Descaso do (des) governo Pezão facilita roubo em unidade experimental da Uenf e amplia prejuízos à ciência fluminense

 

A precariedade causada na manutenção da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) pelo descaso do (des) governo Pezão (a qual já tinha gerado atos de vandalismo com perdas materiais no final de 2016), agora alcançou proporções mais graves com o roubo de 10 indivíduos da espécie “trinca-ferro-verdadeiro” (Saltator similis) que se encontravam do Setor de Etologia, Reintrodução e Conservação de Animais Silvestres (SERCAS) do Laboratório de Ciências Ambientais do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) da Uenf.

O primeiro aspecto lamentável desse roubo é  a perda material que foi imposta à Uenf, já que aves desta espécie podem valer entre R$ 1.000,00 e R$ 20.000,00, de acordo com a sua condição física e de canto. Mas as perdas financeiras não pararam na subtração das aves, pois também foram levadas as gaiolas onde os pássaros estavam, o que contribui para o custo final desse verdadeiro atentado contra a ciência.

Além disso, como a Uenf continua sem receber verbas de custeio, ainda não se sabe como e quando serão realizados os reparos do SERCAS que foram depredadas pelos ladrões durante a invasão a essa unidade experimental.

Creio que não é preciso dizer pior aspecto desse roubo é que vários experimentos estavam sendo realizados com esse grupo de aves, e agora estas pesquisas foram completamente inviabilizadas, gerando uma perda incalculável do ponto de vista científico.

Mas essa situação desastrosa para a ciência fluminense não aconteceu da noite para o dia, pois a Uenf atravessou todo o ano de 2016 sem um centavo para custear o seu custeio, incluindo a manutenção da alimentação dos animais sendo usados em diferentes experimentos. 

Agora, não podemos esquecer que o grande culpado por mais evento que coloca em risco a continuidade das pesquisas sendo realizadas na Uenf é o (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão.  A situação de completo abandono em que a Uenf, Uerj e Uezo se encontram neste momento é um reflexo direto da política de terra arrasada que foi praticada por Sérgio Cabral e Pezão desde que assumiram o Palácio Guanabara.

Finalmente, creio que não é preciso dizer que esta invasão seguida de roubo contribuirá para aumentar ainda mais sensação de insegurança dentro da Uenf.  

No apagar das luzes de 2016, TCE determinou que (des) governo Pezão adote nova metodologia para calcular o montante da farra fiscal

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Um dos aspectos mais óbvios, mas ainda assim totalmente escamoteado, sobre a crise financeira (seletiva) que assola o pobre rico estado do Rio de Janeiro é o montante de dinheiro perdido com a farra fiscal promovida pela dupla de (des) governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Prova disso é que em meio a todo o debate draconiano em torno do suposte ajuste que o Rio de Janeiro deverá passar para receber um pequeno alívio nas suas contas, a questão da farra fiscal sequer é citada nas matérias que trazem as declarações de Henrique Meirelles e Pezão. Parece até que a farra fiscal que engoliu quase R$ 200 bilhões de dinheiro público seque aconteceu, e que quem toca nesse assunto sofre de algum tipo de patologia de fundo neurológico.

Pois bem, não é que no apagar das luzes de 2016, o plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro determinou que o (des) governo Pezão adote a a ” metodologia desenvolvida pelo Government Accouting Office (GAO) – órgão de controle externo do governo americano – para enfrentar as pressões fiscais ocorridas nos EUA na década passada”, já que a atualmente utilizada pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) é frágil demais para fazer o cálculo correto das perdas causadas pela farra fiscal (Aqui!).

 

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O interessante é que o TCE concedeu 60 dias (o que deverá vencer no dia 12/02 para que a Sefaz refaça o seu cálculo do montante de recursos renunciados por meio da farra fiscal promovida por Sérgio Cabral e Pezão.  O problema aqui é que até lá,  Henrique Meirelles já terá se tornado o (des) governador “de facto” do Rio de Janeiro, e saber quanto foi efetivamente renunciado pouco importará para ele e seus amigos banqueiros.

