Observatório dos Agrotóxicos: após renegar vacina contra COVID-19, governo Bolsonaro autoriza mais 10 agrotóxicos produzidos na China

agrotoxicosO governo pró-veneno de Jair Bolsonaro cria caso com a vacina da COVID-19, mas aprova agrotóxicos produzidos na China em ritmo acelerado

O governo liderado pelo presidente Jair Bolsonaro acaba de liberar mais 12 agrotóxicos na forma de produtos técnicos por meio do Ato No. 59 de 19 de outubro de 2020, sendo 10 deles produzidos por empresas localizadas na China. Essas aprovações mantém as empresas chinesas como importantes fornecedoras de venenos agrícolas que estão sendo usados principalmente no cultivo de commodities agrícolas, a começar pela soja, que têm na China o seu principal mercado.  

Assim, o mesmo presidente que vocifera contra uma vacina que poderá salvar milhões de vidas brasileiras por ser desenvolvida por empresas farmacêuticas chinesas, não hesita em permitir que mais venenos agrícolas sejam autorizados para livre circulação no Brasil, em que pese o fato de também serem produzidas na China.   Essa discrepância de tratamento entre uma vacina que salvará vidas e agrotóxicos cujo uso prejudica não apenas a saúde de seres humanos mas também do meio ambiente, mostra a extensão do cinismo do discurso presidencial.

Mas ao olharmos as substâncias aprovadas para uso a partir de mais este ato do Ministério da Agricultura, veremos que nesta nova rodada de liberações estão inclusos três princípios ativos proibidos pela União Europeia:  Fipronil, Tiacloprido e Tiodicarbe.  Em seus relatórios de reprovação dessas substâncias que foram preparados pela Comissão Europeia, um caso que salta aos olhos é o do Tiodicarbe cuja proibição se baseia no risco à saúde de crianças trazidos pelo consumo de uvas contaminadas por esse produto e à dos adultos por causa do consumo de vinho. Além disso, a União Europeia já proibiu o uso do Tiodicarbe nos seus países membros desde setembro de 2007, o que não impede que a substância continue sendo produzida por empresas europeias e chinesas para serem vendidas em países como o  Brasil.

Ainda em relação ao Tiodicarbe fica explícita a contradição trazida pela modificação das regras de avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, já que um produto cujo risco de dano ao ambiente é considerado como sendo de Classe I (o mais alto em termos de riscos), recebe apenas a informação de que sua toxicidade para a saúde humana é equivalente ao produto técnico de referência, sem que seja informado qual seria.

É interessante notar que com mais 12 agrotóxicos, o total de produtos liberados apenas em 2020 já chegou a 392, totalizando 895 liberações desde janeiro de 2019, o que explicita uma marcha desenfreada para a aprovação de produtos altamente perigosos para a saúde dos brasileiros e para o meio ambiente. E como já observado acima, com uma expressiva participação de empresas chinesas, sem que haja restrição como a oferecida à vacina contra a COVID-19. Em suma, as empresas chinesas são maléficas quando produzem vacinas, mas são benignas quando fornecem agrotóxicos.

E pensar que ontem mesmo publiquei informações sobre os níveis alarmantes de contaminação por agrotóxicos de alguns dos principais itens da dieta dos brasileiros. Pelo jeito, a ministra Tereza Cristina e o seu colega (na falta de melhor palavra) o ministro (ou seria anti-ministro?) Ricardo Salles acham que todo o veneno que estamos ingerindo via alimentos é pouco. 

O mais grave é que no ritmo que vai, o governo Bolsonaro vai quebrar o seu próprio recorde de agrotóxicos aprovados apenas em um ano que foi de 503 em 2020, mas pode ser ainda maior em 2020. E tudo isso em meio a uma crise sanitária!

Quem desejar acessar a lista de produtos liberados pelo Ato No. 59 de 19 de outubro de 2020 basta clicar [Aqui!]. Já para os interessados acessar a lista de todos os agrotóxicos liberados em 2020, basta clicar [Aqui!].

Brasil envenenado: relatório da Anvisa revela alimentos campeões de contaminação por agrotóxicos

Laranja, pimentão e goiaba: alimentos campeões de agrotóxicos acima do limite

Saiba quais são os alimentos com mais agrotóxicos proibidos ou acima do volume permitido e aqueles que oferecem risco imediato à saúde do consumidor. Cálculo de intoxicação da Anvisa ignora crianças com menos de 10 anos

agrotox 1A cada 14 laranjas, uma tinha agrotóxico suficiente para causar uma intoxicação aguda (Foto: Aturkus/Flickr)

Por Por Pedro Grigori e Bruno Fonseca para o ” Por trás do Alimento”

A Anvisa usou tom otimista na publicação do relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos com resultados de testes feitos em frutas e legumes entre 2017 e 2018 . Mas o documento não colocou de forma clara informações de alto interesse público que foram destaque na divulgação de relatórios anteriores. Por exemplo, quais são os alimentos em que mais foram detectados agrotóxicos em doses problemáticas? A Agência Pública e a Repórter Brasil analisaram os dados brutos do relatório em busca dessa e de outras respostas. 

A agência divulgou que, no geral, 23% dos alimentos testados tinham agrotóxicos proibidos ou acima do volume permitido. Mas esse quadro é ainda mais preocupante quando se olha alguns alimentos específicos.

Como ocorreu em anos anteriores, o pimentão foi o campeão de problemas. Em cada 10, oito tinham agrotóxicos proibidos ou acima do permitido. A novidade nesta edição do relatório foi o segundo lugar para a goiaba, que teve 42% das amostras testadas com doses acima do recomendado ou agrotóxicos proibidos. Em seguida ficaram a cenoura com 39% de desconformidade,  e o tomate com 35%.

agro 1

Além desses alimentos, também fazem parte da análise amostras de abacaxi, alface, alho, arroz, batata-doce, beterraba, chuchu, laranja, manga e uva (confira os resultados sobre cada um deles na arte acima). As coletas foram realizadas entre agosto de 2017 e junho de 2018 pelas Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais em todos os estados — apenas o Paraná ficou de fora. 

É a Anvisa que determina qual agrotóxico pode ser usado e qual a quantidade máxima de resíduo que pode ficar em cada alimento, o chamado Limite Máximo de Resíduos (LMR). De acordo com a agência, a detecção de agrotóxico acima do LMR não significa necessariamente risco à saúde do consumidor. Nesses casos, segundo a Anvisa, é necessário fazer outra avaliação específica sobre os riscos. 

“Se foi detectado acima do limite é porque ocorreu um uso desnecessário, o agricultor usou mais agrotóxico do que precisava, seja por não seguir a bula, por não ter sido orientado ou porque a praga não estava morrendo”, explica a toxicologista e pesquisadora da Fiocruz Karen Friedrich. 

Laranja pode intoxicar consumidor

Nas avaliações específicas para identificar a quantidade de agrotóxico que pode gerar problemas à saúde de quem come o alimento, a Anvisa criou um novo método para avaliar o risco agudo (a curto prazo) e crônico (a longo prazo). Para isso, a agência usou dados sobre quanto os brasileiros consomem em média de cada alimento e o peso corpóreo dos consumidores a partir de 10 anos de idade. 

