Firjan coloca a cara para fora e defende farra fiscal do (des) governo do RJ

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Como um bom parceiro que é, o (des) governador Pezão esteve nesta sexta-feira (28/10) na sede da Firjan para prometer que vai recorrer contra a decisão da 3a. Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro que impede a concessão de novas generosidades fiscais.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) é, em minha opinião, uma das parteiras da política de farra fiscal levada a cabo pelo (des) governo comandado pelo PMDB. Além disso, em vários momentos, a Firjan realizou seus seminários pró-mercado dentro da própria Assembleia Legislativa, o que mostra que os laços dessa federação vão além do executivo.

Agora que a farra fiscal que levou o Rio de Janeiro à bancarrota está sendo exposta, principalmente a partir da decisão do juiz  Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio, que acolheu pedido do Ministério Público estadual em ação civil pública movida contra o (des) governo do Rio de Janeiro (Aqui!), a Firjan está tendo que se sair do conforto em que se encontrava para defender a manutenção da farra fiscal. A maior expressão disso é a nota pública que a Firjan fez circular para vender os supostos beneficios da farra fiscal que já custou algo que deve beirar R$ 200 bilhões (ver reprodução abaixo).

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Posso adiantar que achei interessante a tentativa feita pela Firjan de separar os prejuízos da farra fiscal em dois momentos: renúncia e postergação. Essa separação é importante para o argumento da Firjan, pois o prejuízo deixa de ser algo em torno de R$ 150 bilhões (valor que englobaria os dois momentos) para meros (meros?) R$ 33 bilhões que seria o valor relativo apenas à renúncia.

Como já li vários decretos promulgados pelo executivo estadual para justificar as benesses fiscais concedidas, sinceramente não tenho como aceitar que a postergação de até 5 décadas no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Serviços e Mercadorias (ICMS) não possa ser tratada como renúncia. É que apenas em um caso, o do Consórcio Pipe Rack, a concessão da generosidade fiscal beneficiou uma empresa que já nem existe mais (Aqui!). Agora, como é que se vai, se é que se pretende, recuperar o valor “postergado”? Mas como o caso do Consórcio Pipe Rack não tem como ser o único, vê-se logo a matemática da postergação vai acabar tendo que cair na rubrica das renúncias, e elas prometem ser onerosas para os cofres públicos.

Outro detalhe que eu considero curioso (para não dizer outra coisa) é o anúncio que essa política de benesses fiscais logrou instalar 231 indústrias e criar quase (adorei o quase) 100 mil empregos no interior fluminense.  Faltou a Firjan apenas dizer que tipo de “indústrias” foram criadas e onde. E por que digo isso? É que os procuradores do Ministério Público Estadual que moveram a ação pública acatada pelo juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio identificaram um completo descontrole nos processos relativos à concessão de renúncias e postergações. Pelo jeito, para que se saiba ao certo os sujeitos que receberam os benefícios da farra fiscal, bastaria perguntar à Firjan que parece estar mais informada do que as secretarias responsáveis pelas concessões das benesses fiscais. Melhor ainda seria se a Firjan entregasse esses dados voluntariamente para o MPRJ!

Mas o mais legal de tudo isso é que agora temos a Firjan fora da penumbra, e certamente será interessante ver como toda a repercussão que já ocorreu em relação a essa primeira decisão proibindo a concessão de novas generosidades fiscais vai acabar acarretando em outras decisões semelhantes envolvendo os múltiplos casos de concessões de benesses fiscais que não tem nem eira, nem beira. A ver!

 

O Rio de Janeiro, sua agonia financeira e os elementos principais do enredo da farra fiscal: improbidade, falta de transparência e descontrole de gastos

Eu raramente teço elogios à cobertura dada pela mídia corporativa à crise financeira em que o estado do Rio de Janeiro está engolfado, mas hoje vou abrir uma exceção para o jornal O DIA.

É quem comprou a edição desta sexta-feira (28/10) já deve ter verificado que na página 8 foram colocadas informações que desvelam quase todos os elementos que compõe o enredo da tragédia financeira que o Rio de Janeiro nesse momento, e que têm no seu centro a farra fiscal em que o (des) governo comandado pelo PMDB vem praticando há mais de uma década.

