Wilson Witzel aprofunda arrocho do (des) governo Pezão nas universidades estaduais do Rio de Janeiro

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, tomando posse na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro,

As universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uenf, Uerj e Uezo) comeram o pão que o diabo amassou ao longo dos últimos 6 anos sob o comando do hoje presidiário Luiz Fernando Pezão.  Em um dos seus primeiros atos, o novo governador fluminense, Wilson Witzel tratou de aprofundar esse arrocho, ao incluir a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Inovação (Secti) em um corte de 30% dos valores liquidados em 2018 com as chamadas “despesas operacionais” (ver extrato do decreto abaixo).

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Essa forma de realizar este corte de 30% é especialmente danosa, na medida em que o (des) governo Pezão/Dornelles já havia baixado drasticamente os valores alocados para as chamadas despesas operacionais. Além disso, a liquidação do que havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para 2018 ainda sofreu com o chamado de contigenciamento que baixou ainda mais os valores executados pelas universidades estaduais.

Ao ordenar este corte sobre um orçamento já comprimido, o que o governo Witzel anuncia é que não possui compromisso maior com a recuperação da saúde financeira das universidades estaduais, impedindo ainda a reposição de equipamentos fundamentais para o avanço de pesquisas estratégicas. De quebra, o governo Witzel sinaliza que o sistema fluminense de ciência e tecnologia continuará sendo secundário na formulação de política estratégicas que poderiam retirar a economia do estado do Rio de Janeiro da crise agônica em que foi metido por várias décadas de controle do PMDB e seus aliados.

Para as universidades estaduais e para as escolas da rede Faetec, o ano de 2019 se anuncia como a continuidade de uma crise que tem impedido que haja um avanço ainda maior na produção científica relevante e, de quebra, ameaça a sobrevivência de instituições que já foram testadas e aprovadas pelos diferentes sistemas de avaliação existentes no Brasil.

Em outras palavras, aos setores das comunidades universitárias que votaram em Wilson Witzel esperando algum tipo de apoio para as universidades estaduais, o primeiro sinal foi, no mínimo, negativo. Resta ver quais outros “presentes” ainda estão reservados para as universidades e escolas técnicas.

3 pensamentos sobre “Wilson Witzel aprofunda arrocho do (des) governo Pezão nas universidades estaduais do Rio de Janeiro

  1. PAULO CSESAR DE A. B. LOPES disse:

    Levando-se em consideração a quantidade de funcionários fantasmas e o excesso de “cabide” de emprego dentro da FAETEC, bem como o exacerbado número de comissionados e também a prática do acúmulo ilegítimo de matrículas públicas, há de se convir que se estes cortes anunciados forem para fechar esta “sangria” não existe nada de anormal porque sou servidor público há vinte e dois anos e vinte anos dedicados à FAETEC, e por este motivo tenho observado o “câncer” das nomeações políticas depauperaram o Estado, desta forma é necessário dar um fim neste formato de se “inchar” a máquina pública. Se for neste sentido que o corte fora publicado eu sou a favor!!!!!!!

    • Paulo, estou na UENF há 21 anos e nunca vi esses cortes resultando no que você parece almejar. Agora, como vão ser as aulas iniciadas nas escolas da Faetec sem o pessoal terceirizado que será demitido e não será reposto por concursados? É disso que se trata a minha crítica a este tipo de corte linear e que não vai ao coração dos problemas da administração pública.

      • PAULO CSESAR DE A. B. LOPES disse:

        Bom dia Marcos!!
        Esse é justamente o problema na administração pública, as ações superficiais. Infelizmente os problemas nunca são tratados na sua origem. O primeiro passo seria política de Estado, e não política de governo ou partido, esse é um dos nossos maiores problemas, pois os governantes não se preocupam com planejamento de médio e longo prazo, por este motivo administração públicas não funciona e também por não possuir gestores capazes, mas sim cargos indicados sem nenhum critério técnico. Exemplo de política de partido ou governo na FAETEC: CVTs, CETEPs e etc… Cada governo quis dar um nome a estas unidades de ensino cujo o objetivo é o mesmo; promover cursos profissionalizantes. Outra coisa: se os concursos fossem realizados de acordo com as demandas da administração pública, acho que não teríamos esse infortúnio com a saída dos terceirizados. É válido lembrar também que os gastos com o Judiciário e o Legislativo são muito maiores do que com o Executivo, então , a política de gastos com esses poderes deveria ser revista, em especial com o Legislativo, aliando-se a isso os exageros nos cargos comissionados do Executivo. E para completar, na minha humilde opinião, a classe docente é a mais desunida deste país, pois o ego fala muito mais alto do que o interesse coletivo, desta forma estes governantes abutres se aproveitam desta “brecha” para impor seus “desgovernos” enquanto a classe, como um todo,assiste calada a essa verberação, às vezes alguns se manisfestando isoladamente.

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