O fabuloso custo da depauperada saúde pública municipal em Campos dos Goytacazes

saúde camposHá quem ache que o atual prefeito, o jovem Rafael Diniz, nem devesse se dar ao trabalho de concorrer à reeleição, tamanho é seu desgaste junto à maioria da população que lhe deu em esmagadora maioria a chance de administrar a cidade de Campos dos Goytacazes.

De minha parte, eu já acho exatamente o contrário. É que se Rafael Diniz fugisse da eleição, a população e seus concorrentes não teriam a oportunidade de inquiri-lo acerca de certas peculiaridades estranhíssimas que cerca a sua gestão, especialmente na área de compras e licitações.

Vejamos, por exemplo, o exemplo dos serviços públicos de saúde que conseguiram o feito de piorar significativamente com a prefeitura de Campos dos Goytacazes sob o comando de Rafael e seus menudos neoliberais. Uma coisa que causa espanto porque os custos com a rede pública municipal de saúde continuam muito altos, enquanto servidores concursados e RPAs amargam condições muito ruins de trabalho, sem que para muitos o salário devido seja pago.

Abaixo posto um vídeo produzido pelo gabinete do vereador Álvaro Oliveira onde fica demonstrado que todas as privações sofridas pelos servidores e pela população não se deve, curiosamente, à falta de recursos, mas a uma opção gerencial de como usar os milhões que são colocados na secretaria municipal de saúde.

Goste-se ou não do vereador Álvaro Oliveira, as informações que ele oferece sobre os gastos da saúde em Campos dos Goytacazes são estarrecedoras, especialmente no que se refere aos decretos de suplementação por “excesso de arrecadação”.  Esse tipo de decreto é estranho, na medida em que passamos os últimos 3 anos e 8 meses ouvindo Rafael Diniz e seus menudos neoliberais falando em uma crise financeira que os impediria de bem governar a cidade de Campos.

E mais, 43 milhões em compras de material de consumo para as unidades municipais de saúde? Quem vai a qualquer uma dessas unidades dificilmente nota tal bonança em termos de dispêndio, e a informação que circula é que falta até “cibalena”.

Um detalhe em relação ao passado quando se tinha a atuação de um certo “Observatório Social de Campos dos Goytacazes” que acompanhava com olhos caninos (com devida justeza, é preciso que se diga) os gastos do governo da prefeita Rosinha Garotinho.  É que bastou Rafael Diniz assumir a cadeira de prefeito que o tal observatório tomou o doril que inexiste na rede pública de saúde e sumiu. Aliás, se eu bem lembro, alguns daqueles que acusavam Rosinha Garotinho de falta de transparência acabaram por ocupar postos no governo Diniz, um prefeito ainda menos transparente do que a prefeita que sucedeu.

Qual é o moral da história? Somente uma população organizada pode realmente fiscalizar governos, pois observatórios vão e vem, ao saber das sucessões.  Afinal, o observador de hoje poderá ser o que rejeita a observação amanhã.

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