Para aqueles leitores deste blog que não compraram a edição de hoje do jornal  O DIA posto abaixo o conteúdo da referida da página 8 para que todos possam entender como é que, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público e aceita pela 3a. Vara de Fazenda Pública, podemos agora ver esses elementos sendo explicados de forma didática.

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Após ler o conteúdo desta matéria, um cidadão comum poderá se perguntar, de forma legítima eu sublinho, como é que se permitiu que essa situação chegasse ao ponto que chegamos. Por que ninguém, seja no legislativo ou no judiciário, agiu antes para coibir essas práticas todas?

Mas eu diria que essa parsimônia em se exercer a fiscalização das práticas do (des) governo estadual está enraízada no fato de que em não havendo a devida transparência, ninguém se preocupou em exigir que a mesma fosse praticada. Como esse fenômeno foi alimentado pode ser objeto de muitos trabalhos acadêmicos, mas a minha hipótese é de que as corporações que eram obrigadas a fiscalizar foram acomodadas a partir das mesmas concessões generosas de dispêndios que a matéria aponta terem ocorrido, por exemplo, na Secretaria de Direitos Humanos que se encontrava até recentemente sob o comando do ex-presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Paulo Melo. 

A questão é que pelo menos a partir de agora eventuais apoios às medidas de arrocho que serão apresentadas pelo (des) governo Pezão/Dornelles terão um custo político maior, já que está mais do que demonstrado que não vai ser cortando salários e aposentadorias que se vai tirar o Rio de Janeiro do precipício em que o (des) governo do PMDB nos colocou.

Finalmente, é preciso reconhecer outro mérito da cobertura do jornal O DIA: colocar a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIERJ) na ribalta. É que apesar da FIERJ ser uma das formuladoras ideológicas da farra fiscal, e obviamente uma das grandes beneficiárias, até hoje ninguém tinha se lembrado de sequer mencionar a relação privilegiada que a entidade mantém com o (des) governo do PMDB.  E a minha impressão é que o MP cavocar mais nesse barranco vai encontrar muita minhoca.

MP/RJ faz coletiva para explicar prejuízos causados pela farra fiscal do (des) governo estadual

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A imprensa corporativa repercutiu as informações dadas pelos promotores Liana Barros, Flavio Bonazza, Vinicius Cavalleiro e Salvador Bemerguy acerca da ação movida contra o (des) governo do Rio de Janeiro em função da continuidade da farra fiscal que literalmente colocou no chão as finanças estaduais (Aqui!).

Na matéria postada pelo blog Justiça & Cidadania é informado que  “segundo os promotores do Ministério Público… de 2010 a 2015, só de benefícios de renúncia fiscal, as empresas lançaram R$ 151,3 bilhões. Enquanto isso, o que o Rio arrecadou no mesmo período de royalties de petróleo foram R$ 34,5 bilhões. A folha de pagamento mensal é de R$ 2 bilhões. ”A renúncia de receita explica a crise financeira. Há uma falta de controle enorme do estado”, disse o promotor Vinicius Leal Cavalleiro.”

Outra informação dada pelos promotores me trouxe à lembrança uma postagem que havia feito neste blog no dia 26 de Julho de 2016 sobre a generosidade fiscal  (retroativa a 18 de Novembro de 2011!) concedida ao Consórcio Pipe Rack que é formado pelas empreiteiras Construtora Norberto Odebrecht, a Mendes Junior Trading e Engenharia, e a UTC Engenharia S/A, todas arroladas no escândalo da Lava Jato (Aqui!).  

Mas qual foi a novidade que emergiu na coletiva dos procuradores do MP/RJ?  Que, pasmemos todos, que o alvo da generosidade fiscal, o Consórcio Pipe Rack, não está operando mais!

O essencial nessa questão é que os procuradores do MP/RJ finalmente colocaram o guiso no gato ao apontarem (corretamente ao meu ver) que o pior de tudo é que essa farra fiscal toda está se dando sem os necessários controles no tocante ao montante envolvido e aos seus beneficiados.

E ainda tem gente que culpa os salários dos servidores estaduais pela situação escabrosa em que o Rio de Janeiro está vivendo.