Agora, convenhamos, em que pese o atraso do TCE em determinar que o (des) governo Pezão adote metodologias mais robustas de cálculo do impacto da renúncia fiscal sobre o tesouro fluminense, chega a ser vexaminoso constatar que estivemos e continuamos estando sob o controle de (des) governantes que sequer se preocuparam em calcular quanto estava sendo concedido na forma de generosidades fiscais às corporações privadas.

E depois ainda tem gente que vem defender o discurso neoliberal de que a iniciativa privada é mais eficiente do que o Estado. Queria ver como estariam estar esses empresários sem a recheadas tetas do estado do Rio de Janeiro!

 

RJ: esqueçam Pezão, quem manda agora é Henrique Meirelles e seus amigos banqueiros

A mídia corporativa fervilhou ontem com notícias sobre a efetiva submissão do (des) governo Pezão às demandas draconianas do grande amigo dos banqueiros e atual ministro “de facto” da Fazenda, Henrique Meirelles.  Pelo que se transpira, o Rio de Janeiro vai ser o rato de laboratório de um ajuste draconiano, tendo como alvo principal a Companhia Estadual de Águas e Esgostos do Rio de Janeiro (CEDAE) que deverá ser privatizada, sabe-se lá em quais condições, mas certamente por um preço bem camarada.

Confirmada a capitulação do (des) governo Pezão, o Rio de Janeiro terá efetivamente um novo (des) governador que será Henrique Meirelles. É que feito o acordo sob as bençãos provavelmente monocrática da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) não restará mais nada a Pezão e seu (des) secretário de Fazenda a não ser cumprir as ordens que forem ditadas por Meirelles e sua equipe de economistas ultraneoliberais. 

Aliás, eu diria que até a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro poderia fechar suas portas, visto que a partir da assinatura deste acordo a coisa mais profunda que deverá ser analisada sob a batuta de Jorge Picciani e seus colegas será a concessão de placas e medalhas.

O que não fica dito nestas tratativas é que ao capitular em face do governo “de facto” de Michel Temer, o (des) governador Pezão o fará pensando na sua própria sobrevivência, apenas isso. É que Pezão tem muto com o que se preocupar, haja vista os enrolos em que andam metidos seus parceiros Sérgio Cabral Filho e Hudson Braga. A estas alturas o (des) governador Pezão deve andar matutando quando é que será arrastado para o centro do picadeiro das delações e das prisões pouco convencionais que estão ocorrendo no âmbito da Lava Jato e da Calicute.

Essa verdade é que deve estar acelerando Pezão a capitular a Meirelles, e ao segundo a aceitar sua capitulação. É que todos que andam nos meios políticos sabem que a quebra do Rio de Janeiro pouco tem a ver com petróleo, e muito a ver com a festança que Sérgio Cabral e Pezão instalaram no Palácio Guanabara, tendo como parceiros os empreiteiros e, sim, as joalherias.

Para os servidores públicos nada virá de bom das tratativas em curso, e muito menos para a população. É que o pano de fundo dessa suposta salvação é a ampliação do controle privado do Estado, preferencialmente pelos banqueiros que Henrique Meirelles representa, e a retirada de direitos trabalhistas e o encarecimento ainda maior das tarifas públicas.

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E é por isso que eu afirmo: esqueçamos de Pezão e nos concentremos em Henrique Meirelles, pois este será aquele quem nos (des) governará de fato. Basta olhar na foto acima e ver quem está no centro da mesa comandando as tratativas.

 

Matéria do Estadão revela tamanho do calote da FAPERJ com pesquisadores fluminenses: R$ 470 milhões!

Graças ao jornalista Herton Escobar que é repórter especializado em jornalismo científico e ambiental no jornal “Estado de São Paulo” (o ESTADÃO), agora sabemos qual é o tamanho do calote acumulado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) com pesquisadores que atuam no território fluminense apenas para projetos aprovados nos anos de 2015 e 2016 (Aqui!).

