Professores da Uerj acampam na frente do Palácio Guanabara para demandar pagamento de salários e bolsas estudantis

Num movimento que pode ter repercussões amplas dentro do funcionalismo estadual do Rio de Janeiro que se vê completamente desrespeitado pelo morimbundo (des) governo Pezão, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mobilizados pela Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), decidiram acampar em frente do Palácio Guanabara no final da tarde desta 3a. feira (16/05)  após realizar um ato de protesto com aula pública (ver imagens abaixo)

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Essa ação dos professores da Uerj ocorre no exato momento em que mais de 45.000 servidores continuam esperando o pagamento dos seus salários de Março, sem que o (des) governador Pezão ou o (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, venham a público para oferecer explicações plausíveis para mais este vexame.

A Asduerj está convocando uma assembleia dos docentes da Uerj para amanhã, ainda com local indefinido, provavelmente para discutir a continuidade da ocupação que foi iniciada no dia de hoje.

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Tenho convicção que esta ação corajosa dos professores da Uerj vai causar grandes reverberações no funcionalismo estadual do Rio de Janeiro cuja paciência com o (des) governo Pezão já se esgotou faz tempo. A ver!

(Des) governo Pezão e a crise salarial: quando o acaso é descaso

O jornal “O DIA” desta 3a. feira (16/05) traz uma matéria informando que 4.500 servidores foram “sorteados” para ficarem sem seus salários pelo (des) governo Pezão,  a maioria referente ao mês de março (Aqui!). O número de “esquecidos” cresce um pouco (“só”  40.000 mil casos a mais) na matéria produzida pelo jornal “EXTRA” (Aqui!)

As informações que eu tenho é que até o sistema de pagamentos do estado do Rio de Janeiro entrou em parafuso com a ausência de comando no Palácio Guanabara.  Tal situação já é de conhecimento corrente, mas não explica como 4.500 salários de servidores da ativa e de 40 mil aposentados do RioPrevidência foram “sorteados” ao acaso para que não recebessem salários já atrasados. 

Como no (des) governo Pezão não há muito espaço para o acaso, o que sobra mesmo é descaso. E esse descaso é uma tática que visa dividir e humilhar servidores concursados com o objetivo claro de impedir que possam exercer suas atividades, das quais a população fluminense depende diretamente.

Aos servidores em geral é preciso lembrar que este “acaso” serviu ainda para fragmentar ainda o funcionalismo estadual entre os que receberam ou não seus salários. Por isso mesmo as ações reparadoras deveriam vir mesmo dos sindicatos cujas categorias já receberam até os salários de Abril. É que sem este tipo de solidariedade não haverá como derrotar o pacote de maldades que foi preparado pela dupla Temer/Meirelles para usar o Rio de Janeiro como laboratório avançado de seu extermínio do serviço público brasileiro.

Pagamento caótico dos salários de Março prova que Pezão é mesmo um ex (des) governador em exercício

A forma improvisada com que o (des) governo Pezão decidiu pagar os salários devidos a mais de 208 mil servidores em referência ao mês de Março tinha que dar confusão, e deu. É que venho acompanhando relatos desesperados de servidores e pensionistas que foram “esquecidos” e continuam com suas contas bancárias zeradas.

Essa situação que poderia ter sido evitada, caso o (des) governo Pezão não estivesse utilizando os servidores, aposentados e pensionistas como joguetes políticos abre mais uma frente no caos e mque se transformou a vida dos servidores públicos estaduais. É que objetivamente se abriu mais uma clivagem dentro os que receberam ou não seus salários, pensões e aposentadorias, agora no grupo formado pelos 208 mil servidores.

Agora, o que fica demonstrado mais uma vez é que Luiz Fernando Pezão não passa de um ex- (des) governador em exercício, pois está claro que ele perdeu completamente o controle da sua gestão. E, por isso, sua minguada utilidade aos planos de destruição do serviço público fluminense, comandado de Brasília por Michel Temer e Henrique Meirelles, está se esvaindo rapidamente. Utilizando uma expressão corrente nos EUA para expressar a situação de pessoas que caíram em inevitável desgraça política, Pezão é hoje apenas um “sitting duck“.

