Com Anthony Garotinho não basta prender, há que se esmagar a imagem e calar a sua voz

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Há quem estranhe o meu estranhamento com as condições em que está se dando a prisão domiciliar do ex-governador Anthony Garotinho. Quem estranha isso é porque não me conhece bem. É que nunca fui de me juntar às turbas que aproveitam de determinados momentos para tentarem linchar quem está caído no chão.  E por achar que é isto que vem acontecendo, não posso me furtar a expressar minha oposição não apenas à prisão domiciliar, mas como também à tentativa de esmagar a imagem pública de Anthony Garotinho. E, pior, de calá-lo.

A questão aqui é preciso que se diga não se refere a apoiar a forma de praticar política que o ex-governador Anthony Garotinho optou por exercer ao longo de sua trajetória.  Mas como não se trata de aderir ou concordar, não vejo qualquer problema em apontar para as três facetas que apontei acima.  E o que preocupa mais é o fato de que se é possível fazer o que está sendo feito contra Anthony Garotinho, não posso deixar de apontar para os efeitos ainda mais deletérios que podem recair contra milhões de brasileiros que não possuem nem a capacidade de articulação política ou os recursos que o ex-governador possui para se defender.  Em outras palavras é pelo menos afortunados que me vejo obrigado recusar a apoiar decisões judiciais peculiares ou me juntar à turba de linchadores travestidos de portadores de opiniões, fatos ou versões dos mesmos.

Por outro lado, me pergunto quais são os objetivos de se tirar Anthony Garotinho de circulação deste momento, impedindo-o de continuar exercendo suas funções profissionais como radialista. Aliás, nem deveria me perguntar. É que no meio do silêncio sepulcral que cerca a atual situação política e econômica do Rio de Janeiro, Garotinho vinha sendo uma voz expressiva na denúncia dos golpes cometidos contra o erário público por membros dos três poderes fosse no âmbito estadual ou nacional, especialmente nos muitos crimes cometidos pelo grupo do ex- (des) governador Sérgio Cabral  Assim, ao impedi-lo de trabalhar e oferecer sua visão acerca da conjuntura em que estamos metidos existe um claro favorecimento dos que têm interesse em que determinados fatos não sejam revelados a uma faixa da população que normalmente não é informada.

Também acho interessante apontar para o inevitável fato de que Anthony Garotinho, em que pesem os anúncios precoces de sua morte política, é a personalidade política mais importante que o município de Campos dos Goytacazes possui. Todos os outros políticos perto dele são expressões menores, a maioria sem qualquer capacidade de fazer frente a ele e sua conhecida capacidade de ação política.  E neste contexto é normal que os eventuais substitutos tentem se aproveitar da fragilidade causada pela decretação da prisão para dar o chamado golpe final.  Já cuidar da cidade que é bom, muito pouco ou quase nada se vê sendo feito.  E pelas ruas se seguem os assaltos, as centenas de pessoas tentando se virar nos sinais, a piora da condição do trânsito, e, sim, o aprofundamento da condição caótica em que estão as unidades municipais de saúde e de educação.

Curiosamente, a combinação dessa situação de inexistência de substitutos à altura e a demonstração objetiva de que a gestão do prefeito Rafael Diniz beira o caos são uma demonstração inequívoca de que Anthony Garotinho não será tão facilmente apagado da cena política municipal. E continuará pairando sobre o mundo político campista como um espectro amedrontador por ser inderrotável. Para desespero de seus inimigos e viúvas políticas.

Governo Rafael Diniz e suas prioridades tortas: tem dinheiro para propaganda, mas não tem para alimentar os pobres

Acabo de ler uma nota publicada pelo jornalista Ralfe Reis no “Diário da Planície” sobre a renovação de um contrato de publicidade pelo governo do jovem prefeito Rafael Diniz ao custo de R$ 5.000.000,00 por um período de 12 meses [1] (ver extrato do Diário Oficial do Município logo abaixo).

propaganda

Não vou entrar nem na discussão de porque se gasta tanto com propaganda oficial num momento em que se demite trabalhadores a quem a Prefeitura de Campos dos Goytacazes ainda deve salários. A coisa já é absurda por este aspecto, mas existem outros.

Vejamos a questão do fechamento do restaurante popular Romilton Bárbara pela alegada falta de recursos para mantê-lo aberto para servir  comida subsidiada a um contingente extremamente pobre da população municipal.  Pois bem, o valor apontado e nunca refutado é de que a operação mensal do restaurante popular custaria R$ 250.000,00. 