Segundo o que Escobar levantou, o valor é de R$ 470 milhões. E o pior é que efetivamente o que foi pago em 2016 foram as bolsas concedidas em diferentes modalidades pela FAPERJ, e mesmo assim com grandes atrasos.

Este calote que está sendo dado nos pesquisadores que atuam no Rio de Janeiro já estão tendo o efeito de causar uma fuga de cérebros para outras partes do Brasil, especialmente para São Paulo onde os recursos estaduais ainda são relativamente altos. Mas outro aspecto igualmente preocupante que apareceu na matéria assinada por Herton Escobar foi o risco de que pesquisas sejam interrompidas já que também estaremos enfrentando um período de forte recuo no aporte de verbas federais pelos próximos 20 anos.  

Com a combinação desses dois fatos (fuga de cérebros e recuo de verbas federais), o risco que a ciência fluminense corre neste momento é da interrupção desastrosa de importantes projetos de pesquisa e o sucateamento de laboratórios que estão entre os mais importantes da América Latina.

E como é sabido que no atual momento histórico quem não produz ciência de ponta está fadado a ocupar as piores posições nas relações econômicas vigentes, o  que me espanta é que a comunidade científica fluminense ainda não tenha se organizado para denunciar o desmanche que está sendo imposto à FAPERJ. 

E como em outras situações que eu já abordei neste blog em relação às universidades estaduais, o desmanche da FAPERJ não se dá apenas por questões financeiras, mas sim por uma decisão política de beneficiar corporações privadas que já chegam por aqui munidas de pacotes tecnológicos fechados.

 

Uenf entra em 2017 entregue às cabras

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Ao chegar no campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) nesta segunda-feira (09/01) tive um momento de sobressalto ao  ver uma cabra correndo em minha direção. É que a velocidade de aproximação era tanta que pensei que seria alvo de uma recepção pouco amistosa. Felizmente, o caprino em questão estava apenas em uma inexplicada e desabalada carreira para o interior do estacionamento mais próximo. De lá ele me deu uma leve encarada e seguiu o seu destino.

Mas afinal, o que está errado com esta cena? É que para mim a cabra expõe literalmente o bode em que o (des) governo Pezão submergiu as universidades estaduais ao desprovê-las de verbas de custeio, inclusive para o corte da grama. 

Por outro lado, fica sempre a pergunta do porquê de não se ver a devida reação por parte da comunidade universitária da Uenf em face de tamanho ataque às condições básicas de funcionamento da universidade que foi pensada por Darcy Ribeiro para levar o Norte e Noroeste Fluminense a um ciclo mais virtuoso no Terceiro Milênio. 

De minha parte, não vejo outra saída a não se sair da letargia para se partir para um questionamento direto da legitimidade do (des) governador Pezão para continuar à frente do poder executivo fluminense. É quem deixa uma universidade como a Uenf à mercê das cabras para aparar a grama é capaz de fazer muito pior, muito pior, com o que ainda restou do serviço público estadual.

Reitoria da Uerj envia carta ao (des) governador Pezão alertando para o risco de cessação de todas suas atividades

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A reitora em exercício da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Maria Georgina Muniz Washington, enviou hoje uma carta ao (des) governador Luiz Fernando Pezão com um teor que revela a dramaticidade da situação a que sua instituição está colocada pela falta de verbas de custeio e do pagamento de seus servidores (ver imagem abaixo).

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E a mensagem da reitora em exercício da Uerj é clara: a instituição está sob risco de ter suas atividades interrompidas em todas suas unidades acadêmicas, seja no campus do Maracanã, ou nos outros localizados em diveras regiões do Rio de Janeiro.

Essa situação catastrófica é responsabilidade direta do (des) governo Pezão que vem impondo uma política de terra arrasada não apenas na Uerj, mas também na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e na Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo). As três instituições passaram o ano de 2016 em graves dificuldades por causa do completo descompromisso do (des) governo Pezão com seu funcionamento.

