
Líderes da Índia, Rússia e China tomam medidas para “desdolarizar” suas economias que alteram balanço geopolítico global.
Enquanto o Brasil sob o Jair Bolsonaro se move cada vez mais para se comportar como um satélite dos EUA, a Rússia, a Índia e a China estão realizando vários movimentos que deverão colocar Donald Trump sob maior pressão (como se ele precisasse disse a estas alturas do campeonato).
O principal instrumento dessa pressão é a “desdolarização” das economias destes 3 gigantes da economia global, principalmente a Rússia que vendeu cerca de 101 bilhões de dólares de suas reservas cambiais para comprar Yuans (moeda chinesa) e Euros, conforme reportagem assinada pelas jornalistas Natasha Doff e Anna Andrianova para a Bloomberg [1].

Esse movimento russo está sendo acompanhado pela China e pela Índia, o que deverá gerar abundância de dólares no mercado, o que implicará em mais perdas para a economia estadunidense que, convenhamos, já não vem bem lá das pernas.
Para adicionar ainda mais pressão sobre os EUA, há o surgimento de processos de compras de commodities por canais pouco tradicionais que incluem a troca direta de produtos que dispensam o uso de moedas (ou seja uma volta ao método do escambo que vigorou nos primórdios da colonização portuguesa do Brasil), a começar pelo petróleo que envolvem triangulações entre os membros do RICS (agora que Bolsonaro e seu ministro de Relações Exteriores cético das mudanças climáticas decidiram alinharo Brasil aos interesses dos EUA).
Essas mudanças na forma com que se dão as relações comerciais associadas à “desdolarização” da economia podem indicar que o caminho sendo tomado pelo Brasil é do tipo que se chama de “loose-loose”. É que com esses novos alinhamentos na geopolítica mundial, escolher ser satélite dos EUA não parece ser a opção mais inteligente.