Reunidos em assembleia, professores da Uenf aprovam atividades de resistência e pedido de impeachment do (des) governador Pezão

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Reunidos em assembleia na tarde desta 4a. feira, os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense avaliaram e aprovaram uma série de atividades para avançar o processo de luta contra o ataque que vem sendo realizado contra as universidades estaduais pelo (des) governo Pezão.

Uma das decisões se refere à realização de uma atividade que permitirá a que a população do Norte e Noroeste Fluminense, em especial a da cidade de Campos dos Goytacazes, possa ver de perto os projetos de pesquisa e extensão que estão sendo realizados na Uenf.

Os professores também decidiram que irão participar dos atos que estão sendo convocados pelo MUSPE para derrubar o pacote de maldades do (des) governo Pezão que inclui a privatização da CEDAE e a redução de salários.

A principal decisão política da assembleia foi a aprovação da preparação do pedido de impeachment do (des) governador Luiz Fernando Pezão por causa dos seus atos destrutivos contra a Uenf e as universidades estaduais.

Finalmente, os professores também decidiram manter o estado de greve como uma sinalização da sua disposição de lutar contra o projeto de desmanche das universidades estaduais pelo (des) governo Pezão.

Após a tomada dessas decisões, várias comissões foram formadas para implementar as decisões aprovadas na assembleia.

A Uenf resiste!

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Este vídeo não existe

Superaumentos para barcas e trens e falência programada das universidades estaduais: entenda o modus operandi do (des) governo Pezão

Os jornais “EXTRA” e “O GLOBO” fizeram nesta terça-feira (24/01) uma dobradinha que ajuda até o mais ingênuo dos habitantes do Rio de Janeiro a entenderem o modus operandi do (des) governo Pezão: enquanto uma mão coloca tudo nos cofres das corporações, a outra tira tudo do serviço público que é deixado à mingua para eventual privatização.

Primeiro, comecemos com a capa do jornal “EXTRA” que nos informa que o (des) governo Pezão vai conceder parrudos aumentos de 21% e 13% de aumento nas tarifas de barcas e trens, respectivamente, sob a alegação de que as empresas concessionárias “estão mal das pernas”.

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Não custar lembrar que tanta a “Barcas S/A” e a “SuperVia” não apenas são duas das beneficiárias da farra fiscal promovida pelos (des) governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, mas também possuem outros mimos que são bancados com o dinheiro do contribuinte. Agora, sob a alegação de baixas margens de lucro, o (des) governo Pezão dá esses superaumentos.  Melhor faria se examinasse com lupa os livros contábeis e as práticas operacionais destas duas empresas que possuem a fama de serem péssimas prestados de serviços. Mas não, em vez de fiscalizar, o (des) governo Pezão continua tratando as duas empresas de forma generosa, muy generosa.

Agora, vamos à matéria do “O GLOBO”, assinada pelo jornalista Rafael Galdo, para vermos que no caso das universidades estaduais tudo o que não há por parte do (des) governo Pezão é generosidade. Aliás, o que a matéria mostra claramente é que está ocorrendo uma espécie de falência programada das universidades, já que o (des) governo Pezão deve hoje em torno de R$ 402 milhões à Uenf, Uerj e Uezo (Aqui!). 

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As consequências desta falência programada são abordadas com clareza na matéria do ‘O GLOBO” , entre elas a ameaça de que as universidades não possam sequer iniciar seus semestres letivos por absoluta falta de recursos.

Na verdade, o que é revelado com clareza nesta diferença de tratamento dispensada pelo (des) governo Pezão a concessionárias e universidades estaduais é o modus operandi do (des) governo Pezão. E esse modus operandi é claramente de uma receita ultraneoliberal que coloca todas as energias em fortalecer as corporações privadas em detrimento de investimentos em áreas estratégicas como é o caso do ensino superior público e, por consequência, no desenvolvimento científico e tecnológico de médio e longo prazo do Rio de Janeiro.

É essa forma de distribuir recursos públicos que precisa ser denunciada de maneira firme e sem rodeios. É que, como mostra um artigo do jornalista Herton Escobar que acaba de ser publicado pela revista Science  (Aqui!), o risco que corremos no Rio de Janeiro é de perder grupos de pesquisas inteiros em função da evasão de cérebros cansados das incertezas geradas pela receita ultraneoliberal do (des) governo Pezão.

