O DIÁRIO: Nível de oxigênio no Canal Quitingute ainda irregular

Blog do Pedlowski – Divulgação
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Dragagens e despejo irregular de esgoto seriam as causas dos problemas no Canal Quitingute

O nível de anoxia (falta de oxigênio) nas águas do Canal Quitingute, no município de São João da Barra (SJB), ainda não foi normalizado. A informação é do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que desde a semana passada vem fazendo coletas e análises da água. As principais causas seriam as dragagens feitas no local e o despejo irregular de esgoto. Há menos de uma semana, o problema causou a mortandade de peixes no canal.

Entre os dias 17 e 26 deste mês, equipes da LCA fizeram três coletas e concluíram que o problema persiste. De acordo com o professor da Uenf Marcos Pedlowski, que acompanha os estudos sobre os impactos ambientais no Quitingute, a última amostra analisada, coletada no dia 26, aponta que a situação é crítica, principalmente na parte sul do canal, entre as localidades de Água Preta e Barra do Açu. “Nenhuma das amostras obedece às condições para uso direto e indireto dessa água. Simplesmente não existe oxigênio nessa água, o que é limitante à vida”, disse.

SUSPEITA DE DESPEJO DE ESGOTO

Pedlowski explica que a quantidade de oxigênio na água não atende aos parâmetros de normalidade da resolução 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), causando problemas quando a água é usada na irrigação, consumo e outras atividades, além da mortandade de peixes e outros organismos aquáticos.

Segundo o professor, as principais causas seriam a dragagem no local, que remexe a areia e o lodo no fundo, causando a proliferação de micro-organismos, e o despejo de esgoto. “Como não existe sistema de lançamento de esgoto, temos fortes indícios de que pessoas e indústrias o estejam despejando clandestinamente no canal”. Pedlowski acrescentou que nas coletas foram identificados altos níveis de coliformes totais e fecais e compostos químicos como a vanilina (baunilha).

LIMPEZA

Já o superintendente regional do Inea em Campos, Renê Justen, disse que a quantidade de oxigênio no canal está normal, explicando que em função de um grande volume de água que se concentrou, houve a necessidade da construção de uma barragem, rompida por moradores, há cerca de 10 dias. “A passagem de um grande volume de água levou o lodo à superfície e junto à vegetação, impediu a passagem de oxigênio, ocasionando a mortandade dos peixes. A água do Quitingute vem do Rio Paraíba e a falta de oxigênio é uma característica do local em função da vegetação”, disse Renê, acrescentando que o prefeito de SJB, José Amaro Martins, o Neco, se comprometeu a limpar o canal nos limites do município e que está tentando outra máquina para a limpeza junto ao Inea.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/nivel-de-oxigenio-no-canal-quitingute-ainda-irregular-6491.html

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