Pois bem, com o valor que será gasto com 12 meses de propaganda seria possível manter o fornecimento de refeições no restaurante popular por 20 meses! 

Então me respondam: as prioridades estão ou não tortas na gestão do jovem prefeito Rafael Diniz que, em sua campanha eleitoral, prometeu manter o restaurante popular aberto?!


[1] http://www.diariodaplanicie.com.br/blogdoralfereis/governo-rafael-diniz-renova-contrato-de-r-5-milhoes-para-propaganda/

A aplicação da moral de tesouraria segue fazendo vítimas Campos dos Goytacazes. Mas este é mesmo o único caminho?

Faz pouco tempo abordei  neste blog [1] a participação do economista e professor da Universidade do Estadual do Rio de Janeiro, Bruno Sobral, na aplicação do que ele rotulou de “moral de tesouraria” na crise econômica e fiscal que abala o Rio de Janeiro. Nessa lógica que é aplicada de forma perversa no setor público haveria uma supremacia no controle das despesas em detrimento de esforços concentrados no aumento da receita.

Quem observa, e não precisa ser com a mesma aflição com que faço, o governo do jovem prefeito Rafael Diniz nota que segundo as mesmas receitas adotadas por Michel Temer e Luiz Fernando Pezão, ele também está contaminado pela moral de tesouraria.   Seus secretários, que mais parecem menudos neoliberais, se ocupam normalmente de dizer onde vão cortar  investimentos e gastos usando critérios estritamente “técnicos”. O problema aqui que os cortes “técnicos” vêm recaindo sobre as políticas sociais de mitigação da pobreza e sobre as outras vítimas de plantão, os servidores públicos municipais.

Curiosamente o que se vê após 8 meses de ataques às despesas (ataque seletivo é preciso que se frise já que em certas áreas os gastos aumentaram) é o aumento do fechamento de lojas comerciais e o aumento do número de pessoas que estão nas ruas tentando vender alguma coisa ou simplesmente pedindo dinheiro para arranjar alguma coisa para comer.  É preciso dizer que nesses meses de cortes seletivos, a cidade foi lentamente mergulhando numa espécie de catástrofe social causada pelo rápido espalhamento dos atos de violência.

Aí um leitor mais crítico poderia me perguntar: qual é então a sua saída, além de ficar criticando o prefeito?  A minha resposta seria uma que é tão simples quanto aparentemente inatingível neste momento de grave crise social. Eu diria que a primeira coisa que deveria ser feita é abandonar a moral de tesouraria recolhida do receituário neoliberal e substituí-la por políticas de recorte keynesiano  que se ocupem de aumentar as receitas em áreas em que o município possui claras potencialidades. Em outras palavras, há que se investir mais, em vez de se perpetuar a visão de que o problema será resolvido simplesmente pela diminuição seletiva das despesas.

Para exemplificar o que  estou dizendo, vejamos por exemplo o caso dos assentamentos de reforma agrária que são uma nova fronteira de produção de alimentos. Em seu programa eleitoral, o jovem prefeito colocou que iria apoiar os assentamentos, de modo que eles pudessem gerar alimentos mais barato e mais renda para os assentados.  Mas até agora, o que  se viu foi a persistência de um modelo de gestão da agricultura que objetivamente marginaliza os assentados que continuam atrelados a uma lógica dominada pelos atravessadores.

Outra  área que deveria ter sido atacada com vigor é a da dívida ativa do município.   Se estimativas que me foram fornecidas apenas com o chamado Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), o total da dívida era faz alguns meses de cerca de R$ 300 milhões.  O montante é significativo, pois com apenas 10% desse valor seria possível fazer funcionar o Restaurante Popular  por 10 anos!  Mas em vez em de se cobrar dos que pegaram  emprestado fortunas a juros camaradas, o prefeito Rafael Diniz optou por desprover os mais pobres de comida.

Ainda na questão da geração de renda, uma coisa que aparece frequentemente nas reclamações que vejo na internet se refere ao recolhimento de impostos municipais, começando pelo Imposto sobre Serviços (ISS). Nessa área não apenas inexistem formas mais modernas de cobrança, mas também prevalecem mecanismos que permitem um número significativo de empresas de não pagarem o que deveriam pagar.  E, pior, sem que se faça o devido esforço para cobrar.  O mesmo pode ser dito no que se refere ao cálculo dos valores devidos pelos proprietários de imóveis a partir do Imposto Territorial Urbano (IPTU). É notável que em Campos dos Goytacazes também se aplica uma lógica regressiva, onde os mais pobres pagam mais do que os mais ricos. E com o agravante que em 2017 tivemos um grande atraso na entrega dos carnês, o que causou uma demora inaceitável na entrada de recursos, especialmente quando se alega que vivemos uma crise financeira histórica no município.

