Epicovid19: pesquisa sobre avanço do coronavírus no Brasil divulga datas das próximas fases

EPICOVID19Coleta de amostras de sangue para o estudo EPICOVID19 na residência dos participantes. Foto: Daniela Xu

O estudo EPICOVID19, que irá estimar a proporção de casos de coronavírus na população, atualiza o cronograma para as próximas fases do levantamento. Com a finalização da coleta de dados da primeira fase na última quinta-feira (21), as novas datas para segunda etapa são 4, 5 e 6 de junho, e para a terceira, 18, 19 e 20 de junho. O novo calendário atende ao planejamento inicial da pesquisa, que prevê um intervalo de 14 dias entre cada levantamento.

A pesquisa inédita, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas em parceria com o Ministério da Saúde, irá estimar o percentual de pessoas com anticorpos para a Covid-19 e avaliar a velocidade de expansão da doença no país, por meio de uma amostragem de participantes em 133 “cidades sentinelas”, que são os maiores municípios das divisões demográficas do país, de acordo com critério do IBGE.

A coleta de dados, conduzida por equipes do IBOPE Inteligência, inclui três inquéritos populacionais, com realização de testes rápidos para o coronavírus e entrevistas com 250 moradores em cada cidade, totalizando 33.250 participantes de todos os estados. As pessoas são entrevistadas e testadas em casa, e os domicílios são selecionados por meio de sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.

“Todas as estatísticas oficiais são baseadas em casos confirmados, os quais representam apenas uma parcela, provavelmente ínfima, em comparação com a realidade do número de casos na população. Por isso, fazemos a analogia com o iceberg. Queremos enxergar para além dessa pequena parte aparente, que são os casos notificados, e conhecer a real dimensão da COVID-19 no país”, explica o coordenador geral do estudo e reitor da UFPel, Pedro Hallal.

O estudo ainda irá determinar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas; avaliar os sintomas mais comuns; obter cálculos precisos da letalidade da doença; estimar recursos hospitalares necessários para o enfrentamento da pandemia, além de permitir o desenho de estratégias de abrandamento das medidas de distanciamento social com base em evidências científicas.

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