Ou seja, a Anvisa ignora o risco para crianças de zero a 10 anos, grupo cuja saúde é ainda mais suscetível à intoxicação porque tem peso inferior ao dos adultos. Questionada pela reportagem, a agência confirmou a informação e atribuiu a falha à limitação  da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, usada como base para a avaliação de risco.

A partir deste cálculo, a agência concluiu que não há casos de risco crônico nos alimentos analisados e apenas 41 frutas e legumes tem potencial de risco agudo. Desses, 27 eram laranjas. Ou seja, a cada 14 laranjas vendidas nos mercados, uma tinha agrotóxico suficiente para causar uma intoxicação imediata em quem consumiu – um cenário preocupante para um país onde a fruta é consumida com frequência. 

“O risco agudo inclui uma gama de sintomas como enjoo, dor de cabeça, alteração do ritmo cardíaco e respiratório, em alguns casos podendo levar a pessoa a ser hospitalizada”, explica Karen, da Fiocruz. 

Cinco laranjas analisadas apresentaram mais de cinco vezes o limite de segurança de exposição, todas para o agrotóxico carbofurano, um inseticida proibido no Brasil desde 2017 devido aos efeitos neurotóxico. Este produto pode afetar o desenvolvimento, incluindo efeitos nos fetos, funcionais e comportamentais.

cinco laranjasLaranjas apresentam riscos para intoxicação aguda no consumidor em decorrência da presença de agrotóxico

Especialistas alertam que o problema pode não estar apenas na laranja.  A pesquisadora da Fiocruz faz críticas ao método de avaliação para risco à saúde humana, apontando que uma das falhas é a análise isolada dos agrotóxicos. “Os resultados mostram que a mistura é frequente. Interações entre os agrotóxicos podem gerar efeitos aditivos e sinérgicos que necessariamente impactam o cálculo”, explica Karen. 

Outra crítica é em relação ao cálculo de quanto o brasileiro consome. Segundo o relatório, a abordagem da Anvisa “parte do princípio de que é improvável que um indivíduo consuma grande porção de dois ou mais alimentos diferentes, em um curto período, contendo resíduos do mesmo agrotóxico nas maiores concentrações detectadas”.

Para Karen, o relatório erra ao não considerar que “a pessoa come diferentes alimentos por dia, que podem conter resíduos de diversos agrotóxicos com efeitos danosos para a saúde”. 

21 agrotóxicos no mesmo alimento

agrotox 2Oito a cada dez pimentões vendidos em mercados e feiras tinham agrotóxico proibido ou acima do permitido (Foto: Droberson/Pixabay)

Segundo análise independente deste mesmo relatório conduzida pelo Grupo de Trabalho de Agrotóxicos da Fiocruz, em 34% das amostras foram identificadas misturas de agrotóxicos, variando de dois a 21 tipos diferentes de ingredientes ativos. Os produtos que apresentaram maior percentual de mistura de agrotóxicos foram o pimentão (95%), cenoura (73%) e tomate (68%).

Foram pesquisados até 270 agrotóxicos diferentes no total, 16% a mais do que na edição anterior do relatório. No geral, o agrotóxico mais encontrado foi o imidacloprido, que apareceu em 16% dos casos. O inseticida é o oitavo agrotóxico mais vendido no Brasil, com 10 mil toneladas comercializadas em 2018, segundo o Ibama. Ele é um neonicotinoide, derivado da nicotina que tem capacidade de se espalhar por todas as partes da planta. Ou seja, descascar o alimento ou lavá-lo não é suficiente para retirar todos resíduos. Ele também é fatal para polinizadores como a abelha.

agrp 2

Logo depois, aparecem os fungicidas tebuconazol e o carbendazim — este último proibido na União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Japão por causar mutação nos genes e problemas reprodutivos.

Mas o agrotóxico que mais preocupou a Anvisa no relatório é o acefato, quinto mais vendido no Brasil, com 24,6 mil toneladas por ano. Ele é o sétimo mais encontrado e é o que mais apareceu em alimentos para os quais não é permitido, em 314 casos.

O acefato foi destaque em levantamento publicado pela Agência Pública e a Repórter Brasil sobre casos de depressão e suicídio envolvendo agrotóxicos. Ele faz parte dos organofosforados, uma classe de agrotóxicos comprovadamente neurotóxicos que podem desenvolver alterações no sistema nervoso do seres humanos, causando, entre outros problemas, casos severos de depressão. 

O potencial neurotóxico é um dos motivos que fez a União Europeia banir o acefato. No Brasil, ele passou por reavaliação, e em 2013 a Anvisa decidiu mantê-lo no mercado, mas com restrições. Entre elas, a proibição nas culturas de tomate e pimentão e fumo, entre outros que não são alimentos. 

Mesmo proibido para essas culturas, o acefato foi identificado em 41% dos pimentões e 21% dos tomates. 

No relatório, a Anvisa destaca a situação deste agrotóxico como preocupante e diz que as ações de mitigação não foram suficientes para redução significativa das irregularidades, que podem ter impacto sobre a saúde do trabalhador. “Por isso, recomenda-se avaliar a efetividade das medidas já adotadas e verificar a necessidade de propor novas ações ou ampliar as restrições regulatórias”, diz. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, os resultados não indicaram situações de risco ao consumidor, mas sim ao trabalhador rural. A agência informou que colocará nova regulamentação sobre o acefato em consulta pública. 

A Anvisa ainda não tem previsão de quando vai divulgar a próxima avaliação sobre agrotóxicos na comida, com análises feitas entre 2018 e 2019. De acordo com a Anvisa, “após a publicação da última edição, as Vigilâncias Sanitárias dos Estados e Municípios notificaram os pontos varejistas sobre os resultados dos seus estabelecimentos para que eles possam tomar as medidas necessárias junto aos seus fornecedores”. 

As secretarias de Agricultura também foram informadas, para que possam orientar os profissionais envolvidos no processo produtivo do setor primário. Confira a íntegra da resposta da Anvisa

fecho

Esta reportagem faz parte do projeto Por Trás do Alimento, uma parceria da Agência Pública Repórter Brasil para investigar o uso de agrotóxicos. Clique para ler a cobertura completa no site do projeto   [Aqui!] e [Aqui!].

Observatório dos Agrotóxicos: com mais 57 agrotóxicos aprovados, governo Bolsonaro chega a 380 liberados em 2020

PlanoSafra-Bolsonaro-TeresaCristina-Onyx-Mourao-MarcioLopesDeFreitas-OCB-18Jun2018Com Bolsonaro e Tereza Cristina, a liberação de agrotóxicos proibidos disparou no Brasil, colocando em risco a saúde dos brasileiros e dos ecossistemas naturais

Em meio aos discursos falaciosos cercando o papel da pecuária nos devastadores incêndios que consomem o bioma Pantanal, a ministra Tereza Cristina (DEM/MS) continua em sua marcha resoluta de liberar mais agrotóxicos para um mercado que já encontra inundado de substâncias proibidas em outros partes do planeta, incluindo a União Europeia e a China.

