastos realizados pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes. Acabar de uma tacada só com o Cheque Cidadão, aumentar o valor da passagem para os mais pobres, e ainda ter o desplante de fechar o restaurante popular, é uma maldade absurda contra os mais pobres deste município. E uma vez mais eu tenho que dizer que ao fazer isso, o prefeito Rafael Diniz e sua tropa de jovens com pensamento velho estão apenas reforçando o perfil de vanguardistas do atraso.

Mas que ninguém venha dizer que se faz em nome da eficiência  nos gastos, pois o que veremos nos próximos meses, caso toda essa regressão nos programas sociais não seja revertida, é que os resultantes custos social e econômico, bem como os níveis já alarmantes de violência, desmentirão qualquer discurso de suposta responsabilidade com as finanças públicas. E isto não vai ocorrer nem por falta de conhecimento acumulado, nem por falta de aviso.  Então que se assuma de uma vez por todas que o prefeito Rafael Diniz está fazendo uma opção preferencial pelos ricos e se tornando uma espécie de líder da vanguarda do atraso.

Prefeito Rafael Diniz prossegue no célere desmanche de políticas sociais para os mais pobres

rprm

Funcionários e usuários do restaurante popular “Romilton Bárbara” que será fechado até o estabelecimento de uma parceira público-privada pelo prefeito Rafael Diniz.

Confesso que quando comecei a ouvir um certo “buzz” nas redes sociais sobre o fechamento do restaurante popular Romilton Bárbara pela gestão do prefeito Rafael Diniz, eu não acreditei e não repercuti qualquer menção a esta ação de desmanche da precária rede de seguridade social existente em Campos dos Goytacazes.  

É que me pareceu muita insensibilidade e até um pendor exagerado de brincar com o perigo, o prefeito Rafael Diniz na semana aumentar o preço da passagem social,  congelar para precarizar o Cheque Cidadão, e ainda por cima fechar o restaurante popular.

Mas ao acessar o jornal “Terceira Via” acabo de descobrir que além das medidas aprovadas na Cãmara Municipal,  o prefeito Rafael Diniz irá efetivamente fechar o único acesso  diário a alimentos que muitos pobres desta cidade possuíram por vários anos (Aqui!).

restaurante popular

Considero este fechamento não apenas absurdo, mas também um fator que deverá elevar as tensões sociais, que já não são pequenas, já que muita gente vai começar a passar fome. 

Ao ler a nota expedida Superintendência de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Campos Goytacazes aos jornalistas do “Terceira Via”, não posso deixar de sublinhar algumas pérolas que estão ali contidas:

“Devido a um rombo encontrado nos cofres do município, deixado pelo governo passado, como já é de conhecimento público, a atual gestão vem tomando medidas que visam reduzir o déficit de R$ 35 milhões mensais. Readequações financeiras seguem sendo feitas, como o corte de mais de 500 cargos comissionados, revisão de contratos, redução de despesas e cortes em todos os setores. Se o déficit encontrado no início do ano chegou a ser de R$ 50 milhões, hoje, por conta de tais medidas, gira em torno dos R$ 35 milhões, mas as contas da prefeitura seguem fechando no vermelho.
É importante destacar que não havia previsão orçamentária e muito menos um critério técnico de assistência social, pois o valor de R$ 1 é único para todos, o que não prioriza as pessoas que realmente necessitam deste serviço. Sendo assim, após avaliações técnicas e criteriosas, foi detectada a necessidade da suspensão para avaliação de um novo modelo dos serviços prestados pelo Restaurante Popular, já que anteriormente não havia sido realizado estudo de impacto orçamentário para que o município pudesse arcar com este custo. Porém, a prefeitura já está revendo as questões orçamentárias, buscando parceiras público-privado, como já vem sendo feito em diversos segmentos desde o início do ano, como foi no Verão do Farol, a ajuda ao projeto Orquestrando a Vida, tal como em diversas outras ações, e reavaliando os critérios para que possa dar continuidade ao projeto do Restaurante Popular.”

Ao ler essa nota, eu me pergunto se o prefeito Rafael Diniz já se deu ao trabalho de sequer passar em frente do restaurante popular para ver o tipo de público que o frequenta.   Além disso, quem terá o sido o “gênio” que decidiu que, enquanto não se chega a um “novo modelo”  baseado aparentemente nas parcerias “público-privado”,  os pobres não precisam ter acesso à comida!?  

Diante de tamanha insensibilidade com a realidade social existente no município, só posso apontar para o inescapável fato de que a gestão do prefeito Rafael Diniz  está executando em Campos dos Goytacazes a mesma política de extermínio das políticas sociais voltadas para os pobres que  o presidente “de facto” Michel Temer e o (des) governador Pezão já vem aplicando nos planos federal e estadual.   Algo na linha, Temer é Pezão, Pezão é Diniz! 

Como aparentemente a minha sugestão de leitura do “Como morrem os pobres” de George Orwell não chegou ao prefeito Rafael Diniz, agora ofereço a trilha sonora que mais parece compatível com o que ele está fazendo contra os pobres deste município neste momento.  

 

Fernando Gabeira mostrará violência reinante em Campos na GloboNews. Chamem o prefeito Rafael Diniz para assistir!

Fernando Gabeira é um dos apresentadores

Numa dessas coincidências impagáveis, o O “Gabeira na Globo News” deste domingo (11), vai ser centrado na violência reinante na cidade  de Campos dos Goytacazes. Veja abaixo o vídeo “teaser” que está sendo usado pela emissora para anunciar este próximo programa.

E por que considero essa edição do “Gabeira na GloboNews” uma coincidência impagável? É que esse programa que vai revelar ao mundo a dimensão da violência causada pela profunda segregação social e econômica que existe em Campos dos Goytacazes acontece ao final de uma semana em que o jovem alcaide Rafael Diniz decidiu ferir mortalmente dois programas sociais (A Passagem a  R$ 1,00 e o Cheque Cidadão) que serviam, ainda que paliativamente, para amenizar essa segregação e, consequentemente, os altísssimos níveis violência que ela causa, principalmente entre os segmentos mais pobres da nossa população.

Quem sabe assistindo ao “Gabeira na GloboNews”,  Rafael Diniz conheça um pouco melhor o drama de milhares de famílias campistas e decida rever suas ações de início de governo a ponto de salvar o seu mandato?  É que esperar bom senso dos governantes ainda não custa nada! A ver!

 

Sugestão de leitura para o prefeito Rafael Diniz: como morrem os pobres… de George Orwell

rafael diniz

O escritor britânico George Orwell é mais conhecido pela produção das obras “1984” e “Revolução dos Bichos”. Mas esta não é a que mais me convenceu que Orwell era um homem com fortes raízes humanistas. É que também li o livro “Como morrem os pobres e outros ensaios” que revela a habilidade de Orwell para a produção de contos nos quais podemos nos sentir dentro da sua narrativ  e vivenciar o drama dos retratados como se fossem nossos.

livro

 

Por essas características tão iluminadoras, creio que esse livro seria perfeito para o jovem alcaide campista que acaba de duplicar o valor da passagem de ônibus paga pelos mais pobres, ao mesmo tempo que os priva da rede mínima de segurança social que havia em Campos dos Goytacazes.

Adianto que não espero do prefeito a mesma ação de Orwell que foi viver e trabalhar com os pobres para melhor entendê-los.   A minha expectativa é que ele saia da leitura menos frívolo frente ao drama de tantos de nossos concidadãos.  Será pedir demais?