Resta agora saber como ele sairá do Palácio Guanabara: se um homem ainda livre ou já de algemas. A conferir!

(Des) governo Pezão paga de surpresa salários de Março e confirma tese da ANAFERJ

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Os mais de 208 mil servidores que estavam sem salários foram surpreendidos no dia de ontem (11/05) com a notícia de que seus salários serão pagos no dia de hoje, o que é confirmado na edição de hoje do jornal O DIA (Aqui!).

Essa decisão vem depois de semanas de desinformação sobre quando seria possível para o estado pagar estes salários. A surpresa é ainda maior quando se verifica que também hoje deverá ser pago o salário de Abril dos servidores da educação e da segurança.

Como não anda crescendo dinheiro em árvore, a única interpretação possível é que o (des) governo do Rio de Janeiro já possuía estes recursos em caixa e estava, propositalmente, mantendo mais de 208 mil servidores na condição de reféns financeiros para agilizar suas tratativas no congresso nacional para aumentar ainda mais o já galopante processo de endividamento público.

Esse desdobramento “surpreendente” também serve para confirmar a análise da Associação de Analistas da Fazenda Estadual (Anaferj) de que a causa dos crônicos atrasos de salários não é exatamente falta de receita, mas sim de uma posição política que quer usar parte do funcionalismo estadual como bucha de canhão nas tratativas com o governo “de facto” de Michel Temer (Aqui!).

A constatação de que  o (des) governo brinca com a desgraça de milhares de servidores impõe aos sindicatos que representam as diferentes categorias do serviço público estadual a adoção de uma postura mais assertiva no trato com o (des) governador Pezão e sua base partidária na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Não é possível que se continue a mendigar direitos com um (des) governo que já perdeu completamente qualquer resquício de credibilidade para tirar o estado do atoleiro em que o PMDB e seus aliados colocaram o Rio de Janeiro. Qualquer coisa diferente de chamar os servidores para derrotarem essa política odiosa que os humilha diariamente será colaborar com um (des) governo falido. Simples assim!

Pezão é um ex-governador em exercício

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Acompanhando os debates de hoje na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ouvi o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) apresentar a melhor caracterização da situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão.  

É que segundo Freixo, Pezão não passa de um ex-governador ainda exercício e que a verdadeira calamidade que aflige o Rio de Janeiro neste momento é o política.

Além disso, Freixo apontou claramente que a base do (des) governo Pezão é a mesma que deu suporte à roubalheira comandada pela quadrilha comandada pelo hoje presidiário Sérgio Cabral. E frisou ainda que a quadrilha que Cabral comandava era o próprio governo e seus secretários.

Bom, há melhor conjunto de caracterizações do que essas oferecidas por Marcelo Freixo? Me parece que não!

Ah, antes que me esqueça, ao longo fala de Freixo quem o tentava calar (felizmente sem sucesso) era André Ceciliano, presidente em exercício da Alerj, o mais “piccianista” dos deputados petistas. Durma-se com um barulho desses!

Apertem os cintos, o (des) governador Pezão sumiu!

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Anos atrás morava num prédio, o que tornava inevitável o encontro com meus vizinhos e suas diferentes personalidades e faixas etárias. Um dos meus encontros diários era com uma menina na faixa dos 4 anos que volte e meia aparecia com sua roupa de ballet rosa, sempre muito bonita. Numa manhã resolvi confraternizar com a jovem dançarina e a cumprimentei pela beleza de seus trajes de dança.  Indo um pouco além no meu gesto de simpatizar com minha jovem vizinha, perguntei-lhe qual era o seu nome.  Do alto do seu 1 metro de altura, ela devolveu para completo momento de vergonha de sua simpática mãe um retumbante: meu nome é ninguém!  Dali em diante, sempre que a encontrava, eu então perguntava, como está ninguém? E ela respondia que estava bem.

Pois bem, por que me lembrei da menina que hoje já deve ser uma adolescente? É que conversando com um colega que conhece bem o cotidiano dos jornalistas que cobrem o Palácio Guanabara,  o cenário que ali perdura é que ninguém responde por nada, e não há mais qualquer referência sobre quem procurar para obter informações importantes sobre os caminhos e descaminhos do estado do Rio de Janeiro.

