
O Brasil acordou hoje com a notícia da prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega enquanto acompanhava uma cirurgia para tratamento de um câncer no Hospital Albert Einstein (Aqui!). Mas o nome desta nova fase da Lava Jato traz outra informação importante para o âmbito regional: Operação Arquivo X.
E como no Brasil X rima com Eike Batista, bastou procurar um pouco mais para descobrir que o delator que implicou Guido Mantega na Lava Jato era o próprio ex-bilionário (Aqui!).
Interessante notar que já noticiei anteriormente, a partir de uma interessante matéria assinada pelos jornalistas Cláudia Freitas e Matt Roper, o envolvimento das empresas de Eike Batista no chamado “Petrolão” (Aqui!).

Agora, independente do que vier acontecer com Guido Mantega e outros denunciados, uma coisa é certa: o futuro de Eike Batista no mundo corporativo acaba de ser irremediavelmente selado. O fato é que ele pode ter até se livrado da prisão com essa delação, mas para isso chamou para si a pecha de ser um dedo duro. E no imperfeito mundo corporativo isso normalmente rende uma pena mais dura do que a dispensada pelo juiz Moro aos criminosos que optaram por se transformar em seus colaboradores.
Finalmente, como parte das denúncias envolvendo Eike Batista e suas empresas está diretamente relacionada ao seu principal empreendimento, o Porto do Açu, eu não me surpreenderia se a força tarefa da Lava Jato não estivesse deslocando uma equipe para fazer diligências em São João da Barra nos próximos dias. E aqui não se trata de dar uma de “Mãe Diná”, mas de uma inferência básica sobre o personagem e a obra (quer dizer entre Eike Batista e suas tratativas para alavancar recursos para o Porto do Açu). A ver!