Assim, não basta resistir, há que se partir para a ofensiva contra a falência programada das nossas universidades estaduais, patrimônio da população do Rio de Janeiro.

Movimento de defesa da Uenf e suas razões estratégicas

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Abaixo posto um vídeo que foi criado para fortalecer o movimento em defesa da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que, como as outras universidades estaduais fluminenses (Uerj e Uezo), se encontra sob um ataque avassalador por parte do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão.

Mas o mais importante do conteúdo desse vídeo não é denunciar a condição precária que foi criada dentro das universidades estaduais para, muito provavelmente, depois privatizá-las sob a alegação de que o estado não possui condições financeiras de financiar suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Para mim o elemento mais importante que este vídeo traz é realçar as contribuições essenciais que universidades públicas trazem não apenas no plano material com suas pesquisas que podem dinamizar a vida econômica, mas sim no plano da transformação das pessoas que por elas passam.

Assim, o crime que está sendo cometido contra a Uenf e contra suas co-irmãs Uerj e Uerj é de inviabilizar a existência de espaços públicos fundamentais não apenas para gerir novos processos produtivos, mas também de modelagem da capacidade crítica e criativa de que precisamos para alçar o Rio de Janeiro, e o Brasil por consequência, do profundo atraso social em que ainda se encontra em pleno Terceiro Milênio.

Por essas razões é que vamos resistir e defender a existência da Uenf, da Uerj e da Uezo. O (des) governo Pezão passará e as nossas universidades ficarão e cumprirão o seu destino manifesto.

Para quem quiser saber mais sobre o movimento de defesa da Uenf, basta clicar  (Aqui!)

Reitores das Ifes do RJ manifestam apoio às universidades estaduais

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Reitores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Rio de Janeiro redigiram um texto em solidariedade a dirigentes e comunidades acadêmicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO). Estas instituições enfrentam uma grave crise pela falta de repasses financeiros por parte do governo do Estado, o que prejudica suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Por conta disso, os dirigentes das Ifes sediadas no Rio — entre eles a reitora da UFRRJ, professora Ana Maria Dantas — posicionaram-se em favor das estaduais, conclamando o governo “a uma efetiva ação de preservação desse patrimônio incalculável por elas representado, cumprindo o seu papel de provedor, com a responsabilidade que lhe foi confiada pela população”.

Leia, abaixo, o documento na íntegra.

Em defesa das universidades estaduais do Rio de Janeiro

Os Reitores das Instituições Públicas Federais de Ensino do Rio de Janeiro vêm a público externar a sua solidariedade aos dirigentes e à toda a comunidade acadêmica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF e da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste – UEZO, em face à grave crise por que essas prestigiadas instituições vêm passando. A UERJ, com seus mais de sessenta anos de história, e a UENF, em quase 25 anos de funcionamento, têm propiciado uma contribuição relevante ao desenvolvimento da educação, com destaques nas diferentes áreas de conhecimento, o que as coloca em situação privilegiada no contexto das Universidades Públicas de nosso país. A UEZO, com uma história bem mais recente, tem oferecido à sociedade uma importante contribuição, sobretudo na área de formação tecnológica, em nível de graduação e pós-graduação, numa perspectiva de inserção regional em uma das áreas mais populosas da cidade do Rio de Janeiro.

A formação de profissionais altamente qualificados, a produção de pesquisa de ponta e a relevância de projetos de extensão realizados ao longo da história dessas Instituições encontram-se fortemente ameaçadas pela ausência de repasses financeiros por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação são estratégicos para o crescimento, desenvolvimento e soberania de uma Nação, o que significa que os investimentos públicos nessas áreas devem ser considerados prioritários, inclusive por permitir que a produção do conhecimento encaminhada à resolução de problemas econômicos e sociais seja um importante contributo à busca de soluções justas, em bases sustentáveis, para os graves problemas que se apresentam em nosso país.

