Abraham Weintraub dá mais uma mostra pública de incapacidade matemática

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No dia 05 de Maio mostrei aqui um equívoco grave do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que festejou um custo fictício de R$ 500 mil para um exame nacional que, na realidade, custará R$ 500 milhões. Disse naquela ocasião que se não estivéssemos tempos, digamos, tão bagunçados, Weintraub seria sumariamente demitido.

Mas se houvesse quem pudesse pensar que Abraham Weintraub se tornaria mais cuidadoso com seus manuseios públicos de cálculos matemáticos triviais, a pessoa que operou um ajuste draconiano no orçamento de universidades e institutos federais, hoje ele provou o contrário e de forma igualmente bisonha. É que ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou bombons para explicar o congelamento  médio de 28,46% do orçamento das universidades públicas do país (ver vídeo abaixo).  

 

E qual é o problema aqui? É que o corte feito equivale a 28,5 e não 3,5 bombons! Ainda que em comparação com o erro anterior, a ordem de grandeza do erro tenha caído duas vezes, há que lembrar que Weintraub possui um curso de graduação em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP), o que torna esse tipo de erro algo inexplicável, para não dizer surreal.

A única explicação que não seja a de pura falta de letramento matemático por parte de Weintraub é que ele estava de gozação com a cara de quem assiste as transmissões que o presidente Jair Bolsonaro faz pelas redes sociais.

Em qualquer uma das opções acima, o caso é grave e torna ainda mais inexplicável a indicação e agora a permanência num dos cargos mais estratégicos da república brasileira.

Governo Bolsonaro aprofunda ataque à ciência brasileira

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Abraham Weintraub e Jair Bolsonaro, os arautos da destruição da ciência brasileira.

Gosto sempre de lembrar que no dia 11 de janeiro de 2019 concedi uma entrevista ao jornal português “Diário de Notícias” onde declarei que a ciência brasileira estava sob ataque ideológico do governo Bolsonaro.  De lá para cá, os ataques contra a ciência nacional foram paulatinamente se intensificando, primeiro sob a batuta de Ricardo Vélez Rodriguez e mais recentemente pelas mãos de Abraham Weintraub.

A primeira grande evidência de que o ataque inicialmente no campo da ideologia havia mudado de patamar passando para a área financeira foi o corte médio de 40% do orçamento de universidades e institutos federais. Tal ação ameaça inviabilizar o funcionamento das instituições federais de ensino em meados de agosto, justamente quando deverá (ou deveria) começar o segundo semestre acadêmico de 2019.

Mas usando uma tática brutal que se assemelha à “blitzkrieg” utilizada pelo exército alemão no início da Segunda Guerra Mundial, hoje o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), o Sr. Anderson Ribeiro Correia, fez chegar às universidades brasileiras a informação de que foram sustadas bolsas em cinco programas ( i.e., Programa de Demanda Social (DS);  Programa de Excelência Acadêmica (PROEX);  Programa de Suporte à Pós-Graduação de Ins tuições Comunitárias de Ensino Superior (PROSUC);  Programa de Suporte à Pós-Graduação de Ins tuições de Ensino Par culares (PROSUP); e  Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), no que implica num processo de asfixia financeira que deverá atingir todas as áreas do conhecimento, impedindo a continuidade de centenas de projetos de pesquisa e comprometendo a sobrevivência do ainda jovem sistema nacional de ciência e tecnologia (ver ofício abaixo).

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Há que ficar claro que pós-graduandos representam não apenas a mão-de-obra essencial para que o sistema nacional de ciência e tecnologia funcione em suas estruturas fundantes que são as universidades, mas são também a garantia de que haverá continuidade na formação de pessoal de alta qualificação, um elemento estratégico para que qualquer país enfrente os desafios científicos e econômicos deste início do Sèculo XXI. Apenas para exemplificar como a atitude tomada pela CAPES vai no sentido contrário do que está sendo feito em outros países, o governo da Alemanha anunciou no dia 03 de maio um aumento de investimentos em suas universidades e institutos de pesquisa científica na ordem de 160 bilhões (algo em torno de 800 bilhões de reais) de euros apenas para o período 2021-2030. 

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É preciso que fique claro que o movimento de asfixiar universidades e reduzir o investimento na formação de quadros científicos não é um ponto fora da linha. Como já afirmei anteriormente, o deinvestimento em universidades e no sistema de pós-graduação faz parte de um projeto de abandono de qualquer perspectiva de desenvolvimento autônomo que objetivamente ampliará a dependência da economia brasileira dos países centrais, a começar pelos EUA de Donald Trump.

