BBC Brasil mostra o caso de docente da Uerj que exemplifica o caos criado pelo (des) governo Pezão

A BBC Brasil produziu a matéria abaixo no qual é mostrado o drama pessoal que enfrenta uma docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ao contrário das muitas matérias semelhantes que já foram produzidas pela mídia nacional,  a BBC coloca o devido balanço entre o drama pessoal dos servidores e o caos instalado na maior universidade estadual do Rio de Janeiro.

Diria que é mais um caso onde um veículo da mídia internacional dá um banho de cobertura ao mostrar que o drama dos servidores é apenas a face mais explicita de um tenebroso projeto de desmantelamento do serviço público fluminense.

Mas como bem demonstra o depoimento da professora Stela Guedes Caputo, apesar de todo o descaso e desprezo que tem sido dirigido pelo (des) governo Pezão às universidades estaduais, ainda há nelas muita disposição para defender estas instituições tão fundamentais para um futuro melhor para o povo do Rio de Janeiro.

Com dívida de R$ 20 mil e sem salário, professora da Uerj compartilha extrato bancário zerado

Professora Stela Guedes Caputo, da Uerj
ARQUIVO PESSOAL.  Professora Stela Guedes Caputo, da Uerj, não recebe salários há três meses e vê as contas acumularem

A professora Stela Guedes Caputo, de 50 anos, tomou um susto quando, na semana passada, checou sua conta bancária: estava vazia, zerada, sem nenhum tostão. Ela não tinha nem sequer um real para ajudar a pagar a passagem até a universidade pública onde dá aulas há cinco anos, a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Não que Caputo tenha dificuldade para administrar suas contas. O problema é outro: o governo do Estado não paga o salário dos professores da Uerj há três meses. Governado por Luiz Fernando Pezão (PMDB), o Rio de Janeiro passa por uma crise financeira que afeta o pagamento de servidores públicos de vários setores.

A gestão diz reconhecer a importância da universidade e ter concentrado esforços para solucionar os problemas financeiros da instituição.

Caputo, que dá aula em cursos de graduação e pós na área de educação, decidiu publicar o extrato de sua conta zerada no Facebook. Junto, postou um texto de protesto contra os atrasos salariais. A publicação já teve mais de 1,5 mil compartilhamentos.

“É como estar desempregada, só que trabalhando. Eu quis mostrar porque não sei se todo mundo entende o que estamos passando”, escreveu ela. “Ver aquela conta zerada, o que nunca tinha acontecido comigo, foi um soco no coração.”

Diante das “condições precárias da universidade”, em suas próprias palavras, o reitor da instituição, Ruy Garcia Marques, anunciou nesta segunda-feira a suspensão das aulas dos cerca de 30 mil alunos.

Ele justificou a suspensão, que não tem prazo de acabar, citando o drama dos professores: “O atraso salarial, cada vez maior, gera endividamento crescente, insegurança, angústia e situações de estresse incontroláveis, maximizadas naqueles que se veem impedidos até da simples compra de medicamentos para manutenção básica da saúde”.

Publicação da professora Stela Guedes Caputo no Facebook
REPRODUÇÃO. Stela Guedes Caputo diz que está devendo R$ 20 mil, além de prestações de seu apartamento

Em entrevista à BBC Brasil, Caputo diz que tem passado por problemas como os citados pelo reitor. “Estou me sentindo humilhada por dar aulas, por trabalhar e não receber. O (governador) Pezão está roubando a dignidade dos professores da Uerj”, diz.

A universidade passa por uma crise financeira desde 2016. Há um ano, o governo estadual começou a pagar os salários dos 2,4 mil professores de forma fracionada. Em alguns meses, os vencimentos eram divididos em até cinco parcelas.

Desde outubro, no entanto, os atrasos começaram a ser constantes. A gestão ainda não pagou o 13º salário de 2016 e as férias de professores e funcionários. Também houve atrasos no pagamento de empresas terceirizadas de limpeza, vigilância e manutenção, contratadas por meio de licitações públicas. Neste ano, bolsas de docentes e alunos, inclusive cotistas, também não estão sendo depositadas.

Aluno entra em campus da Uerj, no Rio
TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL. A universidade pública passa por problemas financeiros desde 2016, com atraso de pagamentos

Muitas cobranças

As contas de Caputo começaram a se acumular com os atrasos da universidade. O último salário que ela recebeu foi o de abril, pago também de forma fracionada.

