Trabalhadores estrangeiros clandestinos, outra faceta obscura da construção do Porto do Açu

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Estive hoje num interessante debate promovido pela Rádio Record de Campos sobre a situação do Porto do Açu que também contou com a presença do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Campos (STICC), José Carlos Eulálio, do professor Alcimar Chagas do Laboratório de Engenharia de Produção (LEPROD) da UENF, e da professora Marina Suzuki do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da UENF.

Entre os muitos aspectos tocados nesse debate um que eu sinceramente considerei novidade foi a informação de que as empresas contratadas para a construção do Porto do Açu estariam usando mão-de-obra estrangeira (incluindo trabalhadores angolanos e paraguaios) sem atender os requisitos legais.

Ainda que essa estratégia já venho sendo usada em outras obras, como ocorreu no caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico, o caso específico de trabalhadores angolanos e paraguaios me parece inédito.

20131130_091342[1]Além disso, o José Eulálio me informou que frente às pressões do seu sindicato para apurar essa situação, os trabalhadores vêm sendo transferidos para outras frentes, de modo a despistar a fiscalização. E ai é que eu me pergunto: por onde a fiscalização do Ministério do Trabalho nessas horas?

Isso também explica porque tão poucos trabalhadores da própria região acabam sendo empregados nas obras do Porto do Açu, no que se configura numa refutação de que esse empreendimento gera empregos localmente. Essa é apenas mais uma das balelas que foram propagadas para vender essa nuvem por Eike Batista.

Finalmente, apesar de convidada a LLX não mandou representantes para participar do debate. Com certeza devem estar se reservando para participar de fóruns mais amigáveis aos seus interesses, onde suas declarações não vão ser contestadas por dados da realidade. Isso parece indicar que a mudança de donos não mudou ainda as práticas corporativas da LLX. A ver.

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