Em meio a essa avalanche de ataques friso que a comunidade científica brasileira está sendo forçada a sair de dentro dos muros universitários e ir para as ruas onde se dará a disputa pelo modelo de país que queremos ser.  Como estou calejado por anos de duros enfrentamentos com os governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, a boa notícia que tenho para aqueles que agora irão começar seu noviciado de lutas fora de laboratórios de pesquisa é que a maioria da população brasileira, especialmente os seus segmentos mais proletarizados, não apenas entendem a importância das universidades, mas como não se furtam a apoiar as ações em suas defesas.

Por outro lado, o despreparo intelectual dos que lideram os ataques às instituições federais de ensino, a começar pelo ministro (sic!) Abraham “Kafta” Weintraub, são um elemento a mais a ser utilizado para derrotar o projeto de desmonte da ciência brasileira do governo Bolsonaro.  Entender essa particularidade será fundamental não apenas para organizar as ações de sensibilização da população, mas também para colocar o debate na arena onde a ciência tem o seu forte que é no uso racional e lógico do conhecimento.

Às ruas pesquisadores, a hora de defender o futuro da ciência brasileira é essa!

 

Os ministros de Bolsonaro e o (auto) elogio à ignorância

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Abraham Weintraub: entre Franz Kafka e a Kafta, o elogio à própria ignorância do ministro da Educação do governo Bolsonaro

As trapalhadas de diversos ministros do governo Bolsonaro não escondem ou, tampouco, mudam o perfil autoritário dos mesmos, apenas o reforça. Entretanto, mesmo para os padrões brasileiros que não são assim tão altos quando se trata de definir quem pode ser ministro, convenhamos que a atual safra é de uma qualidade intelectual sofrível.

Entre a apologia aos venenos agrícolas de Tereza Cristina ao Jesus na goiabeira de Damares Alves, já tivemos que ouvir Vélez-Rodriguez dizendo que todos os brasileiros são canibais, sem falar no “conge” de Sérgio Moro.

Mas, convenhamos, que dentre tantas provas de incapacidade de relacionar sua própria capacidade à realidade, destacam-se Abraham Weintraub e Ricardo Salles. O primeiro, com um currículo acadêmico que não o habilitaria em condições normais a ser docente de uma universidade federal, e o segundo com sua capacidade explícita de entender qual ministério dirige (apesar de estar no Meio Ambiente, acha que está na Agricultura).

Ainda que Weintraub e Salles nos rendam momentos hilários como a confusão feita ontem em audiência no Senado por Weintraub entre o escritor theco Franz Kafka e o prato árabe Kafta, a verdade é que esses dois ministros (ministros?) são personagens que possuem em comum a dificuldade de se autoavaliar, sempre se apresentando como muito mais importantes do que jamais conseguirão ser.

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O problema é que estando à frente de pastas estratégicas como a da Educação e do Meio Ambiente, Weintraub e Salles possuem a capacidade ímpar de causar danos que requisitarão décadas para ser corrigidos em um momento no qual há muito pouco espaço para o erro.  Por isso, mesmo que esses dois personagens sejam matéria prima de primeira qualidade para a sátira política, o fato é que precisam ser levados muito a sério, particularmente por aqueles que entendem a gravidade das consequências que o desmanche que estão realizando seja levado a cabo em sua plenitude.

E que ninguém se engane: o auto elogio à ignorância é apenas reflexo de problemas bem mais graves no tocante à capacidade de conviver com o diferente e entender do que se realmente trata experimentar a vida em sua sociedade democrática. Bom, pelo menos essa lição podemos tirar da passagem, ao mesmo tempo, de tantas figuras nada pitorescas por postos de comando no Brasil.

Por fim, há que se refletir sobre a razão da escolha de personagens tão explicitamente ignorantes para a direção de pastas fundamentais para a formulação de políticas que ajudem a tirar o Brasil do buraco em que está. Para mim a razão é bem simples: quem de fato dirige esse governo (e não falo aqui do  presidente Jair Bolsonaro) não quer tirar o Brasil das profundezas em que está. Aliás, muito pelo contrário, quando mais fundo estivermos, melhor será para eles. E, por isso, essa hegemonia de ignorantes em postos chaves. Simples mas, mesmo assim, trágico.

Jair Bolsonaro: rejeitado fora, sob pressão dentro

Estudantes do Colégio Pedro II protestam contra Jair Bolsonaro por causa de ajuste draconiano no orçamento da educação federal.

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O presidente Jair Bolsonaro teve hoje uma espécie de aperitivo dos inevitáveis protestos que ocorrerão em diferentes partes do Brasil por causa do ajuste orçamentário draconiano que seu governo está realizando contra a educação pública em nível federal.  

Esse aperitivo foi servido por estudantes do Colégio Pedro II  que foram protestar contra os cortes realizados contra o orçamento daquela instituição centenária durante celebrações dos 170 anos do Colégio Militar do Rio de  Janeiro (ver imagens abaixo).