O mês de outubro foi aberto com a promulgação da aprovação de mais 57 agrotóxicos por meio do Ato 70 do dia 02, o que considerado apenas o ano de 2020, temos a liberação de 380 substâncias em 2020, e de 883 desde o início do governo Bolsonaro.

Como já ocorreu em todas as rodadas anteriores de liberações de agrotóxicos, no Ato 70 a China aparece como a principal fornecedora de agrotóxicos para o mercado brasileiro, sendo que neste caso as empresas chinesas são responsáveis pela produção de 63% dos produtos aprovados, sendo seguidas por empresas brasileiras que tiveram uma participação de 14% em função da aprovação de novos agrotóxicos que operam com base no controle biológico (ver gráfico abaixo).

Países de origem ato 70

Um aspecto sempre presente nas aprovações desses “novos” agrotóxicos é a presença de substâncias que estão proibidas pela União Europeia (em um total de 35% do total dos agrotóxicos aprovados (ver gráfico abaixo).

Status EU

Quem desejar acessar a base de dados com os 57 agrotóxicos liberados pelo Ato 70, basta clicar [Aqui!].  Já para acessar a base de dados contendo todos os agrotóxicos liberados em 2020, basta clicar [Aqui!].

Fornecedores de saladas do Reino Unido são investigados pelo lançamento de agrotóxicos em rios

Exclusivo: a Agência Ambiental age contra um local e analisa mais de 50 outros

rio UKPessoas cruzam uma ponte sobre o rio Itchen em Hampshire. Fotografia: Andrew Matthews / PA

Por Sandra Laville para o “The Guardian”

O órgão ambiental do Reino Unido está examinando se mais de 50 locais que fornecem saladas e vegetais para supermercados e outras empresas estão lançando poluição química em rios e riachos.

A ação segue revelações de que um produtor de saladas fornecedor de varejistas, incluindo Waitrose, estava despejando agrotóxicos em um córrego protegido em Hampshire.

Agência Ambiental (EA) tomou medidas contra a Bakkavor, que opera uma fábrica de agrião em Alresford, por descarregar neonicotinóides no Upper Itchen, um riacho de leito calcário protegido, depois que evidências foram coletadas pela instituição de caridade ambiental Salmon & Trout Conservation (S&T).

A Bakkavor importa safras de salada dos Estados Unidos e da Europa, além de cultivar seus próprios produtos. A produção é lavada no local e a empresa tem uma licença da EA para despejar águas residuais no Upper Itchen.

Especialistas da C&T forçaram a agência a agir sobre os poluentes do rio depois de trabalhar com a população local para fazer amostragem da água, o que sugeriu que produtos químicos estavam afetando comunidades de invertebrados, incluindo camarões de água doce, efeméridas e  tricópteros.

Os pedidos de liberdade de informação apresentados pela S&T revelaram que o acetamiprida, um neonicotinóide, estava sendo lavado das saladas para o rio em concentrações acima dos níveis aceitáveis.

O monitoramento pela EA confirmou que os agrotóxicos da lavagem das folhas da salada estavam indo para o rio. A agência está agora examinando mais de 50 outros locais onde as licenças foram emitidas permitindo-lhes lavar a produção de alimentos em rios e riachos. Ele está priorizando locais sensíveis onde o escoamento vai para  riachos de rochas calcáreas. 

Os riachos de rochas calcárias do Reino Unido, onde a água flui de fontes subterrâneas, fornecem habitats importantes para uma variedade de vida selvagem. Cientistas dizem que estão sendo devastados por um coquetel de poluentes da indústria, fazendas, descargas de esgoto e extração excessiva por parte das empresas de água.

Um porta-voz da EA disse: “Tomaremos medidas duras contra qualquer empresa ou indivíduo que cause poluição e danos significativos ao meio ambiente. Já atuamos diretamente com a Bakkavor e os resultados desse trabalho estão sendo incorporados à nossa abordagem com outras empresas que regulamos. Isso inclui avaliar os riscos em outros locais e priorizar os locais mais sensíveis. ”

Locais onde as empresas são suspeitas de poluição semelhante incluem córregos calcários como o River Test, o Avon e o Bourne Rivulet.

Charles Walker, um parlamentar conservador que preside o recém-formado grupo parlamentar de todos os partidos sobre riachos de calcáreo, disse que lavar a salada tem sido motivo de preocupação por muitos anos em relação ao seu impacto sobre riachos calcários e outros tipos de cursos d’água.

“Dou as boas-vindas à agência que analisa essas licenças. Riachos calcáreos são nossa barreira de recifes, nossas florestas tropicais. Oitenta e cinco por cento dos riachos calcários do mundo estão na Inglaterra e nossa administração deles nos últimos 50 anos tem sido lamentável ”, disse ele.

Uma das empresas que está sendo examinada pela EA é a Vitacress, uma fábrica de salada ensacada que despeja água de lavagem em um afluente do Rio Test. A EA disse: “Se o monitoramento demonstrar que um agrotóxico corre o risco de causar danos ambientais ao exceder os níveis aceitáveis ​​no meio ambiente, vamos exigir que sejam tomadas medidas para evitar isso.”

As empresas devem identificar os produtos químicos que estão ou podem estar presentes em seu descarte e fornecer essas informações em apoio ao seu pedido de licenças de descarga à EA.

A Dra. Janina Gray, da C&T, disse que não está sendo feito o suficiente para verificar a poluição química dos locais. “Ninguém achou que era um problema até que eles olharam”, disse ela. “Instamos a EA a examinar outras autorizações de descarte de lavagem de alimentos porque acreditamos que essas também podem estar despejando pesticidas nos rios.”

No mês passado, a EA revelou que nenhum rio inglês havia passado nos testes de poluição química e apenas 16% foram avaliados como estando em boas condições de saúde. Pela primeira vez, nenhum rio alcançou um bom estado químico, sugerindo que a poluição causada pela descarga de esgotos, produtos químicos e agricultura está tendo um grande impacto na qualidade do rio.

A Bakkavor anunciou que está fechando sua fábrica em Alresford no final deste mês. A empresa disse que o fechamento foi devido a uma perda significativa de negócios de um grande cliente em particular.

“Como parte de nossos testes regulares em nossa unidade de Alresford, que é monitorada pela Agência Ambiental, detectamos duas ocasiões de níveis ligeiramente mais altos de agrotóxicos em fevereiro e março deste ano”, disse um porta-voz. “Esta não era uma ocorrência comum e uma investigação completa foi realizada e ações corretivas foram tomadas, das quais a Agência Ambiental foi totalmente informada.”

Waitrose, um dos maiores clientes da empresa, disse que parou de fornecer saladas fornecidas pela Bakkavor. Um porta-voz da Waitrose disse: “Não fornecemos mais produtos do local em questão e entendemos que fechará suas portas (para sempre) em breve.”

