Tiros na noite e a crise da (in) segurança instalada no campus da Uenf

Uma questão que tem sido fortemente debatida pela comunidade universitária da Uenf é sobre o status da segurança interna do campus Leonel Brizola e de outras unidades que a universidade possui nas cidades de Campos, Macaé e Itaocara. Enquanto uns acreditam que a falta de pagamentos e a diminuição do contigente da empresa K-9 ameaçam a segurança interna, outros acham que o problema não é assim tão grave e que as atividades poderiam continuar normalmente após o final da greve.

Pois bem, na noite desta 5a. feira (21/07) uma perseguição policial que se iniciou do lado de fora e chegou ao prédio do Centro de Ciências do Homem (CCH) mostrou que a violência que acontece do lado de fora dos muros pode sim chegar bem perto de professores, servidores e estudantes, como mostra a reprodução de uma matéria publicada sobre o incidente pelo jornal Folha da Manhã (ver reprodução abaixo).

perseguição

Da leitura da matéria saltam aos olhos três questôes. O primeiro é que um cidadão que não portava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) resolveu se evadir de uma viatura policial, ensejando uma perseguição para o interior do campus da Uenf.  Tudo já não estaria normal se neste processo, tiros não fossem disparados em direção a um prédio que, apesar da greve em curso, estava ocupada por pessoas que não tinham a ver com o início da perseguição. E o terceiro elemento tem a ver com a noticiada negação pelos policiais envolvidos na ação de que não dispararam os tiros que dezenas de testemunhas alegam ter ouvido.  O que levanta a questão imediata de porque algo que foi realizado publicamente está sendo negado, mesmo em face de inevitáveis testemunhas.

Afora os fatos que a matéria da Folha da Manhã já levanta, não há como deixar de observar que este pequeno incidente que não deixou, mas poderia ter deixado, vítimas fatais representa apenas uma micro-inserção no universo do modelo de (in) segurança pública em que vivemos, onde os mais pobres e habitantes das regiões periféricas comumente são alvos de perseguições e tiros, antes que se apure a razão de uma determinada ação, seja ela legal ou não. Além disso, esta situação revela , nas palavras dos seguranças patrimoniais que ainda atuam na Uenf apesar de 4 meses de salários atrasados, é a precariedade da segurança interna do campus Leonel Brizola como resultado do não cumprimento da obrigação básica do (des) governo do Rio de Janeiro de executar o orçamento aprovado para a Uenf trabalhar em 2016. 

De toda forma, o que eu espero é que não se fique apenas no alívio após o terror que muitos das testemunhas oculares sentiram. É preciso que a reitoria da Uenf e o Comando do 8o. Batalhão estabeleçam um diálogo urgente para impedir que os fatos da noite passada não se repitam. É que da próxima vez talvez o acaso não seja tão benévolo e algum inocente perca a sua vida.

 

Carta da reitoria da Uenf enviada para (des) governo e Alerj aponta que é grave a crise!

passoni

O reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Prof. Luís Passoni, tomou nova iniciativa no dia de ontem para sensibilizar o (des) governo do Rio de Janeiro e a Alerj no tocante à grave crise que está instalada na instituição por causa da falta do repasse dos recursos mínimos necessários para o seu funcionamento, ainda que precário.

Esta carta mostra de forma inequívoca que a greve em curso entre professores e servidores técnicos-administrativos da Uenf é, acima de tudo, um movimento que prioriza as mesmas questões institucionais que estão presentes na correspondência assinada pelo reitor.

Resta saber agora como os representantes do executivo e do legislativo vão responder às questões levantadas pela correspondência enviada pelo reitor da Uenf. 

Aliás, eu também gostaria de saber como se posicionam os vários candidatos a prefeito nos diferentes municípios do Norte e Noroeste que contam com o apoio do (des) governo estadual para vencer o pleito de outubro de 2016. Será que eles assinam embaixo da assinatura do reitor ou vão fingir que a Uenf não é problema deles?

