As remoções de Eduardo Paes e Sérgio Cabral e a justa resistência dos pobres

O ano mal começou e os enfrentamentos na cidade do Rio de Janeiro retomaram com força. De um lado os (des) governos de Sérgio Cabral e Eduardo Pae e, de outro as comunidades pobres que tiveram a má sorte de ficar no caminho de algum empreendimento voltado para os mega-eventos que ocorrerão em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Jogos Olímpicos).

Mas o que está mudando a face desse enfrentamento é a crescente disposição dos pobres de se defenderem da ação de grilagem promovida pelo Estado. O foco mais recente dessa resistência é a Favela do Metrô, na Mangueira. Ali, enfrentando a dura repressão policial e todo o aparato criado para varrer as comunidades para regiões distantes da periferia.

Abaixo duas imagens que mostram bem a natureza do conflito.

remoção

Aqui a denúncia das remoções é clara e direta, e o importante é o chamado à resistência.

ovada

Aqui em um imagem incrível capturada por Douglas Shineidr, o secretário municipal de Habitação da cidade do Rio de Janeiro,  Pierre Batista, recebe uma ovada no momento em que parte da Favela do Metrô estava sendo destruída.

Esse crescimento da resistência precisa ser apoiado de forma objetiva e decidida por sindicatos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. É que só apoiados, os moradores poderão ter uma chance mínima de traduzir sua indignação em direitos frente a um Estado que se encontra hoje totalmente controlado por interesses privados, alguns de cunho inconfessável.

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