Ah, sim, em nota o (des) governo do Rio de Janeiro informou que irá recorrer da decisão judicial que impede a concessão de novas generosidades fiscais e solicita informações específicas sobre as que já foram dadas. Mas até aí morreu o Neves.

A pedido do MP/RJ, justiça proíbe novas isenções fiscais e cobra informações sobre as que já estão vigorando

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A mídia corporativa do Rio de Janeiro está repercutindo uma decisão prolatada pelo  juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio, que acolheu pedido do Ministério Público estadual em ação civil pública movida contra o (des) governo do Rio de Janeiro que, apesar de toda a alegada crise financeira que o estado passa, continuava levando a cabo a sua política de desoneração fiscal.

Essa é uma decisão importante, pois a projeção de novas generosidades fiscais para os próximos três anos ultrapassa a casa dos R$ 30 bilhões. Mas um aspecto ainda mais importante em relação à sentença do juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva se refere ao pedido de informações junto ao (des) governo do Rio de Janeiro para que se produzam os dados acerca  das empresas agraciadas com benefícios fiscais e financeiros (concedidos sob a forma de créditos tributários futuros), com informações sobre os benefícios fiscais que estão vigentes.

Esse pedido é fundamental para esclarecermos quem está sendo beneficiado e em quanto. É que apesar de um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro ter apontado que Rio de Janeiro deixou de arrecadar R$ 138 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os anos de 2008 e 2013, a farra fiscal continuou firme e forte nos anos subsequentes, em que pese a instalação da grave financeira que hoje ameaça paralisar completamente setores estratégicos do serviço público estadual.

Em meio a essa decisão judicial fica ainda mais evidente que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a quem compete fiscalizar os atos do executivo estadual, se omitiu de forma olímpica, contribuindo assim para que chegássemos ao atual estado de coisas.

Esperemos agora que com essa decisão judicial (que saibamos todos pode ser cassada a qualquer momento em instância superior), a Alerj resolva cumprir o seu papel de fiscalização. E, mais importante ainda, aprove leis que acabam de uma vez por todas com essa farra fiscal cujos efeitos desastrosos estão cada vez mais evidentes.

RJ: arrocho para os servidores e aposentados, relaxamento fiscal para donos de termas e cabeleireiros

O (des) governo do Rio de Janeiro vem plantando há alguns dias uma série de informações sobre um pacote fiscal que estaria em fase de conclusão para posterior envio para aprovação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.  Entre as várias medidas que já foram ventiladas há uma série de medidas que se destina a arrochar os salários de servidores e pensões de aposentados

Enquanto as medidas de arrocho não chegam,  o jornal O DIA publicou hoje (ver matéria abaixo) novas informações sobre a amplitude dos beneficiados pela verdadeira farra fiscal que tem sido promovida a partir do primeiro mandato do ex (des) governador Sérgio Cabral.

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Sim, meus caros leitores, é isso mesmo: o (des) governo do Rio de Janeiro estendeu os benefícios de isenção fiscal para duas termas e três cabeleireiros, totalizando uma perda de recolhimento de quase R$ 2.2 milhões apenas entre 2008 e 2013!

E não há nenhum risco de ser sensacionalismo da jornalista Adriana Cruz, pois a nota dela é acompanhada de uma explicação fornecida pela própria Secretaria Estadual de Fazenda sobre a legalidade das generosidades concedidas a termas e cabeleireiros.

Um detalhe interessante fornecido em uma matéria de 2011, assinada pelos jornalistas Ítalo Nogueira e Marco Antonio Martins para o jornal Folha de São Paulo, é de que a ex-primeira dama do estado e esposa de Sérgio Cabral, a senhora Adriana Ancelmo, tinha suas madeixas cuidadas por um dos beneficiados pelas isenções fiscais (Aqui!).

Lamentavelmente, a matéria da Folha de São Paulo não forneceu maiores informações sobre quem poderia ter se beneficiado dos serviços fornecidos pelas termas que puderam relaxar em relação ao recolhimento de impostos.

Finalmente, esse caso, que aliás não é de todo desconhecido, sintetiza bem como se comporta o (des) governo do Rio de Janeiro: arrocho que é bom mesmo só nos servidores e aposentados. Simples assim!

