Enquanto rejeitos da Samarco continuam vazando, governo Dilma sacramenta acordo vergonhoso com mineradoras

dilma samarco

A imagem acima é de cerimônia de assinatura do “acordão” entre os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo com as mineradoras envolvidas no TsuLama que eclodiu em Mariana (MG) no dia 05 de Novembro causando mortes e destruição de ecossistemas inteiros na bacia hidrográfica do Rio Doce.

Para o Movimento dos Atingidos por Barragens, o MAB, este acordo (ou seria rendição?) representa uma constatação das relações promíscuas que se estabelecem mediante os financiamentos privados de campanha que, como já é sabido, decidem quais são os candidatos que ganham as eleições (Aqui!).

Este acordo é ruim sob muitos aspectos, a começar pela exclusão dos atingidos pelos efeitos catastróficos do TsuLama de qualquer interferência na definição dos termos do acordo. Mas mais do que isto, as concessões que foram feitas e  declaradas publicamente pela Dilma Rousseff em defesa da viabilidade da Mineradora Samarco. É que por detrás da preocupação fajuta com empregos e desenvolvimento, o que se concede é a perpetuação de um modelo de exclusão social e que está também alicerçado em graves incidentes de degradação ambiental.

Assim, ainda que sob a capa do Neodesenvolvimentismo lulopetista, o que assistimos nessa relação domesticada do Estado brasileiro com as mineradoras nada mais é do que a submissão dos interesses nacionais àqueles ditados pelos fundos financeiros mundiais que hoje controlam também este setor.

Felizmente, continuo insistindo nisso, graças à documentação visual e documental que está circulando via a internet, as mineradoras Vale e BHP Billiton poderão ficar impunes no Brasil, mas pagarão um custo ainda maior por sua omissão nos países centrais, onde os investidores tendem a não querer se envolver com empresas com o tipo de passivo ambiental e social que foi gerado em Mariana.

E para que o TsuLama não seja apenas uma palavra vazia, posto abaixo um vídeo que mostra a situação conforme estava no dia 28/02 no encontro dos rios Galaxo e Carmo. É essa realidade enlameada que se tentou jogar para debaixo de tapete hoje em Brasília. 

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