Como está marcada uma paralisação nacional da Educação para o dia 15 de Maio, o “aperitivo” servido hoje pelos estudantes e muitos pais do Colégio Pedro II (e também de outras instituições federais de ensino), o mais provável é que cada vez mais o presidente Jair Bolsonaro tenha dificuldades para circular pelas ruas e participar de eventos públicos.

Tudo indica que os cortes realizados por Abraham Weintraub, o ministro que não sabe diferenciar  500 mil de 500 milhões, ainda vão causar muita dor de cabeça a Jair Bolsonaro. É que, como esperado, a asfixia financeira de instituições altamente qualificadas não irá ocorrer sem fortes resistências.

Ajuste orçamentário nas universidades e institutos federais deverá ampliar o desemprego e a recessão

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O corte anunciado de cerca de R$ 2,2 bilhões no orçamento de 2019 de universidades e institutos federais deverá causar fortes atrapalhos não apenas no interior das instituições ou só capacidade de produção científica brasileira.  Algo que ainda não foi apontado até aqui será o feito que esse ajuste terá sobre um número incalculável de empresas que prestam serviços ou vendem insumos e equipamentos para o sistema federal de ensino.

É que confrontados com o encurtamento do orçamento, as direções das instituições certamente terão que cortar na própria carne, começando pelos serviços básicos de limpeza e segurança, mas chegando naquelas empresas que aportam insumos e equipamentos utilizados não apenas para a pesquisa, mas também para o funcionamento de serviços hospitalares, por exemplo. Com isso, não sofrerão apenas as empresas que prestam serviços ou vendem produtos para o sistema federal de ensino, mas, principalmente, a população brasileira.

Com o encurtamento orçamentário teremos então inevitavelmente fechamentos de empresas e demissões como subprodutos do ataque que está sendo desferido pelo governo federal contra o sistema federal de ensino.

Interessante notar que, ao contrário das fake news divulgadas para dar sustentação a este ataque inédito às instituições federais de ensino, o controle orçamentário realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e também por outros órgãos de controle, o sistema federal já é fortemente monitorado, havendo pouco espaço para estripulias com o dinheiro público.  

Entretanto, sabemos que a real motivação não é nem ampliar o investimento em educação básica, já que esse segmento também sofreu cortes, ou tampouco melhorar a gestão de recursos públicos pelo sistema federal de ensino. O que está em jogo é pura e simplesmente a destruição pura e simples de um patrimônio que levou várias gerações para começar a dar frutos.  Agora, só faltará salgar a terra arrasada em que querem transformar nossas universidades e institutos federais para que ali nunca mais brote nada. Tal como fez o Império Romano em Cartago no ano 146 antes de Cristo (a.C.).  

Por último, há que se apontar que muitas cidades que possuem instalações de universidades e institutos federais são hoje diretamente dependentes da capacidade dessas instituições de empregar e dinamizar a economia municipal. Especialmente nas cidades localizadas no interior é que os efeitos colaterais do ajuste feito pela dupla Bolsonaro/Weintraub deverão resultar em repercussões mais dramáticas.

 

O MEC está nas mãos de um economista não sabe a diferença entre 500 mil e 500 milhões

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Um dos maiores problemas que vejo no atual governo não tem nada a ver com a linha ideológica adotada, pois essa estava explícita no momento em que milhões de brasileiros (57,8 milhões para ser mais correto) escolheram Jair Bolsonaro para presidir o Brasil. O problema com o atual presidente e seus ministros mais falantes é o descompromisso mais escancarado possível com dados reais para formular o quer que seja em termos de suas políticas.

O vídeo abaixo seria motivo de um pedido imediato de demissão ou de demissão imediata estivéssemos em tempos menos bagunçados na república brasileira.  E o que ele mostra? Mostra o momento em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulga um custo errado em 3 ordens de grandeza (um erro na ordem de mil vezes) para a avaliação do nível de alfabetização, durante anúncio oficial na última quinta-feira (02/05) em Brasília.

Como se vê no vídeo, Weintraub festejou inicialmente um gasto contratado de apenas 500 mil reais para a avaliação, que deve atingir cerca de 7 milhões de estudantes. Além disso, ele ressaltou o valor várias vezes, dizendo que “cada real do contribuinte” era importante. “Vamos avaliar não só o desempenho das crianças como o sistema de ensino como um todo. Nós vamos fazer um exame para 7 milhões de crianças a um custo de 500 mil reais.  A postura nossa é sempre de dizer ao pagador de imposto e à sociedade onde está sendo alocado o imposto. Então, uma avaliação que vai ser feita a 7 milhões de crianças a um custo total de 500 mil reais, para saber se as coisas estão andando bem”, comemorou o ministro.