 

Em carta ao Governo e deputados, reitor reitera ‘grave crise’ na UENF

entradaEntrada do campus da UENF (Foto: Alexsandro Cordeiro)

Êm carta encaminhada ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), o reitor da UENF, Luís Passoni, reiterou ontem, 20/07/16, a grave crise na qual se encontra a instituição. Segundo o documento, “desde outubro de 2015 a UENF se encontra inadimplente com as empresas terceirizadas e concessionárias, trazendo como resultado o deterioramento contínuo e acelerado das condições de trabalho e do patrimônio público”.

A carta foi entregue pessoalmente pelo reitor ao diretor geral da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Gabriell Carvalho Neves, e ao chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Gilberto José de Freitas. Segundo o chefe de Gabinete da Reitoria da UENF, Raul Ernesto Lopez Palacio, ficou agendada uma reunião com o secretário de Planejamento e Gestão, Francisco Antônio Caldas, na próxima terça-feira, 26/07/16.

O reitor também foi recebido pela Comissão de Educação da Alerj e esteve reunido com o deputado Edson Albertassi, líder do Governo na Assembleia Legislativa. Em todas as reuniões, Passoni relatou a situação extrema pela qual vem passando a Universidade.

Na última segunda-feira,  18/07/16, foi realizada uma reunião com representantes da empresa de segurança, na qual foram apresentadas as dificuldades de manter o serviço de segurança, em razão da falta de pagamento. E na sexta-feira, 15/07/16, houve reunião com representantes do Restaurante Universitário, em que foi discutida a possibilidade de interrupção de seu funcionamento devido à baixa clientela.

– Nessas reuniões conseguimos fazer com que as empresas entendessem a situação da UENF. Apesar de tudo, elas estão se colocando como parceiras da Universidade e estão fazendo de tudo para manter os serviços – diz o chefe de Gabinete da Reitoria.

Na carta, a Reitoria deixa clara a impossibilidade de normalização do funcionamento da UENF, em função da imprevisibilidade do pagamento das empresas terceirizadas.

Veja aqui a carta encaminhada ao Governo e aos deputados.

Campanha de coleta de alimentos na Uenf revela face mais injusta da terceirização no serviço público do Rio de Janeiro

O jornal O Diário abriu espaço no dia de ontem (20/07) para divulgar uma campanha de coleta de alimentos que está sendo realizada por três professoras da Uenf, que decidiram arrecadar recursos para compra de 35 bolsas para servidores terceirizados da área da segurança que encontram há vários meses sem salários (ver reprodução abaixo).

campanha

A primeira coisa que eu tenho a dizer é que esta iniciativa expressa a generosidade necessária para que a Uenf possa merecer ser chamada de “universidade”, visto que a situação desses trabalhadores que são fundamentais para o funcionamento da instituição é, acima de tudo, desumana. 

Agora, o que essa campanha também revela de forma cabal, ainda que provavelmente não seja a intenção das professores que a iniciaram, é a situação de completo desrespeito pelos direitos mínimos de todo trabalhador, a começar pelo pagamento de salários por dias trabalhados.

Mas eu vou além, já que o caso dos seguranças terceirizados não é único no serviço público fluminense, o que esta campanha de caráter humanitário revela é a face mais injusta da entrega de setores inteiros do serviço público para o usufruto de empresas privadas que não possuem o mínimo compromisso (ou mesmo a capacidade) de manter suas obrigações em dia com seus empregados.  Esse é o verdadeiro escândalo que essa campanha de solidariedade traz à luz. Resta saber o que vamos fazer para resolver este problema. Eu vou começar dando uma cesta básica, mas sei que isto está longe de ser o suficiente e o mais correto para os trabalhadores que vivem hoje numa condição de total precariedade.

Entrevista no Canal do Blog Adilson Ribeiro: a crise na Uenf

greve

Estive ontem como parte de uma comissão do Comando de Greve da Aduenf numa sessão da Câmara de Vereadores de Itaperuna onde pudemos falar sobre a grave crise que levou à deflagração de uma greve no início de Abril. Antes de sermos ouvidos pelos vereadores presentes na sessão, acabei concedendo uma entrevista ao jornalista Nino Bellieny para o Canal do YouTube do Blog do Adilson Ribeiro (Aqui!) que é mostrado logo abaixo.

