Lava Jato/RJ: MPF denuncia pela 16ª vez Cabral além de outros quatro por crimes na Funderj

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Henrique Ribeiro, Lineu Martins, Luiz Carlos Bezerra e Wilson Carvalho respondem por integrar organização criminosa, corrupção, fraudes em licitações e cartel

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou o ex-governador Sérgio Cabral pela 16ª vez e outras quatro pessoas – Henrique Ribeiro, Lineu Martins, Luiz Carlos Bezerra e Wilson Carvalho – por crimes na Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (Funderj). A ramificação da organização criminosa foi descoberta a partir dos desdobramentos das operações Calicute e Eficiência.

Semelhante ao implementado na Secretaria de Obras, o sistema de propina na Funderj contava com o auxílio de Wilson Carvalho, operador administrativo do grupo, e revelou dois novos membros da organização criminosa de Cabral: o ex-presidente da Funderj, Henrique Ribeiro, e o seu ex-chefe de gabinete Lineu Martins, presos na Operação C’est Fini.

Em material colhido em busca e apreensão da Operação Calicute, na casa do operador financeiro Luiz Carlos Bezerra, foi possível conectar anotações da contabilidade paralela da organização criminosa com os alvos das medidas cautelares cumpridas hoje. Lineu Castilho era identificado, nas anotações de Bezerra, como “Boris”, também conhecido como “Russo” e “Kalash”. Ele teria aportado cerca de R$ 17 milhões para a organização criminosa, atuando sempre como braço-direito e operador financeiro do ex-presidente da Funderj, Henrique Ribeiro, entre 2008 e 2014. A movimentação de valores se dava por dinheiro em espécie e este era internalizado no caixa dos criminosos, sendo, posteriormente, distribuído aos seus integrantes e parentes. 

As obras em virtude das quais houve o acerto de pagamento de propina pela União Norte Fluminense por meio da sistemática acima narrada comandada por Henrique Ribeiro e Sérgio Cabral, com o auxílio dos operadores financeiros Lineu Martins, Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra foram a pavimentação da rodovia RJ 230, pavimentação da Região Norte do Estado do Rio de Janeiro, obras de conservação de São Fidélis, obras na rodovia RJ 220 e obras na rodovia RJ 186. 

“O desenvolvimento e amadurecimento das investigações permitiu compreender que a organização criminosa em mote, como modernamente sói ocorrer na macrocriminalidade relacionada aos chamados crimes de colarinho branco, formatou-se em típica organização nodal, pela qual os diversos envolvidos se especializaram em núcleos de atuação, relativamente autônomos, posto que interdependentes, dando, cada um, suporte à atuação dos demais”, analisam os procuradores da força-tarefa Leonardo Cardoso de Freitas, José Augusto Simões Vagos, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Rafael Barretto dos Santos, Sérgio Luiz Pinel Dias, Fabiana Schneider, Marisa Varotto Ferrari e Felipe Almeida Bogado Leite.

 

Clique aqui e leia a íntegra da denúncia.

FONTE: Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Rio de Janeiro

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