Hoje, ela diz que deve quatro parcelas – R$ 2.7 mil cada – do financiamento do apartamento que comprou em 2012. “O que eu faço se a Caixa Econômica resolver tomar minha casa por falta de pagamento?”, questiona. O banco público já enviou cartas cobrando as prestações.

A professora também deve a fatura do cartão de crédito e cerca de R$ 20 mil para amigos e parentes que a socorreram em situações de emergência. Também desligou o telefone para não receber mais ligações de cobrança – sua luz já foi cortada.

Outro drama é manter as aulas, produção de pesquisas e participação em congressos acadêmicos sem receber salário.

No mês passado, Caputo viajou para um congresso em Maceió. Ganhou passagem e hospedagem, mas tinha apenas R$ 40 na conta para outras despesas. “É muito constrangedor quando você evita sair com seus colegas porque não tem dinheiro para pagar um jantar”, conta.

Veículos abandonados no campus da Uerj
TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL. Empresas de limpeza, manutenção e vigilância também sofreram com falta de pagamento de contratos

Greve e pagamento

Em junho, a Justiça do Rio intimou Pezão a cumprir uma liminar que obrigava o governo a pagar os salários dos servidores da Uerj em 48 horas. O governador disse que não tinha dinheiro para quitar a dívida.

Nesta segunda, o peemedebista pediu ao governo federal para ingressar no Regime de Recuperação Fiscal, uma espécie de socorro da União para ajudar a recuperar as finanças do Estado.

“A adesão ao regime de recuperação fiscal permitirá o reequilíbrio financeiro do Estado, possibilitando a regularização do pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas e do custeio das atividades fundamentais para prestação de serviços à população”, afirmou o governo estadual em nota à BBC Brasil. A gestão, porém, não deu prazos.

No início do ano, parte dos professores da Uerj iniciaram uma greve contra a falta de pagamento. Em março, Pezão ameaçou cortar os vencimentos dos grevistas em 30%.

O orçamento estadual previa um repasse de R$ 1,1 bilhão à universidade em 2016. No total, R$ 767,4 milhões foram enviados. Segundo o governo, a diferença ocorreu por causa da “crise finanças estaduais, provocada pela significativa queda na receita de tributos em consequência da depressão econômica do país, pelo recuo na arrecadação de royalties e a redução dos investimentos da Petrobras”.

“Em relação ao pagamento de pessoal da Uerj, encontram-se em aberto os salário de maio e junho, assim como para demais categorias. No dia 14/7, foram pagos R$ 550 referentes ao salário de maio”, disse a gestão Pezão, sem mencionar os valores referentes a julho.

Enquanto não recebe os salários atrasados, Caputo vive como pode. Tem feitos alguns trabalhos esporádicos, pois, como é contratada em regime de dedicação exclusiva, não pode ter vínculo empregatício com outra empresa.

Na manhã desta terça, a professora foi até a caixa de correio de seu prédio. Achou que receberia outra cobrança. Dentro de um envelope, encontrou R$ 450 e uma carta anônima.

“Fiquei emocionada. Não sei quem enviou a doação. A pessoa escreveu que admira a força dos professores da Uerj”, conta.

FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-40795640?ocid=socialflow_facebook#

Notícias da Aduenf: Greve de professores na UERJ, assembleias na UEZO e na UENF

Em uma assembleia bastante concorrida, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram por expressiva maioria a greve iniciada no dia 06 de Julho.

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Os professores da  Uerj exigem a regularização dos pagamentos dos salários para retomarem às atividades.  O primeiro ato da greve será o Quem Paga O Pacto? Crise E Financiamento Nas Universidades | UerjNaPraça, nesta quinta-feira (03/8), com as participações dos professores Bruno Sobral e Lia Rocha.

A presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), professora Luciane Soares, esteve presente na assembleia da Uerj e se manifestou no sentido de ressaltar a importância de que sejam realizadas ações conjuntas entre os servidores das três universidades estaduais para combater o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro.

Nesta 4a. feira (02/08) será a vez dos professores do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) se reunirem para decidirem se também entrão em greve pelos mesmos motivos que motivam a greve na Uerj.

Já na próxima 5a. feira (03/08) será a vez dos professores da Uenf realizarem sua assembleia para decidir como fazer frente aos ataques realizados pelo governo do Rio de Janeiro. A assembleia dos professores da Uenf ocorrerá no auditório 2 do P-5, a partir das 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/greve-de-professores-na-uerj.html

Aduenf convoca assembleia que poderá deflagar greve para combater projeto de destruição do (des) governo Pezão

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) convocou uma assembleia para a próxima 5a. feira (03/08) para discutir o reinício ou não das atividades acadêmicas (ver cartaz abaixo).

