A volta de Eike Batista como prova de que cadeia no Brasil é coisa só para ladrão de galinhas

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O retorno de Eike Batista à cobertura da mídia é um daqueles casos exemplares de que o Brasil é um país onde a cadeia é feita apenas para ladrões de galinha. Mas na matéria abaixo publicada pela cambaleante Revista Veja, Eike Batista consegue se superar em muitos aspectos. O primeiro é que ele aparece para dizer que zerou suas dívidas e que está de volta aos negócios. Como assim zerou suas dívidas? E voltou a qual tipo de negócios?

Também achei interessante a declaração tardia de amor feita por Eike Batista indicando que fundos de private equity e fundos soberanos são preferíveis ao mercado de ações porque “ficam com você por dez anos”. Essa nova inclinação de Eike Batista parece ter resultado dos seus contatos com o EIG Global Partners (private equity) e o Mubadala (soberano).  Aqui a coisa beira o surreal, pois foi justamente para esses dois fundos que Eike teve que vender algumas jóias da sua coroa quando a coisa apertou. Exemplo maior disso é o Porto do Açu que tem esses dois fundos como controladores, ainda que o EIG Global Partners seja o dominante.

A pitada de sarcasmo Eike Batista reservou aos que indicam que o BNDES teve prejuízo com os empréstimos feitos ao Grupo EBX. O problema é que como cedo ou tarde haverá uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os empréstimos feitos pelo BNDES aos “campeões nacionais” do neodesenvolvimentismo lulopetista, é bem possível que essa declaração ainda venha a assombrar Eike Batista num futuro não muito distante. A ver!

 

Eike diz ter zerado as dívidas e que está de volta aos negócios

‘Aos contribuintes, I’m sorry, não devo nada’, diz o empresário sobre empréstimos do BNDES

QUE PERSONAGEM – Eike, no auge: filhos com o nome de deuses nórdicos, recorde mundial em corrida de lancha apesar da asma e restaurante chinês para chamar de seu
QUE PERSONAGEM – Eike, no auge: filhos com o nome de deuses nórdicos, recorde mundial em corrida de lancha apesar da asma e restaurante chinês para chamar de seu( André Valentim/VEJA)

O empresário Eike Batista disse que não tem mais dívidas e que está de volta aos negócios, com projetos na área de biotecnologia. “I’m back. Eike Batista zerou a sua dívida. E eu tenho algum patrimônio para começar”, afirmou na noite de sexta-feira, no programa Mariana Godoy Entrevista, da Rede TV!. “Quer saber qual o tamanho do meu patrimônio? Sabe o que está escrito no manual de um Rolls-Royce, na potência do motor? ‘O suficiente.'” Eike não quis dar detalhes, mas explicou que não pretende mais levantar recursos financeiros para os seus projetos na bolsa de valores. “Fundos de private equity e fundos soberanos ficam com você por dez anos“, afirmou.

Eike negou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tenha perdido dinheiro com os empréstimos que fez para as empresas do grupo X. “O BNDES ganhou comigo”, disse o empresário. Ele usou como argumento o fato de que parte do capital do banco vem de recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional, ou seja, bancados pelos contribuintes. Mas ele negou estar em dívida com os brasileiros. “Eu não devo nada ao BNDES. A vocês contribuintes, I’m sorry, eu não devo nada.”

O empresário disse que as dívidas que tinha foram assumidas pelos credores que passaram a controlar as suas empresas. “A OGX tinha uma dívida de 5,7 bilhões de dólares com os credores. Eles assumiram o controle da empresa e, na negociação, aceitei todos os pedidos deles”, disse o empresário, que aproveitou para se defender. “Nos Estados Unidos, vergonha não é fracassar. Vergonha é não negociar de peito aberto, que foi o que eu fiz.”

O empresário criticou o ambiente de negócios ao tentar se justificar. “No Brasil, quando você é muito bom, vai atrasar dois anos na execução do projeto. É a nossa realidade”, disse Eike, citando greves trabalhistas e a demora na concessão de licenciamento ambiental como fatores que acabam atrasando a conclusão de projetos no país.

Eike é investigado pela suspeita de manipulação de mercado e uso de informações privilegiadas na negociação de ações de suas empresas. Ele já foi multado em 1,4 milhão de reais pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão que regula o mercado de capitais, por irregularidades na divulgação de informações das companhias.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/eike-diz-que-zerou-as-dividas-e-que-esta-de-volta-aos-negocios

2 pensamentos sobre “A volta de Eike Batista como prova de que cadeia no Brasil é coisa só para ladrão de galinhas

  1. Felipe disse:

    Ridículo seu comentário. Exemplo de que valorizar o filho que passa no serviço público é mais gratificante do que incentivar o empreendedor.

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