Cientista Social cobra que se faça pressão em defesa da Uenf

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http://pressaopelauenf.com/#main 

Senhores e senhoras.

Sou cientista social formado pela Universidade Federal Fluminense (Niterói). Estou verdadeiramente indignado pela situação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e das demais universidades estaduais do Estado do Rio de Janeiro. Universidades que conseguiram se projetar nacionalmente em várias áreas de pesquisas, muitas reconhecidas internacionalmente, fruto do esforço do seu corpo docente, discente e técnico-administrativo, não deveriam jamais ter chegado a esta  situação. Isto envergonha a todos os cidadãos e cidadãs que sabem da importância científica, econômica e social das universidades públicas estaduais, cujas áreas de atuação e resultado educacional ultrapassam as fronteiras regionais.

É inconcebível que os senhores e as senhoras não tenham atuado até o momento de formada decidida a exigir do senhor governador a regularização das condições de atividade destas instituições. Ainda mais quando se leva em conta as benesses que estes mesmo governo, que é continuidade das duas gestões anteriores, tem generosamente dado às grandes empresas, sejam nacionais ou transnacionais, em relação a isenção do ICMS.

A notícia destas isenções e da situação de nossas universidades já percorrem o Brasil, assim como a  corresponsabilidade de muitos que ocupam cargos eletivos, seja por omissão ou apoio direto as tais medidas.

A história, apesar de não ter data marcada, costuma cobrar a devida conta de nossos atos.

Em tempos de crise social aguda, tal cobrança pode se dar de forma inesperada.

Cordialmente,

Abilio Maiworm-Weiand.

Enquanto planeja cortes de salários e outras medidas de arrocho, (des) governo do RJ continua a farra fiscal

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Em meio a notícias que visam principalmente coagir e amedrontar os servidores públicos com ameaças de cortes de salários, aumento na contribuição previdenciária e outras medidas de arrocho, o (des) governo do Rio de Janeiro continua sua marcha para diminuir a base de recolhimento do principal imposto do estado, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A prova disso é que no dia de ontem (21/10) o Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro trouxe a informação de que várias empresas foram beneficiadas (algumas de forma retroativa!) com a concessão de isenções fiscais (ver extrato abaixo).

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E como poderá ser verificado, há uma profusão de decretos, leis e portarias que oferecem sustentação para renúncias fiscais envovlendo joalherias, mineradoras e malharias. Eu me dei ao trabalho de ler o conteúdo do Decreto 41.596/2008 e descobri que as justificativas para isentar esse setor inteiro tem a ver, principalmente, por causa da sua integração com os setores da moda e do turismo! (Aqui). Num paralelo futebolístico, eu diria que isso equivale a premiar um lateral direito por ele jogar pelo lado direito do campo.

Mas, afinal, quais são os critérios que guiam o (des) governo comandado por Pezão e Francisco Dornelles para que essa verdadeira farra fiscal continue em meio a uma alegada crise de caixa e, principalmente, num cenário econômico onde os ganhos com estas concessões são para lá de questionáveis, visto que não temos ante onde eu saiba, por exemplo, um notável crescimento na oferta de postos de trabalho.

O mais escandaloso é que, enquanto as concessões de generosidades fiscais, o (des) governo do Rio de Janeiro continua se negando a enviar os recursos de custeio para escolas, hospitais e universidades. Em outras palavras, tudo para as empresas aquinhoadas com as generosidades fiscais e nada para setores estratégicos do serviço público.

Crise, que crise? (Des) governo do RJ quer continuar farra fiscal

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A imagem abaixo é de parte da coluna de ontem (16/10) da jornalista Berenice Seara no jornal Extra e aborda a firme determinação do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles de continuar a sangria dos cofres estaduais dando mais de R$ 33 bilhões em isenções fiscais entre 2017 e 2019!

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Impressionam ainda os dados do montante a ser renunciado anualmente. Mas mais impressionante é verificar que em 2016 a renúncia está atingindo R$ 8,7 bilhões. É que enquanto as corporações e empresas agraciadas pelos efeitos da farra fiscal agradecem, temos a completa precarização dos serviços públicos e a manutenção dos servidores estatutários e aposentados em condições de completa incerteza sobre quando seus salários serão pagos. Pior destino sofrem milhares de trabalhadores terceirizados que não recebem salários há mais de 6 meses.

