Governo do Amazonas declara emergência por causa do desmatamento e excesso de queimadas

queimadasAmpliação do desmatamento e excesso de queimadas forçam o governo do Amazonas a decretar emergência por 6 meses.

O site UOL publicou hoje (09/08) uma matéria assinada pela jornalista Rosiene Carvalho dando conta que o governo do estado do Amazonas resolveu decretar uma espécie de emergência climática por causa do excesso de desmatamento e focos de incêndio no território do maior estado amazônico brasileiro (ver imagem abaixo).

amazonas emergencia

Essa decisão de decretar emergência por causa do excesso de desmatamento e focos de incêndio do governo do Amazonas será válido por 6 meses, segundo informa a matéria.  A situação que levou à decretação desta emergência é tida como particularmente grave pelo governo estadual, na medida em que “dados divulgados pelo governo, 1.699 focos de calor foram registrados no Amazonas no primeiro semestre deste ano. A maioria deles (80%) só em julho, período em que há diminuição das chuvas.”

Ainda segundo informa a matéria, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amazonas (Seam) considerou a decretação desta emergência necessária na medida em “função do aumento “exponencial” dos registros dos focos de incêndio em julho.” A Seam informou ainda que “não há previsão no momento de qualquer tipo de pedido de auxílio do governo federal” (Uma medida sábia na medida em que nenhuma ajuda viria, mesmo se fosse solicitada!).

Interessante notar que a Seam informou que “nenhum foco de calor foi registrado em terras indígenas ou unidades de conservação (UC) gerenciadas pelo estado” (do Amazonas)!“.

 E agora Ricardo Salles?

Diante da emergência decretada pelo governo do estado do Amazonas, o qual poderá ser ainda seguido por outros governos estaduais da bacia Amazônica, fica a pergunta: o que fará o ministro (ou seria anti-ministro?) do Meio Ambiente, o improbo Ricardo Salless, diante da constatação de que a situação chegou a um ponto tão grave que um ente federativo decretou emergência por causa do excesso de desmatamento e incêndios?

Como já apontei várias vezes aqui neste blog, as tentativas de ocultar a situação catastrófica que está sendo criada na Amazônia brasileira com a permissão tácita de desmatamentos em larga escala e ações de degradação por parte de madeireiros e garimpeiros ilegais não seria facilmente encoberta, pois é difícil tampar o sol com a peneira.

A postura de demitir o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o físico Ricardo Galvão), pode ter servido para distrair a atenção por alguns dias, mas essa notícia vinda do Amazonas torna toda a lambança criada pelo governo Bolsonaro em torno dos dados de desmatamento uma completa inutilidade.

E como também já tenho escrito aqui, o tempo para o governo brasileiro brincar de vilão climático poderá bem mais curto do que antecipam seus membros. O fato é que os governos das economias centrais terão de agir sob pressão de suas populações para conter o caos climático que o desmatamento da Amazônia acelerará. E aí já se pode antecipar para onde a corda irá arrebentar. 

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