Como não tenho  a pretensão de esgotar o assunto em apenas uma postagem, o que me parece mais problemático nas práticas instaladas na gestão do jovem prefeito Rafael Diniz  é a justificação de uma lógica que pune principalmente os mais pobres.  Até aqui toda a esperança que foi mostrada na campanha eleitoral se transformou numa evidente decepção. Como esse governo ainda durará mais 3 anos e 4 meses, ainda há tempo para que se abandone a moral de tesouraria por outra que aposte num modelo próprio de desenvolvimento econômico e social.  Mas enquanto isso não mudar, o que teremos diante de nós é um estelionato eleitoral na sua forma mais pura e acabada.


[1] https://blogdopedlowski.com/2017/08/19/rafael-diniz-e-sua-moral-de-shylock-estao-na-raiz-do-profundo-desencanto-que-grassa-nas-ruas-de-campos-dos-goytacazes/

Uff Campos terá seminário sobre “A propalada crise fiscal e a do estado Rio de Janeiro- e dos seus municípios

 

Num momento em que enfrentamos uma crise econômica e social que atinge todas as escalas de governo e, principalmente, os segmentos mais pobres da população brasileira, o Programa de Pós-Graduação em “Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas” da Uff Campos traz a Campos dos Goytacazes, o professor Jorge Luiz Alves Natal, do IPPUR/UFRJ, para proferir a palestra “A Propalada Crise Fiscal Brasileira e a do Estado do Rio de Janeiro seus Municípios” (ver cartaz abaixo).

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Essa é um evento acadêmico bastante antenado com as nossas dificuldades atuais e os que puderem não deveriam perder a oportunidade de ouvir o que o Prof. Jorge Natal tem a dizer.

Cuidado! Campos dos Goytacazes vive surto de roubos de telefones celulares

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Como este blog é também voltado para oferecer informações que possam ser úteis. venho alertar aos leitores que a cidade de Campos dos Goytacazes está vendo um grave surto de assaltos à mão armada com o objetivo de roubar telefones celulares de pedestres incautos.

A dinâmica é sempre a mesma: dupla em motocicleta intercepta pedestres ou ciclistas e informa que se trata de um assalto e um dos assaltantes, supostamente armado, logo demanda a entrega do telefone celular. O interessante é que apenas nas últimas duas semanas dois conhecidos meus foram assaltados em pontos diferentes da cidade (um em Guarus e outro na Avenida Alberto Torres) e a dinâmica aplicada foi exatamente a mesma.

Como a maioria das pessoas que estão tendo seus telefones subtraídos acaba não indo registrar queixa na Delegacia Policial mais próxima para registrar um boletim de ocorrência, o mais provável é que essa onda de assaltos estejam sendo subnotificada. Entretanto, isto não significa que o risco não seja real e o perigo também.

Portanto, uma medida básica que deveria ser tomada é que se evite o uso de telefones celulares em locais de pouca circulação, seja de dia ou de noite.

Sugiro que quem tiver seu celular roubado acesse o site do serviço “Delegacia Online” e faça um registro de ocorrência [Aqui!]

 

Jovem do Imbé enfrentam dificuldades alimentares para estudar em Campos dos Goytacazes

Que há algo de muito errado na forma com que a gestão do prefeito Rafael Diniz está tratando a já sofrida estrutura de educação municipal eu já não tinha dúvidas. Agora, me chegou a informação de que jovens que habitam a região do Imbé, e precisam vir a àrea urbana de Campos dos Goytacazes para continuar seus estudos, estão tendo que enfrentar dificuldades garantir acesso até para formas básicas de alimentação escolar.

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Essa informação precisa ser explicada pelos gestores da Secretaria Municipal de Educação. É que esses jovens estão entre aqueles que mais precisam ser apoiados para que continuem a estudar, e não ser deixados em situação precária a ponto de passar fome.

Este caso me lembra muito o que o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), está fazendo na rede municipal ao negar uma segunda refeição aos alunos que estejam ainda com fome após a primeira. Até marcações com caneta no dedo das crianças estão sendo aplicadas para impedir que elas repitam a refeição. Mas pelo menos em São Paulo, há a primeira refeição que estaria sendo negada aos jovens do Imbé.