Esta situação de completa ausência de comando começa com o fato de que o vice (des) governador, Francisco Dornelles, não está em condições físicas de sequer comparecer ao Palácio Guanabaram após passar por uma delicada cirurgia. Já o (des) governador Luiz Fernando Pezão resolveu mudar de mala e cuia para Brasília em busca de um resgate financeiro que possa dar-lhe mais alguns meses de sobrevivência no cargo.   Já as secretarias da Casa Civil e de Governo, ocupadas respectivamente ocupadas por Christino Áureo e Affonso Monnerat, nem de longe possuem a desenvoltura e a capacidade operacional de Régis Fitchner e Wilson Carlos que reinaram quase soberanos junto com o hoje presidiário Sérgio Cabral. Tampouco existe uma figura do calibre do ex (des) secretário Sérgio Ruy para organizar a tropa de choque do (des) governo nas áreas mais sensíveis de relação com o funcionalismo estadual. De quebra,  o  atual (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, parece ter escolhido acompanhar o (des) governador Pezão em suas perambulações em Brasília a tentar resolver os múltiplos pepinos que estão sob os cuidados de sua pasta.

Para piorar o que já é péssimo, esse vácuo de comando no executivo estadual cria enormes dificuldades na Alerj onde a antes disciplinada base de apoio de Pezão anda mais perdida do que barata tonta. A coisa fica ainda mais sombria quando se verifica que o presidente da Alerj, além dos seus problemas judiciais, está tendo que enfrentar uma dura batalha com um câncer bastante agressivo.

Em suma, vivenciamos uma condição nesse (des) governo que beira a anomia, onde cada um está tentando cuidar de seus próprios interesses, deixando a situação chegar a uma condição bastante crítica. 

A boa coisa nesse caos é que fica muito mais fácil concretizar a máxima do “rei morto, rei posto”. E de preferência via eleições diretas. Mas como normalmente ninguém sai do bem bom do poder sem resistir, há que se ocupar ruas e demandar o imediato desse (des) governo lamentável. Do contrário, o Rio de Janeiro ainda vai afundar mais sob essa condição de completo ausência de governo que ainda mescla um profundo “salve-se quem puder”.

Como Pezão ainda é o (des) governador do Rio de Janeiro?

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Se um alienígena vindo de alguma galáxia distante aportasse no Rio de Janeiro neste momento não iria apenas se deslumbrar com suas belezas naturais, nem com seu povo que combina irreverência com disposição impar para continuar enfrentando as dificuldades do cotidiano. Essa alienígena provavelmente ficaria surpreso com a permanência do (des) governador Luiz Fernando Pezão à frente do executivo estadual.

É que , convenhamos, o seu (des) governo acabou mesmo antes de começar, e os últimos 16 meses têm sido uma completa tragédia. Não falo aqui apenas do calote salarial que está sendo aplicado, nem dos múltiplos de corrupção que chegaram muito perto do (des) governador e sua equipe.  A questão chave que emerge desse suplício coletivo em que o (des) governo Pezão se tornou é a sua flagrante incapacidade de gerar alternativas que não impliquem em mais sofrimento e degradação da qualidade de vida da maioria da população.

A última medida, que agora se encontra suspensa temporariamente pela justiça, foi a suspensão do passe escolar para mais de 27.000 estudantes  que sem este benefício não terão mais como ir para a escola e, provavelmente, se somarão a um crescente exército de pessoas que não possuem qualquer função social. E, por isso mesmo, se tornam cada vez mais dependentes dos bandos criminosos que parecem estar cada vez mais fortes.

Entretanto, apesar das evidências de que seu (des) governo se encontra numa condição de insolvência, Pezão continua firmemente sentado na cadeira de (des) governador. Essa situação é sui generis, já que Pezão não tem demonstrado sequer que entende as ramificações da falência política de seu (des) governo. Agora, se é assim por que é que Pezão ainda foi apeado do poder por meio dos mecanismos institucionais existentes?

A resposta para mim é simples: ele continua a ser útil ao projeto de desmanche do setor público, não apenas no âmbito fluminense, mas em todo o Brasil. E aí que parece surgir a real explicação da permanência de Pezão no Palácio Guanabara. É que sem ele, o presidente “de facto” Michel Temer e seu ministro e dublê de banqueiro Henrique Meirelles não teriam um estado que serviria como um experimento avançado para as medidas de arrocho que pretendem aplicar em todo o Brasil.