Defender as Universidades Estaduais do Rio de Janeiro é defender os princípios fundamentais da nossa Carta Magna; é defender a história de milhares de jovens que se graduaram nessas Instituições e hoje contribuem para o progresso da Nação; é defender a dignidade de seus profissionais – professores e servidores técnicos – que oferecem à sociedade uma atuação pautada na dedicação e na qualidade do trabalho realizado e que, como tal, fazem jus à contrapartida que compete ao governo do Estado do Rio de Janeiro, através do pagamento da integralidade de seus salários. É defender os atuais estudantes que ingressaram nessas universidades em busca de uma formação que lhes permita atuar como profissionais e cidadãos e cuja materialidade depende dos investimentos financeiros em pessoal e em infraestrutura.

Com base nessas assertivas é que nos posicionamos em solidariedade às comunidades da UERJ, UENF e UEZO e conclamamos o governo do Estado do Rio de Janeiro a uma efetiva ação de preservação desse patrimônio incalculável por elas representado, cumprindo o seu papel de provedor, com a responsabilidade que lhe foi confiada pela população.

Estado do Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 2017.

Ana Maria Dantas Soares – Reitora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Carlos Henrique Figueiredo Alves – Diretor Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ)

Jefferson Manhães de Azevedo – Reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF)

Luiz Pedro San Gil Jutuca – Reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Oscar Halac – Reitor do Colégio Pedro II

Paulo Roberto de Assis Passos – Reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ)

Roberto Leher – Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Sidney Luiz de Matos Mello – Reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

SBPC e ABC pedem a governador atenção às universidades estaduais do Rio de Janeiro durante crise econômica

Em carta a Luiz Fernando Pezão, as entidades alertam sobre a importância da Uerj, Uezo e Uenf para o desenvolvimento social e econômico do Estado

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A SBPC e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam nesta segunda-feira, 16 de janeiro, uma carta ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para manifestar preocupação com a situação financeira das universidades do Estado. No documento, as instituições pedem de atenção especial do governo para, além da Uerj (conforme documento encaminhado na última semana), duas outras universidades fluminenses: a Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

“UERJ, UEZO e UENF têm que continuar sua missão de formar profissionais para disponibilizar recursos humanos qualificados para que as instituições públicas e privadas e as empresas possam continuar funcionando a contento e progredindo. Ainda, as camadas mais carentes da população precisam continuar contando com os serviços de excepcional qualidade oferecidos por essas três universidades”, dizem a SBPC e a ABC na carta.

O documento pode ser acessado Aqui.

FONTE: http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/1-sbpc-e-abc-pedem-a-governador-atencao-as-universidades-estaduais-do-rio-de-janeiro-durante-crise-economica/

Não ao fechamento da Uenf (ou da Uerj e da Uezo)

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As universidades estaduais do Rio de Janeiro possuem diferentes trajetórias institucionais, mas são igualmente patrimônio da população fluminense. A sua destruição representaria uma perda incalculável para as gerações presentes e futuras do nosso estado.

A atual política de asfixia financeira deliberada que está sendo impetrada pelo (des) governo Pezão contra nossas universidades estaduais é um daqueles típicos casos de crime lesa-pátria que merecem e devem receber o mais completo repúdio de todos, independente de posições políticas.

É que, acima de tudo, destruir as universidades é uma receita para que jamais tenhamos a capacidade de alcançar qualquer solução duradoura para os múltiplos desafios que estão postos no atual contexto histórico. E, com certeza, a destruição das universidades estaduais apenas contribuirá para a consolidação de uma sociedade fragmentada e descompromissada com um processo mais democrático de convivência social.

Além disso, ainda que a ilustração desta postagem seja direcionada para o caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o que precisamos é superar as saídas particularistas para adotar uma ação global de defesa de nossas instituições universitárias.

Não ao fechamento da Uenf, da Uerj e da Uezo!

Fora Pezão e seu (des) governo que ameaça o nosso futuro!

Reitoria da Uerj envia carta ao (des) governador Pezão alertando para o risco de cessação de todas suas atividades

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A reitora em exercício da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Maria Georgina Muniz Washington, enviou hoje uma carta ao (des) governador Luiz Fernando Pezão com um teor que revela a dramaticidade da situação a que sua instituição está colocada pela falta de verbas de custeio e do pagamento de seus servidores (ver imagem abaixo).

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E a mensagem da reitora em exercício da Uerj é clara: a instituição está sob risco de ter suas atividades interrompidas em todas suas unidades acadêmicas, seja no campus do Maracanã, ou nos outros localizados em diveras regiões do Rio de Janeiro.