Em relação à entrevista apenas um esclarecimento em relação à legenda mostrada. Eu não me considero o líder do movimento em defesa da Uenf, pois este tem sido um movimento pautado pela discussão democrática dentro do Comando de Greve e das assembleias de professores.  De resto, espero que o conteúdo da entrevista seja esclarecedora sobre as causas da greve e da necessidade de sua continuidade.

Terceirização e superexploração do trabalhador: o sonho da CNI já é realidade no RJ

Há poucos dias o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade,  ganhou as manchetes dos principais veículos da mídia corporativa ao propor num encontro com o presidente interino Michel Temer o aumento da jornada semanal de trabalho para 80 horas para os trabalhadores brasileiros  (Aqui!).

Ao ver seu nome associado à uma saudade em relação aos tempos em que a escravidão era legal no Brasil, a CNI rapidamente emitiu um communiqué deixando o dito pelo não dito. É que, provavelmente, o honorável presidente da CNI falou em voz alta o que ainda está sendo negociando nos bastidores, o que representa uma tremenda bola fora.

Mas se estivesse mais familiarizado com o que está sendo praticado pelo (des) governo do Rio de Janeiro, o presidente da CNI ainda poderia ter se safado dizendo que pelo menos na iniciativa os salários auferidos pelos trabalhadores em regime de 80 horas seriam pagos, ao contrário do que ocorre no serviço público terceirizado no estado do Rio de Janeiro, por exemplo.

Para quem ninguém ache que há um exagero de minha parte, o fato é que um número indefinido de trabalhadores terceirizados que trabalham em órgãos públicos estaduais do Rio de Janeiro se encontram neste momento com vários meses de atraso em salários, auxílios e adicionais definidos em lei. Em alguns casos, centenas de trabalhadores após ficarem meses sem receber acabaram sendo demitidos sumariamente e com a indicação de que deveriam procurar seus direitos na justiça.

No caso específico de apenas uma secretaria estadual, a de Ciência e Tecnologia, que é responsável pelo sistema FAETEC e pelas universidades estaduais, os casos são múltiplos. O mais emblemático deles foi a demissão de 500 trabalhadores terceirizados contratados pela empresa CONSTRUIR, do ramo da limpeza e conservação, que prestavam serviços na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e que foram colocados na rua  com sete meses de salário atrasado e sem o pagamento da 2ª parcela do 13ºde 2015 (Aqui!).

Ainda que não esteja ocorrendo demissões em massa, os servidores terceirizados que prestam serviços de segurança na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) estão com três meses de salários atrasados e também não receberam seus auxílios e adicionais, enquanto os que atuam na área da limpeza e conservação apenas os salários estão sendo pagos.

O que mais me impressiona é que descumprimento das obrigações trabalhistas com os servidores terceirizados é, na maioria das vezes, aceito com extrema naturalidade. E, pior, quando alguém se levanta para defendê-los, a reação não é de simpatia. Que o digam os estudantes da Faetec que “ousaram” colocar a questão do pagamento dos salários atrasados dos terceirizados como uma pré-condição para desocuparem as escolas em que estavam  (Aqui!).

Mas e o ministério público e outros órgãos de fiscalização dos direitos dos trabalhadores? Desses tampouco parece haver o mesmo senso de urgência que se abate sobre os servidores terceirizados que dependem diretamente dos seus salários para sobreviver. Como resultado, os terceirizados ficam relegados a esforços localizados de apoio, mas que não resolvem o essencial que seria o pagamento dos salários devidos.

Algo que sempre me deixa curioso é o seguinte: onde estão localizadas e quem são os donos dessas empresas terceirizadas que estão desrespeitando, impunemente, os direitos de seus empregados? Como podem essas empresas continuar operando dentro do serviço público sem que honrem as obrigações com seus empregados? 

Por essas e outras é que eu digo que a terceirização de serviços é a principal ferramenta da superexploração dos trabalhadores, já que nem o pagamento dos salários frequentemente é feito. E voltando ao presidente da CNI e sua declaração polêmica da jornada de 80 horas, o perigo é ele querer que a “fórmula fluminense” se torne o modelo a ser seguido em todo o território brasileiro.