Além disso, também me chegou a informação de que estão sendo repetidos esquemas de pressão contra profissionais que ousam reclamar contra esse tipo de maltrato contra quem está simplesmente tentando alcançar melhores níveis de educação. E para quem se elegeu prometendo mudar a cidade para melhor, começando por respeitar os servidores públicos, este tipo de comportamento é totalmente inaceitável.

Rafael Diniz e sua moral de Shylock estão na raiz do profundo desencanto que grassa nas ruas de Campos dos Goytacazes

Enquanto o jovem prefeito Rafael Diniz segue aplicando na sua gestão o que o professor de economia da Universidade do Rio de Janeiro Bruno Sobral rotula de “Moral de Tesouraria” {[1], as conversas que venho tendo nas ruas mostram que há um profundo desencanto crescendo dentre os segmentos mais pobres da população que caíram na propaganda de que este seria o governo da mudança.

Esse desencanto, ao contrário do que possa querer imputar o alto clero do governo Diniz, não é motivado por questões difíceis de serem entendidas ou, menos ainda, por mera agitação política do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho.

Ao conversar com pessoas que ninguém para arguir opiniões sobre a qualidade da gestão governamental por estarem em funções mais basilares da estrutura laboral, o que tenho ouvido é que o pouco que foi mudado foi para prejudicar os pobres. Obviamente os dois primeiros exemplos lembrados são o fechamento de Restaurante Popular e o encarecimento da passagem de ônibus.

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Mas um item que também tem sido lembrado se refere ao oferecimento de cargos comissionados a parentes de vereadores e de membros do executivo municipal, o que é visto como uma continuidade de práticas que se prometeu seriam extintas.  Aliás, dois nomes de vereadores que aparecem na boca dos que conversam comigo como péssimos exemplos neste quesito são Marcão Gomes (REDE) e Cláudio Andrade (PSDC).

Outra coisa interessante é que não vejo propriamente saudade do governo anterior, de Rosinha Garotinho. A questão, que me parece ser mais grave para Rafael Diniz, é o fato de que ele está sendo visto como um prefeito que está atacando os pobres apenas para destruir o legado de Anthony Garotinho, enquanto aos ricos está sendo dado o que há de melhor.

Um problema que surge em todas as conversas que tenho mantido é a disposição de não votar em mais ninguém visto o descompasso monumental que está sendo visto entre as promessas eleitorais de Rafael Diniz e sua prática de governo. Aí os exemplos que são citados se referem também ao restaurante popular e à passagem de ônibus. Um dos meus interlocutores e que votou em Rafael Diniz me lembrou do fato de que na campanha o candidato “da mudança” prometeu não apenas não extinguir o restaurante popular e a passagem social, mas também que iria ampliar ambos os programas. Para ele aquele que falava em ampliar para melhorar, agora só faz cortar do pouco que era destinado aos pobres.

Em contrapartida ao argumento corrente “de que todos são iguais”, venho tentando mostrar que lembrar aos eleitos o tamanho da distância existente entre as promessas e o que de fato está sendo feito é a única forma de melhorarmos o próprio processo de escolha de que vai nos governar.

Reconheço que o tamanho da minha amostra ainda é pequeno, mas irei continuar tendo minhas conversas com os “invisíveis” que só são lembrados na hora de capturar seus votos.  E farei isto por um motivo simples: os “invisíveis” compõe a imensa maioria da nossa população e são quem efetivamente resultados eleitorais. Assim, a opinião deles é importante, ao menos para quem realmente deseja que vivamos um real processo de mudança na forma de governar não apenas Campos dos Goytacazes, mas o Brasil como um todo.

Apesar da ressalva do parágrafo anterior, eu não hesito dizer que após apenas pouco mais de sete meses de governo, se Rafael Diniz mantiver sua atual trajetória de governar como fiscal de tesouraria, ele não irá ter qualquer futuro político se depender da população de Campos dos Goytacazes.  E se isso acontecer, só terá a si mesmo para culpar.

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[1] Moral de tesouraria seria aquela que no processo de entender as razões da crise financeira do estado não se consegue ir além da aparência do problema refletida em uma soma dos desequilíbrios entre gastos e receitas. Com isso, se perde a oportunidade de analisar os aspectos estruturais da mesma, insistindo-se assim só na realização de cortes em áreas que se acredita serem as culpadas pelo desequilíbrio.  Para quem conhece a obra de William Shakespeare, um exemplo direto da “Moral de Tesouraria” é encontrada na pela “O Mercador de Veneza”, e mais diretamente no personagem Shylock.