Essa situação catastrófica é responsabilidade direta do (des) governo Pezão que vem impondo uma política de terra arrasada não apenas na Uerj, mas também na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e na Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo). As três instituições passaram o ano de 2016 em graves dificuldades por causa do completo descompromisso do (des) governo Pezão com seu funcionamento.

Felizmente esta correspondência oficial da Uerj quebra um ciclo de silêncio por parte das reitorias das universidades estaduais e expõe o caos em que estas instituições fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro foram colocadas por um (des) governo que parece apenas comprometido com as corporações privadas e suas organizações de classe como a Firjan e a Fecomercio.

Agora que a Uerj já tomou a vanguarda na defesa das instituições universitárias estaduais, espero que a reitoria da Uenf saia do silêncio sepulcral em que se colocou em meio a uma crise que tornou o campus Leonel Brizola um alvo preferencial para depredações, além de expor aos membros da comunidade universitária a riscos que até recentemente eram impensáveis.  E nem me parece preciso enfatizar que o risco de cessação das atividades é uma ameaça real que paira como um espectro ameaçador também sobre a Uenf neste momento.

E que fique claro de uma vez para todos, o (des) governo Pezão é um inimigo visceral das universidades estaduais e a tarefa de defendê-las é de todo cidadão que queira que o futuro seja completamente diferente da realidade atual.

 

Feliz ano velho: universidades estaduais do Rio de Janeiro sob o espectro da aniquilação em 2017

O ano de 2016 vai se encerrando de forma pouco memorável para o serviço público fluminense. Com parcela dos servidores ainda sem receber os salários de Novembro e sem notícias do pagamento do décimo terceiro salário, muitos estão sendo livrados da fome por causa da ação solidária de sindicatos e cidadãos.

Mas o drama dos servidores e aposentados é apenas a face mais óbvia de uma opção de governar para beneficiar o setor privado por meio de bilionárias, e mal explicadas, generosidades fiscais que, por sua vez, encobriram todo tipo de relação pouco republicana entre governantes e empresários. A verdade que não aparece claramente na cobertura superficial que a mídia corporativa nos oferece é que o serviço público do Rio de Janeiro está sendo zelosamente desmontado.

Apesar de não haver setor do serviço público que esteja sendo poupado da política de desmanche meticuloso que foi operado a partir do primeiro mandato do hoje aprisionado Sérgio Cabral Filho, um grupo de entidades que está bem próximo da implosão é o das universidades estaduais.  Dentro das três universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo), a falta completa de verbas de custeio implicou no cancelamento ou precarização de projetos de pesquisa e extensão e na diminuição da qualidade das atividades de ensino.  Também como manter instituições tão sensíveis sem um centavo de verbas para custear suas múltiplas atividades? Pois foi isso que aconteceu na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que chega ao final de 2016 com dívidas que beiram os R$ 20 milhões. E, pior, com a perspectiva de que em 2017 este estado de abandono seja aprofundado!

Uma das questões que mais causam perplexidade naqueles que labutam dentro das universidades é de como está sendo possível destruir, de forma tão fácil e despreocupada, instituições tão estratégicas para a formulação de qualquer tipo de saída positiva para a crise financeira e política que assola o Rio de Janeiro.  Por certo a indiferença dos (des) governantes de plantão por saídas reais para a situação que colocaram a segunda economia da federação brasileira é a principal causa, mas certamente não é a única.

Como alguém que está dentro da Uenf desde o início de 1998 já assisti de tudo um pouco na relação entre as universidades estaduais e os ocupantes eventuais do Palácio Guanabara. Mas não tenho dúvidas de que nada foi tão ruim quanto os últimos 3 anos quando o leme esteve nas mãos de Luiz Fernando Pezão. Eu desconfio que a natureza paroquial da forma de Pezão (des) governar, e que fica evidente quando se olha para o ocupante do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia, o deputado Gustavo Tutuca.  É que além de credenciais pífias para comandar uma pasta tão importante, Tutuca manteve-se sempre como um desinteressado observador da crise implantada no sistema estadual de ciência fluminense.

