Que a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) vem sofrendo um processo de sabotagem financeira por parte do (des) governo do Rio de Janeiro, eu e o resto da comunidade universitária já sabíamos. Mas agora me chegaram dados sobre a liberação orçamentária que são esclarecedores do real tamanho do problema.
Segundo fontes bem informados da situação financeira da UENF, a partir do ano de 2013, o (des) governo Pezão/Cabral modificou o sistema de liberação de cotas do orçamento da UENF. Até 2012 ocorriam 4 liberações trimestrais ao longo do ano, com 25% do orçamento cada. No modelo adotado a partir do ano passado, ficavam previstas cotas crescentes de liberação, na seguinte sequência: 20%, 20%, 30% e 30%. Isso gerou sérios problemas já no ano de 2013, pois conduziu à falta de recursos no primeiro semestre, com liberações de recursos que eram insuficientes para a UENF honrar os compromissos de seu funcionamento rotineiro. O pior é que no segundo semestre de 2013, as parcelas de 30% sofreram um novo contingenciamento, o que deixou vários pagamentos por serem feitos em 2014.
Mas numa prova do que aquilo que está ruim ainda piorar, no ano de 2014, a situação é ainda mais grave. É que no atual ano, o (des) governo Cabral/Pezão liberou apenas 12% das cotas do orçamento no primeiro trimestre, e 15% no segundo trimestre. Em suma, a UENF recebeu permissão até o mês de junho para gastar apenas 27% do orçamento aprovado na ALERJ!
A questão é que com a volta às aulas, e o aumento do custo operacional com água, luz e telefone, esse rombo vai aumentar ainda mais! E a informação que eu tenho é várias prestadoras de serviços terceirizados já estão há vários meses sem receber os devidos repasses por parte da UENF.
E o que me causa espécie nisso tudo é que não só a reitoria da UENF não informe a comunidade universitária sobre essa situação e, tampouco, informe a sociedade do grave problema financeiro que está sendo imposto por esse (des) governo. É por essas e outras que na última audiência da Comissão de Educação que tratou do funcionamento da FAPERJ, a posição dos porta-vozes da reitoria da UENF de louvar os recursos entregues via FAPERJ causou espécie e irritação nos deputados presentes.
Mas uma coisa é certa: a situação financeira da UENF é crítica e a tendência é piorar até o final de 2014!