Johannes Cullberg leva sua campanha contra o excesso de agrotóxicos na comida brasileira para o Facebook

cullbergJohannes Cullberg, fundador e CEO da rede de supermercados Paradiset, que baniu produtos brasileiros por causa do excesso de agrotóxicos, também lançou grupo no Facebook para aumentar pressão sobre o governo Bolsonaro.

O fundador e CEO da rede de supermercados sueca Paradiset, Johannes Cullberg, não parou apenas na decisão de remover das suas prateleiras alimentos produzidos no Brasil por causa da farra de liberação de agrotóxicos altamente tóxicos que está sendo comandada pela ministra Tereza Cristina (DEM/MS) a serviço da bancada ruralista.

É que para aumentar a divulgação de sua campanha em prol do banimento dos alimentos brasileiros até que se tome alguma medida para diminuir a contaminação por agrotóxicos, muitos deles banidos na União Europeia, Cullberg levou a sua batalha em prol de alimentos saudáveis para a rede social Facebook com a criação do grupo “#BoycottBrazilianFood”  (ver imagem abaixo).

cullberg facebook

A posição e as razões da criação do #BoycottBrazilianFood ficam claras na descrição do grupo onde está dito que “Inscreva-se e compartilhe com seus amigos para reunir o maior número possível de pessoas. O uso de agrotóxicos perigosos na produção de alimentos brasileira precisa parar agora! Só em 2019, 197 pesticidas foram aprovados pelo Sr. Bolsonaro. Isso põe em perigo a saúde da população brasileira, o meio ambiente e nosso planeta como um todo. Este é um convite a todos para se juntarem e mostrarem ao senhor Bolsonaro que já chega! Ele não deveria ter mais permissão para destruir nosso planeta e nossos filhos!

É como eu tenho dito aqui após essa verdadeira orgia de aprovações de agrotóxicos banidos em outras partes do mundo: o Brasil corre o risco de se tornar um pária ambiental no circuito das Nações, e de sofrer um forte boicote sanitário a seus produtos agrícolas em função da posição irresponsável de apostar em um modelo agrícola viciado em agrotóxicos.

Agora,  para mim é quase certo que a partir do movimento iniciado pelo fundador da rede Paradiset, outros empresários e dirigentes de cadeias de supermercados europeus (especialmente aquelas comprometidas com a comercialização de produtos orgânicos, mas não só elas) venham a adotar posições semelhantes. Se isso acontecer, o governo Bolsonaro e a bancada ruralista que pressiona pela adoção de medidas regressivas contra a conservação ambiental serão os principais responsáveis.

Finalmente, fico curioso sobre o silêncio dos donos e dirigentes das grandes cadeias de supermercados que atuam no Brasil e que, até agora, estão completamente calados em relação à aprovação de tantos agrotóxicos banidos em outras partes do mundo. Precisamos ter uma rede de supermercados sueca para soar um alarme que deveria ter sido soado primeiro no Brasil.  Haja descompromisso com a nossa saúde.

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