Resta-nos ver o que fazem os deputados estaduais em relação à aprovação desta proposta de continuidade da farra fiscal do (des) governo do Rio de Janeiro. Mas aviso logo que é melhor não esperar muito.

Agora uma coisa é certa. Tem gente no Palácio da Guanabara disposto a brincar com a paciência da população e dos servidores públicos estaduais. Vamos ver até onde isso nos leva. 

Finalmente,  o que os números da farra fiscal nos mostram é que se há uma crise no Rio de Janeiro, ela é muito, mas muito, seletiva.

Entrevista no Programa “Faixa Livre” sobre a situação estadual e a PEC 241

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Ontem tive a oportunidade de participar do programa “Faixa Livre” que é veiculado diariamente pela Rádio Livre 1440 pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aqui!). Nessa entrevista realizada pelo economista Paulo Passarinho pudemos trocar impressões sobre a propalada crise financeira do Rio de Janeiro e suas reais causas. Também conversamos sobre a questão da PEC 241, seus efeitos totalmente danosos para a população e os problemas que existem no processo de organização da resistência política à sua implementação.

Quem tiver interesse de ouvir a entrevista, basta clicar  (Aqui!).

Aproveito para convidar a todos os leitores deste blog para que apoiem a sobrevivência do “Faixa Livre” que se encontra neste momento ameaçado de descontinuidade por questões orçamentárias. Quem desejar contribuir para que este importante instrumento de democratização da informação possa sobreviver, as informações para contribuições financeiras são as seguintes:

Banco do Brasil:
Ag: 2865-7 (Primeiro De Março)
Cc: 42.426-9
Razão Social: AEPET – Associação dos Engenheiros da PETROBRAS
CNPJ: 34.131.870/0001-11

Sérgio Cabral e Michelin são condenados por “generosidades fiscais” que custaram R$ 1 bilhão aos cofres estaduais

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O site UOL acaba de colocar no ar uma matéria produzida pelo jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO” dando conta que o ex- (des) governador Sérgio Cabral e a multinacional francesa foram condenados a ressarcir aos cofres estaduais do Rio de Janeiro algo em torno de R$ 1 bilhão por conta da promulgação do Decreto 42.683/2010 ‘por meio do qual concedeu benefícios fiscais quando da instalação da fábrica no município de Resende‘ (Aqui!).

Ao procurar no site do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, encontrei a nota que reproduzo abaixo confirmando a condenação que se deu no dia 04/10/2016 e foi postada online no site do MPERJ dois dias depois (Aqui!).

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Duas curiosidades que se destacam desta notícia auspiciosa são as seguintes: 1) por que será que levou tanto tanto para a mídia corporativa dar o devido destaque a essa informação crucial para o entendimento da situação de catástrofe financeira que o Rio de Janeiro enfrenta neste momento, e 2) por que se levou tanto tempo entre a apresentação da representação de uma Ação Civil Pública (ACP) contra o Decreto 42.683/2010 e a condenação em primeira instância de Sérgio Cabral e da Michelin.

Além disso, quero notar duas peculiaridades neste caso. A primeira é que a soma renunciada neste caso envolvendo a multinacional francesa Michelin é muito próxima daquela envolvendo o caso de outra ACP que foi movida contra  a renúncia fiscal feita por Sérgio Cabral em prol das Barcas S/A (Aqui!). Em outras palavras, em apenas duas “generosidades” concedidas pelo então (des) governador Sérgio Cabral, o Rio de Janeiro deixou de arrecadar a bagatela de mais de R$ 2 bilhões. Já a segunda se refere ao fato de que este processo ainda permite recursos ao ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em outras palavras, o retorno do que foi indevidamente renunciado por Sérgio Cabral em prol da multinacional francesa ainda deve demorar bastante para voltar aos cofres estaduais.

Enquanto isso, continuaremos vivendo sob a calamidade pública financeira que essa farra fiscal ajudou a criar. E, sim, Sérgio Cabral deverá continuar gozando das belezas oceânicas em sua mansão no resort PortoBello no município de Mangaratiba. Enquanto isso a população pobre e os servidores públicos, esses vão continuar o seu calvário. Simples assim!