Ciência e tecnologia fluminense nas trevas e a possibilidade da volta de Gustavo Tutuca à SECT

Inquirido a opinar sobre a qualidade do eventual substituto do efêmero secretário de Ciência e Tecnologia fluminense, deputado Pedro Fernandes (PMDB), respondi que considerava que a infindável capacidade do (des) governador Pezão de apontar secretários fracos para dirigir áreas estratégicas, e o que um nome ainda mais desqualificado poderia ser indicado para a pasta.

Eis que hoje a coluna “Informe” do jornal “O DIA” nos informa que o potencial futuro secretário de Ciência e Tecnologia poderá ser um velho conhecido, o deputado Gustavo Tutuca, o qual já deixou triste memória em sua passagem anterior pela secretaria de Ciência e Tecnologia (SECT) do Rio de Janeiro (ver reprodução da coluna abaixo).

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A questão é que Gustavo Tutuca não apenas um currículo acadêmico bisonho (aliás, a coisa mais relevante que se sabe de Tutuca é que ele é conterrâneo de Pezão!), mas também possui um perfil refratário ao diálogo com as universidades, como ficou demonstrado ao longo do tempo em que permaneceu à frente da SECT.  A coisa foi tão ruim com Tutuca que teve gente lamentou a partida de Pedro Fernandes que, pelo menos, fingia dialogar com as universidades!

Além disso, após se omitir totalmente em relação ao caos instalado no sistema de ciência e tecnologia fluminense, Gustavo Tutuca ainda se deu ao trabalho de comandar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas irregularidades cometidas no pagamento de bolsas e auxílios nas universidades estaduais (Aqui!). Esta ação foi vista contra uma tentativa de intimidar as universidades e está até hoje atravessada na garganta de muita gente.

Interessante notar que a volta de Gustavo Tutuca também significará o desmembramento da área de desenvolvimento social e a recriação de uma secretária que seria entregue à uma deputada federal do PMDB. Com isso fica evidente a farsa que é o discurso do (des) governo Pezão de que há compromisso com o enxugamento de máquina e o corte de cargos comissionados! Aliás, a única coisa que se está enxugando neste (des) governo são os orçamentos das universidades e das escolas da rede Faetec!

Mas é importante que as universidades se preparem para a volta de Gustavo Tutuca para a SECT, pois esta volta representa apenas a sinalização de que as trevas em que vivemos neste momento ainda poderão piorar, e muito. E como diz a primeira lei de Murphy, “nada está tão ruim que não piorar”.

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Em tempo, a imagem acima já está sendo circulada nas redes sociais para “saudar” a possível volta de Gustavo Tutuca à SECT.  Ao que tudo indica, essa volta não vai ser marcada pela mesma tolerância com que Tutuca foi tratado na anterior. A ver!

Após passagem efêmera e obscura, deputado Pedro Fernandes renuncia ao cargo de secretário estadual de Ciência e Tecnologia

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Deputado Pedro Fernandes durante sua cerimônia de filiação ao PMDB quando teve a ficha abonada pelo ex-(des) governador Sérgio Cabral.

Tendo tomado posse do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro em fevereiro de 2017 (Aqui!), o deputado estadual Pedro Fernandes pediu demissão do cargo na manhã desta 3a. feira, alegando contrariedade com o atraso dos salários dos servidores da sua pasta (Aqui!).

Antes que eu me debruce sobre as razões alegadas pelo jovem deputado para retornar ao seu posto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), afirmo que mais um secretário passa pela Ciência e Tecnologia sem ter o mínimo preparo para gerir uma área tão estratégica no atual momento do desenvolvimento  da economia mundial.  Lamentavelmente, o (des) governo Pezão conseguiu imprimir um nível de degradação na ciência e tecnologia que jamais vi em meus quase 40 anos de Rio de Janeiro. E olha que já tivemos governadores péssimos e anti-ciência, mas Pezão superou todos eles.

