Superaumentos para barcas e trens e falência programada das universidades estaduais: entenda o modus operandi do (des) governo Pezão

Os jornais “EXTRA” e “O GLOBO” fizeram nesta terça-feira (24/01) uma dobradinha que ajuda até o mais ingênuo dos habitantes do Rio de Janeiro a entenderem o modus operandi do (des) governo Pezão: enquanto uma mão coloca tudo nos cofres das corporações, a outra tira tudo do serviço público que é deixado à mingua para eventual privatização.

Primeiro, comecemos com a capa do jornal “EXTRA” que nos informa que o (des) governo Pezão vai conceder parrudos aumentos de 21% e 13% de aumento nas tarifas de barcas e trens, respectivamente, sob a alegação de que as empresas concessionárias “estão mal das pernas”.

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Não custar lembrar que tanta a “Barcas S/A” e a “SuperVia” não apenas são duas das beneficiárias da farra fiscal promovida pelos (des) governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, mas também possuem outros mimos que são bancados com o dinheiro do contribuinte. Agora, sob a alegação de baixas margens de lucro, o (des) governo Pezão dá esses superaumentos.  Melhor faria se examinasse com lupa os livros contábeis e as práticas operacionais destas duas empresas que possuem a fama de serem péssimas prestados de serviços. Mas não, em vez de fiscalizar, o (des) governo Pezão continua tratando as duas empresas de forma generosa, muy generosa.

Agora, vamos à matéria do “O GLOBO”, assinada pelo jornalista Rafael Galdo, para vermos que no caso das universidades estaduais tudo o que não há por parte do (des) governo Pezão é generosidade. Aliás, o que a matéria mostra claramente é que está ocorrendo uma espécie de falência programada das universidades, já que o (des) governo Pezão deve hoje em torno de R$ 402 milhões à Uenf, Uerj e Uezo (Aqui!). 

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As consequências desta falência programada são abordadas com clareza na matéria do ‘O GLOBO” , entre elas a ameaça de que as universidades não possam sequer iniciar seus semestres letivos por absoluta falta de recursos.

Na verdade, o que é revelado com clareza nesta diferença de tratamento dispensada pelo (des) governo Pezão a concessionárias e universidades estaduais é o modus operandi do (des) governo Pezão. E esse modus operandi é claramente de uma receita ultraneoliberal que coloca todas as energias em fortalecer as corporações privadas em detrimento de investimentos em áreas estratégicas como é o caso do ensino superior público e, por consequência, no desenvolvimento científico e tecnológico de médio e longo prazo do Rio de Janeiro.

É essa forma de distribuir recursos públicos que precisa ser denunciada de maneira firme e sem rodeios. É que, como mostra um artigo do jornalista Herton Escobar que acaba de ser publicado pela revista Science  (Aqui!), o risco que corremos no Rio de Janeiro é de perder grupos de pesquisas inteiros em função da evasão de cérebros cansados das incertezas geradas pela receita ultraneoliberal do (des) governo Pezão.

Assim, não basta resistir, há que se partir para a ofensiva contra a falência programada das nossas universidades estaduais, patrimônio da população do Rio de Janeiro.

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