Por causa dos caminhoneiros, governo Temer está balançando no ar

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A capitulação do governo “de facto” de Michel Temer frente às demandas iniciais dos caminhoneiros ainda não conseguiu que o movimento se desmobilize neste início de segunda-feira (28/05).  Parte dessa morosidade decorre do fato que a greve dos caminhoneiros está sendo claramente tolerada pelos órgãos de repressão que não mostram nem um décimo do apetite que normalmente utilizam para reprimir greves de professores.

Mas há outro fator que pode estar causando a demora dos caminhoneiros em voltar para a estrada: eles se encantaram com o alcance popular de seu movimento e resolveram ampliar sua pauta de reivindicações, incluindo aí a diminuição dos preços do álcool e da gasolina.  Se isto for verdade e não apenas um soluço de solidariedade por poucos membros de uma categoria que normalmente só cuida dos seus próprios interesses, a situação política do governo Temer poderá piorar ainda mais, coisa que parece impossível neste momento. Mas o fundo do poço de Temer parece estar sempre se reinventando.

Também será interessante observar se o arremedo de greve que está sendo anunciada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) vai mesmo decolar. Se isto acontecer realmente, teremos uma boa oportunidade para verificar a reação do governo Temer e das forças de repressão. É que não tem jeito: ou o movimento dos petroleiros é tratado de forma completamente oposta à dada ao dos caminhoneiros ou o que resta de governabilidade pelas mãos de Michel Temer vai se dissolver completamente, e teremos um novo nível inferior para o fundo do poço de Temer, com repercussões imprevisíveis para o frágil equilíbrio político que ainda existe no Brasil. 

Em outras palavras, a minha hipótese é de que se houver sequer um resquício de greve por parte dos petroleiros, a repressão será forte e implacável. É que se isto não acontecer, o risco é de que haja uma propagação de greves, a despeito da má vontade (para não dizer atos de sabotagem) das principais centrais sindicais, tal como a CUT e a CGT.

Por essas e outras é que o governo Temer está definitivamente balançando no ar. Resta saber se alguém (ou quem) vai resolver dar o empurrão final.

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