A Vitacress disse que estava trabalhando com a EA. “Levamos todas as nossas obrigações ambientais muito a sério e sempre trabalhamos em estreita colaboração com a Agência Ambiental para garantir que estamos em conformidade com os regulamentos de licenciamento ambiental. Continuaremos a trabalhar com eles para garantir o melhor resultado para o meio ambiente, incluindo a assistência nesta revisão. ”

fecho

Este artigo foi escrito originalmente em inglês e publicado pelo jornal “The Guardian [Aqui!].

Brasil: em plena pandemia da COVID-19, vendedores de agrotóxicos faturam US$ 6,04 bilhões apenas no 1º semestre de 2020

Um total de 643,2 milhões de hectares receberam a aplicação de agrotóxicos, o que representa um crescimento de 6% sobre o 1º semestre de 2019

Plantation spraying

Foto: Getty Images

De acordo com o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), as empresas que comercializam agrotóxicos já faturaram US$ 6,04 bilhões no primeiro semestre de 2020 no Brasil. O resultado representa um ligeiro aumento nas vendas em relação aos seis primeiros meses do ano passado, quando os agrotóxicos geraram US$ 6,03 bilhões.

“Soja (+33%), milho (+29%) e algodão (+18%) puxaram o crescimento da área tratada por agrotóxicos no acumulado de janeiro a junho de 2020”, afirma o Sindiveg. Neste período analisado foram 643,2 milhões de hectares receberam a aplicação de agrotóxicos, com crescimento de 6% sobre o 1º semestre de 2019. 

Quanto aos agrotóxicos envolvidos na geração destas vendas,  no 1º semestre de 2020 os inseticidas representaram 36%, os fungicidas 33% e os herbicidas 22%. Os dados formam parte de um levantamento feito pelo Sindiveg, órgão que representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil há 79 anos e reúne 26 empresas associadas. 

O estado do Mato Grosso foi aquele onde mais se usou agrotóxicos no período, representando 28% do total, seguido por São Paulo (13%), estados da região do Matopiba (12%), Paraná (10%), Goiás e Distrito Federal (10%), Mato Grosso do Sul (8%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (8%) e Minas Gerais (4%).

“Uma análise mais ampla, como a do 1º semestre de 2020, permite visão mais clara do impacto do uso dos agrotóxicos nos mais diferentes cultivos, mostrando não apenas os maiores desafios fitossanitários, mas destacando o essencial papel dos defensivos (i.e., agrotóxicos) para a agricultura brasileira”, ressalta o presidente do Sindiveg, Julio Borges Garcia.

fecho

Com texto adaptado de informe fornecido pelo AgroLink [Aqui!].

A démarche destrutiva de Ricardo Salles revela a verdadeira (anti) natureza do governo Bolsonaro

bolsonaro-ricardo-sallesJair Bolsonaro e Ricardo Salles, os dois artífices do caos ambiental brasileiro

No dia de ontem, a reunião de um hoje amputado Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) decidiu aprovar uma série de graves regressões existentes para a proteção de manguezais, áreas de restingas e mananciais hídricos brasileiros. Os interessados nessas regressões são os segmentos de sempre (latifundiários, incorporadores imobiliários, fabricantes e grandes usuários de venenos agrícolas, e empresários ligados à criação de camarão) e o carrasco é o anti-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

As votações pela anulação de resoluções que protegiam áreas ecologicamente sensíveis e impediam a retirada excessiva de água para irrigação, bem como a queima de embalagens de agrotóxicos, foram por uma maioria expressiva, refletindo a expulsão da sociedade civil e de órgãos ambientais da composição do Conama. Em outras palavras, essa foi uma maioria friamente calculada e produzida a partir do primeiro dia em que Ricardo Salles sentou o pé no Ministério do Meio Ambiente para transformá-la em uma espécie de “Ministério dos Poluidores”. 

Essa atuação de Ricardo Salles é uma expressão acabada da materialização do “passa boiada” que ele publicamente explicitou na malfadada reunião ministerial de 22 de abril. O avanço dessa démarche trará graves impactos para o meio ambiente brasileiro, com o potencial de causar graves alterações que atingirão quem hoje vive nos estados costeiros, seja pela perda de serviços ambientais ou pela invasão por parte de grandes conglomerados internacionais que irão impor uma espécie de recolonização de praias e restingas, bem como a completa destruição de ecossistemas de manguezais. Isto sem falar no aprofundamento da verdadeira orgia do veneno em que transformou a liberação de agrotóxicos banidos em outros países, mas liberados para uso no Brasil.

E que ninguém se engane acerca do significado dessa regressão ambiental, pois ela estava mais do que anunciada pelo então candidato Jair Bolsonaro, ainda que nunca tivesse explicado como ela se daria.  Assim, o que estamos agora vendo é a apenas uma pequena fração do processo de destruição que está sendo planejado para ocorrer no Brasil enquanto o atual governo ultraneoliberal de Bolsonaro/Guedes estiver no poder. Entender isso será a primeira condição para que haja a devida reação.  Do contrário, não vai sobrar nada para ser protegido quando esse governo chegar ao seu fim que promete ser melancólico.

Quem desejar entender melhor o que ocorreu ontem na reunião do Conama, sugiro a leitura da nota técnica preparada pela organização não-governamental “Política por Inteiro”, que pode ser acessada [Aqui!].

Corporações globais dos venenos agrícolas: ganhos bilionários, mas com crescentes pressões contrárias

Lista de classificação das 20 principais empresas agroquímicas globais de 2019 recompostas, agraciadas por 11 empresas chinesa

pesticides

Recentemente, a AgroPages divulgou a lista de classificação das 20 maiores empresas agroquímicas globais de 2019. De acordo com a lista, no FY2019, as vendas totais dessas 20 maiores empresas agroquímicas alcançaram US $ 59,53 bilhões, crescendo US $ 3,13 bilhões, ou 5,6%, em comparação com US $ 56,396 bilhões no FY2018. A proporção da concentração foi aumentada ainda mais. Dessa forma, a lista do ranking das 20 melhores empresas foi recomposta. Os novos 4 jogadores principais foram: Bayer CropScience, Syngenta, BASF e Corteva, seguidos de perto por FMC e UPL. Especificamente, os 4 principais participantes responderam por 57% das vendas totais das 20 maiores empresas e os 10 principais participantes representaram quase 90%. Em termos de taxa de crescimento, o UPL liderou a lista, com uma taxa colossal de 66%. O destaque foi que até 11 empresas chinesas figuraram na lista. 