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Mas esta é um assembleia que não deverá se restringir à discussão acerca da oportunidade de se reiniciar as aulas em meio à ausência de pagamento de salários e bolsas, bem como da inexistência de verbas de custeio que possa manter a Uenf funcionando. 

Essa deverá ser uma assembleia que lançará os marcos de um processo ativo de resistência contra o projeto de destruição que está sendo aplicado pelo (des) governo Pezão nas três universidades estaduais fluminenses (Uenf, Uerj e Uezo) e nas escolas técnicas estaduais ligadas à rede Faetec.

O fato é que se os membros do (des) governo Pezão acham que vão aplicar este projeto hediondo sem a devida resistência, eles estão cometendo um enorme erro.

Notícias da Aduenf: ADUENF convoca todos para a resistência contra o projeto de destruição do governo do Rio de Janeiro

Às vésperas do seu 24o. aniversário, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) corre sério perigo de ser inviabilizada por uma política deliberada de destruição por parte do governo liderado pelo Sr. Luiz Fernando Pezão.

É que além de quase 4 meses de salários e bolsas em atraso, a Uenf continua sem qualquer verba de custeio. Essa ação do parte do governo do Rio de Janeiro tem como objetivo deliberado causar apatia frente a um processo que visa claramente privatizar uma das melhores universidades públicas brasileiras.

Mas é preciso que se frise que esse processo de precarização do ensino superior público fluminense não se retringe à Uenf, atingindo também a Uerj e a Uezo, como a rede de escolas técnicas da Faetec.

A diretoria da Aduenf entende que é preciso reagir a este processo de desintegração das universidades estaduais e das escolas técnicas públicas do Rio de Janeiro, e convoca todos a se unirem na defesa desse patrimônio que pertence à todo o povo do Rio de Janeiro.

Abaixo um vídeo produzido pela Aduenf para disseminar essa mensagem de resistência.

 

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/07/aduenf-convoca-resistencia-contra-o.html

Servidores, pensionistas e aposentados discriminados pelo (des) governo Pezão lançam carta pública de denúncia à população fluminense

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS.

Site “Viomundo” publica entrevista sobre crise das universidades do Rio de Janeiro

A convite do jornalista Luiz Carlos Azenha, do site Viomundo, respondi a uma série de questões relacionadas à crise que assola o Rio de Janeiro e seus efeitos específicos sobre as universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo) que se encontram à beira da inviabilização por causa da falta de verbas de custeio e pagamento de salários de seus servidores.

Abaixo reproduzo a introdução feita por Luiz Carlos Azenha, e deixa ainda o link para que o conteúdo da entrevista seja acessado no Viomundo.

Governo do Rio não cobra dívida da Nextel, Carrefour e Light, mas deixa universidades à míngua; corte de luz e água pode detonar equipamentos caros

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Por Luiz Carlos Azenha

As universidades públicas do Rio de Janeiro enfrentam, conjuntamente, talvez a maior de todas as crises. Salários atrasados, estrutura física dilapidada, alunos que desistem ou entram em depressão com a penúria.

E, no entanto, elas foram concebidas para diminuir as terríveis desigualdades sociais das regiões em que se encontram, notadamente a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Centro Universitário da Zona Oeste.

São pioneiras das cotas raciais e sociais, quesito no qual deram aula à elitista Universidade “Bandeirante” de São Paulo (USP) — eu me sinto à vontade para falar, já que me formei nela.

Obviamente, a crise das três instituições não existe no vácuo. O Rio de Janeiro enfrenta uma gravíssima crise financeira, resultado de uma combinação de gastos desnecessários, renúncia fiscal, incúria administrativa e pura e simples corrupção.

Para entender melhor, fizemos uma série de perguntas a Marcos A. Pedlowski, professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e segundo vice-presidente da Associação de Docentes da UENF (Aduenf).

Ele é bacharel e mestre em Geografia pela UFRJ e PhD em “Environmental Design and Planning” pela Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).

Marcos tocou numa questão importante: desde a gestão de Moreira Franco como governador do Rio (1987-1991), com poucos hiatos, o Rio tem sido uma espécie de laboratório da política econômica neoliberal (privatização com ‘ajuste’).

O Gato Angorá da lista da Odebrecht, parceiro da Globo, fez um estrago que foi aprofundado desde então pelos governos do PMDB (do trio Cabral, Cunha e Picciani).