Após Michel Temer autorizar aspersão aérea de agrotóxicos em cidades brasileiras, pesquisa da Uenf avança no controle biológico do Aedes Aegypti

Fonte: ASCOM/Uenf

Quatro dias atrás postei aqui neste blog a informação de que o presidente interino Michel Temer, atendendo as demandas dos fabricantes de agrotóxicos e da bancada ruralista, sancionou o Decreto Lei No. 13.301/ 2016 (Aqui!) que autoriza a pulvarerização aérea de agrotóxicos em cidades brasileiras de ampliar o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Pois bem, nesta 5a. feira (07/07), a Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ASCOM/Uenf) noticiou o desenvolvimento de um método natural de controle do mosquito Aedes aegypti, baseado no ataque de um fungo entomopatogênico (que naturalmente parasita insetos), e que foi criado num processo de cooperação internacional entre um grupo de pesquisa liderado pelo professor Richard Ian Samuels, do Laboratório de Entomologia e Fitopatologia (LEF) do Centro Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) com cientistas da Universidade de Swansea que se localiza no País de Gales  (Aqui!).

No informe da ASCOM/Uenf é oferecida uma informação impressionante sobre as barreiras que tiveram de ser superadas para a pesquisa poder avançar. É que o trabalho de campo, que vinha sendo feito há cinco anos em São João da Barra, teve que ser transferido para Campos por conta da falta de recursos da Uenf!

Essa é uma informação alvissareira por dois motivos. O primeiro é que apesar de toda a política de desmanche que o (des) governo do Rio de Janeiro vem impondo sobre a Uenf, seus professores e estudantes continuam oferecendo avanços significativos no conhecimento científico, incluindo na área crítica que é o controle de vetores de doenças como o mosquito Aedes aegypti. A segunda boa informação é que o controle biológico poderá ser uma ferramenta mais eficiente e segura do que a oferecida pelo uso de agrotóxicos.

Terceirização de serviços e suas facetas mais tenebrosas

terceirizacao

A terceirização na administração pública se tornou no Brasil uma daquelas vias preferenciais de apropriação privada de recursos oriundos do recolhimento de impostos, encarecimento de serviços e de desrespeito completo à legislação trabalhista.  As provas disso são abundantes e irrefutáveis, e basta procurar que se acham múltiplos casos em que estas três facetas se combinam. 

As principais vítimas da disseminação da terceirização são a população e os trabalhadores terceirizados que, em muitos casos, se confundem, já que os que mais dependem dos serviços terceirizados são os pobres.

E há que se observar que não há hoje segmento da administração pública que não esteja sequestrado pela terceirização, e com trabalhadores realizando suas funções sem que recebam seus salários por vários meses. Esse é o caso dos terceirizados dos hospitais públicos e universidades estaduais.

No caso das universidades estaduais do Rio de Janeiro, os terceirizados passam por situações que demandariam a presença ostensiva de fiscais do Ministério Público do Trabalho (MPT), dado que apenas na Uenf temos trabalhadores que estão com três meses de atraso no pagamento de seus salários! Mas se não bastasse a falta de salários há ainda a ausência do pagamento dos auxílios de alimentação e transporte.

Essa condição configura uma situação de semi-escravidão. A diferença é que nesse caso o trabalhador não está preso em alguma propriedade rural nos confins da Amazônia, mas dentro de um campus universitário! E, por cima, o trabalhador tem que arcar com o custo de transporte para ter que trabalhar basicamente de graça.

 

Últimas horas do crowdfunding dos emus: ainda há tempo de participar!

EMUS

A campanha financeira realizada na internet para captar recursos para manter vivos os animais do criatório de ratitas da Uenf está chegando ao seu final. As pesquisadoras que atuam no grupo de pesquisa já consideram que o crowdfunding foi um sucesso, ainda que o total arrecadado ainda esteja aquém do objetivo estipulado inicialmente.

Entretanto, ainda há tempo para quem quiser colaborar com o esforço de preservar os animais da unidade de ratitas, pode clicar (Aqui!).