O problema é que, minutos depois, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, informou que o valor estimado para a sua realização, na verdade, de cerca de 500 milhões de reais. “O presidente do Inep [Elmer Vicenzi] (o mesmo que no vídeo diz “Missão Dada”, supostamente cumprida) informa que o valor estimado para a aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2019 é de aproximadamente 500 milhões de reais. O valor de 500 mil reais foi incorretamente apresentado ao ministro na coletiva de imprensa realizada nesta data, em função de uma inconsistência material na planilha de custos elaborada pelo Inep”, informou a nota oficial do Instituto.

Depois da correção, o que disse Weintraub sobre o assunto? Absolutamente nada, pois estava ocupado demais cortando em quase 40% o orçamento das universidades e institutos federais. Aliás, Weintraub também estava ocupado dando explicações sobre suas notas baixas em diversas disciplinas no curso de graduação em Ciências Econômicas da Universidade de São Paulo (USP), uma delas sendo justamente Complementos de Matemática I, onde tirou zero na primeira vez que a cursou.

Mas o trágico aqui é que está demonstrado pelo próprio ministro Weintraub que ele não faz a menor ideia da diferença entre 500 mil e 500 milhões, apesar de seus longos anos de atividade no setor financeiro. Afinal, a diferença entre o que ele anunciou e o que realmente custará é de “meros” R$ 499,5 milhões.E isto, meus caros leitores, mostra apenas a ponta do grande iceberg de despreparo que Weintraub é. E salve-se quem puder.

A lição dada pelo Ministro da Educação: cobrar excelência só se for a dos outros

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Pego pelo pé com a divulgação de suas notas raquíticas no curso de graduação de Economia da Universidade de São Paulo (USP), o sempre tão loquaz ministro da Educação, Abraham Weintraub, propiciou ao Brasil via redes sociais mais um daquelas imagens que vem se difundindo no governo Bolsonaro sempre que a coisa fica difícil de ser explicado: um close de uma cicatriz que pouco ou nada corrobora a explicação dada (ver imagem abaixo).

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Para começo de conversa, quem sou eu para atirar pedras em notas baixas na graduação, já que eu também tive momentos de baixíssima performance em termos de notas nos meus primeiros anos de UFRJ, ainda que por motivos distintos de Weintraub.  Na verdade, achei até peculiar que o histórico escolar do ministro da Educação tenha ido parar nas redes, tendo sido obtido sabe-se lá como.

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Histórico escolar de Abraham Weintraub mostrando notas e coeficiente de rendimentos no curso de Ciências Econômicas da USP.

A questão é que Weintraub tem coisas muito mais importantes para se explicar ao povo brasileiro, a começar pelo corte drástico no orçamento das principais instituições de ensino do Brasil, o que coloca em risco a capacidade do país de continuar pesquisas estratégicas nas mais variadas áreas do conhecimento.  Ir às redes se fazer de vítima deveria ser a última coisa que deveria ser permitido a Abraham Weintraub neste exato momento.  Aliás, em vez de ir às redes postar vídeos com o ombro de fora para explicar notas baixas em seu curso de graduação, o ministro da Educação já deveria ter sido convocado para estar no congresso nacional dando explicações sobre sua decisão tresloucada de cortar em torno de 40% do orçamento de universidades e institutos federais, fato que ameaça fechar as melhores instituições de ensino brasileiras a partir de agosto.

Aliás, quem deveria ter que oferecer algum tipo de explicação ao Brasil são os membros da banca do concurso que aprovou Abraham Weintraub para ser professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda que com a nota mínima. É que diante de um currículo acadêmico tão raquítico como o depositado por Weintraub na Base Lattes do CNPq, fica sempre a pergunta como ele pode ser aprovado com meros 4 artigos científicos publicados (um deles fruto de suposto autoplágio), já que nas instituições federais de ensino,  o desempenho em termos de publicações acadêmicas é rotineiramente o quesito de maior peso nos certames seletivos.

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Extrato do Diário Oficial da União apresentando o resultado do concurso de professor da Unifesp de Abraham Weintraub, com aprovação com a mínima (7,0).

Mas uma coisa que sobressai no atual governo federal é que quando se olha de perto a trajetória de personagens como Weintraub, fica explícito que todos os ataques feitos contra as melhores instituições de ensino brasileiras não passam de meras querelas daqueles que não estão à altura da crítica que fazem. E em relação a isso, Abraham Weintraub não tem como dar explicações que sobrevivem ao exame da sua coerência interna.

Finalmente, aprendi uma coisa útil com o ministro Abraham Weintraub e suas explicações sobre suas notas baixas na graduação: quando pego em contradição com seu discurso de excelência, alegue depressão.   Assim, na próxima vez que minhas insuficiências e limitações forem expostas publicamente, irei prontamente alegar  que eu estava deprimido quando os fatos ocorreram. Vai que cola e eu viro ministro de alguma coisa.