Em relação às razões alegadas pelo deputado Pedro Fernandes para pedir demissão do cargo que ocupava há pouco mais de 5 meses, o fato é que elas fossem genuínas a passagem teria sido ainda mais breve. É que Pedro Fernandes já tinha colocado a regularização do pagamento dos salários na sua pasta como condição antes, e continuou no cargo. A razão ou razões devem ser outras, e talvez fiquemos sabendo melhor sobre elas nos próximos dias e semanas.

De toda forma, Pedro Fernandes não deixará nenhum legado que mereça este nome, pois como outros secretários apenas usou da estrutura da secretaria de Ciência e Tecnologia para se auto-promover. E voltar para a Alerj é a saída mais confortável que ele poderia escolher, pois com o mandato na mão ele não sofrerá as consequências que estão sendo jogadas nas costas dos servidores que estão sem receber seus salários desde Abril. Em outras palavras, já vai tarde.

E que ninguém se espanta se o (des) governador Pezão indicar alguém ainda mais despreparado para chefiar a SECTI. É que a capacidade dele de piorar as coisas chega às raias do insuperável.

 

(Des) governo Pezão é o responsável pela depredação da Uenf

Ao longo de 2016 postei inúmeras mensagens sobre o caos que estava sendo imposto nos dois campi e nas unidades experimentais isoladas da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) pelo descaso com que o (des) governo tratou uma das melhores universidades públicas do Brasil.

Hoje o jornalista Esdras Pereira publicou uma nota em seu blog no jornal Folha da Manhã dando conta de uma série de depredações que ocorreram no campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes (Aqui!).

Esse tipo de ataque ao patrimônio público que a Uenf representa é sem dúvida alguma algo que deveria ultrajar a todos. Afinal, a Uenf é uma instituição que se construiu com muito dinheiro público e empenho de sua comunidade universitária, e com muito apoio da população de Campos e região.

Entretanto, se me perguntarem quem são os principais responsáveis por esse caos eu apontaria o dedo na direção do Palácio Guanabara e da Secretaria da Ciência e Tecnologia (SECT). É que ao não entregar um só centavo para pagar serviços terceirizados na Uenf, o (des) governo Pezão escancarou as portas para os vândalos.

O que eu espero é que essas cenas impensáveis até pouco tempo atrás sirvam para tirar da letargia quem achava que o abandono da Uenf pelo (des) governo Pezão poderia ser enfretado meramente com uma atitude que mistura auto sacrífício e negação da realidade objetiva. 

A verdade é que a situação da Uenf e das outras universidades estaduais (Uerj e Uezo) beira a catástrofe completa. E quanto antes suas comunidades se organizarem para confrontar a política de desmanche que está em curso, melhor. Do contrário, as cenas de depredação que acabam de ocorrer na Uenf serão apenas um prenúncio do que ainda está por vir.

Agora é que são elas: Reitoria da UENF divulga nota dizendo que (des) governo Pezão não autorizou reajustes de bolsas estudantis

A reitoria da UENF acaba de divulgar uma nota que é uma verdadeira bomba. Para quem não se lembra, durante a última greve o reitor Silvério de Paiva Freitas assinou um documento (Aqui!) cujos um dos itens era justamente reajustar o valor das bolsas de auxílio cota e de apoio acadêmico!

Aliás, o próprio (des) governador Pezão em sua visita ao campus da UENF garantiu que iria se esforçar para que isso ocorresse. Da mesma forma, o (des) secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre “Tande” Vieira, também realizou uma reunião na SECT com representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UENF apenas para reafirmar o que o reitor e o (des) governador Pezão já haviam se comprometido a fazer.

Agora, passada a greve e retomada a “normalidade”, o  Sr. Júlio César Mantovani, (des) subsecretário de Orçamento da Secretaria de Planejamento e Gestão manda um documento usando desculpas esfarrapadas para manter o valor das bolsas na UENF com valores inferiores aos que já são praticados faz muito tempo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)!

