Fonte: ASCOM/Uenf
Quatro dias atrás postei aqui neste blog a informação de que o presidente interino Michel Temer, atendendo as demandas dos fabricantes de agrotóxicos e da bancada ruralista, sancionou o Decreto Lei No. 13.301/ 2016 (Aqui!) que autoriza a pulvarerização aérea de agrotóxicos em cidades brasileiras de ampliar o combate ao mosquito Aedes aegypti.
Pois bem, nesta 5a. feira (07/07), a Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ASCOM/Uenf) noticiou o desenvolvimento de um método natural de controle do mosquito Aedes aegypti, baseado no ataque de um fungo entomopatogênico (que naturalmente parasita insetos), e que foi criado num processo de cooperação internacional entre um grupo de pesquisa liderado pelo professor Richard Ian Samuels, do Laboratório de Entomologia e Fitopatologia (LEF) do Centro Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) com cientistas da Universidade de Swansea que se localiza no País de Gales (Aqui!).
No informe da ASCOM/Uenf é oferecida uma informação impressionante sobre as barreiras que tiveram de ser superadas para a pesquisa poder avançar. É que o trabalho de campo, que vinha sendo feito há cinco anos em São João da Barra, teve que ser transferido para Campos por conta da falta de recursos da Uenf!
Essa é uma informação alvissareira por dois motivos. O primeiro é que apesar de toda a política de desmanche que o (des) governo do Rio de Janeiro vem impondo sobre a Uenf, seus professores e estudantes continuam oferecendo avanços significativos no conhecimento científico, incluindo na área crítica que é o controle de vetores de doenças como o mosquito Aedes aegypti. A segunda boa informação é que o controle biológico poderá ser uma ferramenta mais eficiente e segura do que a oferecida pelo uso de agrotóxicos.
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