Governo Rafael Diniz: depois do ponto eletrônico, o corte salarial “by surprise”

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A cada dia que passa fica evidente que algo de muito estranho anda acontecendo no governo do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) que prometeu mudar  e tornar mais transparente a gestão da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, mas esqueceu que a mudança prometida poderia ser para pior.

É que depois de implantar o uso seletivo do ponto eletrônico para servidores concursados, deixando de fora cargos comissionados e servidores contratados em condição precária,  o governo da “mudança” resolveu cortar salários pela metade dos trabalhadores que recebem via o chamado Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) e “by surprise” (de surpresa). É que os trabalhadores estão descobrindo a mordida de 50% em seus salários no dia do pagamento!

 

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Como quem informa isso é o jornal Terceira Via e não blogueiros ligados ao grupo político do ex-governador Anthony Garotinho, a informação de que está ocorrendo um corte de 50% nos salários sem que os trabalhadores sequer sejam avisados disso, só posso acreditar que estamos adentrando o campo do imponderável, caso não haja um firme desmentido por parte do prefeito Rafael Diniz  de que isto está ocorrendo[1].

A questão que precisará ser explicada, caso a informação do Terceira Via se confirme, é de como contratos em vigência está sendo modificados e em detrimento dos trabalhadores, sem que os mesmos sejam sequer informados.

Se, notem que estou falando no condicional, esses cortes estiverem ocorrendo, vou esperar que o Ministério Público Estadual entrem imediatamente em ação para apurar sob quais condições isto está sendo realizado pelo prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.

E não adianta vir falar em crise financeira e necessidade de estabilizar os gastos municipais. É que estamos assistindo a um sem número de contratações via a chamada “carta convite”  que dispensa a realização de licitações.  Assim, se há dinheiro para contratar sem concorrência, por que faltaria dinheiro para pagar os trabalhadores contratados via RPA?

Como esse governo prometeu transparência, essa é uma boa oportunidade de colocar a promessa em prática.


[1] http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/08/11/prefeitura-paga-rpas-com-atraso-e-corte-nos-salarios/

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A confusão na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes e a questão da boa etiqueta para o uso das redes sociais

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Nem vou me deter nos últimos projetos enviados pelo jovem prefeito Rafael Diniz e aprovados de maneira atropelada pela costumeiramente obediente bancada governista (independente do governante de plantão, é bom que se frise). Isso merecerá uma análise mais completa em outro dia. 

O que me leva a escrever esta postagem é um fato que poderia passar despercebido em outros momentos não tivesse o presidente da Câmara de Vereadores, o trânsfuga do PT, o nobre vereador Marcão Gomes (REDE) ter exonerado um assessor parlamentar com base numa confusão que teria sido iniciada pelo mau uso da rede social Facebook.

Tomando como base um entrevero  ocorrido com outro trânsfuga, só que esse do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho, o igualmente nobre vereador Marcelo Perfil  (PHS), o presidente da Câmara de Vereadores exonerou sabe-se lá com quais poderes um assessor da também nobre vereadora Lindamara da Silva (PTC) que teria postado fotos  de um assessor  do parlamentar humanista mostrando cenas do mesmo numa praia com a família. Desnecessário dizer que entre estas fotos havia membros da família vestindo roupas de banho. Tendo isto sido feito, houve um entrevero no plenário da Câmara de Vereadores que acabou em  grossa confusão que envolveu desde ameaças de surras físicas até de usos de armas de fogo por parte de outro nobre vereador da bancada governista, no caso o Sr. Fred Machado ( ver vídeo abaixo).

Esqueçamos por um segundo deste entrevero lamentável com ares de novelão mexicano, para nos deter no detalhe das fotografias que teriam sido a causa inicial da confusão.  É que as mesmas teriam sido depositadas pelo assessor do já citado nobre vereador Marcelo Perfil em sua página pessoal na rede social Facebook, e de lá teriam sido postadas em meio a um embate com o agora ex-assessor da nobre vereadora Lindamara da Silva.

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Fonte: http://somosassim.com.br/portal/97298-2/

Pois bem,  se esta é realmente o que  causou a confusão no plenário da Cãmara de Vereadores, de quem então é a responsabilidade pelo uso de fotografias de uma reunião familiar nas disputadas políticas nada familiares que estão ali ocorrendo? Ora, de quem as postou e, pior, as tornou públicas para quem quizesse vê-las e usá-las ao bel prazer.