De acordo com dados estatísticos da Phillips McDougall, com base nos níveis ex-fábrica, em 2019 o mercado global de agrotóxicos para lavouras registrou vendas de US $ 59,827 bilhões, representando uma queda de 0,8% em comparação com o nível de US $ 60,304 bilhões em 2018. 2019, o mercado global de pesticidas foi afetado negativamente por uma ampla gama de fatores. Para começar, muitas partes do globo enfrentaram duros desafios climáticos – principalmente as enchentes que infligiram a América do Norte e as secas que afetaram o sudeste da Ásia e a Austrália – limitando assim a aplicação de produtos de proteção à lavoura. Em segundo lugar, as disputas comerciais China-EUA têm afetado o cenário global do comércio de safras. Terceiro, as políticas draconianas da Europa sobre o manejo de pesticidas resultaram no banimento do uso de alguns dos produtos fitossanitários básicos. Finalmente, A China impôs regulamentos mais rígidos sobre segurança e proteção ambiental. Em termos de mercados regionais, a América Latina foi a única região que obteve ganhos. A região registrou um crescimento expressivo de 17,6%, compensando efetivamente o declínio em todas as outras regiões.

quadro 20

Quatro gigantes prometem ser recompostos

Graças à aquisição da Monsanto, em 2019, a Bayer CropScience ultrapassou a Syngenta, liderando a lista com US $ 10,374 bilhões em vendas. Isso permitiu que a Bayer se tornasse a maior empresa de agrotóxicos do mundo, que teve um crescimento de desempenho de 7,6% ano a ano. No portfólio de agrotóxicos da Bayer, o herbicida tem um papel de liderança, respondendo por 46,9%. Em 2019, as vendas de herbicidas chegaram a €5,097 bilhões, um salto de 22,2% com relação ao ano anterior. Em 2019, a Bayer CropScience viu suas vendas na América do Norte – seu maior mercado regional (incluindo pesticidas e sementes) – aumentarem em 86,2%, para EUR 8,743 bilhões.

A Syngenta, que ficou em segundo lugar com uma pequena diferença, registrou vendas de agrotóxicos de US $ 10,118 bilhões, um aumento de 2,1% ano a ano. Herbicida, a maior categoria de produtos da Syngenta, rendeu à empresa US $ 3,538 bilhões em vendas em 2019. O nascimento do Syngenta Group, um titã agroquímico global, foi sem dúvida o maior marco para a indústria agroquímica global no ano. Em 2019, o Grupo Syngenta registrou vendas de até US $ 23 bilhões (incluindo cerca de US $ 14 bilhões em negócios de agrotóxicos), prometendo reescrever o ranking da lista mais uma vez.

Em 2019, as vendas de agrotóxicos da BASF Agricultural Solutions cresceram 3,0%, para US $ 7,123 bilhões. Herbicida, representando 41,1%, é a principal categoria de produtos da BASF e registrou EUR 2,616 bilhões em vendas em 2019. A América do Norte representa o maior mercado regional da BASF. Em 2019, as vendas da empresa na região atingiram EUR 3,108 bilhões (incluindo pesticidas e sementes), aumentando 43,5% ano a ano e respondendo por 39,8% das vendas totais da empresa. Europa; América do Sul, África, Oriente Médio como um todo; e a Ásia representou 27,1%, 23,0% e 10,0%, respectivamente.

Seguindo a BASF, a Corteva registrou vendas de agrotóxicos de US $ 6,256 bilhões, queda de 2,9% ano a ano. Do portfólio de defensivos agrícolas da Corteva, a América do Norte é o maior mercado regional, cujas vendas em 2019 alcançaram US $ 2,205 bilhões (representando 35,2%), queda de 9,6% ano a ano. América latina; Europa, Oriente Médio e África como um todo; e o Pacífico Asiático representou 28,1%, 21,8% e 14,9%, respectivamente.

Empresas intermediárias miram alto

As empresas que ocupam o 5º ao 9º lugar na lista – incluindo FMC, UPL, ADAMA, Sumitomo Chemical e Nufarm – com vendas combinadas de US $ 17,77 bilhões, representaram 30% das vendas totais dos 20 principais jogadores. Exceto a ADAMA, que teve uma queda modesta nas vendas, os outros jogadores intermediários obtiveram crescimento em seu desempenho de vendas. A UPL viu o aumento mais forte de 66% com relação ao ano anterior, liderando a lista em termos de taxa de crescimento.

Em 2019, a FMC ocupou o 5º lugar na lista com vendas de US $ 4,61 bilhões, um aumento de 7,6% ano a ano. Esse crescimento se beneficiou principalmente de maiores volumes e preços elevados dos agrotóxicos da empresa. A empresa registrou o maior aumento na América Latina, onde suas vendas cresceram 19% ano a ano. A alta de preços também foi um dos fatores críticos que impulsionaram seu desempenho.

Beneficiando-se da aquisição bem-sucedida da Arysta LifeScience, a UPL teve um aumento colossal de 66% em suas vendas de agrotóxicos, com os agrotóxicos respondendo por 88% de seu negócio total. Exceto na Europa, as vendas denominadas em rúpias do negócio geral da UPL registraram crescimento de dois dígitos em todos os mercados regionais, com o mercado latino-americano registrando o salto mais forte de 24% com relação ao ano anterior. Em termos de vendas de pesticidas, a UPL ficou em 4º lugar no Brasil e em 1º lugar no México e na Colômbia.

Em 2019, as vendas de agrotóxicos da ADAMA, uma subsidiária do Syngenta Group, somaram US $ 3,611 bilhões (representando 90,3% de suas vendas totais), permanecendo praticamente estável em comparação com o nível de 2018 e permitindo que a empresa ocupasse a 7ª posição na lista das 20 maiores empresas. Entre os vários defensivos agrícolas da ADAMA, o herbicida representa a maior categoria de produtos, cujas vendas em 2019 alcançaram US $ 1,72 bilhão, representando 47% das vendas totais de todos os agrotóxicos. Quando se trata de vendas regionais (incluindo defensivos agrícolas e intermediários e ingredientes), Europa e América Latina, com vendas de US $ 1,030 e US $ 1,022 respectivamente, classificadas entre as melhores dos 5 principais mercados. Especificamente, o mercado europeu viu uma queda de 2,6% em suas vendas; enquanto o mercado latino-americano viu o maior, 9,3% de aumento ano-a-ano. Além do que, além do mais,

Afetada por condições climáticas extremas na América do Norte, a Sumitomo Chemical, que ficou em 8º lugar na lista, registrou US $ 2,575 bilhões em vendas no ano fiscal de 2019, um aumento modesto de 1,5% ano a ano. Notavelmente, no início de abril de 2020, a Sumitomo Chemical concluiu oficialmente sua aquisição das operações da Nufarm na América do Sul. Após esta aquisição, o negócio de agrotóxicos da Sumitomo Chemical na América do Sul ultrapassará o da América do Norte e verá as vendas na região excederem JPY 100 bilhões.

Devido às secas prolongadas na Austrália, a Nufarm, que ficou em 9º lugar na lista, viu seu crescimento nas vendas de agrotóxicos denominados em AUD em todas as regiões, exceto na Austrália e na Nova Zelândia. Por categoria de produto, as vendas de herbicidas aumentaram 8% para AUD 2,29 bilhões, com o crescimento dos herbicidas fenoxi compensando uma queda de 3% nas vendas de glifosato devido às condições climáticas desfavoráveis ​​na Austrália. As vendas de glifosato representaram aproximadamente 10% da margem bruta total da empresa em 2019. Outras receitas de herbicidas aumentaram 21% em relação ao ano anterior, sendo Dicamba, Flumioxazin, Bromoxinil e Fluazifop os principais contribuintes. As vendas de inseticidas aumentaram 21% para AUD 462 milhões, com crescimento impulsionado principalmente por uma contribuição de um ano inteiro dos portfólios europeus adquiridos e crescimento contínuo no Brasil.