Mas não deixemos a culpa pela ameaça de desintegração que hoje atinge as universidades estaduais. A verdade é que dentro delas não houve a devida resposta ao tamanho do ataque que está sendo realizado contra suas existências.  E o problema começa nas reitorias que parecem ter sido convencidas de que se fingir de mortas em nome de uma suposta normalidade é a única saída viável. Para piorar, os sindicatos de docentes e servidores não conseguiram formular estratégias que combinassem as demandas salariais com a defesa institucional, fato que se tornou uma imposição da luta sindical em tempos de ataque total por parte do (des) governo Pezão.

O fato de todas as previsões indicarem que os planos do (des) governo Pezão são de aprofundar a crise das universidades estaduais impõe a necessidade de que dentro das universidades e de outras instituições que compõe o sistema estadual de ciência e tecnologia haja uma completa mudança na atual atitude de passividade. E essa mudança de atitude passa por denunciar claramente as implicações para o futuro do Rio de Janeiro da falência das universidades estaduais, seja na formação de recursos humanos, na difusão de novos conhecimentos ou na formulação de políticas de desenvolvimento econômico.

E que ninguém se engane. Se a defesa das universidades estaduais não começar de dentro delas, não haverá salvação. Quanto antes reitorias e sindicatos entenderem isso, melhor. Do contrário, não haverá outra saída possível que não se preparar para o fechamento temporário para que se realize um completo processo de privatização. É que esse sempre foi o plano do (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão.

(Des) governo Pezão avança seu projeto de privatização das universidades estaduais

No dia 28 de Fevereiro de 2016 publiquei a postagem “(Des) governo Pezão e seu script para as universidades estaduais: precarizar para depois privatizar” onde procurei traçar um perfil da relação entre a precarização que estava sendo imposta às nossas três universidades estaduais (Uenf, Erj e Uezo) e um eventual processo de suas privatizações (Aqui!).

Olhando em retrospectiva, o meu principal erro naquela postagem foi subestimar a velocidade em que a precarização se daria, a ponto de vislumbrar que ações para a privatização das universidades estaduais já devem estar sendo gestadas dentro do (des) governo Pezão.

O sinal mais evidente de que o (des) governo Pezão se prepara para uma desobrigação completa do financiamento das universidades estaduais é a Uenf que foi deixada sem um mísero centavo de custeio em 2016, e que não parece terá melhor destino em 2017. A verdade é que a Uenf funciona hoje apenas pela hercúlea teimosia de seus estudantes, professores e técnicos.

Mas como boa parte da verba de custeio que está empurrando a Uenf para frente está vindo de projetos de pesquisa dos professores, a diminuição do aporte de verbas via agências de fomento, e que vai piorar com a execução da PEC do Teto, vai secar esta última fonte de oxigênio que manteve a Uenf na UTI como paciente comatoso, mas respirando, ao longo de 2016.

Outro sintoma evidente de que o projeto de privatização do sistema fluminense de Ciência e Tecnologia já está em curso é a completa inoperância da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). A crise da FAPERJ é tão grave que a fundação não vem honrando compromissos básicos como o pagamento de bolsas para estudantes! Além disso, centenas de termos de outorga relacionados a projetos de pesquisa aprovados pela FAPERJ foram transformados em meras cartas para Papai Noel, muitas das quais não foram atendidas já no Natal de 2015!

Agora quem pensa que a falta de verbas nas universidades estaduais é resultado da falta de recursos financeiros, pense de novo. É que basta olhar para os quase R$ 200 bilhões que foram dispensados para empresas e indivíduos na farra fiscal promovida a partir do primeiro mandato de Sérgio Cabral. Quem coloca tanto dinheiro na iniciativa privada, inclusive multinacionais poderosas como a francesa L´Oreal, está fazendo uma opção que não passa pelo desenvolvimento autônomo de ciência e tecnologia, mas sim pelo uso de pacote fechados e sem controle nacional. 

O mais perverso disso tudo é que no Brasil as corporações privadas investem pouquíssimo em desenvolvimento científico e inovação. E quando investem, os produtos gerados não são compartilhados com a indústria nacional. Assim, ao sucatear as universidades estaduais, o que o (des) governo Pezão está fazendo é assegurar que não haja desenvolvimento científico e tecnológico no Rio de Janeiro, condenando a todos nós a um futuro cada vez mais miserável.

