A teoria do Efeito dominó e o papel do Rio de Janeiro na conjuntura brasileira

A Teoria do Efeito Dominó foi uma doutrina da política externa estadunidense no período da chamada Guerra Fria contra a URSS (Aqui!). A  Teoria  do Dominó utilizava a imagem de que a queda de uma peça de dominó desencadearia a derrubada  sequenças de todas as  peãsseguintes. Em termos práticos, a ideia  postulada era de que se um país caísse sob o domínio dos comunistas, o seus vizinhos cairiam em seguida.

Pois bem, aplicando essa “teoria” na conjuntura brasileira que é caracterizada por uma tentativa de uma regressão completa nos direitos sociais obtidos pela classe trabalhadora, me arrisco a dizer que o Rio de Janeiro cumpriria bem o papel da peça de dominó que iniciaria a queda generalizada.

Vejamos, por exemplo, a condição agônica do (des) governo Pezão que está sendo consumido por uma mistura de crise financeira com outra que é essencialmente de inexistência de legitimidade após as seguidas prisões envolvendo a elite do grupo  político que levou Luiz Fernando de Souza (o Pezão)  à  condição de chefe do executivo fluminense. 

Não há saída aparente nem para a crise financeira e, muito menos, para a política. Resta a este (des) governo abusar da violência quando as massas se reunem para protestar, seja contra seus próprios desmandos ou dos alheios, como os que estão sendo cometidos pelo presidente “de facto” Michel Temer.

Entretanto, a intensidade da violência, como a cometida ontem contra as pessoas que protestavam pacificamente contra a reforma da Previdência, no centro da cidade do Rio de Janeiro, apenas reforça a evidente fragilidade percebida até mesmo dentro do Palácio Guanabara, onde há muita gente se questionando sobre até onde a situação ainda vai piorar sob o comando de um (des) governador que claramente está aquém das tarefas que se apresentam.

Mas a fragilidade do (des) governo Pezão serve também para expor a fragilidade geral, a começar pela ostentada em nível semelhante pelo presidente “de facto” Michel Temer. A divulgação da chamada “Lista Janot” e a dispersão espacial dos protestos de ontem servem para fragilizar ainda mais um governo que nasceu frágil.

Por isso, e dado o peso relativo do Rio de Janeiro na federação brasileira, é que a fragilidade de Pezão está servindo como uma espécie de difusor de fragilidades. Agora, não há qualquer garantia de que este (des) governo vá cair sem pressão popular e manifestações ainda maiores. É que não devo ser o único que está olhando para o Rio de Janeiro e vendo uma imenso amontoado de dominós sobrepostos em plena confusão.

Desta forma, o caminho a ser seguido continua sendo o das ruas até que o (des) governador Pezão seja removido de um posto que ele já demonstrou não ter a menor capacidade para ocupar.

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