As vendas de fungicidas aumentaram 30%, para AUD 410 milhões. O crescimento foi impulsionado principalmente por uma contribuição do ano inteiro dos portfólios europeus adquiridos com misturas de tebuconazol e procloraz apresentando forte crescimento, apesar do fornecimento restrito limitar as vendas.

Empresas chinesas ganham destaque

Nove das 11 empresas após as 9 primeiras na lista estavam sediadas na China, com a Yangnong Chemical completando as 10. Outras duas empresas japonesas foram Kumiai Chemical e Nissan Chemical, que classificaram em 15º e 16º, respectivamente.

Em 2019, a Yangnong Chemical viu suas vendas de agrotóxicos dispararem 58,8% com relação ao ano anterior, para US $ 1,251 bilhão, um salto que mudou sua posição de 14º em 2018 para 10º em 2019. Em 2019, Yangnong Chemical implementou uma importante reestruturação de ativos usando CNY 913 milhões em dinheiro para comprar uma participação de 100% na Sinochem Crop Care e uma participação de 100% na Shenyang Sinochem Agrochemicals R&D Co., Ltd, ambas controladas pela Sinochem International. Essa reestruturação colocou a empresa em uma posição muito mais forte para inovar agrotóxicos, promover preparações, operar de forma integrada (pesquisa, produção e comercialização) e competir no mercado. Além disso, a Yangnong Chemical, com base em sua força de sólidas capacidades de segurança de abastecimento, tenta satisfazer a demanda de clientes valiosos e clientes em potencial em casa, expandindo assim as vendas de agrotóxicos. A empresa é pró ativa no desenvolvimento de mercados para seu novo produto, a piraclostrobina, para criar um novo ponto de crescimento. Ela continua a aprofundar sua colaboração com a Sinochem Crop Care, aumentando drasticamente as vendas de preparações. Ele aumenta consistentemente a profundidade de sua cooperação estratégica com multinacionais agroquímicas em novos projetos e novos produtos. Enquanto isso, a empresa realiza o registro do produto com eficácia para estabelecer uma base sólida para a expansão dos negócios.

Beneficiando-se do progresso constante da “plataforma de acesso rápido ao mercado” globalmente, bem como de um profundo compromisso com suas marcas proprietárias, a Shandong Weifang Rainbow Chemical Co., Ltd. viu suas vendas atingirem US $ 880 milhões em 2019, um aumento de 8,8% no ano -no-ano. Depois da Rainbow Chemical, a Beijing Nutrichem divulgou vendas de pesticidas de US $ 757 milhões, uma queda acentuada de 19% com relação ao ano anterior. Esta queda nas vendas apontou principalmente para as fracas exportações da indústria em meio a situações complicadas de comércio internacional durante o período do relatório, disse a empresa. Diante desse cenário, a empresa aprofundou sua estrutura de negócios e encolheu seus negócios comerciais. No entanto, devido à suspensão da produção de sua subsidiária Yancheng Southchem, seu negócio de autoprodução viu uma queda na receita, resultando em menos lucro operacional. Além do mais, devido à desaceleração do setor,

Em 2019, a Nanjing Red Sun, que ocupava a 13ª posição na lista, viu suas vendas de agrotóxicos cairem 22,4%, para US $ 691 milhões. Adversidades e pressões internas e externas colocaram desafios aos resultados operacionais, observou a empresa. Diante dessas adversidades e pressões, a empresa viu o preço de seus principais produtos, como o paraquat, cair em meio à volatilidade e viu seus custos operacionais abrangentes subirem, levando a um declínio substancial nos resultados operacionais. Em resposta, a empresa se compromete com uma abordagem de negócios de “concentração no negócio principal, refinando as cadeias industriais de força e diversificando a linha de produtos principais”. Sob esta abordagem, a empresa se baseia em seus pontos fortes na tecnologia de pesticidas verdes decorrentes da transformação de pesticidas tradicionais usando “digitalização + tecnologia bioquímica”, bem como em seus pontos fortes em produtos e cadeias industriais. Trabalha em estreita colaboração com seus parceiros para estabilizar a produção e o fornecimento de produtos essenciais. Em particular, a empresa pressionou muito para promover e vender o Aquacide, seu carro-chefe, cujas vendas e participação de mercado aumentaram significativamente em comparação com os níveis do ano anterior. Isso não apenas freou a queda no desempenho da empresa no período atual, mas também estabeleceu uma base sólida para que a empresa se tornasse a pioneira no mercado a colher maiores benefícios. Trabalha em estreita colaboração com seus parceiros para estabilizar a produção e o fornecimento de produtos essenciais. Em particular, a empresa pressionou muito para promover e vender o Aquacide, seu carro-chefe, cujas vendas e participação de mercado aumentaram significativamente em comparação com os níveis do ano anterior. Isso não apenas freou a queda no desempenho da empresa no período atual, mas também estabeleceu uma base sólida para que a empresa se tornasse a pioneira no mercado a colher maiores benefícios. Trabalha em estreita colaboração com seus parceiros para estabilizar a produção e o fornecimento de produtos essenciais. Em particular, a empresa pressionou muito para promover e vender o Aquacide, seu carro-chefe, cujas vendas e participação de mercado aumentaram significativamente em comparação com os níveis do ano anterior. Isso não apenas freou a queda no desempenho da empresa no período atual, mas também estabeleceu uma base sólida para que a empresa se tornasse a pioneira no mercado a colher maiores benefícios.

Em 2019, a Lier Chemical viu suas vendas de agrotóxicos cair 3,3% com relação ao ano anterior, para US $ 586 milhões. Vários fatores foram responsáveis ​​pelo declínio nas vendas. Em primeiro lugar, os principais produtos da empresa contribuíram com menos lucro, em parte devido a quedas drásticas no preço de seus principais produtos, decorrentes do acirramento da competição de mercado, e em parte aos aumentos de preços de algumas matérias-primas. Em segundo lugar, a empresa precisava ter seus produtos registrados antes de chegarem aos mercados internacionais. Terceiro, os custos operacionais da empresa aumentaram à medida que ela investiu mais em pesquisa e desenvolvimento de produtos.

A Hubei Xingfa Chemicals, que ocupava a 20ª posição na lista, foi a primeira nova empresa a entrar na lista e em 2019 viu suas vendas crescerem moderadamente 2,8%, para US $ 523 milhões. De acordo com a empresa, no primeiro semestre de 2019, devido a uma série de razões – incluindo melhora na taxa de produção da indústria, aumento da oferta do mercado, aumento do estoque de mercado, bem como redução da compra dos Estados Unidos, um importante consumidor de glifosato , tendo sofrido prolongados eventos climáticos terríveis – o mercado de glifosato estava lento e seus preços caíram em meio à volatilidade. Durante julho e agosto, devido às rígidas regulamentações impostas à indústria do fósforo amarelo no sudoeste da China, o preço do fósforo amarelo subiu, fornecendo suporte de custo mais forte para o glifosato e resultando em uma alta no preço de mercado do glifosato. De setembro a dezembro, devido à queda do preço do fósforo amarelo e também ao aumento do ritmo de operação da indústria, a demanda do mercado de glifosato voltou a desacelerar. Todos esses fatores afetaram o desempenho de vendas da empresa.