Por último, está evidente que no interior das universidades estaduais está instaurado um estado de profunda apatia que beira a anomia institucional. O nível de prostração é tão grande que nem a falta de pagamentos de salários e bolsas é motivo para protestos públicos, quiçá o comprometimento da qualidade do ensino e da pesquisa. Ainda que essa anomia institucional esteja disfarçada pela manutenção de rotinas e cobranças burocráticas, não há como esconder que o estado dominante é de inação e apatia, como se tudo que está sendo feito pelo (des) governo Pezão seja algo, digamos assim, natural.

Diante de um quadro tão ruim, alguém pode me perguntar se ainda há salvação para a condição pública das universidades estaduais. A minha resposta é que sim, pois sempre existem saídas para qualquer problema. A questão é saber se haverá quem queira de dentro das próprias universidades enfrentar a realidade de frente para enfrentar o real projeto do (des) governo Pezão que é entregar as nossas universidades à iniciativa privada.  

Agora, que fique claro que a defesa das universidades estaduais deverá ser levado a frente por um leque mais amplo de indivíduos e instituições. Afinal, se as universidades públicas foram privatizadas, o prejuízo será compartilhado por toda a sociedade fluminense. 

 

Universidades estaduais são vítimas preferenciais do arrocho do (des) governo Pezão

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Há quem considere que as ações do (des) governo Pezão são fruto do próprio caos que ajudou a criar.  Um exemplo é o reconhecimento pelo próprio secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, de que boa parte do pacote de 28 medidas criadas para arrochar salários e extinguir programas sociais que atendem os setores mais pobres da população fluminense será alvo de uma enxurrada de ações judiciais coletivas e individuais, as quais terão chances reais de sucesso dado o caráter inconstitucional que cerca parte dessas medidas.

Diferentes daqueles que vêem caos e desorganização, eu acredito que as ações do (des) governo Pezão são friamente calculadas e visam basicamente criar confusão, desilusão e, finalmente, abandono dos postos de trabalho por milhares de servidores. Afinal, como ficar em empregos cujos salários vão regredir quase uma década em termos de seu poder de compra? Não há compromisso social que resista, e muitos servidores (principalmente os mais graduados) vão migrar para a iniciativa privada ou mesmo para outros estados e mesmo para municípios.

Como algumas das medidas mais duras atingirão apenas os servidores do executivo (por exemplo, a extinção da gratificação por tempo de serviço), será nessa parte da máquina público que haverá a maioria da evasão. Para alegria geral dos donos das Organizações Sociais (OSs) que já abocanham bilhões anualmente com a venda de serviços de baixa qualidade para o setor público!

Eu vejo como quase inevitável o esvaziamento das três universidades estaduais (Uenf, Uerj, Uezo) que possuem corpos docentes com um número significativo de doutores. Esses profissionais, mas não apenas eles serão forçados a procurar outros locais para trabalhar, muitos fora do Brasil. Essa conseqüência terá efeitos duradouros sobre a possibilidade da retomada de um esforço concentrado pela criação de um genuíno modelo desenvolvimento econômico, pois desde 2008 o que se vê é uma aposta furada na atração de empresas via uma farra fiscal sem precedentes na história do Rio de Janeiro.

Ainda que pareça exagera, a desestruturação do sistema estadual de ciência, tecnologia e informação vai totalmente ao encontro dos (dês) governantes que hoje controlam o Palácio Guanabara. A aversão que sempre mostraram pelas universidades está sendo materializada neste momento por um sufoco financeiro inédito, mas será aprofundada com a expulsão de servidores técnicos e docentes das nossas universidades. Há que se frisar que o processo de evasão de cérebros já está sendo detectado em áreas como a da residência médica, visto a crise que cerca unidades importantes como o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) da Uerj.

A verdade é que o (des) governo Pezão, que colocou o neófito Gustavo Tutuca à frente da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, está apostando todas as suas fichas na destruição das universidades estaduais como uma forma de impor seu Neoliberalismo de rapina sobre a sociedade fluminense.  Não enxergar isso é se tornar uma presa ainda mais fácil para os que estão hoje trabalhando para inviabilizar instituições universitárias que já demonstraram ser um destino correto para investimentos públicos, dado o retorno que vem oferecendo ao longo do tempo.

Em função da grave ameaça que as cerca neste momento é preciso defender nossas universidades estaduais dos planos de destruição do (des) governo Pezão. Simples assim!