É bom lembrar que esse crowdfunding está sendo necessário para salvar os animais, pois a entrega de ração foi suspensa após o fornecedor ficar vários meses sem ser pago pelo (des) governo do Rio de Janeiro. Enquanto isso, contratos e isenções fiscais milionários continuam sendo concedidos com pesados custos para o tesouro estadual. Claramente, esta é uma questão de prioridade política. E a Uenf  claramente não é uma das prioridades do (des) governo comandado por Pezão e Francisco Dornelles.

Corte de 30% pode inviabilizar de vez as universidades estaduais

A partir de fontes bem informadas, recebi a informação de que as reitorias das três universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uenf, Uerj e Uezo) receberam uma correspondência determinando que sejam estabelecidas medidas que garantam o corte de 30% do orçamento de 2016 para atender decisão do (des) governador em exercício Francisco Dornelles (Aqui!).

Essa correspondência seria hilária se não fosse trágica. É que até a presente data (23\06) o (des) governo do Rio de Janeiro ainda não desembolsou recursos relativos a 2016, implicando numa não entrega de 50% do orçamento. Se forem cortados adicionais 30%, estaremos falando numa entrega de apenas 35% do orçamento total aprovado pela Alerj para as universidades estaduais usarem em 2016.

O interessante é que o (des) governo do Rio de Janeiro faz essa exigência formal sem que haja qualquer compromisso formal de que alguma verba será efetivamente entregue às universidades, em que pese o fato evidente de que os cofres estaduais estão com mais dinheiro recolhido em 2016 em relação ao ano anterior.  Em outras palavras, essa cobrança de que se corte mais 30% do orçamento é apenas um daqueles exercícios de fúteis de auto-flagelação institucional, provavelmente voltado para desmoralizar as reitorias.

O que me parece claro é que por detrás do discurso de crise o que se esconde é um plano de privatização das universidades estaduais do Rio de Janeiro. Resta saber apenas quando é que o (des) governo do Rio de Janeiro vai admitir publicamente esse projeto de privatização. Eu presumo que seja depois do anúncio da venda da joia da Coroa que é a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

De toda forma, esperemos para ver como reagem as reitorias das três universidades. Pelo clima vigente nas instituições,  o mais provável é que haja uma carta conjunta pedindo que o (des) governo do Rio de Janeiro primeiro pague o que deve antes de que qualquer conversa sobre cortes adicionais. A ver!

Porto do Açu foi a estrela em evento da Alerj. Enquanto isso, moradores do V Distrito continuam esquecidos

Estive ontem num evento promovido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e que foi realizado no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O chamado “Supera Rio” se reuniu para colher sugestões voltadas para o desenvolvimento econômico e social da região Norte Fluminense.

prioridade

O encontro contou com a participação do reitor da Uenf, Luís Passoni, além dos deputados estaduais Geraldo Pudim (PMDB) e Bruno Dauaire (PR) , prefeitos e presidentes de Câmaras de Vereadores. O principal momento do evento foi a realização de uma mesa redonda com o tema “Alternativas de Desenvolvimento para a Região Norte“, com a participação de representantes da Firjan, Sebrae, Sindicato Rural de Campos, IFF e BV Rio, e da Prumo Logística.

Apesar das tentativas de oferecer um foco mais abrangente, me pareceu óbvio que a estrela do evento foi o Porto do Açu já que quase todos os oradores citaram a importância que o empreendimento possui para a dinamização da economia do Norte Fluminense. Aliás, para mim, foi interessante notar a presença do Sr. Caio Cunha, coordenador de Relações Institucionais e Responsabilidade Social Corporativa da Prumo Logística,  já que num evento dessa natureza seria de se esperar que o presidente da empresa tivesse se feito presente.  

Agora, o que eu achei mesmo interessante foi o aparente entrosamento entre o Sr. Caio Cunha e o jovem deputado Bruno Dauaire como mostra a imagem abaixo.  Fico apenas imaginando o que havia para ser dito entre os dois que mereceu que o deputado Dauaire saísse do seu assento no momento em que um dos palestrantes fazia o uso da palavra. 

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Com certeza o jovem deputado estava cobrando soluções para as inúmeras pendências que a Prumo Logística possui com os moradores do V Distrito de São João da Barra, uma das suas principais bases eleitorais. Ou não!