A Kumiai Chemical, que ficou em 15º lugar na lista, em 2019 viu suas vendas denominadas em US $ cair drasticamente em 24,7%, mas viu suas vendas denominadas em JPY subir 6,6%, para JPY 72,623 bilhões. De acordo com a empresa, para produtos agrícolas no mercado japonês, embora as vendas em grande escala do herbicida Effeeda para arrozais tenham começado, as vendas de produtos estabelecidos, como Top Gun e GanGan, diminuíram. Como resultado, as vendas de herbicida para os arrozais diminuíram em geral de ano para ano. Por outro lado, as vendas de inseticidas para controle de pragas do arroz aumentaram ano a ano porque novos agentes compostos contendo piraxalto foram lançados e as remessas de agentes compostos contendo isotianil expandiram. Assim, as vendas de agentes para os arrozais em geral foram maiores do que no ano fiscal anterior.

As vendas de produtos especiais em geral aumentaram ano a ano. Para as vendas de ingredientes ativos desenvolvidos internamente, Effeeda, um herbicida para arrozais, e Fantasista, um pesticida para horticultura, mantiveram um crescimento constante, e as vendas de produção consignada e vendas para campos de golfe e outras instalações não agrícolas também tiveram desempenho superior ao anterior ano fiscal.

As vendas para mercados fora do Japão aumentaram em relação ao ano fiscal anterior. As vendas do principal Axeev, um herbicida para agricultura de sequeiro, permaneceram robustas nos Estados Unidos, apesar de um declínio na área cultivada com grãos de soja, um importante produto alvo, devido às chuvas prolongadas do início da primavera e ao atrito comercial entre EUA e China. A ação herbicida do Axeev continuou a ser bem avaliada na Argentina e na Austrália também, e as vendas aumentaram de forma constante lá.

A Nissan Chemical, que ficou em 16º lugar na lista, em 2019 viu suas vendas denominadas em US $ aumentar em 14,7%, para US $ 655 milhões, e viu suas vendas denominadas em JPY subir 2,1% para JPY 64,038 bilhões. No mercado nacional de agrotóxicos, foram fortes as vendas de “GRACIA” (inseticida) lançado em maio no Japão. A receita de “ROUNDUP” (herbicida não seletivo para tratamento de folhas) aumentou em relação ao ano anterior devido a desastres naturais no primeiro semestre do exercício anterior ano, e se manteve estável no segundo semestre deste exercício. No mercado externo de agroquímicos, as vendas de “TARGE” (herbicida) diminuíram, mas as vendas de “GRACIA” para o mercado coreano e de “QUINTEC” (fungicida) adquiriram no terceiro trimestre contribuiu para as vendas.

Desempenho melhor ainda é esperado apesar dos desafios maiores

Desde 2020, o surto repentino de COVID-19 teve impactos sem precedentes na indústria agroquímica global. De acordo com os resultados financeiros do 2º trimestre do ano fiscal de2020 publicados pelos 5 maiores titãs agroquímicos – Bayer, BASF, Corteva, FMC e ADAMA, quatro dessas cinco empresas viram diferentes níveis de declínios em seus resultados do 2º trimestre, exceto ADAMA, que registrou um aumento modesto em seu vendas. COVID-19 impactou temporariamente o desempenho dessas empresas. Além disso, a pandemia está levando essas empresas a transformar e atualizar todos os elementos de suas cadeias de valor. Além do mais, COVID-19 significa fazer a indústria inovar com mais rapidez como um todo. Apesar das diversas pressões no mercado global de agroquímicos por enquanto, à medida que a população continua a aumentar e as pessoas precisam cada vez mais de produtos agrícolas.

fecho

Esta reportagem foi escrita inicialmente em inglês e publicada pela AgNews [Aqui! ].

Para quê e a quem serve a ciência que se faz?

Pesquisa realizada na Universidade Estadual do Norte Fluminense é citada em relatório produzido pela ONU sobre a situação dos direitos humanos no Brasil

ciencia 1

Muitas vezes há quem questione o papel da ciência no entendimento e modificação da realidade. Por outro lado, tomados pela lógica do produtivismo acadêmico há quem dentro da comunidade científica se exima de fazer ciência que incomode quem os financia, especialmente se eles estão abraçados com as corporações privadas.

De minha parte, tenho sempre tentado ser um pesquisador que busca investigar elementos que possam ser efetivamente úteis para o entendimento e modificação da realidade.  Por esse motivo, não me considero um indivíduo de passagem fácil dentro até da universidade onde escolhi trabalhar, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

O fato é que procuro sempre seguir o vaticínio de que “a prática é o critério da verdade”, e ainda que isto não me torne exatamente uma pessoa popular, eu consigo sempre repousar a cabeça no travesseiro e dormir imediatamente.  Faço porque dispenso os elogios fáceis e as amizades traiçoeiras, pois acho que já tive a dose suficiente dessas coisas ao longo da vida. 

Mas por que estou oferecendo essa reflexão? É que, de tempos em tempos, vejo que o caminho que optei por seguir como pesquisador tem suas recompensas. É que hoje encontrei no relatório intitulado “Visit to Brazil – Report of the Special Rapporteur on the implications for human rights of the environmentally sound management and disposal of hazardous substances and wastes”  que acaba de ser submetido à 45th Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, uma referência a um artigo intitulado “Modes of pesticides utilization by Brazilian smallholders and their implications for human health and the environment” que publiquei com colegas da Uenf sobre o uso de agrotóxicos em um assentamento de reforma agrária em Campos dos Goytacazes na revista Crop Protection em 2012 (ver imagem abaixo).

crop protection

Esse artigo já vinha sendo um motivo de alegria, pois desde sua publicação já foi citado em dezenas de outros estudos científicos e em relatórios de agências multilaterais, começando pela FAO. Mas me arrisco a dizer que ao ser incluído neste relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, especificamente na seção que trata dos malefícios causados pelo uso intenso e abusivo de agrotóxicos no Brasil, este artigo alcançou um outro nível de contribuição ao conhecimento e aos esforços para modificação da realidade.

agricultura familiar

Agricultor trabalha com agrotóxicos em um plantio de abacaxi sem qualquer tipo de proteção

E esse é o tipo de ciência que só universidades públicas podem produzir, pois, em que pesem todas as limitações impostas pelas restrições de financiamento e de perseguições políticas, é nelas que se produz mais de 90% da ciência brasileira. Por isso, os ataques recentes contra a sustentação econômico e à liberdade de cátedra que estão sendo realizados de fore e dentro das universidades brasileiras.

Finalmente, existem muitos pesquisadores que hoje se medem apenas pelo que dizem as famosas “métricas”, a começar pelo decantado Fator H. Eu diria que não obstante as métricas serem os indicadores da vez sobre a potencial contribuição da ciência que se produz, há muito mais coisa para além dos muros.  Entender isso, sem abrir mão da qualidade da ciência que se almeja produzir, será fundamental para a sobrevivência da ciência brasileira e das universidades públicas onde ela é produzida.

