Em sua agonia pública restou a Eike Batista apenas questionar o tipo de crime que cometeu

A situação do ex-bilionário Eike Batista é para lá de bizarra. Depois de ser a oitava pessoa mais rica do mundo, Eike Batista viu seu império de empresas pré-operacionais ir ao chão na mesma velocidade em que subiram ao Nirvana das bolsas de valores. De quebra, Eike está enredado em pelo menos três processos judiciais relacionados à práticas ilegais no período em que a OG(X) e a OS(X) começavam o seu naufrágio.

Agora, o que se assiste é Eike Batista e sua assessoria jurídica tentando demover o juiz que está encarregado de um dos processos em que ele já foi arrolado. Para isso, tiveram uma ajuda sensacional do juiz da 3a. Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Flávio Roberto de Souza, que se deixou flagrar dirigindo um dos carros de luxo de Eike Batista! Essa situação seria apenas cômica, se não tivesse servido para criar um clima de circo total em torno de um processo que em outros países já teria sido concluído e Eike Batista enviado para alguma prisão federal.

Em todo esse imbróglio o mais interessante é notar a linha de defesa de Eike Batista. Segundo a tese dos seus advogados, os crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada não podem ser equiparados a crimes financeiros, esses sim passíveis de julgamento pela Justiça Federal. Não é uma beleza!? Só mesmo no Brasil alguém pode argumentar que manipulação de mercado e uso de informação privilegiada não seriam crimes financeiros. Aliás, se não forem isso, são o que? 

De toda forma, pelo menos Eike Batista está tendo que se preocupar em responder a essas acusações que, convenhamos, são relacionadas a uma parcela insignificante de todo o imbróglio em que ele se meteu. É que seria o cúmulo do absurdo que depois de toda a bagunça que causou, Eike Batista estivesse podendo desfrutar de seus brinquedos luxuosos em completa paz e de preferência, para ele é óbvio, em sua mansão em Angra dos Reis.

Nunca é demais lembrar que Eike Batista é réu de outro processo, este movido por agricultores do V Distrito de São João da Barra por causa dos malfeitos cometidos no processo de desapropriação de terras, tramita de forma mais discreta na 5a. Vara Federal do Rio de Janeiro.

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