Quem desejar ler a íntegra desta entrevista, basta clicar [Aqui!]

UERJ, UENF e UEZO lançam manifesto que denuncia o descaso com a educação superior pública no Estado

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 O reitor Ruy Garcia Marques e a vice-reitora Maria Georgina Muniz Washington, em conjunto com o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Luis Passoni, e a reitora e vice-reitora do Centro Universitário da Zona Oeste (UEZO), respectivamente, Maria Cristina de Assis e Luanda Silva de Moraes, elaboraram um manifesto público em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, dia 28 de junho, no campus Maracanã. Também participaram do encontro os chefes de gabinete Roberto Dória (UERJ) e Raul Palácio (UENF).

O documento cobra soluções para a deterioração progressiva das condições mínimas de funcionamento das três instituições, como a falta de insumos para as aulas práticas, as dívidas com fornecedores e terceirizados e o atraso nos pagamentos dos salários e bolsas. O manifesto também conclama a sociedade a se envolver ativamente na luta em defesa do futuro da educação superior pública de qualidade, gratuita e socialmente referenciada.

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FONTE: http://www.uerj.br/lendo_noticia.php?id=1205

Campanha de defesa da Uenf agora será internacional

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Em meio a quase três meses sem pagamento de salários e sem verbas de custeio desde Outubro de 2015,  a Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) resolveu iniciar uma campanha internacional de denúncia contra o (des) governo Pezão e começou a produzir materiais em diversas línguas, começando pelo inglês (ver cartaz abaixo).

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A intenção desta campanha é sensibilizar a comunidade científica internacional contra o processo de destruição que está sendo realizado pelo (des) governo Pezão contra não apenas a Uenf, mas também contra a Uerj e a Uezo. 

É importante lembrar que tanta a Uenf com a Uerj têm sido bem colocadas em diferentes rankings internacionais, sendo colocadas entre as melhores da América Latina.

 

Pesquisadores da Uerj publicam artigo na Science denunciando os graves riscos que correm as universidades públicas brasileiras

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A revista Science, que é tida dentro da comunidade cientifica como uma das mais importantes fontes de conhecimento científico mundial, publicou hoje na seção “Letters”, um artigo de autoria de Carla C. Siqueira e Carlos Frederico da Rocha, ambos pesquisadores do Departamento de Ecologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) (ver reprodução abaixo).

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O tema do artigo é a grave situação a que estão submetidas as universidades públicas brasileiras neste momento.  O caso da Uerj é tratado de forma mais direta e o artigo oferece detalhes da deterioração que está ocorrendo tanto na infraestrutura física, como na condição em que os servidores da universidade estão tendo que trabalhar, inclusive com a falta do pagamento de salários.

Além de prever os riscos que poderão ser causados por uma privatização forçada da Uerj, o artigo ainda aponta para o problema da evasão de cérebros que deverá afetar a condição de funcionamento de grupos de pesquisa inteiros e, consequentemente, a capacidade brasileira de produzir ciência de alta qualidade.

Os detalhes oferecidos neste artigo deverão não apenas causar escândalo dentro da comunidade científica internacional, mas provavelmente servirão para aguçar a vinda de dirigentes de universidades estrangeiras para contratar pesquisadores brasileiros.  

Quem desejar acessar o artigo no formato pdf, basta clicar  (Aqui!)

 

 

Professores da Uerj acampam na frente do Palácio Guanabara para demandar pagamento de salários e bolsas estudantis

Num movimento que pode ter repercussões amplas dentro do funcionalismo estadual do Rio de Janeiro que se vê completamente desrespeitado pelo morimbundo (des) governo Pezão, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mobilizados pela Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), decidiram acampar em frente do Palácio Guanabara no final da tarde desta 3a. feira (16/05)  após realizar um ato de protesto com aula pública (ver imagens abaixo)

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Essa ação dos professores da Uerj ocorre no exato momento em que mais de 45.000 servidores continuam esperando o pagamento dos seus salários de Março, sem que o (des) governador Pezão ou o (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, venham a público para oferecer explicações plausíveis para mais este vexame.

A Asduerj está convocando uma assembleia dos docentes da Uerj para amanhã, ainda com local indefinido, provavelmente para discutir a continuidade da ocupação que foi iniciada no dia de hoje.

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Tenho convicção que esta ação corajosa dos professores da Uerj vai causar grandes reverberações no funcionalismo estadual do Rio de Janeiro cuja paciência com o (des) governo Pezão já se esgotou faz tempo. A ver!