Mulheres atingidas fazem ato hoje (3) em frente ao Banco Central, em Brasília, contra os juros altos

“Água e energia com soberania e distribuição da riqueza, com controle popular.” Com essas vozes em alto e bom tom coletivo, cerca de mil mulheres abriram nesta terça-feira (3/6/25), a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Atingidas: Para Enfrentar o Fascismo, a Crise Climática e Avançar nos Direitos.

Entre as principais reivindicações das mulheres atingidas, destacam-se a regulamentação e aplicação da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas (PNAB), a criação de planos de segurança para as populações impactadas por barragens, grandes projetos e mudanças climáticas e o enfrentamento da devastação ambiental promovida pelo setor do agronegócio no país.

A programação inclui ainda um ato político com parlamentares, integrantes de órgãos de Estado e ministros, como a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e representantes das pastas do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Secretaria-Geral da Presidência da República, Minas e Energia, entre outros.

Também está confirmado um ato de denúncia contra a alta dos juros. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) considera inaceitável e abusiva a taxa de juros praticada pelo Banco Central nos atuais 14.75%. A Selic atinge o maior patamar em quase 20 anos, se tornando a terceira mais alta do mundo. A alta dos juros têm efeitos negativos na vida da população e na economia, considerando que hoje são mais de 76 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que encontram-se endividados, e que a população já sofre com a carestia no preço dos alimentos e o aumento no custo de vida. 

Feira Cultural

Além dos atos públicos, a Jornada contará com uma feira cultural e uma série de eventos na Universidade de Brasília (UnB), com a participação de mulheres da Plataforma Operária e Camponesa da Água e da Energia, do movimento sindical e de outros movimentos populares. A proposta é discutir a situação econômica do Brasil, marcada pela inflação decorrente de um modelo dependente do mercado externo e dos efeitos da privatização de setores-chave – como o de energia -, os desafios impostos pelas mudanças climáticas, que afetam a população mais pobre globalmente, e outros temas relacionados aos direitos humanos.

A 1ª Feira de Integração das Mulheres Atingidas será um espaço onde as mulheres trarão seus produtos de artesanato e regionais para expor e compartilhar, fortalecendo a cultura e a economia solidária entre as comunidades.

Em tempo

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, é esperado para almoçar no local com as mulheres atingidas, no início da tarde.

Serviço

Pauta: Jornada Nacional de Luta das Mulheres atingidas: Para enfrentar o Fascismo, a Crise Climática e Avançar nos Direitos

Programação de hoje – 03 de junho

Manhã: 1ª Feira de Integração Cultural das Mulheres Atingidas.

Tarde: Ato de denúncia dos altos juros.

Horário: 15h

O MAB fará transmissão ao vivo: @mab.org.br

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