Entender essa relação entre Pezão e Temer é fundamental para que haja a devida reação contra seus planos de ataque ao serviço público e de constrangimento dos servidores públicos.  É que sem entender essa conexão vamos continuar no papel incompleto de vítimas de um (des) governante incompetente. A verdade é que a ameaça é muito maior, e o Rio de Janeiro é hoje apenas um laboratório para as políticas ultraneoliberais que já foram  aplicadas na Grécia e na Espanha.

Reagir a esse quadro então terá de passar por uma mudança de postura, principalmente dos sindicatos,  que precisam encarar o (des) governo Pezão como um inimigo estratégico que deve ser combatido sem nenhum tipo de concessão às chantagens que estão sendo impostas em troca de coisas básicas, como passes escolares e pagamentos de salários.

E não esqueçamos: Pezão é Temer, e Temer é Pezão!

Rio de Janeiro em transe. Até quando?

Como faço há quase 20 anos, estou me preparando para dar aula nesta 2ª. feira, enquanto eu e mais de 200 mil servidores estaduais não temos nem a deferência da informação sobre quando o (des) governo Pezão pretende começar a pagar os nossos salários de março.  Essa é uma situação vergonhosa e vexaminosa, já que ainda está formalmente restaurada a escravidão no Brasil.

Se engana quem pensa que professores universitários não possuem obrigações financeiras e nem necessidades pessoais que precisam ser honradas sob pena de terem seus nomes inseridos na lista de devedores. Mas pior  que não ter como pagar suas dívidas é vivenciar o completo descaso dos ocupantes do Palácio Guanabara, que se negam a sequer informar quando pretendem pagar os salários atrasados.

O pior é que apesar de todas as mazelas e acusações que emergem quase diariamente contra o (des) governador Pezão e sua equipe, o fato é que a mídia corporativa segue blindando este (des) governo.  As poucas notícias que emergem não são acompanhadas daqueles editoriais revoltadas que vimos contra os ex-presidentes Dilma Rousseff  e Lula. Na prática o que os donos da mídia parecem falar sem medo de ser felizes  é que Pezão é “coisa nossa”.  Só isso explica tanta proteção na forma de informações fragmentadas.

Já o (des) governador Pezão decidiu acampar em Brasília para obter do congresso nacional um pacote de medidas  de arrocho contra os servidores estaduais que virtualmente destruirá o serviço público estadual, com o objetivo claro de avançar o processo de privatização do aparelho estatal. E para quem acha isso bonito, lembro que os servidores terceirizados tendem a custar mais caro do que os concursados, e normalmente são vítimas potenciais de patrões inescrupulosos.

E a Alerj? Seguindo o ditado de que “de onde menos se espera é que não de nada de bom sai mesmo” , a maioria dos deputados estaduais continua ignorando as suas responsabilidades com a população fluminense.  Isso se explica pelo fato de que essa verdadeira hecatombe financeira e moral que se abateu sobre o Rio de Janeiro não causou nenhuma perda para a maioria dos parlamentares. E, pior, pelo menos no caso da FETRANSPOR, existem indícios de que houve benefício financeiro e, claro, ilegal.

Diante de todos esses elementos não deveria ser nada demais apontar que no Rio de Janeiro poderemos ter em breve um processo incontrolável de convulsão social. Os indícios estão todos aí para serem vistos, a começar pela explosão de assassinatos e casos de roubos de carga.

A questão que se coloca é sobre até quando as elites econômicas e políticas que controlam o Rio de Janeiro vão continuar impunes por todo o castigo que estão impondo à maioria pobre da população. 

Já no caso dos servidores, vamos ver até quando dura a posição letárgica de esperar pacientemente por medidas básicas como a divulgação de um calendário de pagamentos dos salários atrasados.  Mas que ninguém reclame se essa aparente ilimitada paciência acabar.