Para evitar esse tipo de uso que depois se considera impróprio é que os usuários de qualquer rede social precisa se precaver.  É que já está mais do que sabido dos múltiplos maus usos que pode ser feito daquilo que as pessoas, muitas vezes ingenuamente, depositam nas múltiplas redes sociais de que participam.

Deste modo, os princípios da precaução e da prevenção são essenciais para que se use quaisquer sociais, especialmente em um contexto histórico tão problemático como o que estamos atravessando. Além disso, diferentes estudos já demonstraram que a internet se tornou um espaço privilegiado para a ação de criminosos sexuais.  Nesse sentido, a super exposição a que muitos se permitem é não apenas desnecessária mas também perigosa.

E a Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes? Bom, essa já é um caso para uma postagem que vai muito além das etiquetas que cercam o bom uso das redes sociais.

Rafael Diniz segue exemplo do (des) governo Pezão e escolhe servidores como bodes expiatórios

O jovem prefeito Rafael Diniz se elegeu com uma plataforma bastante vistosa em relação aos servidores públicos municipais aos quais prometeu valorizar e respeitar. A maioria dos servidores acabou optando por apoiar o colega de labuta (sim, isso mesmo, Rafael Diniz é servidor público municipal! [Aqui! ]) já que ele mais do que ninguém deveria entender o drama que cerca o cotidiano deles.

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Mas Rafael Diniz, premido por suas escolhas de onde gastar os bilionários recursos do orçamento municipal do qual dispõe para gerir a pobre/rica cidade de Campos dos Goytacazes, agora aparece como um dos caudatários da política de caça aos servidores que seu aliado político, o (des) governador Luiz Fernando Pezão, vem executando no plano estadual.

E já está mais do que evidente que os servidores  da Saúde foram escolhidos para servirem como as primeiras “sacrifical lambs” (uma expressão metafórica em que uma pessoa ou animal é sacrificada em nome do bem comum) da caça que será realizada contra os direitos já constituídos de todos os servidores municipais. Aliás, nesse contexto, a melhor caracterização para os servidores municipais está mais para a de bodes expiatórios.

Isso ficou ainda mais claro para mim a partir das declarações do procurador da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, José Paes Neto, sobre uma curiosa série de inspeções conjuntas que teriam sido realizadas com o Ministério Público Estadual nas principais unidades hospitalares existentes na cidade de Campos dos Goytacazes, onde teria sido  verificada a ausência de “alguns profissionais” que deveriam estar trabalhando, mas não foram encontrados nos seus postos de trabalho (ver vídeo abaixo).

A primeira pergunta que berra por uma resposta é a seguinte: é papel da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes acompanhar o MP em inspeções nas quais ela pode ser posteriormente considerada culpada das irregularidades que sejam apuradas? E quanto ao sindicato que representa os interesses dos servidores municipais? Havia diretores sindicais presentes no momento da realização das “inspeções”? É que em qualquer país democrático do mundo isto seria uma pré-condição para que este tipo de ação do estado fosse realizado! 

Outra questão que também salta aos olhos nessa pequena peça publicitária travestida de prestação de contas é a seguinte: quantos servidores são “alguns”? E ainda, todos os servidores ausentes numa dada repartição pública são “faltosos”?  É que não apenas existem escalas de trabalho,  mas como também existem casos de servidores legalmente afastados ou ainda, ironia das ironias, doentes todos os dias.  Assim, em que se baseou o honorável procurador para determinar que “alguns servidores” não estavam em seus locais de trabalho?

A verdade é que esse tipo de operação performática visa apenas a demonizar os servidores públicos num momento de profundo ataque a direitos duramente conquistados.  E o mais lamentável é que durante a “flamboyant” campanha eleitoral, o então candidato Rafael Diniz prometeu melhorar as péssimas condições de trabalho que dizia saber existir nos hospitais e demais unidades de saúde do município.  Agora essas condições já magicamente superadas e o problema repentinamente passou a ser de servidores indolentes e descompromissados?  

Mas que não se engane o resto do funcionalismo municipal.  O que está sendo feito com servidores da saúde é apenas o prenúncio de um ataque generalizado a todos os servidores municipais. É que na cartilha neoliberal pela qual rezam o (des) governador Pezão e o prefeito Rafael Diniz, os servidores públicos são sempre as vítimas preferenciais de um estado que se torna mínimo para os pobres, apenas reservar a maior parte da riqueza para os que já são ricos.