A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ontem o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas (várias delas militares de alta patente) pelo nada simplório fato de arquitetarem um golpe de estado ao longo de 2022 que inclua planos de assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Superior Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Que essa tentativa de golpe de estado ocorreu todo mundo (inclusive os apoiadores mais ardorosos de Jair Bolsonaro) já sabia. O que impressiona é se saber toda a arquitetura desse tentativa frustrada de golpe, e o papel que cada um dos envolvidos cumpriu.
Mas o que realmente salta aos olhos é o fato de que se demorou tanto tempo para simplesmente entregar uma denúncia contra esse grupo de personagens que claramente tramaram abertamente um golpe de estado sangrento. Por comparação, a Coréia do Sul que viveu algo muito mais ameno recentemente tomou providências mais rápidas e mais duras contra quem planejou interferir no funcionamento democrático das instituições estatais coreanas.
E, pior, essa denúncia não é garantia de coisa nenhuma em termos da devida punição aos responsáveis, incluindo o arquiteto mór dessa pataquada, Jair Bolsonaro. E reconheçamos, a democracia brasileira (se é que podemos chamar de democracia o sistema de governo que temos no Brasil) continua balançando por um fio.
Finalmente, nunca é demais lembrar que se o Exército Brasileiro tivesse punido Bolsonaro exemplarmente quando ele foi pego preparando a explosão de bombas em quartéis, o Brasil não precisaria ter passado pela experiência degradante de vê-lo agindo contra as instituições democráticas nacionais enquanto sentava na cadeira de presidente da república.

Olá, é uma realista e bela reflexão. Uma coisa ficou confusa para mim:
“se o Exército Brasileiro tivesse punido Bolsonaro exemplarmente quando ele foi pego preparando a explosão de bombas em quartéis“
Ele, em quartel, planejava explodir a rede de gás que abastecia população e empresas, não era isso? Seria um ataque grandioso e monstruoso, sem precedentes.
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Paulo, de dentro da Vila Militar em Deodoro, o que Jair Bolsonaro planejou foi explodir bombas em quartéis mesmo. Veja essa notícia aqui: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2024/11/27/bolsonaro-ja-foi-condenado-por-suposto-plano-para-explodir-bombas.htm.
O plano para explodir o Gasômetro no Rio de Janeiro foi arquitetado pelo brigadeiro João Paulo Burnier em 12 de junho de 1968, e só não foi levado a cabo porque o capitão-paraquedista Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, conhecido como Sérgio Macaco, se negou a realizar o que seu superior queria que fosse feito.
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Opa, muito obrigado pelo esclarecimento!
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