Felizmente esta correspondência oficial da Uerj quebra um ciclo de silêncio por parte das reitorias das universidades estaduais e expõe o caos em que estas instituições fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro foram colocadas por um (des) governo que parece apenas comprometido com as corporações privadas e suas organizações de classe como a Firjan e a Fecomercio.

Agora que a Uerj já tomou a vanguarda na defesa das instituições universitárias estaduais, espero que a reitoria da Uenf saia do silêncio sepulcral em que se colocou em meio a uma crise que tornou o campus Leonel Brizola um alvo preferencial para depredações, além de expor aos membros da comunidade universitária a riscos que até recentemente eram impensáveis.  E nem me parece preciso enfatizar que o risco de cessação das atividades é uma ameaça real que paira como um espectro ameaçador também sobre a Uenf neste momento.

E que fique claro de uma vez para todos, o (des) governo Pezão é um inimigo visceral das universidades estaduais e a tarefa de defendê-las é de todo cidadão que queira que o futuro seja completamente diferente da realidade atual.

 

RJ: O único caminho para resolver o drama dos servidores é o da mobilização

Enquanto os servidores estaduais convocados pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSPE) realizavam a primeira manifestação do ano contra o (des) governo do Rio de Janeiro, os principais veículos da mídia corporativa fluminense comunicavam a súbita decisão do (des) governador Luiz Fernando Pezão de antecipar o pagamento da segunda parcela do salário de Novembro/2016 para amanhã (06/01) (ver reprodução parcial da matéria do jornal Extra abaixo).

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Essa mudança de postura reflete a delicadeza da própria situação em que o (des) governo comandado por Pezão se enfiou. Por um lado, o tratamento desigual e duro para com os serviores e aposentados e, por outro lado, a completa submissão aos ditames rentistas do governo “de facto” de Michel Temer.

Mas que nenhum servidor se iluda com essa mudança abrupta no pagamento parcelado e atrasado dos salários e aposentadorias relativas ao penúltimo mês de 2016. Tudo indica que essa mudança de calendário é pontual e não reflete qualquer alteração da postura que foi praticada pelo (des) governo Pezão ao longo de 2016. É que a questão central por detrás dos sacríficios impostos aos servidores e aposentados é alcançar o grau máximo de desmoralização para enfrentar o mínimo de reação às políticas de privatização de bens públicos e de precarização ou mesmo extinção de direitos trabalhistas e sociais.

Além disso, é equivocado tratar o (des) governo Pezão como algo separado da realidade geral em que o Brasil está metido ou que os demais poderes (legislativo e judiciário) não são co-partícipes desse processo de desmantelamento do Estado em prol das m , principalmente as financeiras.

Por isso mesmo é que mais servidores e aposentados deverão se juntar aos atos que continuarão ocorrendo. È que sem um processo de massificação dos protestos que vêm ocorrendo contra o (des) governo Pezão, a ofensiva que tem ocorrido contra o serviço público somente irá se fortalecer. E, mais do que nunca, há que se entender a importância de se derrotar as políticas ultraneoliberais que estão sendo empurradas garganta abaixo dos trabalhadores por Pezão e seu cúmplice mór, o presidente “de facto” Michel Temer.

Assim, tomar as ruas e praças é mais do que uma obrigação, é uma necessidade urgente. E que não se enganem os servidores públicos que estão com seus salários completamente em dia. A ausência das ruas irá passá-los da condição de espectantes privilegiados da desgraça alheia para co-partícipes do drama interminável em que estamos imersos mais de 200 mil de seus camaradas.

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Servidores do Proderj mostram o caminho na luta contra o descaso do (des) governo Pezão

Os servidores do  Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) acabam de mostrar como o conjunto do funcionalismo estadual deveria se comportar frente às tentativas feitas pelo (des) governo Pezão de fomentar a divisão para manter em pé o projeto de precarização e privatização do estado.

É que confrontados com o canto de sereia representado pela oferta de terem seus salários pagos em troca da suspensão do movimento de greve deflagrado pelos pessoal do Proderj, a decisão adotada foi de rejeitar a proposta e demandar que todos os servidores e aposentados tenham seus proventos pagos.

