A política da avestruz. Essa é a fórmula da reitoria para enfrentar a crise financeira causada pelo governo Pezão na UENF

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As bolsas dos estudantes estão atrasadas? As contas de água e luz estão vencidas? Os direitos trabalhistas dos servidores estão ameaçados? O que fazer frente essa situação aflitiva que decorre da asfixia financeira imposto pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, sobre as universidades estaduais do Rio de Janeiro?

Bom, se depender do que foi dito pelo vice-reitor da UENF na reunião do Conselho Universitário desta sexta-feira (27/02), a saída é adotar a política da avestruz de enterrar a cabeça na areia toda vez que se sente ameaçada.  

É que segundo o que me foi narrado por um membro desse conselho superior, o vice-reitor, Edson Corrêa da Silva,  indicou que, como o pessoal do Palácio Guanabara não gosta de ser cobrado, a saída para os múltiplos problemas ocorrendo na UENF neste momento é esperar até que a instituição seja lembrada pelos (des) governantes do Rio de Janeiro.

Mas a sugestão oferecida pelo vice-reitor  vai mais longe ainda no uso da tática “avestruz”. É que segundo o que narrado, a sugestão do vice-reitor é que a comunidade universitária da UENF deve esperar a boa vontade dos (des) governantes, preferencialmente calada e sem fazer ruídos!

O problema, como disse um dia Garrincha ao técnico Vicente Feola na Copa de 1958, é que alguém precisa combinar o uso da tática avestruz com os russos que, no caso da UENF, são seus estudantes, professores e servidores!

 

2 comentários sobre “A política da avestruz. Essa é a fórmula da reitoria para enfrentar a crise financeira causada pelo governo Pezão na UENF

  1. Prezado professor Marcos
    O que está dito na matéria não corresponde, absolutamente, ao que afirmei naquela ocasião. Não corresponde à minha concepção de como enfrentar um governo que tem total desinteresse pela educação, ciência e tecnologia. Há vários posicionamentos meus no período em que estive na Reitoria que indicam minha postura de enfrentamento na condição de representante institucional. A estratégia não deve ser a mesma de quando se está fora de cargos, embora os objetivos a alcançar sejam os mesmos.
    Concordo, todavia, que são preocupantes a apatia e o grau de desmobilização da comunidade acadêmica, não só na UENF, na defesa da educação, da ciência e da tecnologia, nossas funções profissionais. Estamos deixando que levem tudo, nossos ministérios, o financiamento, nossos salários, nossa dignidade profissional. É preocupante.

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    • Professor Edson, uma pena que não tenhamos feito a discussão no momento em que postei este material. É que vejo hoje que não aprendemos muita coisa com os erros que já cometemos e ainda estamos tratando de aprofundá-los. Em relação à minha leitura da sua fala, o senhor há de convir que pode haver realmente uma distância entre o que o senhor disse e o que eu reportei, ou não.

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