CODIN e suas explicações infundadas sobre o conflito em curso no V Distrito de São João da Barra

A matéria abaixo que foi produzida pelo site de notícias “Parahybano” traz, finalmente, uma posição oficial da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) sobre o conflito que está ocorrendo no V Distrito de São João da Barra que coloca de um lado centenas de famílias de pequenos agricultores e, de outro, a Prumo Logística Global, e tem como centro da disputa o uso das águas cercadas em áreas que foram desapropriadas pelo (des) governo Sérgio Cabral.

A pena é que a “assessoria” da CODIN se posicionou não para dar informações corretas, mas sim para criar desinformação e, em última instância, legitimar as ações realizadas pela Prumo Logística. Vejamos dois exemplos crassos da desinformação:

1) A CODIN teria afirmado que “os agricultores teriam sido assistidos pelo projeto de Reassentamento Vila da Terra, destinado às que residiam na área e eram elegíveis ao programa. As famílias receberam áreas que variam entre 2 e 10 ha, com dois, três e quatro quartos, mobiliadas e dotadas de eletrodomésticos.”   O que a CODIN não disse é que a imensa maioria das famílias desapropriadas não teria como ser assistida num projeto que poderia abrigar não mais do que 40 famílias. E, pior, que o condomínio da Vila da Terra foi instalado numa área que é de propriedade da massa falida da Usina Baixa Grande. Em outras palavras, as famílias estão vivendo numa terra da qual poderão ser expulsas no futuro, se encontrando assim em condição de total insegurança jurídica.

2)   A CODIN também teria informado que “além do Programa de Reassentamento, a todas as famílias que tiveram suas propriedades imitidas na posse foi oferecido o Programa Auxílio Produção que varia de 1 a 5 salários mínimos -“. Pois bem, o que a CODIN não disse é que esse programa de auxílio já não beneficia a maioria das famílias desapropriadas, as quais ainda esperam pelo pagamento das indenizações devidas pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

E é preciso que se diga que além do problema das desapropriações inconclusas e do bloqueio aos recursos hídricos dentro de áreas que ainda não deveriam estar sob controle da Prumo Logística já que não tiveram sua imissão de posse definitiva, há ainda o problema recorrente e emergente da salinização de águas e solos em diferentes partes do V Distrito de São João da Barra. 

Se somarmos tudo isso, o que pode se antecipar é que há ingredientes suficientes para um aprofundamento do conflito. E ao se negar a reconhecer o óbvio, o que a CODIN está fazendo é colocar mais gasolina na incêndio. Simples assim!

Gados morrem de sede em terras desapropriadas no Açu e Codim afirma que famílias já receberam novas áreas

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Moradores da localidade de Água Preta, no Açu, 5º distrito de São João da Barra foram levados na sexta-feira, 30, pelos funcionários da Prumo Logística para a 145º Delegacia de Polícia de São João da Barra por estarem tentando salvar os gados em terras desapropriadas.

De acordo com o produtor Reginaldo Rodrigues de Almeida, cerca de 1.500 animais estão ainda nessa área de desapropriação.

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– Mais de 20 animais já foram encontrados mortos pela falta d’água. A água secou e os animais estão morrendo atolados na lama -, disse.

Na última segunda-feira (02), o vereador Franquis Arêas, através da Rádio Barra FM, denunciou a morte de vários gados de produtores rurais do 5º distrito. Segundo Frankis, os animais estão morrendo de sede, pois a Prumo, não permite nenhuma máquina adentrar nas propriedades para limpar e aprofundar tanques.

– Não colocam máquinas e autorizam a entrada de máquinas de fora e o pior, encaminharam trabalhadores para a 145º Delegacia de Policia -, destacou.

A assessoria da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro – CODIN – informou que todo processo obedece a rito e às decisões da Justiça. Para preservar as famílias, a CODIN não comenta valores pagos. Nas terras já imitidas na posse não são admitidas pessoas sem a devida autorização.

A Codin acrescenta ainda que programas de apoio às famílias atingidas foram desenvolvidos. Um deles é o Reassentamento Vila da Terra, destinado às que residiam na área e eram elegíveis ao programa. As famílias receberam áreas que variam entre 2 e 10 ha, com dois, três e quatro quartos, mobiliadas e dotadas de eletrodomésticos. Todas as unidades foram entregues com poços perfurados e bomba de irrigação, além de as famílias terem recebido sementes para plantio à sua própria escolha, com apoio social e técnico para plantio. Os agrônomos ensinam aos agricultores novas técnicas, acompanham a evolução da produção e orientam em relação à Comercialização do produto. Como resultado, já foram colhidas mais de 80 toneladas.

– Além do Programa de Reassentamento, a todas as famílias que tiveram suas propriedades imitidas na posse foi oferecido o Programa Auxílio Produção que varia de 1 a 5 salários mínimos -, acrescentou.

FONTE: http://www.parahybano.com.br/site/gados-morrem-de-sede-em-terras-desapropriadas-no-acu-e-codim-afirma-que-familias-ja-receberam-novas-areas/

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