
Após as revelações feitas pelo site “The Intercept” sobre o subterrâneos da chamada “Operação Lava Jato” já existem sinais de que existe a possibilidade de que haja uma investida para punir supostos “hackers” que estariam por detrás dos vazamentos. Nesse sentido, a revista “Isto é” já está circulando uma matéria dando conta de que apurações realizadas pela Polícia Federal já teriam encontrado o rastro de um grupo que supostamente acessou ilegalmente os telefones do ex-juiz e atual ministro da (in) Justiça Sérgio Moro e dos procuradores federais da Lava Jato.
Se isto for verdade, é provável que estejamos diante da antessala de uma investida contra jornalistas e veículos de mídia, o que afrontaria o direito de informar e de ser informado, o que representaria grave atentado à liberdade de imprensa.
Mas se essa investida contra a liberdade de imprensa se confirmar, o principal perdedor será o próprio ministro Sérgio Moro, pois ficaria ainda mais consolidada a imagem de que de justiceiro independente ele pouco ou nada tem.
O pior é que se o caso de Edward Snowden servir para algum paralelo prático para o caso atual é de que quando os órgãos de inteligência decidirem fazer algum movimento, o mega pacote de documentos sobre as estrepolias de Sérgio Moro e dos procuradores federais da Lava Jato que estão nas mãos dos editores do “The Intercept” já terão sido guardados em diversas partes do mundo e com veículos ávidos para continuar sua publicação.
Em outras palavras, a estas alturas do campeonato não há mais como parar a marcha das revelações. A única dúvida real seria sobre a língua em que as matérias continuariam a ser publicadas no evento de um assacada autoritária contra o “The Intercept”. Simples assim!
O problema é “a língua em que as matérias continuariam a ser publicadas”. Nesse caso, os brasileiros, os maiores prejudicados com toda essa podridão (não falo dos bolsominions), certamente, não veriam/leriam, mais nenhuma linha sobre o caso. E aí, o MAL (o juizeco e sua tchurma), continuariam triunfando.
CurtirCurtir
Otávio, lembro apenas que vários veículos estrangeiros publicam hoje em português, incluindo os jornais El País, a BBC e a Deutsche Welle. Além disso, vários jornais portugueses têm hoje seções inteiras sobre o Brasil. Assim, essa sua justa preocupação deverá ser superada até com alguma facilidade.
CurtirCurtir