Se isso não é quebra de palavra coletiva eu não sei mais o que seria. E o detalhe mais pernicioso em toda essa situação é que a UENF possui orçamento para aumentar o valor das bolsas, e o artifício de formar um processo para elevar o valor das bolsas me parece ter sido apenas uma forma do reitor lavar as mãos, deixando o custo político da quebra da sua palavra para algum burocrata desconhecido assumir o ônus. 

Resta agora saber o que irão fazer os estudantes da UENF e sua principal organização de representação, o DCE.

 

Nota da Reitoria

A Reitoria informa que, apesar de ter cumprido a tempo todos os trâmites burocráticos para o reajuste das bolsas de auxílio-cota e apoio acadêmico, a Secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) não autorizou a liberação dos recursos necessários.

A impossibilidade de atendimento foi justificada pelo subsecretário de Orçamento da Seplag, Júlio César Mantovani, por meio de correspondência interna.

A Reitoria continuará envidando esforços no sentido de implantar o mais breve possível o reajuste do auxílio-cota, conforme compromisso assumido com o movimento estudantil.

Veja o Ofício UENF/Reitoria nº 137/2014 e a resposta do Governo através da CI Seplag/Subor nº 121.

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2014/08/07/nota-da-reitoria-3/

O dia 18 de Junho chegou e mostrou o valor da carta do (des) secretário de C&T do RJ aos professores da UENF

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No dia de 03 de junho de 2014 os professores foram atingidos pelo desrespeitoso ofício SECT/GAB/62/2014 onde o (des) secretário Alexandre Vieira (mostrado acima), entre ameaças e desrespeitos, informou que entre os dias 11 e 18 de junho seriam enviadas mensagens para a ALERJ, condicionando o envio da nossa à saída de greve até o dia 06; de junho.

Pois bem, veio a assembleia dos professores do dia 09 de junho e já sabemos o que aconteceu nela. Pois bem, o dia 18 de junho chegou, e ficou claro que a palavra e a assinatura do secretário Alexandre Vieira tem o mesmo valor, qual seja, ZERO!

E aí fico imaginando como ficam aqueles que dentro da UENF, incluindo o reitor Silvério Freitas, se colocaram em marcha para acabar com a greve dos professores, sem que houvesse qualquer garantia fosse dada por parte do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão que as demandas que originaram um movimento justo e legítimo seriam finalmente atendidas?

Mas ainda bem que a ADUENF possui uma direção autônoma e que não se curva à primeira cartinha ameaçadora de algum (des) secretário de terceiro escalão de um (des) governo em fim de festa.

E a luta continua! Viva a ADUENF!

ADUENF responde com a devida estatura correspondência esdrúxula do secretário de Ciência e Tecnologia

No dia de ontem, o secretário em exercício da pasta de Ciência e Tecnologia,  Sr. Alexandre Vieira, enviou um documento onde mistura desrespeito, inverdades e tentativa de chantagem numa só lauda. Esta pérola que reflete o nível do secretariado do (des) governo Cabral/Pezão é mostrado abaixo.

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No dia de hoje, o Comando de Greve da ADUENF produziu uma resposta que já foi circulada dentro da universidade e para vários parlamentares que estão acompanhando de perto a grave crise em que a universidade se encontra, basicamente por causa da intransigência do (des) governo doo do Rio de Janeiro em tratar de forma correta a instituição criada por Darcy Ribeiro, onde hoje são praticados s piores salários do Brasil quando se refere a professores doutores que trabalham em regime de Dedicação Exclusiva.

Uma coisa é certa. Se o Sr. Luiz Fernando Pezão deseja vir visitar a UENF, a primeira coisa que deveria fazer é substituir o ocupante do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia. Depois poderia iniciar um diálogo real com os servidores e estudantes da UENF, pois hoje o que se tem está bem resumido no documento que é assinado pelo Sr. Alexandre Vieira.

