SBT/Rio mostra como miséria e mordomias convivem no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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Aproveitando a onda de indignação que circula no Brasil neste momento em relação aos polpudos penduricalhos que a alta burocracia do sistema judiciário brasileiro tem acesso, enquanto milhões de brasileiros não possuem sequer um teto sobre suas cabeças, o SBT do Rio produziu a matéria abaixo mostrando as várias vantagens gozadas por juízes e desembargadores no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ)

A matéria é recheada de informações sobre as múltiplas mordomias a que juízes e desembargadores do TJ/RJ gozam do lado de dentro do edíficio cuja construção está envolta em acusações de superfaturamento, enquanto do lado de fora sem teto não possuem sequer o chamado “auxílio papelão”.

Uma coisa é certa: mesmo que a matéria não tenha a capacidade de mudar essa realidade, a sua veiculação certamente aumentará a pressão para que algumas das inexplicáveis vantagens gozadas pela alta burocracia do judiciário fluminense sejam questionadas e, quiçá, removidas.

3 pensamentos sobre “SBT/Rio mostra como miséria e mordomias convivem no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

  1. Arnaldo disse:

    Pelo título pensei que você ia denunciar a diferença entre quem está no “baixo clero” da justiça, recebe mal, trabalha em prédios em condições deprimentes e trabalham diariamente por horas e horas e horas… em contraste com a vida dos concursados da alta, como juízes etc. Não é preciso contrastar “dentro e fora” do prédio, basta ir ver como é a vida de certos cargos e setores versus outros. uma vergonha.

    • Arnaldo, não desconheço a discrepância salarial existente dentro do TJ/RJ. Mas convenhamos que nenhuma é maior do que a mostrada na reportagem do SBT.

      • Arnaldo disse:

        É verdade, mas quem é do Rio de Janeiro convive com isso em todos os espaços da Zona Sul ao Centro. As favelas sempre coladas às áreas dedicadas aos mega-poderosos. Os mendigos sempre nos pés dos edifícios de alta classe, sejam comerciais ou residenciais. Enfim. É um contraste terrível, que não se restringe ao que ocorre no judiciário. Mas que, quando se fala das máquinas públicas, se perpetua para dentro das instituições.

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