Apoiador do governo Bolsonaro, SBT vira exemplo de infestação de coronavírus no Rio de Janeiro

sbt rio

Depois de cobrir o avanço do coronavírus nas favelas do Rio de Janeiro, SBT poderá agora cobrir a disseminação dentro de seus próprios estúdios

Um dos veículos da mídia corporativa que mais tem se destacado na defesa do governo Bolsonaro, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) agora se vê imerso em uma grave crise sanitária, após seus estúdios no Rio de Janeiro serem tomados pelo coronavírus, tendo resultado já na morte do editor de imagens José Augusto Nascimento Silva que, antes de seu falecimento, havia acusado a empresa de negligênciapara com seus funcionários, pois, como ele próprio, tiveram que continuar trabalhando, mesmo sob a suspeita de estarem infectados pelo coronavírus.

Segundo informações sendo difundidas por diferentes veículos da mídia alternativa e da corporativa, a situação dentro do SBT/RJ é de revolta em face do que muitos funcionários consideram ter sido um claro processo de negligência com a saúde coletiva dos que lá trabalham, com pedidos, inclusive, para interdição da sede carioca da empresa.

Até um comunicado tardio da direção da empresa teria sido recebido com antagonismo, pois muitos funcionários consideraram as medidas propostas como “insuficientes“, sendo vista como apenas uma tentativa de salvar aparências.

O problema é que se já existia uma revolta contida dentro dos corredores da emissora com a postura subserviente em relação ao governo Bolsonaro, a situação criada pela morte de José Augusto Nascimento Silva e o adoecimento de diversos outros colegas de trabalho agora tem o potencial de explodir publicamente.

A eclosão dessa crise sanitária dentro do SBT/RJ deixa claro que, quanto mais se negar a capacidade de disseminação de um vírus letal em locais que aglomerem pessoas em ambientes fechados, maior será o número de contaminados e, consequentemente, o número de pessoas mortas.

Mas mais importante do que comprovar algo que autoridades médicas já repetiram à exaustão, o caso do SBT/RJ explicita de forma pedagógica o resultado prático decorrente da postura dos patrões que colocam seus interesses políticos e comerciais acima da segurança dos seus empregados.

Finalmente, enquanto os trabalhadores do SBT/RJ padecem em condições insalubres, o homem do baú, o Sr. Silvio Santos, deve estar desfrutando das maravilhas da sua mansão em Orlando, Flórida. Se assim for, ficará confirmada ainda mais a face totalmente irresponsável das elites brasileiras frente aos que objetivamente controem suas fortunas.

 

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