
Em meio a todo o desastre causado pelas chuvas, os espertos de sempre tentam se aproveitar com o pedido de verbas emergenciais e realização de obras sem licitação. Este processo que mistura a desgraça dos pobres com a esperteza dos que ocupam cargos públicos já recebeu o rótulo de “indústria das enchentes” pelo ambientalista carioca Sérgio Ricardo.
Na versão final de 2013 da indústria das enchentes, vemos um pouco do mesmo: cidades devastadas, pobres perdendo o pouco que conseguiram juntar, e autorizações para obras emergenciais sem licitação.
O que quase ninguém fala é que este ciclo de fenômenos climáticos agudos pode estar apenas começando e que o mais aconselhável seria que nos preparássemos para mudanças radicais na forma de distribuição e ocupação do solo urbano, no estabelecimento de mudanças estruturais na forma e função das cidades, bem como na universalização de medidas preventivas.
Se nada disso for feito, é bem provável que o que estamos assistindo agora seja apenas mais um capítulo trágico de uma tragédia que será ainda muito maior.