
A repetição de vazamentos no mineroduto Minas-Rio teve como primeira e drástica consequência a suspensão da licença de funcionamento concedida pelo IBAMA [1], o que obrigou a mineradora sul africana a conceder férias coletivas aos empregados envolvidos na operação (ver ofício abaixo).

A decisão do IBAMA acaba tendo outros resultados drásticos sobre a cadeia produtiva da Anglo American e de suas empresas associadas, incluindo a Ferroport que é uma joint venture criada em parceria com a Prumo Logística Global para operar o terminal portuário de minério de ferro do Porto do Açu. Este fato deverá colocar pressão adicional sobre a saúde financeira da Prumo que já não andava bem das pernas para começo de conversa [2].
Para quem acha que a decisão do IBAMA foi extrema, mostro um vídeo abaixo produzido pela BAND Minas Gerais dando conta da gravidade do problema ocorrido no mineroduto Minas-Rio, e que pode ser apenas a ponta do iceberg.
A nota final nesse caso envolvendo o Minas-Rio é que a possibilidade deste tipo de vazamento, bem como suas consequências ambientais e sociais, já havia sido alertada por pesquisadores e movimentos sociais. Agora que o problema se materializou, fica todo mundo querendo fazer cara de paisagem.
[1] https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/com-licenca-de-mineroduto-suspensa-pelo-ibama-anglo-american-anuncia-ferias-coletivas-a-funcionarios.ghtml
[2] http://www.robertomoraes.com.br/2018/03/prumo-divulga-resultados-de-2017-com.html