Finalmente, alguém deveria informar ao Sr. Alexandre Vieira que o tratamento formal para um reitor de qualquer universidade é “magnífico reitor” e não “você”. Pode parecer um exagero, mas é que quando a coisa se trata da relação entre indivíduos que ocupam cargos públicos, o mínimo que se espera é que eles saibam cumprir detalhes básicos de protocolo.

 

Carta Aberta do Comando de Greve à Comunidade Universitária

  O comando de greve vem a público para se manifestar neste momento conturbado, originado a partir do Ofício SECT/GAB n. 62/2014, endereçado à direção da UENF.

Primeiramente, gostaríamos de manifestar nosso desacordo com o endereçamento do referido Ofício, pois entendemos que a greve se discute com quem a decretou, ou seja, a ADUENF em assembleia e por unanimidade dos votantes. A teoria de que “o governo não negocia com categorias em greve” não se sustenta, tendo em vista que o governador reuniu-se com os policiais civis em greve. A recusa em dirigir-se ao nosso sindicato demonstra apenas, na verdade, quais são as reais prioridades do governo. Além disso, pedir à figura administrativa máxima da nossa universidade, o reitor, para que “converse com cada professor individualmente, levando esta mensagem”, é algo tão ingênuo e inexequível que nem merece maiores comentários.

O comando de greve entende que o documento em questão é equivocado politicamente e em nada contribui para as negociações maduras e respeitosas que atualmente estão em curso, nas quais estávamos inclusive discutindo a vinda do governador a nossa instituição. Tentar ameaçar uma categoria em greve há mais de 70 dias é no mínimo contraproducente, pois exacerba os sentimentos radicais, que em nada contribuem à negociação.

Em relação à temporalidade mencionada, o documento é ambíguo, contraditório e inócuo, colocando datas improváveis de serem operacionalmente atingidas: “.. é fundamental que a greve seja encerrada até a próxima sexta feira, dia 06/06/2014,…”. Há frases incoerentes entre si: “enviar entre os dias 11 e 18 de junho”. Se a mensagem só será enviada nessa data, para que tanta pressa na exigência da saída de greve? Novamente, o desespero em nada contribui à negociação em curso.

 Em relação ao conteúdo, o documento é funesto. A nossa categoria tem se pautado pelo diálogo, a conversa e a negociação, jamais distorcendo as informações e sempre com o objetivo claro de solucionar o problema atual dos associados, qual seja, perceber o pior salário do Brasil para a nossa categoria.

 A saída de greve em várias oportunidades; o grande número de viagens ao Rio; o apoio de deputados da base e da oposição fundamentam esta a nossa afirmação. Todos os prazos e informações colocadas em reunião foram confirmados pelos deputados e demais participantes nas inúmeras reuniões realizadas na cidade do Rio de janeiro. Se ainda estamos em greve, a nossa associação não pode ser culpada.

 Não é com desespero que vamos resolver o problema, o mesmo só será resolvido de forma matura e respeitosa, e nesta direção, o Comando de Greve já contatou os Deputados para fazer chegar ao Governador o nosso sentimento de revolta com a carta.

 Respeitando o prazo legal de 72h de antecedência para a convocação de Assembleia, convocamos a Assembleia para 2ª feira, às 14h na Sede da ADUENF.

  Campos dos Goytacazes, 04 de Junho de 2014.

 COMANDO DE GREVE


Gustavo Tutuca, o secretário retardatário

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O secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca, declarou na edição de hoje do Jornal Folha da Manhã que vai enviar nos próximos dias o projeto de lei para atender as reivindicações dos professores da UENF.

Se isso for verdade, por que Tutuca não enviou isso na semana passada e evitou o início da greve deflagrada no dia ontem na UENF? Das duas uma: 1) isso é papo para acalmar professor em greve ou 2) o digníssimo secretário foi repentinamente tomado pela urgência em função da deflagração de uma greve da qual ele já havia sido avisado que ocorreria se não enviasse o projeto que agora tão rapidamente diz que enviará.

Já que o secretário é Tutuca, eu lembro do personagem Lilico e mando para ele a pergunta: é bonito isso?