Sérgio Côrtes e sua ode à “putaria” dizem muito sobre como chegamos ao caos atual

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Enquanto cerca de 208 mil servidores públicos estaduais padecem com a ausência do pagamento de seus vencimentos, mais e mais evidências emergem de que nem a repressão policial e judicial têm servido como elementos de contenção do esbulho da coisa pública no Rio de Janeiro por parte daqueles que teriam a obrigação de impedir isso.

Isso é o que se depreende do conteúdo da matéria assinada pelo jornalista Ítalo Nogueira para o jornal Folha de São Paulo onde é descortinada a tentativa do ex-(des) secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, de controlar a delação premiada de seu ex- sub-secretário César Romero (Aqui!). 

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Segundo Nogueira nos informa, Côrtes teria sintetizado essa tentativa de burlar a justiça com a singela frase “Nossas putarias têm que continuar“.  Tomada de forma prática, essa frase de Côrtes requer a imediata investigação dos principais ocupantes da secretaria estadual de Saúde do (des) governo Pezão. E isso apenas para começo de conversa, pois foi ali que Côrtes e seus compadres realizaram boa parte de suas “putarias”.

A emersão dessa declaração de Côrtes, cujo mote final é impedir que haja a correta apresentação dos seus malfeitos, também serve para nos mostrar que a crise (seletiva) que coloca o Rio de Janeiro no caos pode ser mais explicada pelas práticas e costumes do (des) governo Pezão do que pelas alegadas dificuldades de geração de receita.

Por essas e outras é que os servidores estaduais, e a população em geral é preciso que se diga, não podem aceitar passivamente que os mesmos que nos colocaram neste quadro dantesco venham impor sacríficios ainda maiores. Simples assim!

O (des) governo Pezão agoniza, mas só terminará com os servidores nas ruas

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Com três meses de salários atrasados e sem sequer um calendário para quando os débitos com os servidores serão honrados, o (des) governador Luiz Fernando Pezão concedeu uma longa entrevista ao jornal campista “Folha da Manhã” (Aqui!).

De conjunto a leitura desta entrevista aponta que o (des) governador Pezão é completamente incapaz de fazer um balanço sincero das causas da crise econômica e social em que seu (des) governo afundou o rio de Janeiro.  É que além de uma defesa insípida do tal projeto de recuperação fiscal que se encontra tramintando no congresso nacional, as respostas oferecidas por Pezão são um testamento da sua incompetência para o cargo que ocupa. Apertando aqui e ali, a verdade é que não sobra nada de substancial, sendo as respostas um testemunho de uma grosseira incompetência e, pior, aparentemente refletem uma completa incapacidade de sequer entender o tamanho do buraco ele se meteu.

Por outro lado, toda essa incapacidade está sendo compensada, ao menos nas manifestações públicas que têm ocorrido desde o ano passado, é o aumento da virulência com a qual a Polícia Militar atua para dissipar a reação organizada da sociedade. Isto ficou especialmente claro no dia 28/04 onde até um palanque cheio de deputados de oposição foi bombardeado, enquanto um deles pedia que a PM suspendesse o ataque com bombas que fazia contra uma multidão que apenas queria se manifestar pacificamente.

Ao contrário de ser uma demonstração de força, esse tipo de ação das forças de repressão explicitam a fraqueza do (des) governo Pezão. É sempre assim, quanto mais fraco um governo se torna, mais repressiva ele tende a se tornar. E no Rio de Janeiro está máxima vem se materializando de forma bastante pedagógica.

A questão aqui é que, ao contrário do que pretende o (des) governo Pezão, a única forma de barrar seus planos de regressão social e cortes de direitos trabalhistas é exatamente ocupar as ruas, de modo a colocar um ponto final num mandato que já foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por grosseiras violações no financiamento de campanha.   O fato é que não há governo, por mais morimbundo que seja, que caia por si só. Há que haver a necessária pressão das ruas para que até as forças repressivas desistam de sustentar um (des) governante cujo maior apelo para se manter no poder é evitar o  mesmo caminho trilhado por seu antecessor e mentor político, qual seja, o da penitenciária.

Por isso tudo, não resta nada mais aos servidores do que ocupar as ruas e exigir os seus salários e o repúdio de quaisquer medidas que o inepto (des) governador Pezão queira aplicar para jogar-lhes sobre suas costas o custo de seus próprios erros.