Observatório dos agrotóxicos: em dois atos, governo Bolsonaro aumenta tsunami de agrotóxicos no Brasil

bolso-agrotoxicos

Enquanto o fogo consome a Amazônia e o Pantanal e quase 140 mil brasileiros já morreram por causa da COVID-19, o governo Bolsonaro segue sua marcha firme de liberações de agrotóxicos, com a publicação dos Atos 51 e 55  de 2020 por meio dos quais mais 45 agrotóxicos foram autorizados para comercialização no Brasil, totalizando 323 venenos agrícolas liberados apenas em 2020. Com isso, o grande “total” de produtos liberados em pouco mais de 20 meses de governo Bolsonaro chega a incríveis 826 agrotóxicos.

pais de origemPaíses que sediam indústrias que fabricam os agrotóxicos aprovados pelo governo Bolsonaro em 2020

Essa nova rodada de aprovações reforça o papel da China como principal produtora dos agrotóxicos consumidos pelo Brasil, sendo que o gigante asiático concentra 51,7% de todo os produtos liberados pelo governo Bolsonaro. Este dado reforça a relação simbiótica entre o latifúndio agro-exportador brasileiro e a China. É que não apenas a China é a principal compradora da soja, justamente a commodity que mais precisa dos agrotóxicos “Made in China” para se tornar viável.

Outro aspecto recorrente é aprovação de agrotóxicos proibidos pela União Europeia em uma proporção costumeira de 30%.  Aí estão incluídos produtos como a Ametrina, o Fipronil e o Tiametoxam.  Outros produtos controversos como o Dicamba e o Glifosato continuam sendo aprovados em que pesem todos os problemas de regulação que estão enfrentando nos EUA, que possui uma legislação comparativamente mais flexível do que a adotada pela União Europeia.

Um detalhe que emerge das análises que tenho feito sobre a produção dos agrotóxicos que estão sendo aprovados no Brasil é que empresas europeias como Basf, Bayer e a própria Syngenta estão deslocando a produção de determinados venenos não apenas para a China, mas também para países dentro da União Europeia como Espanha e Itália, provavelmente com um mecanismo de escapar de mecanismos regulatórios mais estritos já existentes na Alemanha e Suíça para produtos banidos nestes países , mas que continuam sendo produzidos por corporações sediadas nestes países.

No tocante à toxicidade desses produtos, as recentes mudanças realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para mudar os critérios de impacto sobre a saúde humana acabaram criando uma situação que é, no mínimo, curiosa. É que para todos os produtos aprovados nestes dois atos, a toxicidade humana é menor do que a ambiental. Em outras palavras, produtos reconhecidamente tóxicos e que estão banidos em outros países justamente pelos seus danos à saúde humana como é o caso da Atrazina e do Acefato, no Brasil agora passaram a ser mais perigosos para o meio ambiente do que para os seres humanos.

Mural Virtual - Educação Ambiental: CHUVA DE VENENO AMEAÇA PARQUES NACIONAIS

Enquanto isso as chamas incineram as florestas da Amazônia e os animais do Pantanal para abrir mais caminho para os venenos que estão sendo liberados pelo governo Bolsonaro. E com isso, claro, teremos mais veneno nos nossos rios, na água que consumimos e na comida que ingerimos. 

Para acessar a planilha contendo os agrotóxicos liberados pelo Ato 51, basta clicar [Aqui] .

Para acessar a planilha contendo os agrotóxicos liberados pelo Ato 55, basta clicar [Aqui!] .

Para acessar a planilha contendo todos os agrotóxicos liberados em 2020, basta clicar  [Aqui!].

 

 

Tereza Cristina: de “musa do veneno” a “rainha dos ultraprocessados”

Governo tenta incluir ultraprocessados em guia de alimentação saudável

tereza-cristina-600x387Não contente ser apenas a “Musa do Veneno”, a ministra Tereza Cristina (DEM/MS) também quer ser a “Rainha dos Ultraprocessados”

Por Guilherme Mendes para o Congresso em Foco

O Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP) publicou uma nota nesta quinta-feira (17) em que acusa os ministérios da Saúde e da Agricultura de promoverem uma pressão pela alteração do Guia Alimentar para a População Brasileira.

O documento de referência, editado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Nupens, tem diretrizes para incentivar a alimentação saudável e, segundo a universidade, tem aclamação mundial por parte de organismos internacionais de combate à fome. O guia, em sua edição mais recente, está disponível aqui.

Segundo o Nupens, o ofício encaminhado pela ministra Tereza Cristina veio acompanhado de uma nota técnica, contestando informações presentes no Guia. O documento foca as críticas na definição que os autores do manual fazem aos alimentos ultraprocessados – comidas com alto número de ingredientes e conservantes químicos, e baixíssimo valor nutricional.

Estes produtos, como bolachas, refrigerantes, salgadinhos e macarrão instantâneo, fazem mal à saúde humana e devem ser evitados em dietas saudáveis, segundo o Guia. Agora, o Ministério da Agricultura contesta esta conceituação.

hipermercadoAlimentos ultraprocessados causam vários males à saúde dos consumidores. Mesmo assim, Tereza Cristina quer incluí-los no guia alimentar dos brasileiros

O ofício é assinado pelo Coordenador-Geral do Departamento de Análise Econômica e Políticas Públicas do Ministério da Agricultura, Eduardo Mello Mazzoleni. O representante do ministério argumenta que o guia alimentar induz a população brasileira a uma limitação da autonomia das escolhas alimentares, e que o critério para se apontar uma comida como ultraprocessada  seria cômico.

“As receitas domésticas que utilizam vários ingredientes não podem em hipótese alguma serem rotuladas dessa forma, o que demonstra um evidente ataque sem justificativa a industrialização”, compara a nota. “Pesquisas demonstram que não existem evidências de que o valor nutricional e a saudabilidade de um alimento estejam relacionados aos níveis de processamento, uma vez que existem alimentos processados que contribuem com uma ampla variedade de nutrientes em todos os níveis de processamento.”

Mazzoleni também fez críticas gerais ao documento – definido por ele como um dos “piores” do planeta em sua área. A nota técnica recomenda à ministra que ordene a sua imediata e urgente revisão.

O Nupens alega que a nota técnica omite a vasta literatura científica nacional e internacional acumulada desde 2009, quando a classificação e o conceito de alimentos ultraprocessados foi por ela proposta.

Ainda na nota (disponível aqui), o núcleo de pesquisas alega que as alegações para a alteração apresentadas pelos ministérios são frágeis e inconsistentes, e que o Guia brasileiro é reconhecido internacionalmente por sua qualidade científica por órgãos internacionais. “Confiamos que o Ministério da Saúde e a sociedade brasileira saberão responder à altura o que se configura como um descabido ataque à saúde e à segurança alimentar e nutricional do nosso povo”, afirmou.

fecho

Este texto foi originalmente publicado pelo site Congresso em Foco [Aqui!].