Donald Trump, em seu momento Julius Cesar
Por Douglas Barreto da Mata
O que se pode depreender da nota divulgada pelo governo do Brasil sobre o ataque dos EUA à Venezuela? Cautela ou medo? Medo. Na minha opinião, medo. Vamos contornar as imbecilidades da mídia oficial, redes sociais e da direita brasileira.
Ditadores do mundo? Os EUA os colecionam e cevam a todos, desde muito tempo. Será que a Rede Globo pediria a invasão do nosso país pelos EUA de Jimmy Carter, eis que tínhamos um governo ilegítimo (termo usado para adjetivar maduro)? Acho pouco provável. E uma invasão da Arábia Saudita dos maiores financiadores dos terroristas sunitas wahabistas, a monarquia teocrática e violenta?
Pois é. Narcotráfico? Uai, então Donald Trump teria que fechar a CIA, a maior criadora de redes de narcotráfico do mundo, todas destinadas ao financiamento das máquinas de sabotagem geopolítica dos EUA.
Então, vamos parar com essa baboseira e vamos ao que interessa. Petróleo. Donald Trump quer petróleo. A movimentação da China, e da sua afiliada Rússia, mostra que o insumo vai encarecer para os EUA. A Venezuela é uma das últimas fronteiras nesse quesito. Talvez sejamos a próxima.
Por isso, Lula tremeu de medo. Não temos Forças Armadas, nem artefatos nucleares para dissuasão ou contenção. Não adianta tentar “trocar” de dono e pedir pela ajuda chinesa, não vai adiantar, ao menos, por enquanto. Por isso Lula se enche de medo.
A questão não é só de superioridade militar, óbvio, e a ação em solo venezuelano mostra isso. Donald Trump não banca uma ocupação, não como primeira opção, porque a parcela de população hostil é muito grande, e isso refresca a memória estadunidense com os fracassos vietnamita, afegão e iraquiano.
Por isso Lula treme de medo. Com um governo bem mais próximo da direita, com um cacoete permanente para a submissão aos EUA (e qualquer outro com poder parecido), Lula imagina que não será sequestrado como Maduro, mas entregue pelo próprio povo brasileiro.
Não é um delírio. Assim, Lula mandou digitar sua manifestação oficial com muito cuidado, quase que pedindo desculpas por falar. De nada adiantará.
O Império saiu às compras, e quem pagará a conta somos nós.
