Escravidão contemporânea é tema de novo livro de Leonardo Sakamoto

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O sistema brasileiro de combate à escravidão contemporânea completa 25 anos em 2020. Nesse período, mais de 54 mil pessoas foram resgatadas por grupos de fiscalização móvel, fruto de atendimento a denúncias ou de investigações. Para explicar o fenômeno, como ele se insere no Brasil e no mundo, o que tem sido feito para erradicá-lo e por que é tão difícil combatê-lo, o jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto, considerado referência no tema, organizou o livro “Escravidão Contemporânea” (192 páginas), que será lançado pela Editora Contexto, no próximo dia 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, em São Paulo.

Os capítulos foram escritos por alguns dos principais especialistas estrangeiros e brasileiros, entre eles:

  • Kevin Bales, professor na Universidade de Nottingham, no Reino Unido e maior referência mundial no tema, mostra a relação entre escravidão e mudanças climáticas;
  • Mike Dottridge, ex-diretor da Anti-Slavery International, a mais antiga ONG do mundo, que contou a história da proibição moderna da escravidão;
  • Siobhán McGrath, professora na Universidade de Durham, que mostra como o crime é um negócio lucrativo em cadeias de produção globais.
  •  Ricardo Rezende Figueira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explica como a escravidão contemporânea sobreviveu à Lei Áurea.
  • Xavier Plassat, frei dominicano que atua há 35 anos atendendo vítimas do trabalho escravo na Amazônia, traz dados sobre o perfil dos sobreviventes.

Todo ano, milhares de pessoas são traficadas e submetidas a condições desumanas de serviço e impedidas de romper a relação com o empregador em diversos lugares, como áreas de desmatamento ilegal, carvoarias, fazendas de gado, soja, café e laranja, oficinas de costura, canteiros de obras, entre outras atividades. Não raro, são proibidas de se desligar do trabalho até concluírem a tarefa para a qual foram aliciadas, sob ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamentos e assassinatos. De acordo com as Nações Unidas, há mais de 40 milhões de pessoas nessa situação em todo o mundo, gerando um lucro anual de 150 bilhões de dólares.

O livro de Leonardo Sakamoto é uma obra necessária, ferramenta para uma das mais importantes batalhas de nosso tempo. Afinal, enquanto qualquer ser humano for vítima de trabalho escravo, a humanidade não será, de fato, livre.

O organizador

Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política pela USP. É conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão, desde 2014, e foi comissário da Liechtenstein Initiative – Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York. É diretor da Repórter Brasil, organização voltada ao combate à escravidão, e colunista do portal UOL.

O livro será lançado no dia 28 de janeiro, na Livraria da Vila das 18h30 às 21h30 – Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena – com um bate-papo com convidados. Em breve, serão divulgados os lançamentos em outras cidades.

Ficha Técnica

Título: Escravidão Contemporânea
Autor: Leonardo Sakamoto
Editora: Contexto
Edição: 1ª
Preço: R﹩ 45

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