Além disso, como mostra a correspondência enviada nesta 4a. feira (04/01) ao presidente do Proderj, Antonio José Almeida Matos, os servidores da autarquia decidiram pela reativação do SIGRH para que se proceda o pagamento de todos os servidores que ainda não receberam os salários de Novembro.

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Esta postura do Proderj deve servir como incentivo a que todos os servidores cobrem posições semelhantes de seus sindicatos e, principalmente, do MUSPE.  É que até agora a necessária greve geral ainda não foi possível porque o (des) governo Pezão tem efetivamente dividido os servidores ao pagar os salários de forma aleatória e sem qualquer critério de justiça.

Por ora, há que se saudar a grandeza da posição adotada pelo pessoal do Proderj, mas também apoiar a decisão que eles tomaram de continuar em greve até que todos sejam pagos. É que mais do que nunca é necessário que se consolide a unidade dos trabalhadores contra os mútiplos ataques que estão sendo desferidos contra os servidores públicos do Rio de Janeiro.

(Des) governo Pezão é o responsável pela depredação da Uenf

Ao longo de 2016 postei inúmeras mensagens sobre o caos que estava sendo imposto nos dois campi e nas unidades experimentais isoladas da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) pelo descaso com que o (des) governo tratou uma das melhores universidades públicas do Brasil.

Hoje o jornalista Esdras Pereira publicou uma nota em seu blog no jornal Folha da Manhã dando conta de uma série de depredações que ocorreram no campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes (Aqui!).

Esse tipo de ataque ao patrimônio público que a Uenf representa é sem dúvida alguma algo que deveria ultrajar a todos. Afinal, a Uenf é uma instituição que se construiu com muito dinheiro público e empenho de sua comunidade universitária, e com muito apoio da população de Campos e região.

Entretanto, se me perguntarem quem são os principais responsáveis por esse caos eu apontaria o dedo na direção do Palácio Guanabara e da Secretaria da Ciência e Tecnologia (SECT). É que ao não entregar um só centavo para pagar serviços terceirizados na Uenf, o (des) governo Pezão escancarou as portas para os vândalos.

O que eu espero é que essas cenas impensáveis até pouco tempo atrás sirvam para tirar da letargia quem achava que o abandono da Uenf pelo (des) governo Pezão poderia ser enfretado meramente com uma atitude que mistura auto sacrífício e negação da realidade objetiva. 

A verdade é que a situação da Uenf e das outras universidades estaduais (Uerj e Uezo) beira a catástrofe completa. E quanto antes suas comunidades se organizarem para confrontar a política de desmanche que está em curso, melhor. Do contrário, as cenas de depredação que acabam de ocorrer na Uenf serão apenas um prenúncio do que ainda está por vir.

(Des) governador Pezão fez o inusitado: vetou lei que ele mesmo enviou para a Alerj

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O (des) governador Luiz Fernando Pezão definitivamente passará à história do Rio de Janeiro como um mandatário chegado a ações inusitadas. 

É que em seu pacote de Maldades, Pezão incluiu um projeto de lei prevendo uma diminuição de 30%  no seu salário de (des) governador. A medida se estendia ao vice (des) governador, secretários  e sub-secretários estaduais.

Essa lei foi analisada e aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Aqui!). 

Hoje, para surpresa de muitos, o Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro publicou o veto  integral do (des) governador Pezão ao Projeto de Lei 2260/2016, justamente o que trata da diminuição dos salários que fora enviado pelo executivo (ver reprodução abaixo).

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Na prática este veto total de Pezão a um projeto de lei de sua própria autoria mostra que a suposta disposição para participar do sacrifício em nome da estabilidade fiscal do Rio de Janeiro era uma daquelas pegadinhas que o comediante Sérgio Mallandro imortalizou. 

E sacríficio que é bom o (des) governador quer mesmo é dos servidores e aposentados, muitos dos quais ainda não viram um centavo dos salários e aposentadorias referentes ao mês de Novembro.