A atual campanha eleitoral está recheada de esquisitices, mas eu diria que a notícia publicada pelo jornal “Valor Econômico” dando conta que a cúpula do PRTB , partido do general Hamilton Mourão, decidiu entrar com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral em que requisita substituir Jair Bolsonaro em entrevistas à TV e debates eleitorais, mas “esqueceu” de consultar cúpula do dublê de capitão e deputado federal que convalesce em hospital ou a seu partido, o PSL [1].

A situação criada por esse pedido sem consulta é para lá de inusitada. É que se este padrão de conduta for mantido durante um eventual governo comandado pelo “capitão”, o que poderemos esperar?
Por essas e outras é que no dia 08 de Agosto de 2018, postei aqui no blog um texto intitulado “Que diria Carlos Marighella da chapa presidencial do capitão e do general?” [2]. Não precisava ter o mesmo tino e faro de Carlos Marighella para saber que dificilmente um capitão vai mandar num general, especialmente quando o general é um profissional condecorado, e a carreira do capitão quase acabou numa malograda operação conhecida como “Beco sem saída” [3] .
Ironicamente, mais de três décadas depois, a chapa do general e do capitão é que ameaça colocar o Brasil num beco sem saída.
[1] http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-09-12/mourao-justica-bolsonaro.html
[3] http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/capitao-bolsonaro-a-historia-esquecida/
Há muito eu já comentava que os apoiadores de Bolsonaro não percebiam o óbvio – capitão não manda em general por uma simples questão de hierarquia militar. Então, quem seria o presidente “de facto”? Minhas premissas parecem se relaizar mais rápido do que eu imagina, foi só uma questão de oportunidade.
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